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Suede e Manic Street Preachers em turnê: bandas com o “mesmo DNA”

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Suede e Manic Street Preachers em turnê: bandas com o “mesmo DNA”, diz Brad, dos Manics - Fotos: Alex Lake (MSP) e Dean Chalkley (Suede)

Sim, Suede e Manic Street Preachers são bandas bem parecidas, mesmo separadas por quilômetros (a primeira vem de Londres, a segunda do País de Gales). Ambas tiveram fases formativas nos anos 1980 – no caso do Suede, uma fase bem curta, jã que começaram em 1989 – e conheceram o sucesso na década seguinte. Ambas são bandas que compartilham uma aura diferente de suas contemporâneas (opa, dá pra botar o Pulp nisso aí também): algo que não se mostra de todo, mas que é sentido aos poucos.

As duas bandas já haviam feito turnê juntas em 1994, 2022 e 2024 e agora, a parceria tá de volta. O giro começa no OVO Hydro de Glasgow em 28 de outubro, antes de passar pela First Direct Bank Arena de Leeds, Co-op Live de Manchester, Utilita Arena de Cardiff e O2 de Londres.

Suede e Manics, aliás, são muito fãs um do outro. “Não consigo imaginar uma banda com quem eu preferiria dividir o palco do que com o Manic Street Preachers”, disse Brett Anderson, vocalista do Suede, em 2022 ao New Musical Express. “Eles são uma inspiração para nós há muito tempo, e sei que existem milhares de fãs do Suede que sentem o mesmo. Já faz quase 30 anos desde a última vez que tocamos juntos e acho que esses shows serão algo realmente especial”.

Igualmente ao NME na épocaa, o cantor dos Manics, James Dean Bradfield, disse que tem lembranças bem nítidas daquela turnê, porque o guitarrista da banda, Richey Edwards (desaparecido em 1995 e dado como morto em 2008), estava voltando de uma internação e insistia em cair na estrada (a turnê foi dividida também com o Therapy?, e representou os últimos momentos da banda no palco com o músico).

“Richey estava voltando do que você poderia chamar de seu evento emocional e insistia em ir à estrada. Estávamos sendo cautelosos com Richey em alguns momentos, e o Suede havia perdido Bernard Butler como guitarrista e estava passando pela transição com a entrada de Richard Oakes na banda”, conta ele, lembrando que durante a tour, percebeu que Richey teria bastante dificuldade de voltar a fazer turnês. “Algumas noites, Richey dava notas de 0 a 10 para os shows e saía do palco dizendo: ‘Essa foi nota 9!’. Parecia que ainda fazia parte da essência da vida dele e era muito gratificante para nós”.

“Muitas bandas pecavam um pouco no glamour naquela época (início dos anos 90)”, diz James. “O Suede compartilhava o mesmo DNA que nós, de explorar um glamour underground personalizado. Elas tinham essas paisagens distópicas, à la J.G. Ballard, em muitas das músicas, então, nesse sentido, nós definitivamente nos encaixávamos. Éramos bandas viscerais ao vivo também. O Brett é um cara muito barulhento no palco! Eles meio que trilharam o mesmo caminho que nós. Passaram por algumas coisas e ainda estão aqui”.

Fotos: Alex Lake (MSP) e Dean Chalkley (Suede)

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RU NA mistura rock alternativo e Beatles em single sobre recomeços

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RU NA - Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

RESUMO: Em Forking ways, a RU NA une rock alternativo dos anos 1990, post-rock e melodias à John Lennon para falar de perdas, mudanças e novos começos. Lançamento do selo midsummer madness.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

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Tem bastante rock alternativo dos anos 1990 em Forking ways, novo single da RU NA, mas também dá para perceber uma influência dos Beatles, especialmente de John Lennon, na maneira como a melodia se desenvolve. A banda mistura essas referências com guitarras que passeiam pelo pós-rock, numa faixa que anuncia algumas mudanças para o próximo EP, Undercurrents, previsto para o fim de 2026 pelo selo midsummer madness.

Formada em 2022, a RU NA lançou seu primeiro EP, Heliades, em 2024. Naquele trabalho, o grupo buscava inspiração na mitologia grega para falar de problemas bem terrenos: as dificuldades do cotidiano e as diferentes maneiras de reagir a elas. Agora, a ideia é olhar para o que acontece depois de uma ruptura, quando alguma coisa termina e surge a possibilidade de começar novamente.

É esse o assunto de Forking ways, que trata de perdas, mudanças de direção e da tentativa de encontrar alguma esperança no meio dos destroços. Musicalmente, a banda também resolveu abrir um pouco mais seu leque de influências. O rock de guitarras continua sendo a base, mas há espaço para melodias mais próximas do pop sessentista e para as atmosferas do pós-rock.

