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Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago: disco do trio vira filme

O encontro entre Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago saiu do disco e virou filme. O curta O som entre nós, dirigido por Helder Frutera e Cisma, deriva do álbum lançado pelo trio, Criolo, Amaro e Dino (resenhamos esse disco aqui). E acompanha a conexão construída pelos três artistas, transformando o projeto numa viagem por música, memória e identidade entre Brasil, Cabo Verde e Portugal.
O documentário mistura cenas de ensaios, gravações e conversas de bastidor com a história de cada um dos músicos, mostrando como trajetórias bem diferentes acabam se cruzando num mesmo universo sonoro. Tem Criolo levando sua poesia moldada nas periferias paulistanas, Amaro Freitas expandindo o jazz brasileiro para territórios cada vez mais livres e Dino d’Santiago aproximando ritmos cabo-verdianos de hip-hop, R&B e afro-house.
Em um dos momentos mais fortes do curta, Dino canta Petit pays, clássico de Cesária Évora, reforçando o elo afetivo e cultural que atravessa todo o projeto. O filme também acompanha o processo criativo do álbum e deixa claro que a parceria entre os três nasceu de afinidades que vão muito além do estúdio.
“O filme celebra uma amizade, o tempo, a presença e a música, nos abraçando a cada instante”, conta Criolo. “É um trabalho que se torna especial porque quebramos um pouco a lógica dos encontros que estão visando transformar a música em um produto. Ela é o caminho e o resultado de uma amizade, porque nós nos entendemos e estávamos passando por situações complicadas. Então sabíamos que os encontros iam nos fazer bem. Quando nos vemos, fica tudo mais leve. É uma honra e uma felicidade poder viver tudo com Amaro, esse artista genial, e com Dino, uma das vozes mais incríveis que eu já escutei em toda a minha vida”.
E você assiste ao filme aí embaixo.
Foto: Frame do filme
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Tom Morello cria festival de música e ativismo, e lança single com Serj Tankian

É um dia só, mas vai valer por vários: Tom Morello, guitarrista e artífice do Rage Against The Machine, confirmou nomes como Foo Fighters, Joan Baez e Bruce Springsteen para seu evento Power to the People. O festival, anunciado como “um dia de amor, paz, justiça e música”, está agendado para 3 de outubro de 2026, no Merriweather Post Pavilion em Columbia, Maryland.
Outros nomes já confirmados incluem Dave Matthews, Jack Black (com uma banda que inclui Roman, filho de Tom, na guitara, além de Revel Ian, filho de Scott Ian, do Anthrax, no baixo), Dropkick Murphys, Cypress Hill e Killer Mike – além de Taylor Momsen, vocalista do Pretty Reckless, Serge Tankian (System of a Down), Grandson, The Neighborhood Kids, Shephard Fairey (em set como DJ), Daryl “DMC” McDaniels, Brittany Howard (Alabama Shakes), The Linda Lindas e Matt Cameron, ex-baterista do Pearl Jam. O próprio Morello também sobe ao palco.
Tom Morello já mostrou que sabe transformar festivais em acontecimentos históricos. Foi ele quem assinou a curadoria e a direção musical de Back to the Beginning, o derradeiro show de despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath – missão confiada ao guitarrista pelo próprio casal Ozzy e Sharon Osbourne.
Boa parte dos artistas envolvidos no evento já se posicionou publicamente contra Donald Trump. Mesmo assim, Morello afirma que o Power to the People não tem alinhamento partidário. Segundo ele, a proposta é destacar “o poder que pessoas comuns têm quando se unem – através da música, da arte, da comunidade e da ação – para ajudar a moldar o país e o planeta no dia da eleição e também depois dele”. O guitarrista também descreveu o festival como “uma celebração de ativismo, criatividade e esperança”.
Parte da renda arrecadada com os ingressos – além de 100% da receita líquida das entradas VIP – será destinada à VoteRiders, organização sem fins lucrativos que atua para reduzir barreiras de identificação eleitoral nos Estados Unidos. Os ingressos para o Power to the People começam a ser vendidos em 30 de maio.
E além disso, Tom tem outra novidade: nesta sexta sai Adjourn it, single gravado ao lado de seu amigo Serj Tankian, vocalista do System Of A Down – um ativista político e músico como ele. A parceria tem também a participação de Roman Morello, guitarrista e filho de Tom.
Segundo declaração de Tom nas redes sociais, a música foi inspirada pela “perseguição de imigrantes por todo o país e pela força contrária de uma resistência heroica à crescente onda do fascismo. Adjourn it é uma canção de liberdade com riffs impactantes em prol da justiça e da igualdade”. O músico divulgou também um vídeo em que aparece em protestos pela Palestina, e mostrando as mensagens que põe em sua guitarra nos shows (“arm the homeless”, “fuck ICE”, etc).
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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

Direto do Recife, a Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho para uma pequena tour. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025 (resenhamos esse disco aqui).
Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais.
Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira. E os shows sempre são bem imersivos – e percussivos. “Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.
O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como Elegbará, Ògun fundador de Ire, Saudação a Oxumarê e Oyá e Nas águas da cachoeira. E vai rolar toda uma aula de cruzamento de ritmos no show, passando por samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola… por aí vai.
Foto: José de Holanda / Divulgação
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A Balsa faz indie pop etéreo e experimental no novo single “Sailor moon”

Duo de indie pop formado por Fil (vocalista e compositor) e Bari (multi-instrumentista e produtor), A Balsa pôs em seu novo single a vontade de reencontrar as pessoas fora da internet e das telas. A etérea Sailor moon marca o início de uma nova fase do grupo e integra uma tríade de singles inéditos — os primeiros desde o lançamento de seu álbum de estreia, em 2024.
“É uma canção que reflete sobre as relações humanas no mundo contemporâneo, estabelecendo um contraponto direto entre os encontros reais e as relações mediadas pelo ambiente digital, muitas vezes distantes, rápidas e impessoais”, conta o duo no release, chamando a atenção também para o som bastante experimental da música, cheia de teclados: algo que dá até um contraste com o pedido por uma vida mais “orgânica”, que a música faz.
Para manter o clima de proximidade, A Balsa decidiu resgatar as origens do projeto: gravou tudo em home studio, e a ideia foi reforçar a simplicidade e a força da composição – pra reafirmar que uma música pode ser suficiente se for boa. Fil e Bari fizeram a música em parceria e co-produziram ao lado de Gabriel Buchmann.
Um outro detalhe bem legal sobre a música: o título Sailor moon foi inspirado no poeta Waly Salomão, que usou no começo dos anos 1970 o codinome Waly Sailormoon – ele é uma das principais referências da banda. “A escolha do nome dialoga com o espírito livre, experimental e contracultural presente tanto na obra do poeta quanto na identidade do grupo”, contam.
Foto: Divulgação







































