Connect with us

Rádio

Um globo terrestre que funciona como rádio

Published

on

Um globo terrestre que funciona como rádio

Um engenheiro de desgin de produto, Jude Pulle, e um designer de software, Don Robson – ao lado de uma equipe de engenheiros – criaram um rádio que viaja por mais de 2 mil estações de todo o mundo. A novidade é o visual do aparelho: ele é um globo terrestre, que com um giro, viaja nas estações de rádio.

Um globo terrestre que funciona como rádio

Pullen afirma que teve essa ideia quando estava pensando em viajar pelo mundo. Ele ainda ensina como montar um globo desses num passo-a-passo do site Instructables.

Ele diz que parte da magia de ter um rádio desses – e que funciona com apenas um giro – é que ele parte rapidinho do familiar para o não-familiar. “É chocante verificar quantas estações tocam música pop ocidental. Mas aí girando a roda, você encontra uma rádio alternativa no mesmo local. Daí navega do drum & bass da (rádio londrina) Boosh FM ao dialeto nativo da Nova Zelândia. Francamente, é alucinante, embora a tecnologia já exista há anos”, contou no site.

Pullen diz que o usuário vai esbarrar num problema comum dos dias de hoje: é tanta música nova (muitas vezes sem locução) que a pessoa vai ter trabalho para usar o Shazam (aplicativo que descobre nomes de músicas) a cada momento. Afirma que ele está trabalhando para melhorar isso no aparelho. “Claro, deve ser dito que existem desktops/mobile/apps que essencialmente já fazem isso, mas eu gosto da fisicalidade da interface e da maneira como ela aprimora minha apreciação espacial das coisas”, diz, colocando também que tudo no aparelho é código aberto, para facilitar a vida de quem quem fazer um igual.

Advertisement

Via Laughing Squid

Mais utilidades no POP FANTASMA aqui.

Cultura Pop

50 em 21: discos cinquentões no rádio

Published

on

50 em 21: discos cinquentões no rádio

Com vários podcasts, canais de YouTube e programas de TV contando histórias de discos clássicos, só faltava uma série de rádio para falar tudo sobre álbuns famosos da música. Não falta mais: a Rádio Roquette-Pinto, do Rio, estreia nesta segunda (7), às 21h, a série 50 em 21, enfocando 15 discos que completam cinco décadas neste ano, um por semana. O apresentador é o produtor e músico Nilo Romero, que convidou Roberto Menescal para abrir os trabalhos, contando a história do disco Construção, de Chico Buarque, que ele produziu.

Nilo, que cuidou de discos como Ideologia, de Cazuza (1988), diz ao POP FANTASMA que a ideia do programa é ouvir música a três: no caso, ele, o convidado e o ouvinte. “Como antigamente, quando as pessoas se reuniam para ouvir música”, recorda. O projeto de festejar as cinco décadas de vários álbuns surgiu após uma conversa com o cantor Toni Platão, diretor artístico da emissora.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre The Who sell out, do Who

“E a gente comenta os discos como se fazia há alguns anos: ‘olha essa guitarra’, ‘ouve essa letra’, ‘aumenta mais o volume’”, conta. Na estreia, Nilo e Menescal recordam histórias raras de Construção, como o fato da gravação da orquestra do LP ter sido apagada, por um descuido de um auxiliar do estúdio (tudo foi regravado sem Chico nem sequer desconfiar disso). Os dois recordam também que a censura foi bastante forte no lançamento.

50 em 21: discos cinquentões no rádio

“E também o fato de haver uma música de trabalho (a faixa-título) de seis minutos. Ou a opção de colocar a letra de Construção na contracapa”, conta. “Vejo essas músicas grandes como uma coisa curiosa. Esse estouro de músicas com tamanho acima do normal aconteceu com pelo menos três discos que vamos abordar: o do Chico, What’s going on, do Marvin Gaye, e o álbum de Stairway to heaven, do Led Zeppelin. Nessa última, a gravadora não queria que fosse single, não fez o single, e o LP vendeu como se fosse o compacto!”, completa.