A RU NA é formada por Alessandro Travassos (voz e guitarra), Cleber Aleixo (bateria e vocais), Clayton Vilaça (baixo) e Tiago Sales (guitarra e vocais). O próprio quarteto assina a produção do single, que teve mixagem de Drey Henrique e masterização do produtor grego Alexis Gotsis. Parte das gravações aconteceu no estúdio Frango no Bafo, em Belo Horizonte.

Forking ways é a primeira amostra de Undercurrents, trabalho que deve aprofundar essa aproximação entre o rock alternativo dos anos 1990, o post-rock e outras referências musicais dos integrantes.

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Tigre Robô: pós-punk, animação e baratas (irc) no clipe de “Batata podre”

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RESUMO: A banda brasiliense Tigre Robô lança clipe animado de Batata podre, faixa do álbum Telefone pra cachorro, que mistura pós-punk, garage rock e new wave.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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A banda brasiliense Tigre Robô resolveu fazer um clipe parcialmente em animação para Batata podre, música de seu primeiro álbum, Telefone pra cachorro, lançado em janeiro de 2025 pela Manga Rec. O clipe saiu no dia 2 de outubro e tem direção, animação e edição de Brida Abajur, assistência de direção de Danillo Matos e produção e figurino de Isabela Fernandes. Só não é recomendável ver na hora do almoço ou do jantar porque o clipe tá infestado de baratas (irc).

Formado em 2018, o quarteto tem Junio Silva, Isabela Fernandes, Guilherme Okamura e Rafael Lamim. Em Telefone pra cachorro, o grupo fez um disco de onze faixas que mistura pós-punk, punk de garagem, new wave e algumas experiências lo-fi.

Na época do lançamento, o POP FANTASMA resenhou o álbum e destacou as referências a Wire, The Fall, Public Image Ltd e Gang Of Four. Mas também havia espaço para power pop, psicodelia e até uma mistura de punk com rap em Atlas. Tudo isso num disco curto, cheio de mudanças de direção e que parecia gostar de contrariar expectativas.

Batata podre é a primeira música do álbum a ganhar um clipe oficial. O vídeo dá continuidade à divulgação de um disco que apresentou a Tigre Robô como um dos nomes curiosos do rock independente de Brasília. Em fevereiro a banda lançou o EP Atlas, com remixes de Telefone pra cachorro.

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Takeda transforma trauma de seita apocalíptica em folk e grunge pesado

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Takeda transforma trauma de seita apocalíptica em folk e grunge pesado

RESUMO: Após viver numa seita apocalíptica, Josh Harrison transforma raiva e traumas em Lion’s den, single do Takeda que mistura folk britânico e grunge pesado. 

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Passar anos vivendo numa seita apocalíptica e depois tentar se livrar das marcas deixadas por essa experiência. Parece roteiro de filme, mas é parte da história de Josh Harrison, vocalista e guitarrista do Takeda, trio britânico de Norwich que mistura folk, grunge e rock pesado. A experiência já havia rendido boa parte das letras de In Venus’ train, disco de estreia do grupo. Agora, volta a aparecer em Lion’s den, novo single da banda, lançado em 25 de setembro.

Só que o assunto mudou um pouco. Se o primeiro álbum tratava da dificuldade de romper com aquele passado, Lion’s den fala do que ficou depois: raiva, ressentimento e a sensação de ter sido manipulado e traído. “Nunca tinha escrito uma música com raiva antes. Mas Lion’s den foi surgindo aos poucos, borbulhando dentro de mim. Desembaraçar tudo aquilo enquanto escrevia foi como abrir uma torneira e deixar sair uma raiva que estava sob pressão”, conta Josh. “A traição, a manipulação, o ressentimento que eu havia guardado e aprisionado, disfarçados de vergonha. Essa música virou uma válvula de escape para tudo isso, e colocá-la no mundo parece muito terapêutico”, completa.

Musicalmente, o Takeda também tem suas particularidades. Formado em 2022, o trio junta técnicas do folk britânico e americano, dedilhados influenciados por Bert Jansch (guitarrista escocês, ligado ao grupo folk-jazz Pentangle) e a pancadaria do grunge, com riffs pesados, distorções e mudanças bruscas de intensidade. Boa parte dessa mistura é feita usando violão, instrumento que ganha uma função bem diferente da habitual.

E Harrison não está muito interessado em facilitar comparações. “Quando estamos arranjando músicas juntos, basta percebermos que alguma coisa que estamos fazendo lembra muito o som de outra pessoa para perdermos o interesse. Geralmente, a música acaba descartada”, diz. “Temos muita vontade de soar como ninguém além do Takeda”.

Produzida por David Pye, que já trabalhou com Faithless e Dido, Lion’s den traz vocais adicionais de Raya Mhari-Iglesias, do Birdwitch. A faixa abre os trabalhos do segundo álbum do trio, que conta ainda com David Woodgett (baixo) e Charlie Wilson (bateria). O disco sai em 2027 pelo selo Drongo Records.

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