Connect with us

Urgente

Tem música nova do Durutti Column, a mágica “Liars”

Published

on

Tem música nova do Durutti Column, a mágica "Liars"

Pergunte a John Frusciante (Red Hot Chili Peppers, Johnny Marr (Smiths), Robin Guthrie (Cocteau Twins) sobre um guitarrista que eles admiram – e o nome de Vini Reilly, criador do projeto musical Durutti Column, vai estar na lista. Conhecido por seu som ultratexturizado e pouco afeito a riffs comuns, Vini se tornou sinônimo de inovação e prestígio cult na música indie.

O som cheio de ambiência dele se tornou um modelo para a turma do shoegaze, do post-rock, do math rock, até do emo – o som de Vini na guitarra pode não ter sido influência direta, mas está no DNA dos dedilhados de bandas como American Football. E uma ótima notícia é que lá vem o Durutti Column com novo single, e anunciando novo álbum.

A música nova é Liars, um dream pop mágico, com ritmo ligeiramente funkeado, em que Vini solta uma espécie de rap à guisa de letra. E ela serve de batedor para Renascent, o álbum com 11 faixas que marca o primeiro lançamento inédito de Vini Reilly e companhia desde A paean to Wilson, de 2010. Em janeiro, já havia saído o relançamento do primeiro álbum da banda, The return of The Durutti Column (1979).

Reilly trabalhou em Renascent com o percussionista de longa data da banda, Bruce Mitchell, e com o músico e produtor Keir Stewart. A cantora e compositora Caoilfhionn Rose também participa como convidada. E Liars tá aí, junto com a capa e a lista de faixas de Renascent – que sai dia 10 de julho pela London Records.

1 Echoes in the memory
2 Your shadow at morning
3 Time present and time past
4 Agonistes
5 Liars
6 Vapour in a matchbox
7 Your shadow at evening
8 Sargasso sea
9 Scammer
10 For friends everywhere
11 All they see is fire

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Continue Reading

Urgente

Ste A Viva: música, voo e imagem misturados em “Lá fora”

Published

on

Ste A Viva (Foto: Anna Chaves / Divulgação)

Muitas influências legais envolvidas: Stephanny Lima, ou Ste A Viva, cantora de Belém radicada em Belo Horizonte, curte o som etéreo de Weyes Blood e o folk lo-fi de Grouper. Também ama Persona, filme de Ingmar Bergman, além do cinema experimental de Maya Deren. Tudo isso entra como referência na voadora e melancólica Lá fora, single solo de estreia.

Com um ritmo meio bossa, e teclados que permitem dar uma bela viajada sonora, Lá fora fala sobre os momentos em que a gente se sente meio fora do mundo, mesmo diante de um universo em harmonia – a letra fala de desejos como sumir no campo ou de se misturar à grama, e aí surge um refúgio. Se você curte melodias com surpresas (mudanças de tom, momentos em que parece que a coisa vai ficar meio assustadora, mas permanece tranquila, etc), vai ouvir Lá fora tipo mil vezes.

Um outro detalhe é que Ste trabalha a música como se nem houvesse uma diferença entre som e imagem – é uma música bastante visual, até pelas referências cinematográficas. Ou, como diz o texto de lançamento, Lá fora trabalha “som e imagem como extensões de uma mesma experiência sensorial, onde mundo externo e estado interno coexistem em tensão”. O single foi gravado no estúdio do músico belo-horizontino Lucas De Moro, que assina a produção, a mix e a master do projeto.

Tem um EP de Ste que deve sair ainda neste ano. Além de cantora solo, ela toca teclados na banda belo-horizontina Godofredo – e é médica formada pela UFMG. E Lá fora você conhece agora.

Foto: Anna Chaves / Divulgação

Continue Reading

Urgente

Paul McCartney faria tudo “funcionar direito” se fosse primeiro-ministro

Published

on

Paul McCartney (Foto: Mary McCartney / Divulgação)

Se Paul McCartney resolvesse trocar os palcos por Downing Street, já teria algumas ideias na manga. Em uma live no TikTok feita no último dia 27, o ex-Beatle comentou o que mudaria na Grã-Bretanha caso virasse primeiro-ministro — e a conversa passou por impostos, buracos nas ruas, NHS e o jeito meio emperrado como o país funciona hoje.

