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Urgente!: Noel Gallagher em estúdio – o que será que vem aí?

Noel Gallagher voltou ao estúdio – e isso, por si só, já basta pra colocar metade da imprensa musical britânica em alerta permanente. A confirmação veio num bate-papo na rádio Talk Sport, dada poucos dias depois do anúncio de que ele será homenageado como Compositor do Ano no BRIT Awards 2026, que acontece em 28 de fevereiro. O músico não abriu a boca desde a volta do Oasis, mas volta e meia está no canal fazendo algumas participações e soltou essa.
O guitarrista não disse exatamente o que está gravando. Pode ser material novo do High Flying Birds, pode ser algo ligado ao Oasis, pode até ser só Noel mexendo em ideias enquanto espera a próxima turnê. Como sempre, a informação é mínima e a especulação é máxima.
A homenagem no BRITs também não passou sem ruído: o próprio Noel afirmou que não escreve músicas novas há cerca de dois anos (em 2024 ele ganhou crédito em três canções do disco Ohio Players, do Black Keys, e só). Ele respondeu com o humor típico – meio blasé, meio sincero – dizendo que também não entende muito bem como ganhou, mas aceitou. O argumento oficial passa pelo catálogo: só no último ano, suas músicas venderam cerca de um milhão de cópias, e o Brit Awards é dado a artistas de sucesso comercial.
“Nem levantei do sofá pra vender tanto e não sei se tem outro compositor capaz de falar a mesma coisa”, contou, aproveitando para convidar para uma conversa os compositores que estão insatisfeitos com o fato de ele ter ganhado o prêmio. “A gente resolve isso no meio do tapete vermelho. Se algumas dessas equipes ‘mela cueca’ de composição, todos os 11 membros da equipe, quiserem compor uma música em conjunto, quiser resolver no tapete vermelho, estou lá”.
O pano de fundo é óbvio. Desde a reunião do Oasis para a turnê Live ’25, qualquer movimento dos irmãos Gallagher vira automaticamente pista de possível material inédito. O empresário Alec McKinlay já tratou de esfriar as expectativas em outras ocasiões, mas Liam segue dizendo que o destino do grupo depende apenas dos dois. Só vendo.
Foto: Freschwill / Flickr
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Grimes mistura IA, religião e distopia em “Accelerando”, primeira faixa de “Psy opera”

RESUMO: Grimes apresenta Accelerando, primeiro single de Psy opera, álbum sobre inteligência artificial, guerras, religião e relacionamentos. O clipe traz androides, fogueiras e imagens distópicas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Inteligência artificial, guerras, religião, ex-namorados problemáticos e até a turma do looksmaxxing — aquela obsessão da internet por melhorar a aparência física. Grimes resolveu colocar tudo isso no mesmo disco. A cantora canadense acaba de lançar Accelerando, primeira amostra de Psy opera, álbum que ainda não tem data de lançamento, mas já promete uma boa dose de esquisitice.
O novo single vem acompanhado de um clipe que parece reunir várias ideias de filmes distópicos numa tacada só. Grimes aparece enrolada em correntes, é queimada numa fogueira e ainda empunha uma arma no meio de uma batalha entre androides. A letra não fica atrás: tem referências a lobotomia americana, Van Gogh e um convite para que alguém a devore. O título da música, aliás, pode ser uma referência a Accelerando, romance de ficção científica publicado por Charles Stross em 2005.
Grimes havia anunciado Psy Opera em abril, numa entrevista à revista Interview, revelando inclusive os títulos de duas músicas: The light ages e Eve is online. Agora, o material de divulgação explica um pouco melhor a ideia do álbum. Segundo o texto, o disco vai abordar tudo o que a cantora testemunhou como uma “mulher da história” durante seu afastamento da música pop. E isso inclui desde os debates sobre inteligência artificial até guerras consideradas imorais e relacionamentos que não deram certo.
A relação de Grimes com a inteligência artificial, por sinal, já vem de alguns anos. Em 2023, ela chegou a oferecer metade dos royalties a quem conseguisse criar uma música de sucesso usando uma versão de sua voz gerada por IA. No ano seguinte, participou da série A brief history of the future, da PBS, defendendo que a tecnologia poderia ajudar a revelar novos talentos musicais. Para ela, quando todo mundo tiver acesso a ferramentas capazes de produzir material com qualidade profissional, a diferença estará na criatividade de cada artista.
A cantora também abriu um canal no Instagram chamado Eve is online e divulgou um trailer de Psy opera que transforma o Evangelho de João numa história futurista sobre máquinas e divindades. “No princípio era a palavra, e a palavra era deus. E o homem fez deus à sua imagem, e Deus abraçou a natureza do homem”, diz a narração. Em seguida, descreve um Éden construído em metal, iluminado por luz artificial capaz de rivalizar com o sol.
Psy opera será o primeiro álbum de Grimes desde Miss Anthropocene, de 2020, e também o primeiro lançamento por seu próprio selo, Nazgul Recording LLC, criado depois de sua saída da Columbia Records. Pelo que ela mostrou até agora, a volta ao pop não será exatamente discreta.
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Instagram não para de recomendar “Higher”, do Creed – e nem sabe por quê

