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Sofie Royer volta inspirada em Patti Smith e David Lynch em “Cowboy mouth”

Lembra quando Sofie Royer lançou seu terceiro e mais recente álbum, Young-girl forever? O som cheio de referências pop do disco (de ABBA a Orchestral Manoeuvres In The Dark, passando por Serge Gainsbourg, muita coisa legal batia ponto ali) surge ligeiramente modificado no single novo dela, Cowboy mouth.
Ao contrário da imagem colorida da capa e das fotos de divulgação do disco anterior, Sofie ressurge num clipe quase artesanal, cheio de glitches, imagens desfocadas e cenários ora escuros, ora brilhantes (ela própria dirigiu e editou tudo).
Já Cowboy mouth, a música, foi feita ao lado da banda Rebounder, se localiza entre o indie e o pop, e deve muito a uma das principais influências literárias de Sofie: inspirada pelo texto da peça homônima de Patti Smith e Sam Shepard, ela decidiu reimaginar os personagens da peça como Angel e Cowboy.
Daí saiu uma letra carregada de ironia e atitude, e marcada pela interpretação intensa de Sofie, com versos como “saia da sua zona de conforto e mostre o que você sabe fazer, me acerte onde dói / só não fique aí parado sem fazer nada / não sei o que é pior: você e sua boca de caubói, brincando na lama / quando você me chama de Angel Jane, eu sei que não sou a primeira”.
Outras inspirações de Sofie na música foram os filmes Mapas para a estrelas, de David Cronenberg, e Estrada perdida, de David Lynch. “O som homenageia as origens de Sofie como músico e mantém-se fiel à forma como ela escreve as suas demos; piano como instrumento principal, as suas unhas a clicar contra as teclas”, diz o texto de lançamento.
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Michael Stipe apresenta nova música solo na TV, “The rest of ever”

Com pressa para ouvir o álbum solo de Michael Stipe? Bom, o ex-vocalista do R.E.M. jura que o disco, aguardadíssimo há anos, está quase pronto – pelo menos no que diz respeito às letras. E na noite passada, ele brotou no The Late Show with Stephen Colbert e mostrou uma das faixas programadas pra estreia, The rest of ever.
A faixa traz um trecho de Drunken sailor, clássico dos cantos marítimos (é aquela do “what will we do with a drunken sailor? / what will we do with a drunken sailor? / what will we do with a drunken sailor? / early in the morning” – já rolou em filmes, até). O clipe da apresentação já circula por aí.
Além de cantar, Stipe sentou-se com Colbert para um bate-papo e fez algumas revelações sobre a música e sobre o disco. Ele contou como entendeu errado um verso de Drunken sailor e acabou criando em The rest of ever algo que ele define como “muito especial”.
Também soltou uma descrição meio viajada a respeito de uma das músicas do disco, que teria “o som de uma árvore se ouvindo pela primeira vez”. A explicação disso aí é mais viajante ainda.
“É uma situação meio confusa. Um amigo meu gravou uma árvore no meu quintal, na Geórgia, e tocou o som pra ela mesma – então soa tipo Daft Punk… A árvore ainda não respondeu. Vamos deixar o pessoal dela falar com o meu pessoal e ver no que dá”, contou.
O disco ainda não tem uma data para sair. Em entrevista recente ao The Times, Michael Stipe admitiu que o disco atrasou porque ele ficou na pressão de fazer algo à altura do R.E.M. — missão que ele mesmo descreveu como quase impossível. Em 2019 saiu The capricious soul, primeira música solo dele, e de lá para cá, alguns singles têm surgido, mas álbum mesmo, ainda não.
“A Covid não ajudou”, disse Stipe sobre o atraso ao The Times. “Mas estou terminando. Quando a banda se separou, eu só precisava de um tempo. Tirei cinco anos, mas fui puxado de volta para a música. Tem sido uma luta. Esse é o principal. Quero que seja ótimo, mas tenho a pressão de ter estado no REM e a expectativa é alta, porque quero que seja tão bom quanto aquilo, e isso é quase impossível”.
“Então é muito emocionante, mas também assustador, e estou fazendo música pela primeira vez também, e acho que sou bom nisso, mas não ótimo”, disse, rindo. “Mas eu amo minha voz. Não gosto da minha voz falada, mas amo minha voz cantada, e quero muito me dedicar novamente a oferecer música ao mundo”.
Você confere um trecho do bate-papo com Colbert aí embaixo.
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Foto: Michael Stipe (CBS)
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Tangolo Mangos fala sobre mudança de Salvador para São Paulo em “Dominó”, single que sai dia 30

