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Radar: Black Pantera, Cela, Leandro Serizo, Hellbenders – e mais!

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Foto (Black Pantera): Felipe Brabo / Divulgação

Bora de Radar nacional pra começar a semana, abrindo com o primeiro vislumbre do audiovisual do Black Pantera, Resistência! Ao vivo no Circo Voador. Mas seguindo com pop (alternativo ou não), hard rock, rock próximo do progressivo e da MPB… muita coisa legal. Ouça tudo hoje de manhã em alto volume!

Texto: Ricardo Schott – Foto (Black Pantera): Felipe Brabo / Divulgação

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BLACK PANTERA, “FOGO NOS RACISTAS” (AO VIVO). Essa faixa do grupo mineiro, uma mescla de metal e rap gravada originalmente no álbum Ascensão (2022), volta agora como primeiro single do audiovisual Resistência! Ao vivo no Circo Voador, gravado no 19 de novembro de 2025, véspera do Dia da Consciência Negra, sob a clássica lona carioca. O primeiro registro audiovisual da banda chega às plataformas neste mês – e ganha transmissão no canal Bis no dia 8 de maio.

“Fogo nos racistas diz muito sobre tudo que esse álbum representa, que é o Black Pantera ao vivo. Com certeza, esse som é furioso, sem papas na língua, sem subjetividade, é simplesmente a ideia sendo lançada na cara mesmo”, comenta Chaene da Gama, baixista e vocalista da banda.

CELA, “MEDO DE GHOSTING”. Curitibana criada em São Paulo, Cela começou na música ainda adolescente. Ela mesma assume as referências em indie rock e dream pop, e agora prepara o primeiro álbum solo. Nesse meio-tempo, vai mostrando o caminho com Medo de ghosting, um single que mistura pop alternativo e um certo clima de soft rock.

A letra entra direto em inseguranças e sustos de relacionamento — especialmente aqueles ciclos meio confusos do começo de namoro, quando a pessoa some por um tempo e… você já imagina o resto. “Eu sempre acho que eu sou o problema / pra todos se afastarem de vez / que mal tem falar o que eu sinto? / sinceridade quase ninguém tem / eu entendo seu lado, é claro, tu tem seu espaço / mas fugir assim não deixa nada mais fácil”, diz.

LEANDRO SERIZO, “MOSTEIRO DO ABISMO”. Prestes a lançar o álbum Sol quimérico – que surgiu de uma pesquisa de mestrado na Unicamp – Leandro adianta o disco com Mosteiro do Abismo, uma mistura extremamente azeitada de Radiohead e Secos & Molhados: tem o clima post-rock do primeiro e as evoluções harmônicas e percussivas do segundo, além de certo clima progressivo.

Na letra, o ato de cantar se torna o ato de seguir em frente, de resolver ambivalências emocionais. “A canção representa, essa tensão entre lucidez e delírio, controle e colapso. Gosto da ideia de que as danças à beira do abismo são parte do caminho”, diz. E ainda tem o clipe, com direção de Stephanie Rios e inspiração no cinema ritualístico de Alejandro Jodorowsky e Sergei Parajanov.

HELLBENDERS, “DESEJAR SEM DESTRUIR”. Banda pesada de Goiânia – e pertencente ao elenco da mitológica Monstro Discos – Hellbenders faz som pesado, entre stoner e hard rock. E depois de alguns álbuns em inglês, vem compondo em português. Dois singles lançados em 2020, Pra entreter e Delírio, já saíram no idioma pátrio. E agora é a vez de Desejar sem destruir, que abre caminho para um novo EP. Na letra, o grupo fala de ansiedades dos dias de hoje – lado a lado de sonoridades mais diretas e de guitarras com afinações mais baixas.

LUIZA AIRES, “INVASÃO DE TE QUERER DE VOLTA”. Luiza recentemente fez sucesso entre os fãs do casal Lorena e Juquinha, da novela Três Graças, por causa da música Menina do cabelo alaranjado – a faixa não está na trilha, mas por causa da coloração ruiva do cabelo de de Gabriela Medvevovski, a Juquinha, acabou entrando nas trends. Dessa vez, a cantora lança Invasão de te querer de volta, um alt-pop com clima tranquilo, com uma letra romântica cujas imagens vieram de um verdadeiro um fluxo de consciência.

“A ideia central de se sentir invadida por um sentimento sempre esteve ali, mas desenvolver o restante da música não foi tão óbvio. Foi um processo de investigar meus sentimentos sobre isso, o que exigiu mais tempo. Costumo seguir com ideias mais brutas e imediatas por levar a escrita como uma sessão de análise. Mas com esse conceito, eu senti que ainda tinha lugares pra acessar, algo que fui encontrando aos poucos”, conta ela, que produziu a nova faixa ao lado de Amadeus De Marchi (Terno Rei, Electric Mob, Hotelo).