RESUMO: Higher, hit do Creed lançado em 1999, virou sugestão recorrente de música nos Stories do Instagram. A plataforma admite que há um problema no algoritmo e tenta descobrir como resolvê-lo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Aparentemente, o Creed está aparecendo onde ninguém chamou. Quem costuma colocar música nos stories do Instagram pode ter esbarrado em Higher, hit lançado pela banda em 1999, entre as primeiras sugestões da plataforma. Até aí, tudo bem. O problema é que a faixa aparece o tempo todo, mesmo quando não tem absolutamente nada a ver com o que está sendo publicado.
A insistência começou a chamar a atenção dos usuários, que passaram a desconfiar de alguma campanha promocional do Creed. Afinal, seria uma maneira e tanto de fazer uma música de quase 30 anos voltar à cabeça das pessoas. Só que, pelo visto, nem o Instagram entende direito o que está acontecendo.
A história foi parar na CNN americana, que procurou a plataforma para saber de onde vinha tanto amor pelo Creed. A resposta foi curiosa: depois de investigar o caso, o Instagram descobriu que Higher estava sendo sugerida a muito mais gente do que deveria. A empresa informou que seus engenheiros estão tentando resolver o problema, mas não explicou o que fez a música ganhar tamanha preferência do algoritmo.
Lançada como primeiro single de Human clay (1999), segundo álbum do Creed, Higher foi o primeiro sucesso do grupo a entrar no Top 10 americano. A faixa voltou a circular com força nas redes sociais nos últimos anos, acompanhando uma onda de nostalgia pelo rock da virada dos anos 1990 para os 2000 e o retorno da banda aos shows, em 2024.
Agora, quase três décadas depois, o Creed conseguiu uma coisa que muita banda adoraria: entrar na trilha sonora da vida de milhares de pessoas sem que ninguém tivesse pedido. Nem mesmo o Instagram.
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Samuel Amaro transforma implicância amorosa em clipe inspirado no city pop

RESUMO: Em Eu ia, Samuel Amaro mistura referências ao city pop e imagens de câmeras antigas para contar uma história de amor reprimido, em que provocar o outro é mais fácil do que admitir os sentimentos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Lírica Aragão e Pietro Saura / Divulgação
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Implicância também pode ser declaração de amor – pelo menos em Eu ia, música do paranaense Samuel Amaro que acaba de ganhar clipe. A faixa faz parte do álbum de estreia Músicas surpreendentemente comuns, melancólicas e feitas para dormir, e seu vídeo mistura referências de city pop dos anos 1980 com uma história sobre gente que prefere provocar a admitir o que sente.
Filmado em Maringá (PR), o clipe acompanha três tentativas do protagonista de se aproximar de seu par romântico. Em todas, o medo de se expor acaba atrapalhando as coisas. A produção é da Bolinha de Gude Produções, com direção e edição de Lírica Aragão e Pietro Saura, e aposta numa imagem inspirada em handycams e câmeras analógicas.
“A ideia do clipe nasceu para traduzir em imagens essa minha obsessão pelo city pop e essa ponte entre o retrô e o contemporâneo. A história retrata esse amor reprimido, daquela pessoa que se irrita e se opõe a tudo que o outro faz só para esconder o que sente, como a Helga faz com o Arnold no desenho dos anos 90. É sobre se proteger atrás da implicância em cena para não ter que lidar com a própria vulnerabilidade”, explica Samuel.
Eu ia foi gravada no home studio do próprio músico, em Maringá. O esquema caseiro acabou chegando também às filmagens: numa das cenas, a equipe precisou segurar manualmente uma cortina que aparece no cenário porque não havia suporte para prender o varão.
Em atividade desde 2018, Samuel lançou anteriormente os EPs Morno (2020) e Sintoma (2022). O músico também produz sob o nome Qumma, projeto voltado ao lo-fi. Eu ia traz João Manoel, da banda Jovens Ateus, na guitarra, Luiz Júnior no baixo e mixagem e masterização de Maurício Mendes.
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