Entre altos e baixos – que são resolvidos com técnicas de administração pouco convencionais e muito comportamento disruptivo – a Amazon.com vai indo. A empresa surgiu em 1994 das mãos de um sujeito chamado Jeff Bezos, cujos passos são até hoje monitorados por toda a imprensa. E cuja história atrai fãs.

Em 1999, quando nem todo mundo tinha internet, muita gente morria de medo de fazer compras online e a nerdice ainda era um futuro que o pai não queria para o filho, o Globo Repórter da emissora CBS, o 60 Minutes, foi até Seattle conferir quem era, como vivia, como pensava e do que se alimentava Jeff Bezos. Aliás, hoje chega a ser engraçado como isso parece ter sido feito há 200 anos.

Enfim, o repórter do programa foi lá e encontrou um Jeff Bezos alegre, que falava alto ao telefone. E que trabalhava num verdadeiro ninho de ratos se comparado a um escritório normal de empresa. “Parece mais um dormitório de faculdade do que um quartel-general de companhia”, diz a narração. Aliás, uma das atrações da reportagem foi a mitológica mesa de porta usada por Bezos. A empresa costumava usar mesas feitas de portas antigas, que causaram dores na coluna a vários de seus primeiros funcionários, por causa da ergonomia ruim.

“É um símbolo de que devemos gastar mais dinheiro para satisfazer os clientes, e de quem não devemos gastar no que não precisamos”, responde Bezos. A câmera focaliza os carpetes, bem sujos. “Bom, e você não precisa de carpetes limpos, também?”, provoca o repórter. Que não esconde um sorriso sacana ou ouvir de Jeff Bezos que ele era um bom aluno quando criança, e “um tanto nerd”. “Ah, quer dizer que você era um tanto nerd?”, diz. “Isso não mudou, né?”, responde Bezos, rindo.

A reportagem também fala a respeito de uma “vingança dos nerds”. E cita o Yahoo como uma empresa que, em dinheiro vivo, valia mais que o Hilton Hotel, a Kmart e a Delta Airlines juntas. Bezos, ao ouvir isso, só riu.