Urgente
Paul McCartney faria tudo “funcionar direito” se fosse primeiro-ministro

Se Paul McCartney resolvesse trocar os palcos por Downing Street, já teria algumas ideias na manga. Em uma live no TikTok feita no último dia 27, o ex-Beatle comentou o que mudaria na Grã-Bretanha caso virasse primeiro-ministro — e a conversa passou por impostos, buracos nas ruas, NHS e o jeito meio emperrado como o país funciona hoje.
O comentário rolou porque uma pessoa lhe perguntou sobre o que gostaria de mudar no Reino Unido se fosse eleito para o cargo. “Essa é uma pergunta complexa. Gostaria de tentar fazer com que as coisas funcionassem de forma mais eficiente, para variar”, disse. Segundo ele, muita gente paga impostos sem sentir retorno real do governo. A solução? Juntar “pessoas que saibam resolver as coisas” para melhorar a vida cotidiana e colocar sistemas básicos para funcionar direito. Estradas, saúde pública, impostos: tudo entrou no pacote.
- Ouvimos: Paul McCartney e Wings – Wings (coletânea)
Paul também falou sobre desigualdade. Disse não se incomodar em pagar impostos altos porque vê isso como uma forma de retribuição, mas acha que quem tem menos dinheiro acaba sendo mais prejudicado pelo sistema. “As pessoas que não têm muito são exploradas”, comentou, antes de defender melhorias no Serviço Nacional de Saúde britânico.
A ideia de uma carreira política, porém, deve ficar só na hipótese. McCartney anda ocupado promovendo The boys of Dungeon Lane, disco que chega nesta sexta (29). A divulgação tem incluído uma presença intensa nas redes — incluindo TikTok, podcasts e até participação no Chicken Shop Date, série de entrevistas de Amelia Dimoldenberg.
Nas últimas semanas, Paul também apareceu nos podcasts The Rest is History e The Rest is Entertainment, falando sobre Liverpool, começo de carreira e memórias dos primeiros anos de banda.
E tá aí o papo com Paul, na minutagem certa (subido pelo canal @TheBeatleBR)
Foto: Mary McCartney / Divulgação
Urgente
Após mandar sinais, Jack White solta single novo e já anuncia álbum

Nem deu tempo de esfriar direito o barulho em torno de No name, lançado em 2024, e Jack White já está preparando outro disco. O músico anunciou Frozen Charlotte, seu sétimo álbum solo de estúdio, que chega no dia 10 de julho pela Third Man Records. Junto do anúncio, saiu também o single Dollar bill, uma porrada hardão-country-blues já disponível nas plataformas digitais.
Frozen Charlotte vai sair em vários formatos físicos, do jeito que fã de Jack White gosta: vinil preto tradicional, uma edição “Zug Island Blue” exclusiva da Third Man Records, uma edição “Chrome” vendida na turnê e na loja virtual do músico, além de uma versão “Ice Blue” destinada às lojas independentes. O álbum também terá edições em CD e cassete.
Antes mesmo do anúncio oficial, White já vinha soltando pistas do novo disco numa série online chamada Third Man Release Lab, criada pela própria gravadora. Os vídeos mostram bastidores do processo de lançamento de um álbum e acabaram servindo também como terreno para esconder easter eggs ligados ao novo trabalho. Quem assistiu aos episódios viu imagens com glitches, referências a um personagem chamado Frozen Charlatan e ouviu até um pequeno trecho de Dollar bill sem saber exatamente do que se tratava.
O novo álbum sucede uma sequência recente de músicas inéditas de White, como Derecho demonico e G.O.D. and the broken ribs, lançadas no início do ano. As duas chegaram acompanhadas de apresentações no Saturday Night Live, programa no qual o músico já apareceu várias vezes ao longo da carreira. O guitarrista também se apresentou com Eminem no show do intervalo do Detroit Lions e apareceu no programa Only in Monroe, transmissão de acesso público comandada por Stephen Colbert.
Produzido pelo próprio Jack White, Frozen Charlotte dá sequência a uma fase bastante acelerada do ex-White Stripes. Ainda não saíram detalhes completos sobre o álbum, mas Dollar bill já indica a permanência daquele som cru, nervoso e meio imprevisível que White vem explorando nos últimos trabalhos.
Foto: David James Swanson / Divulgação
Urgente
Nouvelle Vague leva “Enjoy the silence”, do Depeche Mode, pro universo da bossa nova