Advertisement

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Blonde on blonde, de Bob Dylan

Os convidados foram escolhidos por proximidade com o disco enfocado. What’s going on, de Marvin Gaye, ganha participação da cantora Silvia Machete. Paulo Ricardo escolheu o disco de 1971 de Roberto Carlos. Já Roberto Frejat comenta sobre Sticky fingers, dos Rolling Stones, e sobre Fa-tal (Gal a todo vapor), duplo ao vivo de Gal Costa. O álbum da baiana faz parte da vida e da história de amizade entre Nilo e o guitarrista, que vem de longe.

“Eu e Frejat estudamos juntos no colégio e íamos a muitos shows juntos. Inclusive no Teatro Teresa Raquel, onde o disco da Gal foi gravado. A gente ia lá e chegava mais cedo para poder ficar na primeira fila em frente ao Pepeu Gomes (que tocou no show de Gal)“, recorda Nilo, de olho no nicho das pessoas que curtem ouvir álbuns inteiros, apesar do hábito estar cada vez mais escondido em tempos de singles e vídeos. “Não acho que o tempo dos álbuns vá voltar porque música está cada vez mais ligada à imagem. Mas vai sempre haver pessoas que gostam de LPs. E é importante historicamente saber que eles existem”, afirma.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Sticky fingers, dos Rolling Stones

Já Pedro Luís vai falar no 50 em 21 sobre o disco de 1971 de Tim Maia. Paulinho Moska vai abordar Jardim elétrico, dos Mutantes. Ritchie, que lançou em 2019 Wild world, CD dedicado ao repertório de Cat Stevens, fala sobre Teaser and the firecat, disco do cantor. “No programa, até colocamos algumas músicas na voz do próprio Ritchie em vez do Cat”, conta Nilo. Que, aliás, chamou também convidados que não são músicos: o fotógrafo Milton Montenegro viu de perto o lançamento do disco sem título do Led Zeppelin (que tem Stairway to heaven) e vai falar dele.

Advertisement

NILO EM ESTÚDIO

Além do programa, Nilo vem produzindo coisas novas. Cuidou do single de uma cantora adolescente chamada Carol Gibbon e está produzindo a trilha de um documentário chamado Na fronteira da imagem, do cineasta chileno Jorge Duran. Alguns novos lançamentos têm data pra sair: dia 17 de junho sai Mina, uma sobra de estúdio de Só se for a dois, disco de Cazuza que Nilo produziu. A música foi composta por ele mesmo ao lado de Cazuza e George Israel. Para o lançamento, ela ganha um vídeo de animação produzido pelo tecladista Humberto Barros.

Nilo também produziu Estrela Moraes, música do ex-saxofonista do Kid Abelha, George Israel, em homenagem a Moraes Moreira, morto ano passado. O single teve participações de dois filhos de George, Cat (no vocal) e Leo (na bateria, percussão e piano), além de Felipe, filho de Pepeu Gomes (violão). “Sai no dia do aniversário de Moraes (8 de julho)“, anuncia Nilo.

>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

Advertisement
Continue Reading

Cultura Pop

The buzzer: uma rádio russa que só transmite zumbidos (?)

Published

on

The buzzer: uma rádio russa que só transmite zumbidos (?)

Está cansado da programação das rádios atuais? Acha que são muito repetitivas e que há anos só tocam as mesmas coisas sem apresentar nada de diferente? Acredite, tem coisa muito pior por aí. Prova disso é a rádio russa UVB-76, mais conhecida como The Buzzer. Ela, desde 1982, emite apenas bipes e zumbidos, saindo da sua rotina muito raramente para enviar mensagens aparentemente desconexas em russo.

Ninguém sabe dizer com exatidão qual é a razão dessa rádio existir, muito menos qual é o sentido dos tais comunicados que às vezes ela emite. Porém, sua localização chegou a ser descoberta. Em 2010, um grupo conseguiu rastrear seu sinal e chegou até uma base militar abandonada na cidade de Povarovo, a apenas 30 Km de distância da capital Moscou. Depois disso, o transmissor da estação foi transferido para Pskov, quase na fronteira com a Estônia, onde se encontra até hoje.

LENDAS

Como você já deve imaginar, a internet é um terreno fértil para o surgimento de diversas teorias a respeito da UVB-76, ou The Buzzer (o nome, claro, vem por causa dos ruídos que transmite). Tem lendas para todos os gostos. Há gente que acredita inclusive que é uma tentativa de espíritos estabelecerem contato com o mundo dos vivos. Mas de todas essas teses que circulam, apenas três delas aparentemente são plausíveis. Veja abaixo.