RENAN GUERRA, “EU ACORDEI”. Cantor e compositor carioca, Renan acaba de lançar um EP chamado Artista, que vem acompanhado de um curta-metragem – ele diz que tanto disco quanto filme fazem parte da mesma obra, lado a lado. Eu acordei, primeiro single, foi feito por ele em parceria com ninguém menos que o fera da composição Michael Sullivan, que ele conheceu por intermédio de um amigo em comum.

“Conversamos sobre a possibilidade de fazermos algo juntos e ele topou. Começamos a trabalhar e, depois de um tempo, ele criou a melodia para eu escrever a letra em cima. Em outra sessão pintou o refrão, e assim a música foi saindo. Sempre apreciei a maestria dele para escrever músicas de apelo popular. Me sinto abençoado por essa parceria”, conta Renan, que define seu som como “um pop simples e sincero”.

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Radar: Marina Mole, Gabo Islaz, Manco Capac, Gustavo Spínola – e mais!

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Marina Mole (Foto: Divulgação)

Marina Mole, que já apareceu algumas vezes no Pop Fantasma fazendo feats, vai finalmente lançar disco solo – e já estreia no Radar com uma live session. Entre chamber pop carioca, jangle pop gaúcho e até MPB nova, o Radar nacional de hoje vem muito bem equilibrado, com direito a anúncio de show no Rio. Ouça tudo e monte suas playlists.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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MARINA MOLE, “CORAÇÃO REMENDADO”. Marina vai lançar neste ano o álbum Azucrim, cujo repertório vem sendo apresentado em shows. O punk rock Coração remendado sai por enquanto apenas em versão ao vivo feita para a série de lives Grande Sessão Veredas. Coração, que costuma encerrar os shows dela (é a canção mais explosiva do repertório) é apresentada por Marina na voz e na guitarra, ao lado do mesmo time que gravou o álbum – Vitor Wutzki (backing vocal e guitarra), Lucas Monch (baixo) e cleozinhu (backing vocal e bateria). E é, pode acreditar, uma canção inspirada simultaneamente em Ramones e Paulinho da Viola (!).

“Ela é tipo uma mistura de Ramones com Jovem Guarda. E ela parte de um diálogo com a letra de Coração imprudente, de Paulinho da Viola, além de ter sido inspirada pelos backing vocals de O telegrama (Western Union), de Paulo Diniz”, conta Marina, que fez Coração remendado em parceria com Cleozinhu.

GABO ISLAZ, “NOCAUTE”. Em pouco mais de um minuto e meio, o gaúcho Gabo conta uma história que fala sobre como, às vezes, a paixão deixa a gente nocauteado, como se tivesse tomado um baita soco na cara – e estivesse caindo no chão, enquanto a plateia aplaude o vencedor / a vencedora da luta. Uma canção doce, tranquila, quase jangle pop, que adianta seu álbum Do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração, previsto para 26 de maio de 2026. Gabo já havia lançado o single Me deixei e vai lançar ainda mais uma terceira musica antes do álbum chegar.

MANCO CAPAC, “CABEÇA”. Essa banda carioca é extremamente psicodélica e detalhista – com músicas cheias de surpresas nos arranjos e no uso de instrumentos musicais (falamos do EP Bom jantar aqui). Cabeça, o novo single, segue essa onda, com bandolins, corais, efeitos, ecos e uma vibe quase chamber pop. Tudo espremidinho em econômicos 2:12. Mais um lançamento do selo Alter Ego Produções.

GUSTAVO SPÍNOLA feat IVAN LINS, “VOA”. MPB com cara jazzística e, como convidado, um mestre na fusão das duas ondas: Voa, canção de Gustavo com participação de Ivan Lins, está no single Do acaso ao cais vol. 1, que marca a abertura de um álbum que será apresentado em três etapas ao longo dos próximos meses. Para Gustavo, Voa e O dia, que também está no single, são faixas que sintetizam o conceito do disco: são encontros que transformam o acaso em porto seguro. E que veem o mundo por uma visão cheia de esperança, mesmo em tempos complicados.