O comentário rolou porque uma pessoa lhe perguntou sobre o que gostaria de mudar no Reino Unido se fosse eleito para o cargo. “Essa é uma pergunta complexa. Gostaria de tentar fazer com que as coisas funcionassem de forma mais eficiente, para variar”, disse. Segundo ele, muita gente paga impostos sem sentir retorno real do governo. A solução? Juntar “pessoas que saibam resolver as coisas” para melhorar a vida cotidiana e colocar sistemas básicos para funcionar direito. Estradas, saúde pública, impostos: tudo entrou no pacote.

  • Ouvimos: Paul McCartney e Wings – Wings (coletânea)

Paul também falou sobre desigualdade. Disse não se incomodar em pagar impostos altos porque vê isso como uma forma de retribuição, mas acha que quem tem menos dinheiro acaba sendo mais prejudicado pelo sistema. “As pessoas que não têm muito são exploradas”, comentou, antes de defender melhorias no Serviço Nacional de Saúde britânico.

A ideia de uma carreira política, porém, deve ficar só na hipótese. McCartney anda ocupado promovendo The boys of Dungeon Lane, disco que chega nesta sexta (29). A divulgação tem incluído uma presença intensa nas redes — incluindo TikTok, podcasts e até participação no Chicken Shop Date, série de entrevistas de Amelia Dimoldenberg.

Nas últimas semanas, Paul também apareceu nos podcasts The Rest is History e The Rest is Entertainment, falando sobre Liverpool, começo de carreira e memórias dos primeiros anos de banda.

E tá aí o papo com Paul, na minutagem certa (subido pelo canal @TheBeatleBR)

Foto: Mary McCartney / Divulgação

Continue Reading

Urgente

Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago: disco do trio vira filme

Published

on

Criolo, Dino D'Santiago e Amaro Freitas (Foto: Frame do filme)

O encontro entre Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago saiu do disco e virou filme. O curta O som entre nós, dirigido por Helder Frutera e Cisma, deriva do álbum lançado pelo trio, Criolo, Amaro e Dino (resenhamos esse disco aqui). E acompanha a conexão construída pelos três artistas, transformando o projeto numa viagem por música, memória e identidade entre Brasil, Cabo Verde e Portugal.

O documentário mistura cenas de ensaios, gravações e conversas de bastidor com a história de cada um dos músicos, mostrando como trajetórias bem diferentes acabam se cruzando num mesmo universo sonoro. Tem Criolo levando sua poesia moldada nas periferias paulistanas, Amaro Freitas expandindo o jazz brasileiro para territórios cada vez mais livres e Dino d’Santiago aproximando ritmos cabo-verdianos de hip-hop, R&B e afro-house.

Em um dos momentos mais fortes do curta, Dino canta Petit pays, clássico de Cesária Évora, reforçando o elo afetivo e cultural que atravessa todo o projeto. O filme também acompanha o processo criativo do álbum e deixa claro que a parceria entre os três nasceu de afinidades que vão muito além do estúdio.

“O filme celebra uma amizade, o tempo, a presença e a música, nos abraçando a cada instante”, conta Criolo. “É um trabalho que se torna especial porque quebramos um pouco a lógica dos encontros que estão visando transformar a música em um produto. Ela é o caminho e o resultado de uma amizade, porque nós nos entendemos e estávamos passando por situações complicadas. Então sabíamos que os encontros iam nos fazer bem. Quando nos vemos, fica tudo mais leve. É uma honra e uma felicidade poder viver tudo com Amaro, esse artista genial, e com Dino, uma das vozes mais incríveis que eu já escutei em toda a minha vida”.

E você assiste ao filme aí embaixo.

Foto: Frame do filme

Continue Reading

Acompanhe pos RSS