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Boards Of Canada avisa: o disco novo, “Inferno”, vem aí, com 70 minutos e 18 faixas

O suposto disco novo do Boards Of Canada era um mistério a ser resolvido pelo seu público. A dupla escocesa de música eletrônica, sem lançar novos álbuns desde 2013, tinha mandado em março fitas VHS repletas de trechos de documentários e estática para as casas de algms de seus fãs. Sinal (ou coisa parecida) de que os irmãos Mike Sandison e Marcus Eoin estavam voltando com alguma coisa, seja lá que “coisa” fosse.
Um primeiro sinal mais, digamos, palpável foi o lançamento do single Tape 05, há alguns dias – ele veio depois de uma série de pôsteres espalhados pelo mundo, e ainda ganhou um clipe que mostra uma coletânea de transmissões televisivas via VHS.
Entre as imagens do clipe, jovens aloprando em shows, gente cantando como num culto, um bando de malucos armado, antenas de televisão e até… aquela vinheta antiga da TV Tupi, com um garotinho indígena? Não: a imagem, que aparece por alguns segundos, é a de um antigo padrão de ajuste de tela, usado nas emissoras durante os anos 1950 (no Brasil, a Tupi achou mais fácil pegar aquilo e transformar numa vinheta, após acrescentar algumas ilustrações).
O que interessa é que, sim, tem disco novo do Boards Of Canada vindo aí: Inferno já foi anunciado pela Warp Records, gravadora de longa data da dupla, e está previsto para o dia 29 de maio. Um detalhe: não existe nenhuma música chamada Tape 05 no álbum. Os fãs acreditam que se trata da quinta faixa do álbum, Father and son, já que é “tape cinco” (a Wikipedia informa a duração de 3:24 para ela, e Tape 05 dura 3:22, faz sentido).
Abaixo você confere a lista de faixas, a capa do disco, o clipe de Tape 05 e um teaser com mais um trechinho de música. Aliás, o duo faz questão de avisar que não está nem aí para quem gosta de disco curto e música pequena: “INFERNO. 18 TRACKS. 70 MINUTES. 2xLP, CD, DIGITAL. 29 MAY 2026”.
01 Introit
02 Prophecy a 1420 MHz
03 Hydrogen Helium Lithium Leviathan
04 Age of capricorn
05 Father and son
06 Somewhere right now in the future
07 Naraka
08 Acts of magic
09 Memory death
10 The word becomes flesh
11 Into the magic land
12 Blood in the labyrinth
13 Deep time
14 All reason departs
15 Arena Americanada
16 The process
17 You retreat in time and space
18 I saw through Platonia
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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Em “Rainbow”, Rooftime faz dançar falando de obsessão por coisas que sempre parecem distantes

RESUMO: Em Rainbow, o trio Rooftime cruza pop, música eletrônica e elementos de rock e folk para falar sobre obsessão, ambição e a busca por objetivos que parecem sempre distantes.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Birai / Divulgação
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O Rooftime lança Rainbow, novo single que chegou às plataformas em parceria com a SoundOn. Formado por Gabriel e Rodrigo Souza e Lisandro Carvalho, o trio brasileiro canta em inglês e trabalha numa zona entre música eletrônica, pop e elementos de rock e folk. Em Rainbow, o violão e os vocais dividem espaço com uma produção eletrônica mais marcada, mantendo o contraste entre instrumentos orgânicos e programação que aparece em outros trabalhos do grupo.
A letra fala sobre obsessão, ambição e aquela mania de perseguir objetivos que parecem estar sempre um pouco mais adiante. A imagem do arco-íris funciona como metáfora para essa busca: você enxerga o que quer, corre atrás, mas nunca consegue chegar exatamente ao ponto imaginado.
“É uma música que representa o quão cegos ficamos percorrendo pequenos objetivos que colocamos em nossas cabeças. E o quanto a obsessão nos afasta também dos nossos objetivos, porque ao mesmo tempo que pensamos que estamos nos aproximando, perdemos o significado de ter chegado até ali”, explica o trio. “É uma música que marcha, ela tem um ritmo diferente”.
Na produção, o Rooftime também decidiu experimentar. Segundo os integrantes, Rainbow nasceu de uma tentativa de explorar ferramentas e possibilidades que ainda não haviam usado no estúdio, sem abandonar a presença do violão e dos outros instrumentos tocados pelo próprio trio.
“É uma música bem diferente, entrando no ponto de produção rítmica, do que estávamos buscando fazer, uma aventura que percorremos dentro do estúdio, tentando criar de uma maneira bem liberta”, contam.
O lançamento chega enquanto a agenda do Rooftime vai seguindo, após shows no Chile. Ao vivo, o trio leva os instrumentos para o palco e tenta manter a dinâmica de uma banda dentro de um contexto de música eletrônica. Rainbow é mais um passo nessa mistura entre pista, canção pop e instrumentos tocados de verdade.
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Urgente
Newmind: banda curitibana agora faz som nublado com letras em português