FRED IZAK, “CANÇÃO DE ENGATE”. Essa música de Fred não é nova – é de Lírico, seu último álbum, que saiu em 2024. Mas vale incluir aqui para avisar que o Teatro Brigitte Blair, em Copacabana, no Rio, está voltando a agendar shows de novos nomes da MPB, e Fred apresenta o show Lírico nesta quinta (16). O som dele é MPB referenciada nos clássicos nacionais dos anos 1970 e 1980, com lembranças de nomes como Cazuza e Raul Seixas – e por acaso, o show vai ter participações de nomes ligados tanto ao primeiro (Nico Rezende) quanto ao último (Arnaldo Brandão). Você fica sabendo mais sobre horário e ingressos aqui.

IMPÉRIO CONTRA-ATACA!, “ME DIZ QUE VAI FICAR TUDO BEM”. Produzido e mixado por Pedro Guerreiro (Chococorn and the Sugarcanes) e masterizado por Pedro Acosta (Bella e o Olmo da Bruxa), o single novo desse quarteto de Santa Bárbara D’Oeste soa bem mais próximo de uma onda punk melódica, ou até do pós-hardcore. Breno Baus, guitarrista do grupo, estreia nos vocais nessa faixa. Na letra, aquela sensação de quando você precisa ouvir que “vai ficar tudo bem”, mesmo que, na prática, nunca dê para garantir nada.

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Radar: Tori Amos, Arkells, Alabama Shakes, Burglar – e mais!

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Tori Amos (Foto: Kasia Wozniak / Divulgação)

Tori Amos tá de volta – depois de virar o pop feminino dos anos 1990 de cabeça pra baixo, gravar um punhado de discos clássicos e levar adiante uma carreira em que shows transformam-se em verdadeiros recitais. Ela anuncia disco novo pra breve e já tem clipe rodando, que virou assunto aqui no Radar de hoje. Ouça tudo no volume máximo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Kasia Wozniak / Divulgação

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TORI AMOS, “GASOLINE GIRLS”. Com a palavra, ninguém menos que Tori Amos, cantora que rescreveu a história da música feminina ao estrear em 1992 com o álbum Little earthquakes (que deu a letra para cantoras como Alanis Morissette): “Esta é uma metáfora para diversas transformações — desde uma adolescente se tornando mulher, passando por mudanças na identidade de gênero ou em sistemas de crenças fundamentais, até as mudanças de vida que acompanham a gravidez, a maternidade e, eventualmente, a menopausa. A música explora as emoções que surgem ao deixar uma versão de si mesma para trás e se tornar outra”.

O assunto aí é a bela Gasoline girls, novo single da cantora, que adianta o álbum In times of dragons, previsto para o dia 1º de maio pela Fontana. O estilo quase folk-erudito de Tori continua o fino (o piano da faixa é maravilhoso) e os vocais dela, idem. E ainda tem o visualizer, em clima motorbiker feminino.

ARKELLS feat POOLSIDE, “WHAT’S ON YOUR MIND”. Na sexta (17) chega às plataformas Between us, disco novo dessa ótima banda canadense, que manda bem em faixas, clipes e material gráfico de modo geral. What’s on your mind é uma perolazinha meio rock, meio disco, cheia de sintetizadores, com participação do Poolside – projeto musical dançante e relax do produtor e compositor Jeffrey Paradise.

“Queríamos uma música hipnótica, onde os acordes não mudam muito e o ritmo e a melodia fazem todo o trabalho pesado. É o que eu mais gosto em assistir música eletrônica ao vivo: como ela pode se repetir indefinidamente, e quanto mais tempo dura, melhor fica. Mergulhamos fundo no mundo dos sintetizadores nesta faixa”, diz o vocalista Max Kerman, que despertou para o som do Poolside ao fazer uma tour com Paradise. “Vimos com ele o poder da repetição. O que a contenção pode oferecer ao público. A paciência de construir uma música com o groove ditando tudo”.

ALABAMA SHAKES, “AMERICAN DREAM”. Já viu quem tá de volta na praça? O single novo do Alabama Shakes já saiu tem alguns dias, mas super vale a pena colocá-lo no Radar. A música nova, um soul-blues-rock carregado, é diretíssima na letra, que comenta a política escrota do atual presidente norte-americano em tom de dedo na cara. “É um retrato do que estamos vivendo em 2026”, diz a cantora Brittany Howard, que além de liderar o Alabama Shakes tem uma carreira solo forte. E vem álbum novo do trio aí, precedido por American dream e pela já lançada Another life.

“Olho em volta e me pergunto como chegamos a um ponto em que há tanta pressão e tão pouco apoio. Quer dizer, não deveria ser impossível tirar uma folga do trabalho para levar o filho ao médico, isso é realmente insano. Minha esperança é que um dia as pessoas ouçam essa música e digam: ‘É, as coisas estavam loucas naquela época, mas nós conseguimos superar”. Literalmente, ouça no volume máximo.