A RÁDIO É PARTE DO SISTEMA DE MÍSSEIS DO EXÉRCITO. The Buzzer faria parte de um complexo sistema de comunicação ligado às Forças Armadas Russas e as mensagens que mandam ocasionalmente seriam uma forma de confirmar que os operadores de outras estações estão alertas.

ESTUDO DA IONOSFERA. Essa teoria ganhou força e ficou conhecida graças a um artigo publicado no Jornal Russo de Ciências da Terra. Segundo a mesma, esses estudos são feitos graças ao Efeito Doppler. Que nada mais é que um fenômeno físico observado nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. (POP FANTASMA também é cultura!). Mas ela peca por não explicar o porquê das mensagens e porque então a rádio usa frequência de 4.625 kHz, que segundo os especialistas sofreria uma forte interferência em estudos desse tipo (só não me pergunte o motivo).

Advertisement

COMUNICAÇÃO ENTRE ESPIÕES. Há quem levante a possibilidade que os bipes e zumbidos da The Buzzer na verdade sejam mensagens criptografadas dirigidas a espiões russos ao redor do mundo.

NATAL DE 1997

Raros foram os momentos em que a UVB-76 saiu da sua programação rotineira. A primeira vez até onde se sabe foi na véspera do Natal de 1997 às 21 horas (horário local). Nessa data, uma voz não identificada disse a seguinte mensagem na The Buzzer: “Ya UVB-76, Ya UVB-76. 180, 08, BROMAL, 74, 27, 99, 14. Boris, Olga, Mikhail, Anna, Larisa. 7, 4, 2, 7, 9, 9, 1, 4”. Depois disso tivemos mais algumas manifestações, como veremos a seguir:

– Em 3 de onvembro de 2001, ouviu-se uma conversa onde alguém dizia em russo algo como “Eu sou o número 143, não sou eu quem recebo o oscilador”.

– Às 4 da manhã (sempre no horário local) de 09 de dezembro de 2002, outra mensagem enigmática: “UVB-76, UVB-76. 62, 691, IZAFET, 36, 93, 82, 70”.

– No dia 21 de fevereiro de 2006, tivemos “UVB-76, UVB-76. 75, 59, 75, 59. 39, 52, 53, 58. 5, 5, 2, 5. Konstantin, 1, 9, 0, 9, 0, 8, 9, 8, Tatiana, Oksana, Anna, Elena, Pavel, Schuka. Konstantin, 8, 4. 9, 7, 5, 5, 9, Tatiana. Anna, Larisa, Uliyana, 9, 4, 1, 4, 3, 4, 8”.

Advertisement

– No dia 10 de junho de 2010 às 21:30, uma série de códigos em morse foi transmitida por 4 minutos.

– Em 1º de setembro do mesmo ano às 22:25, sabe-se lá porque, um trecho de aproximadamente 40 segundos de A dança dos pequenos cisnes (do ballet O Lago dos cisnes de Tchaikovsky) foi transmitido pela The Buzzer.

DEU A LOUCA

Já no dia 05 de setembro às 12:30 uma mulher iniciou uma contagem de 1 a 10 e, do dia 07 de setembro até o fim de dezembro, deu a louca na emissora. Nada mais nada menos que 81 mensagens foram veiculadas nesse ínterim, quase sempre começando com o mesmo padrão “Mikhail, Dmitri, Zhenya, Boris. Mikhail, Dmitri, Zhenya, Boris. 04, 979, D, R, E, N, D, O, U, T. T, R, E, N, E, R, S, K, I, Y. Em 11 de novembro inclusive uma ligação telefônica de cerca de 30 minutos foi transmitida (só não se sabe se acidentalmente ou não).

É possível ouvir algumas dessas mensagens no vídeo abaixo.

Advertisement

Além dessas, também foram registradas pequenas atividades em 2013, 2016 e, a última delas, no dia 07 de Janeiro de 2020. A fama da rádio cresceu, o mistério em torno da UVB-76 só tem aumentado e, da mesma maneira, cada vez mais aumenta o séquito de fãs apaixonados que a acompanham 24 horas na esperança de registrar algum desses contatos (Sim, existem fãs!! Tem gosto pra tudo nesse mundo, você ainda não percebeu?) Se você ficou curioso e também quer conferir, é possível ouvi-los ao vivo por no vídeo abaixo.

