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New Order junta duas coletâneas da banda lançadas nos anos 1990

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New Order (Foto: Divulgação)

Você viu ontem aquela mensagem “juntos pela primeira vez” que apareceu no instagram do New Order?

Bom, teve gente achando até que isso era um sinal de que Peter Hook ia finalmente voltar para a banda, nem que fosse para o show do Rock And Roll Hall Of Fame – provavelmente quem pensou isso não deve ter prestado atenção no “primeira vez”. Mas é um anúncio de que pela primeira vez as coletâneas The best of New Order (1994) e The best of New Order (1995) estarão juntas num só pacote. A arte publicada pela banda trazia inclusive as ilustrações das capas dos dois álbuns – iguais, mas com cores diferentes – unidas.

The best and the rest of New Order, o tal pacote, é prometido pela Warner para o dia 17 de julho, e já está no site da banda em pré-venda. Com áudio remasterizado, a coletânea também incluirá uma série de remixes raros e inéditos. Os dois discos também ganharão versões separadas em vinil, masterizadas nos lendários estúdios de Abbey Road.

The best foi responsável por uma redescoberta boa do New Order nos anos 1990, pouco após o disco Republic (1993, do hit Regret) e trazia clássicos como True faith, Bizarre love triangle, Blue monday 88 e World in motion. Já The rest foi um disco muito bem sucedido de remixes, que trazia Blue monday relido pela dupla alemã Hardfloor (essa fez sucesso) e True faith, feita pelo DJ Shep Pettibone (idem).

Ambos os álbuns também serão lançados em formatos de vinil separados, com corte de áudio remasterizado em Abbey Road. Além disso, The rest of New Order vai estar disponível como um conjunto de 3 LPs – e compila todas as músicas do CD e lançamento de vinil original pela primeira vez.

Foto: Divulgação

Crítica

Ouvimos: Is This Real? – “Let you in” (EP)

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Wipers ganha tributo da banda Is This Real? em EP que mescla regravação do grupo e três faixas autorais afiadas, entre punk melódico e riffs poderosos.

RESENHA: Wipers ganha tributo da banda Is This Real? em EP que mescla regravação do grupo e três faixas autorais afiadas, entre punk melódico e riffs poderosos.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 9
Gravadora: Keep It Trippy Records
Lançamento: 14 de novembro de 2025

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Tida como a primeira banda punk do Noroeste do Pacífico norte-americano, Wipers surgiu em 1978, gravou vários discos, mas acabou ficando restrito a Portland, onde nasceu, e cercanias. Como Oregon, estado em que Portland fica, é vizinho do estado de Washington, cidades como Seattle e Aberdeen souberam da novidade rapidinho – e aí dá para ter uma bela ideia do legado que essa banda, que no início queria gravar todos os seus discos num estúdio caseiro de quatro canais, deixou por aí.

  • Fizeram uma versão de CINCO HORAS E MEIA de Brainwash, do Flipper

Os Wipers já não existem há bastante tempo – em 1999 saiu o último disco, Power in one. Greg Sage, líder do grupo, administra as memórias da banda, além de sua gravadora Zeno Records. No ano passado, o Is This Real?, quarteto formado por Matt Cameron (ex-baterista do Pearl Jam e do Soundgarden, mas aqui cantando e tocando guitarra), Will Andrews (bateria), Caspian Coberly (guitarra solo) e Shane Smith (baixo) decidiu fazer shows em tributo aos Wipers, relembrando músicas do grupo.

Is this real?, vale recordar, é o nome do primeiro álbum da banda (1980) e da faixa-título, pérola power pop-punk digna de uma mescla de Ramones e Elvis Costello. Ela não aparece no primeiro EP do Is This Real?, Let you in, em que a banda homenageia os Wipers com apenas uma regravação, a releitura quase pós-punk da sombria e guerreira Let me know.

As outras três faixas são músicas autorais, bastante reverenciais à primeira onda dos três acordes. Let you in é punk com melodia introspectiva e ataque explosivo. Taking the fall tem estrutura lembrando um misto de Motörhead e Sex Pistols. Fall apart é pós-punk com riff poderoso, vocal quase falado e bateria cercando a música. Uma diversão à parte para os músicos e para quem ouve.