BURGLAR, “STAR-CROSSED”. Duo irlandês formado pela local Willow Hannon (guitarra/vocais) e pelo brasileiro Eduardo Pinheiro (vocais/guitarra), o Burglar surgiu justamente das diferenças e das trocas entre os integrantes: Willow mergulhou de cabeça na produção de bedroom pop ainda na adolescência, e Eduardo foi moldado pela música popular brasileira dos anos 1970 e pela cena garage punk de sua cidade natal, Goiânia. Star-crossed é indie rock com beat dançante e clima próximo do pós-punk, com ótimas base de guitarra.

Já a letra fala dessa impaciência e ansiedade do ser humano em 2026. “É triste que sejamos sempre incentivados a enfrentar nossos problemas sozinhos, como se qualquer coisa que não seja você sendo constantemente produtivo e trabalhando fosse algo ridículo”, conta Eduardo, também se dizendo impaciente. “Tenho medo do futuro, e tudo o que estou tentando dizer com essa música é que você não precisa de grandes mudanças e reinvenções o tempo todo. Você pode permanecer ao lado de pessoas especiais quando elas aparecem. Já existem mudanças grandes o suficiente por aí”.

YOUNG MARTYRS, “IS THERE ANYBODY OUT THERE?”. Com uma música homônima a um lado-Z do Pink Floyd (da ópera-rock The wall, de 1979), esse grupo britânico de alt-americana volta de forma meditativa e até melancólica. Is there… é uma balada marcada por uma onda quase voadora, que propõe uma volta a outros tempos, enquanto o som vai ganhando intensidade.

“É uma música que todos precisam agora; uma canção sobre a busca desesperada por conexão e respostas. É sobre se sentir à deriva enquanto o tempo passa por você, sobre você, sob você. É sobre perda e saudade de alguém, e saudade das coisas boas que você já teve. É sobre crescer e perceber que você não fazia ideia de que, enquanto os melhores momentos aconteciam, talvez você devesse estar se agarrando a eles com mais força, porque um dia o momento terá passado”, conta o vocalista e letrista Tom Corneill.

CIRCUS NERVES, “STRAITJACKET RUNAWAY”. Esse projeto musical do Brooklyn é um duo formado pelo cantor sueco Hampus Svard e pelo ex-crítico gastronômico Evan R. Bison. Alguns singles já sairam em 2024, e agora o Circus Nerves tá de volta com Straitjacket runaway, tema pós-punk + psicodélico de letra contemplativa, falando sobre uma musa que ganha várias formas ao longo da faixa. Tem riff simples, refrão bacana, vocal grave e frio, e um timbre de órgão que remete aos anos 1960 – além de beat dançante.

 

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Radar: Sssiv, Body Type, Kehlani, Foo Fighters – e mais!

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Sssiv (Foto: Divulgação)

O segundo Radar internacional deu aquela atrasada, a edição da newsletter que deveria ter saído ontem também vai atrasar um pouco… Mas beleza, deu tempo de ouvir mais música e de conferir mais lançamentos. Dessa vez abrimos viajando até a Dinamarca e trazendo de lá o som sonhador do Sssiv. Mas tem até Foo Fighters, Kehlani… do mais indie ao mais popular. Ouça no volume máximo.

Texto: Ricardo Schott – Foto Sssiv: Divulgação

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SSSIV, “ALL THE TIME”. Dia 8 de maio sai o próximo EP dessa banda de Copenhague, Sssiv 2. Uma banda ligada ao dream pop e à neo-psicodelia, formada por três integrantes, todos com letra “s” na inicial: Sara (bateria), Stephen (baixo, guitarra) e Sasha (guitarra e baixo). Os três também se responsabilizam pelos vocais – às vezes em coral – e por uma sonoridade que classificam como “espontânea, espiritual, doce; sonhadora e otimista”. Esse é o som de All the time, single que anuncia o disco.

O material do trio costuma sair de improvisações ao vivo, sempre referenciadas por bandas como Galaxie 500, Low, Yo La Tengo e Big Thief – o que já dá uma ideia do nível de criatividade e loucura da turma. “Nós amamos as imperfeições, amamos estragar tudo de um jeito lindo que só os humanos conseguem”, contam eles que, nem precisa falar, não estão nem aí pra IA e outras coisas.