Aliás, vale dizer que tem uma turma querendo fazer um documentário sobre a rádio e que já tá rolando um crowdfunding. Confira aqui.

Veja também no POP FANTASMA:
– Fita K7, rádio, relógio e 8 pistas (!) num aparelho só
Radio faces: as caras dos reis do rádio de Chicago nos anos 1980

Advertisement
Continue Reading

Cultura Pop

Quando James Brown foi dono de estações de rádio

Published

on

Quando James Brown foi dono de estações de rádio

De acordo com o livro James Brown: sua vida, sua música, de R.J. Smith, o rei do soul poderia ter se tornado um dos reis do rádio independente no começo dos anos 1960. O cantor de Sex machine sempre foi apaixonado por rádio e queria ter um lugar fixo para poder transmitir suas mensagens. Aliás, ele sonhava em ter um canal direto com o povo afro-americano.

Numa viagem pelo Texas, Brown aproveitou para conhecer os estúdios da XERF, emissora pirata de alto poder de comunicação. Era uma rádio protegida por funcionar logo depois das fronteiras de Del Rio, o que fazia com que ela ficasse imune a leis que fechavam emissoras ilegais. Bateu um papo com o lendário DJ Wolfman Jack, que trabalhava lá por aqueles tempos. Por sinal, ao ouvir do disc jóquei a pergunta “gostaria de ter um emprego desses?”, não pensou duas vezes e escalou a torre da emissora.

De qualquer jeito, não seria lá que Brown ficaria. Isso porque o soulman decidiu, assim que a fama já tinha batido em definitivo em sua porta, comprar nada menos que três (!) emissoras de rádio.

O império radiofônico de Brown começou em novembro de 1967, quando o cantor comprou a WGYW, em Knoxville, Tennessee. Em primeiro lugar, o cantor gastou 75 mil dólares na compra. E decidiu fazer uma pequena mudança na rádio: trocou seu nome para WJBE (o “JBE” era “James Brown Enterprises”). Também ocupou a programação com r&b e soul.

Advertisement

A primeira estação de James Brown começou a funcionar em 1968 e durou onze anos na mão dele: foi vendida em 1979 e teve seu prefixo alterado mais algumas vezes por novos donos até parar de funcionar em definitivo em 1996.

Teve ainda mais duas rádios na história de Brown: a WEBB, de Baltimore, e a WRDW, de Augusta. Essa última era o xodó do cantor, que passara uma infância paupérrima na cidade (anos depois, disse que as raízes de seu som estão “na fome”), sempre observara o prédio da emissora (na infância, chegou a trabalhar como engraxate na porta) e, ao comprá-la, decidiu fazer dela um canal direto com a juventude negra local, com programação especial e artistas dos estilos musicais preferidos dos jovens.

Brown via uma grande tendência política nas comunicações e não escolheu ter três emissoras à toa. O livro The hardest working man: How James Brown saved the soul of America, de James Sullivan, conta que o artista pensava suas emissoras como “a casa” da juventude negra americana. Mas também usava as estações para se promover como porta-voz e dar espaço a novos comunicadores negros. “Esse era o verdadeiro black power”, chegou a dizer.

A WEBB ficou na mão de Brown também até 1979, numa época em que o cantor começava a ter dívidas e desfez-se de parte de seu patrimônio. Consequentemente, foi para as mãos da empresária Dorothy E. Brunson, que esta matéria aqui aponta como a primeira mulher negra a ter uma rádio. Ela vendeu a emissora em 1990. A Wikipedia diz que a WRDW ficou nas mãos de Brown até o começo dos anos 1980, quando foi vendida e trocou de nome para WCHZ. Hoje ainda está no ar, com uma programação baseada em hip hop.

Ah, sim, o prefixo WRDW ainda existe na televisão de Augusta. Há pouco tempo, a emissora até exibiu o trabalho de um artista plástico local que fez um mural em homenagem a Brown.

Veja também no POP FANTASMA:
– 1.364 (!) músicas com a batida de Funky drummer, de James Brown
– James Brown fazendo comercial de macarrão instantâneo no Japão

 

 

 

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Trending