Ouvir que uma banda fez uma versão meio bossa de um som dos anos 1980 dá um certo nervoso, sabemos – a primeira coisa que vem na mente são aquelas versões de sala de espera de médico. Não quando o responsável é o Nouvelle Vague, coletivo francês especializadíssimo em verter os sons do pós-punk e da new wave para o estilo, deixando caber também referências da chansong francesa.
O versionado da vez é o Depeche Mode, que ganhou uma releitura chique de seu clássico Enjoy the silence, com Skye Edwards, a voz do Morcheeba, e Larry Love, do Alabama 3. A música é o primeiro single de A date with Depeche Mode, disco com treze versões de músicas do grupo, que sai em breve. Detalhe: o álbum foi gravado no Rio, e com músicos brasileiros.
Criado em 2003 pelos produtores Marc Collin e Olivier Libaux, o Nouvelle Vague nasceu quase como uma brincadeira conceitual: transformar clássicos do pós-punk e da new wave em músicas suaves, acústicas e cheias de balanço brasileiro.
O grupo acabou virando um fenômeno cult, especialmente por causa das releituras de Joy Division, The Clash, Dead Kennedys e New Order, sempre usando vocalistas diferentes. Hoje, Marc toca o projeto sozinho, cinco anos após a morte de Olivier.
Entre mudanças de formação, hiatos e discos mais experimentais, o projeto acabou sobrevivendo justamente porque nunca funcionou como uma banda tradicional. Na real, sempre funcionou como uma ideia aberta, capaz de reinventar músicas bastante conhecidas sem soar caricata.
Urgente
Roger Taylor anuncia novo disco sobre “um mundo insano” e critica Nigel Farage

Nem só de relançamentos vive o baterista do Queen. Roger Taylor acaba de anunciar Violence insane in a beautiful world, novo álbum solo que chega em 18 de setembro pela Columbia. É o primeiro disco dele desde Outsider, lançado em 2021, e vem carregado de preocupações bem pouco leves — apesar do título quase soar como poesia sci-fi.
Segundo Roger, o nome do álbum já entrega bastante da ideia do disco. “Está no título, na verdade”, diz Taylor, “Vivemos num mundo lindo e não vamos estragar tudo. Parece haver tanta insanidade no momento. A violência no mundo parece estar tão ruim quanto sempre esteve, em qualquer época, e certamente durante a minha vida. É simplesmente horrível, muita violência insana. E parece que estamos mesmo destruindo o mundo, plástico no mar, todas essas guerras terríveis por toda parte e o ódio que nasce de diferentes religiões”.
Mas nem tudo aponta para um clima apocalíptico total. O músico também reforça que existe beleza em volta — e que talvez o problema seja justamente esquecer disso. “É um mundo lindo, sabe? E a gentileza é muito importante, eu acho, parece que é esquecida com frequência”, diz.
O primeiro single, Come on summer (It’s party time), já saiu e traz participação do Coral Juvenil Ndlovu, de Limpopo, na África do Sul. Já a faixa de abertura, A beautiful world, acabou servindo de inspiração para a capa do álbum, que usa uma imagem da Terra vista do espaço. E a ideia da música é quase cinema de ficção científica setentista.
“Ela é escrita do ponto de vista de um alienígena em uma nave espacial orbitando a Terra e pensando em como ela é linda”, explica Taylor. “Observando atentamente, ele percebe que existem problemas, infecções, toda a violência e os horrores que acontecem, e também uma lista de todas as coisas maravilhosas da Terra”.
Roger também não parece muito animado com o rumo político do Reino Unido. Falando sobre 2026 e o crescimento do direitista Nigel Farage, ele foi direto: “Com Nigel Farage no horizonte, não”, diz ele sobre o político (vale inclusive lembrar essa: Johnny Marr afirmou em 2019 que, no que dependesse das opiniões do ex-colega de banda Morrissey, Nigel era sério candidato a participar como guitarrista de uma suposta reunião dos Smiths).
“Minha esposa diz que vai embora do país se ele for eleito, e eu não a culpo. É como Trump, na verdade. Você não consegue acreditar no quão popular ele era”, conta. “Não tenho certeza se ele é tão popular agora, as pessoas finalmente estão caindo em si, mas não consigo acreditar no quão popular Farage, que é intrinsecamente um homem horrível, é, mas ele é um populista, demagogo, político que apela para os ideais mais baixos”.
E tão aí a capa de Violence insane in a beautiful world e a lista de faixas, que inclui ainda uma releitura de Jealous guy, de John Lennon.
Foto: Sarina Taylor / Divulgação
1. A beautiful world (feat. Coral Juvenil Ndlovu)
2. Violence insane
3. What really matters
4. Don’t photograph food
5. I see you now
6. Chump
7. Spit in his eye
8. Jealous guy
9. Come on summer (It’s party time) (feat. Coral Juvenil Ndlovu)
10. A great big beautiful world (reprise) (feat. Coral Juvenil Ndlovu)








