BODY TYPE, “AND WHAT ELSE?”. Criada pela banda King Gizzard & The Lizard Wizard, a p(doom) Records acaba de acrescentar ao seu elenco essa banda do Canadá, formada por quatro mulheres. O Body Type dividiu palco com bandas como Sleater-Kinney, Warpaint, Pixies e Wolf Alice e depois deu um tempo pra fazer trabalhos paralelos. Voltaram em 2024 e And what else? é o primeiro lançamento da nova fase – sai pela Poison City Records na Austrália e Nova Zelândia, com distribuição da p(doom) nos Estados Unidos, Reino Unido e Europa.

O som da nova música é punk altamente cantarolável, com beat sessentista e guitarras simples, cheias de clima – além de vocais bastante melódicos no coral. Já a letra fala sobre a necessidade de validação que leva muita gente à insegurança total num relacionamento. “Aquelas reviravoltas mentais que o cérebro dá quando declarações de adoração fazem você se sentir cético e indigno, mas ao mesmo tempo ávido por mais dessa doçura”, diz a vocalista e guitarrista Sophie McComish. Já tem até clipe!

KEHLANI feat MISSY ELLIOTT, “BACK AND FORTH”.  Superstar do r&b, Kehlani lança seu novo disco, epônimo, dia 24 de abril – e Back and forth é o último lance antes do álbum chegar às plataformas. O som da faixa tem algo de anos 1990: lembra daquela época em que o pop bom tinha um ar doce, um beat irresistível, vocais que grudavam e um rap que grudava mais ainda?

Pois bem: Kehlani convidou a veterana Missy Elliott para participar e ficou maravilhoso. A letra, por sua vez, fala da realidade de muitas mulheres: a convivência com a insegurança e os ciúmes alheios – que acabam gerando mais insegurança. A letra tem versos como “deixe suas inseguranças de lado, deixe-as na porta de casa / acho que agora te vejo de um jeito diferente, a culpa é minha / todo o seu orgulho e ciúme / vão me fazer te deixar em paz”.
Kehlani, o disco, vai trazer também os singles Folded e Out the window. Agora, é aguardar.

FOO FIGHTERS, “OF ALL PEOPLE”. Não dá pra dizer que o release da nova faixa do FF mente quando compara a nova música da banda com Hüsker Dü. Of all people tinha sido apresentada ao vivo pela primeira vez no dia 22 de fevereiro, na Irlanda, e chega agora nas plataformas. Mais uma música em que o grupo volta ao seu início, com clima entre o grunge e o punk – mas vamos ver como vai ficar todo o disco quando Your favorite toy, o próximo de Dave Grohl e cia, chegar às plataformas, no dia 24 de abril.

Segundo Grohl, a inspiração para a música veio do reencontro com um antigo amigo. “Encontrei um traficante dos anos 90 que estava deixando todo mundo chapado de heroína”, contou ele na famigerada entrevista que concedeu recentemente ao The Guardian. “Eu não o via há 30 anos, e ele está vivo, saudável e sóbrio. Fiquei tão feliz que essa pessoa sobreviveu, ao mesmo tempo em que estava devastado, por causa de todas as pessoas que conheço que perdemos exatamente para essa droga”. Grohl pode ter ficado feliz, mas escreveu versos cortantes como “de todas as pessoas, você sobreviveu / quando ninguém mais conseguiu sobreviver / você sabe que deveria estar morto / mas, em vez disso, está vivo”.

PURITY RING, “LEMONLIME”. Quem gosta de rótulos malucos vai ficar feliz em saber que a nova música desse duo canadense já vem sendo chamada por aí de “glitch-haze” – na real nem há muitos glitches (defeitos especiais) na nova canção deles, Lemonlime, mas sim um clima de neo-psicodelia eletrônica e espacial, bastante luminosa. A faixa é uma sobra do disco Purity Ring, de 2025 – foi a última faixa a ser composta e não entrou no álbum, saindo só agora em single.

ISAIAH RASHAD, “SAME SH!T”. Tinha um tempinho que não saía nada novo desse criativo rapper – o último disco, The house is burning, é de 2021. De lá pra cá, algumas coisas aconteceram: ele teve uma sex tape vazada, e chegou a abordar o caso em entrevistas. Em 2022, abriu seu show no Coachella com vídeos em que apareciam frases como “o objetivo era envergonhar Isaiah. No entanto, o tiro saiu pela culatra” e “cara, por que você está tão preocupado com o que outro homem está fazendo?”.

Dessa vez, ele anuncia o disco It’s been awful para o dia 1º de maio e acaba de soltar Same sh!t, um boombap levinho e bacana. Uma faixa que, diz Isaiah, “reflete o que mais importa para mim: minha família, cuidar de mim mesmo e a rotina diária. Em sua essência, trata-se de batalhar, estar presente e trabalhar duro todos os dias”.

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