A banda Tangolo Mangos está prestes a virar mais uma página da própria história. Depois do debute Garatujas (2023), o grupo anuncia Pedagios y caronas, segundo álbum e o primeiro registrado em estúdio, com lançamento marcado para maio pela Deck.
Gravado no Estúdio Ori, o disco nasce de um período intenso na estrada — e isso aparece direto no som, como a própria banda faz questão de falar. O Tangolo Mangos mantém o espírito meio “faça você mesmo”, mas agora com mais peso e acabamento, avisando que o disco que vem por aí tem guitarras mais encorpadas e o clima intenso dos shows.
O primeiro sinal dessa fase é Dominó, single que chega às plataformas no dia 30 de abril. A faixa, puxada pelo percussionista e compositor Bruno “Neca” Fechine, fala sobre a experiência pessoal de migração de Salvador para São Paulo, aquela coisa de não pertencer mais a um lugar e ainda não pertencer ao outro. A letra usa o jogo de dominó para falar de temas como parceria, amizade e a construção de um novo sentido de casa.
Na ativa desde 2017, a Tangolo Mangos é daquelas bandas que preferem evitar rótulos: rock, psicodelia e referências brasileiras surgem bastante no som deles. O grupo já passou por dezenas de cidades no Brasil e na Europa e fechou o ciclo do álbum anterior com uma sequência de shows que incluiu parada no Festival De Novo, no Circo Voador (Rio).
Foto: Giovanna Castellari / Divulgação
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Peter Hook sobre o Rock and Roll Hall Of Fame: “Nem sei se o New Order vai participar da cerimônia. Eu vou!”

Lembra quando foi anunciado que sairia uma biografia do Joy Division e do New Order com colaboração do cantor Bernard Sumner e do ex-baixista Peter Hook – e os fãs começaram a entrar em clima de “tão deixando a gente sonhar?”. Pois se você está esperando o retorno de Peter Hook para a banda, pode sentar. E continuar esperando.
Ok, tem uma coisa no meio do caminho que vai unir Peter aos seus ex-colegas, de uma forma ou de outra: o Joy e o NO entraram finalmente no Rock And Roll Hall Of Fame, vai rolar a cerimônia de premiação no fim do ano, e o evento costuma provocar reuniões rápidas (para shows na própria premiação) de bandas separadas e/ou extremamente brigadas. Hook disse num papo com a Billboard que provavelmente não haverá reconciliação alguma entre ele e seus ex-amigos.
“O que eles fizeram em 2011 foi, francamente, repugnante, e eu não consigo perdoar… então, digamos que não vou usar a bola deles para nada. Eu ainda acho uma tragédia eles usarem o nome New Order quando não são o New Order”, disse, reclamando até hoje do fato da banda ter continuado após sua saída. Mas será que vai ter show dele com o grupo na cerimônia, mesmo com clima péssimo?
Bom, Hook diz estar em tratativas com os produtores da cerimônia sobre se apresentar no evento – seja lá de que modo isso vá acontecer. “Eles não disseram se vão participar; para ser honesto, não faço ideia. Eu vou, com certeza. Estou ansioso”, diz Hook, que está animadaço de verdade para bater um papo com os irmãos Gallagher, do Oasis.
Aliás, ele e diz que sua participação no evento pode ser até como baixista deles – o músico conhece Noel e Liam Gallagher há anos e o primeiro show deles com o nome Oasis foi abrindo para o Revenge, aquele spin-off do New Order que ele manteve no começo dos anos 1990, e que tocou até no Brasil.
“Eles são fãs assumidos de Joy Division/New Order, da Hacienda, de Madchester, de tudo isso”, observa Hook. “É absolutamente maravilhoso fazer parte da vida deles dessa forma. Vai saber: eu posso estar no Oasis naquela noite (da cerimônia de indução)“.
Peter Hook também fez uma declaração para acalmar o coração dos fanáticos pelo Joy Division: para o baixista, Ian Curtis, vocalista morto do JD, teria “adorado” entrar para o Hall da Fama do Rock (que ainda não existia em 1980, quando ele morreu).
“Ian curtia cada um dos nossos sucessos, seja abrir um show para o Siouxsie & the Banshees ou conseguir um contrato com a Factory Records. Todas essas coisas eram grandes comemorações. Ian era quem nos reunia sempre que estávamos, digamos, cansados - o que acontece com bastante frequência neste ramo – e nos dava aquele discurso motivacional: ‘Vamos ser maiores que o The Doors! Vamos ser isso, aquilo! Vamos tocar em todos os países do planeta!'”, conta.
“Até hoje, toda vez que chegamos (Hook e sua banda, The Light) a algum lugar onde nunca tocamos antes, eu sempre penso: ‘Isso é para você, Ian’. Tudo o que ele queria era tocar nossa música, porque ele achava fantástica, e era simples assim”, recorda ele, que aliás sempre esperou entrar para o salão.
“Considerando que foram três indicações, eu sempre tive esperança de que a indução acontecesse”, disse Hook à Billboard. “Eu sempre acreditei no Joy Division e sempre acreditei no New Order, e então, de repente, receber este prêmio… Acho que, no contexto do que conquistamos, é mais do que merecido. E a música, eu ainda a amo. Ainda tenho muito orgulho dela – ainda mais orgulho por ela falar a todas as gerações, como tenho certeza que muitos músicos sentem”.
Além de Joy Division/New Order, a turma deste ano do Rock and Roll Hall of Fame inclui: Phil Collins, Billy Idol, Iron Maiden, Oasis, Sade, Luther Vandross e Wu-Tang Clan. A cerimônia de indução de 2026 rola em 14 de novembro em Los Angeles e ganha transmissão pela ABC e Disney+ em dezembro. E Hook anda tão feliz com a indução que fez até um vídeo de agradecimento no Instagram. Ele marcou até o Joy Division no post (só não marcou o New Order).
Foto: Stefan Bollmann / Wikimedia Commons
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