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Crítica

Ouvimos: Calvin Voichicoski e Pelocurto – “Bodoque”

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Calvin Voichicoski e Pelocurto unem psicodelia, rock 60s e brasilidades em Bodoque, disco que soa como um delírio sonoro multicolorido.

RESENHA: Calvin Voichicoski e Pelocurto unem psicodelia, rock 60s e brasilidades em Bodoque, disco que soa como um delírio sonoro multicolorido.

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Unindo o cantautor e produtor Calvin Voichicoski à banda paulista Pelocurto, Bodoque é um daqueles discos que parecem vir de um delírio sonoro, no melhor dos sentidos. O som varia entre vários lados diferentes, tudo balizado pela psicodelia e por um entendimento progressivo da música – ainda que o som não seja necessariamente “progressivo”.

E.M.T./Domingo, a faixa dupla que abre o álbum, até engana começando numa onda meio pós-punk meio Strokes, para depois embarcar numa onda blues rock e pós-tropicalista. (No rehearsing) for hearses leva uma cara oitentista ao disco, com emanações do Ultravox dos primeiros tempos. Faixas que unem beats brasileiros e indie rock, como o samba-rock Arena, a bossa-rock Rebordoque e a quase jazzística Cemitério de orelhões, também são comuns em Bodoque.

Mas a parada de Calvin e do Pelocurto é mesmo na esquina entre os anos 1960 e o que veio imediatamente depois, com direito a referências de bandas recentes que dão outros sons e texturas à música da época. Esse som se espalha por todo o álbum e domina faixas como This pain (Tastes like outside), que tem filiação sonora entre Kinks, Beatles e Tame Impala. Ou o country floydiano de Submarine man e Ipiranga heights. Há psicodelia de garagem em YEAYEAYEAYEAYEAYEAYEAH e Um alvo tenro e lembranças de In another land (Rolling Stones) em Nada de ideias fora das coisas. No final, distorções e viagens sonoras em O vento nos caniços, música de quase dez minutos.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8,5
Gravadora: Independente
Lançamento: 21 de agosto de 2025.

  • Ouvimos: Anti-Spectacular – I don’t want to be angry anymore
  • Ouvimos: Bahsi – Castle

 

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Crítica

Ouvimos: Stela Cole, “I die where you begin”

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Ouvimos: Stela Cole, “I die where you begin”

Após temporadas frustradas em grandes gravadoras, a norte-americana Stela Cole decidiu trilhar o caminho independente – ainda que com distribuição pela plataforma digital Amuse. O resultado é I die where you begin, um disco de indie pop que flerta com o rock adulto contemporâneo E consegue remeter a coisas legais do passado sem soar retrô ou vintage.

Para começar, Stela contratou um baterista aparentemente maluco por Charlie Watts, falecido batera dos Rolling Stones. Muita coisa do álbum reaproveita as fórmulas mais pop da banda britânica, misturando-as com texturas ainda mais acessíveis. Em Blue moon, por exemplo, o clima inicial evoca trilhas de soft porn dos anos 1980 antes de evoluir para um híbrido de R&B e rock que lembra tanto os Stones quanto Kylie Minogue. Já a sussurrada Stereoqueen, combina algo próximo ao beat de Start me up, hit dos Stones, com uma pegada herdada de Physical, de Olivia Newton-John, trazendo à tona o espírito do pop pós-disco.

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Vai por aí I die where you begin: da sacana God loves you (“Deus ainda ama você, mesmo que eu não ame”, provoca a letra) – um pop com batida que lembra samba e vocais que transitam entre rock, blues e jazz – ao R&B acústico de Slow dance. Há também faixas que mesclam rock, dance e jazz, como Stay mad e a misteriosa Bunny love, além de uma nova investida pós-disco, no pop solene Blood orange wine (que também dá uma chupadela na batida de Start me up).

Na parte final, merecem destaque a dance music sinuosa de Feel it again, o clima quase dream pop de Midnight killer e a agitada Candyland – que lembra Bruno Mars, mas tem sonoridade mais patinante, com cordas. Já Sade Adu, cuja influência tem ressurgido com força no pop, é devidamente evocada no r&b acelerado Now or nevermind. Pop trabalhado, produzido em 2025, e feito para engordar o repertório das “light FMs” de 2035.

Nota: 8
Gravadora: Stelavision/Amuse
Lançamento: 14 de março de 2025.

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