RESUMO: A curitibana Newmind prepara Agora é nada, álbum que combina shoegaze e slowcore com guitarras densas, texturas imersivas e letras em português sobre transformação e fugacidade.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Misturando estlos como shoegaze e slowcore, a banda curitibana Newmind se prepara para entrar numa nova fase a partir do álbum Agora é nada, previsto para o dia 25. “O disco marca uma fase mais madura da banda, com letras em português, guitarras densas, texturas imersivas e canções que exploram temas como fugacidade, transformação e essência”, avisam.
Essa estileira garante que o som esteja tão nublado quanto as fotos das capas dos singles – que mostram o grupo andando por um gramado, tudo bem granulado e p&b – mas chegando a um público mais numeroso e falando de emoções no idioma pátrio. Dessa nova fase, já chegaram ao público os singles Avnoir, Às vezes e Além. A segunda, diz a banda, “antecipa a atmosfera que permeia o disco”, entre “guitarras densas, texturas e melodias contemplativas”.
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Urgente
Com o Empty Melon, Summer Kodama mergulha no lado sombrio da eletrônica

RESUMO: No projeto Empty Melon, Summer Kodama explora eletrônica experimental, art pop e clima cinematográfico em Don’t look away, faixa sobre honestidade e autoexpressão.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniel Verdecchia / Divulgação
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Summer Kodama, baixista e produtora da banda Ada Lea, segue apresentando o seu projeto solo Empty Melon. Depois de estrear com Hoping to find, ela acaba de lançar Don’t look away, um single que mergulha em um universo mais sombrio, combinando eletrônica experimental, art pop e paisagens sonoras de clima cinematográfico – num resultado sonoro que fica bem próximo de Laurie Anderson, em muitos momentos.
A música nasceu de uma madrugada solitária. “Tudo começou quando eu estava dirigindo sozinha às duas da manhã e improvisando no baixo”, conta Summer. A partir dali, a faixa foi ganhando forma como uma reflexão sobre honestidade, tanto nas relações com os outros quanto consigo mesma.
“Existe algo catártico em expressar seus sentimentos e necessidades de maneira direta”, diz a artista. “Isso ajuda você a se alinhar com sua versão mais autêntica. Honestidade é a parte mais importante da autoexpressão”.
Se Hoping to find explorava um território mais etéreo, entre o sonho e a vigília, Don’t look away segue pelo caminho oposto. Summer define as duas músicas como “irmãs polares”: uma iluminada pela luz do dia, a outra construída no silêncio da noite. As duas foram compostas no mesmo mês, em maio de 2024, mas revelam lados bastante diferentes de um mesmo processo criativo.
Na produção, Summer trabalhou ao lado de Leo Bagel, tecladista da Post NC. Segundo ela, a parceria abriu espaço para mais experimentação e ajudou a equilibrar as ideias que surgiam durante a composição. O resultado é uma faixa que dispensa refrãos imediatos. A aposta é na construção de atmosfera, acompanhando o crescimento de um projeto que parece disposto a explorar diferentes caminhos sem perder a identidade.
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