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Novidades de Renan Benini (Lupe de Lupe), Josefe e Papangu

Não teve Radar nessa semana por pura falta de tempo diante de dois feriados – a seção volta só na semana que vem. Mas achamos interessante contar mais alguns causos sobre lançamentos dos últimos dias. Na semana passada mostramos em nosso instagram com exclusividade a capa do single que leva Renan Benini, baixo e voz da banda mineira Lupe de Lupe, à carreira solo – e a música saiu nesta semana. Valsas de um bolero é uma mescla de balada changa-langa, psicodelia e som hipnótico a la Velouria, dos Pixies. Uma música feita há 21 anos, quando o músico era adolescente, e que é retomada agora, para adiantar o primeiro álbum solo de Renan, previsto para o fim de maio.
“A letra gira em torno da paixão e da idealização, mas sob a lupa da adolescência. Foram 21 anos entre a escrita e o lançamento, e agora é o momento em que foi possível criar um conjunto onde a música coube esteticamente”, explica Renan, afirmando também que a canção preserva o frescor da época em que foi feita, mas é interpretada com o devido distanciamento.
Aliás, esse jogo de épocas vai rolar o tempo todo no disco de Renan, cujo repertório é formado por músicas que ele fez entre os 13 e os 24 anos. “São canções que guardei até que pudessem realmente ser trabalhadas de um jeito específico, o jeito que eu imaginava”, conta.
Produtor com trabalhos com Maria Luiza Jobim, Clara Valverde e Alulu Paranhos no currículo (e figura presente nos estúdios há mais de uma década), Josefe vai mostrar uma faceta diferente em seu primeiro álbum solo, Fascinio diamantino, previsto para sair em maio. Um vislumbre sai agora, com o single Herejía/Heresia, que adianta o álbum. Uma canção delicada, acústica e composta em português e espanhol, com influências de nomes como Jorge Drexler e Natalia Lafourcade.
Josefe conta que a música surgiu em espanhol. “As melodias já apontavam pra esse lugar, e depois fui encontrando o português com cuidado, sem que soasse como uma tradução”, completa ele, que decidiu falar sobre aquele momento em que você se apaixona e idealiza a pessoa. “É sobre quando você coloca alguém num pedestal e, de repente, precisa reaprender a viver sem essa pessoa. Parece quase uma heresia seguir em frente”, conta.
Já o Papangu lança um single novo, Colosso, que é pura fusion misturada com psicodelia e rock progressivo. Hoje formada por Pedro Francisco, Hector Ruslan, Marco Mayer, Rodolfo Salgueiro e George Alexandria, a banda paraibana tem na agulha o álbum Celestial, para o dia 10 de agosto – vai ser o primeiro lançamento pela Deck. Do disco, já saiu Calado (de olho), em um single anterior.
Colosso é ousada. Trata-se de uma sonata em três partes: I. Encontro, II. Confronto e III. Aluimento. A música trata de temas como fragilidade masculina, o ego inflado nas redes sociais e o sucesso performático, e tem como fio condutor a húbris – aquela arrogância que transforma qualquer um em Rei Midas ao contrário. A música ainda vem com clipe feito em Super 8 por Helder Bruno.
Foto Renan Benini: Taylor Celestino / Divulgação
Urgente
Marilyn Manson anuncia novo álbum e lança o single “Exit wound”

Quem é morto-vivo sempre aparece: lá vem Marilyn Manson com novidades. O cantor anunciou o álbum One assassination under god – Chapter 2, que chega no dia 14 de agosto pela Nuclear Blast Records.
O disco dá continuidade a One assassination under God – Chapter 1, lançado em 2024, e novamente traz Manson trabalhando ao lado de Tyler Bates na composição e na produção. A primeira prévia do novo trabalho é Exit wound, faixa que já está disponível nas plataformas digitais e ganhou um videoclipe dirigido por Rizz e Gretchen Lanham.
Nos últimos dois anos, Manson esteve na estrada divulgando o primeiro capítulo do projeto, que rendeu singles como Sacrilegious, Raise the red flag e As sick as the secrets within.
A chegada de One assassination under god – Chapter 2 antecede também o início de uma turnê que reunirá Marilyn Manson e Rob Zombie. E tá aí o clipe de Exit wound. Abaixo, confira a capa do disco e a lista de faixas.
1. Unalive
2. Don’t answer the door
3. Front toward enemy
4. All the vilest things
5. None of the suns
6. Lucifer’s teardrop
7. The arsonist
8. Exit wound
9. Enantiomorph

Cultura Pop
Chapterhouse: “O termo shoegaze era depreciativo”

O Jesus and Mary Chain deu uma de Padre Quevedo indie e explicou numa entrevista ao site Stereogum que isso aí de shoegaze “não existe” – para Jim Reid, em particular, isso não passa de invenção de “algum palhaço do New Musical Express“. Pois bem, num papo com a newsletter First Revival, Stephen Patman, guitarrista, vocalista e fundador do Chapterhouse, uma espécie de “banda de shoegaze original” (que por sinal vem ao Brasil em setembro), deu mais detalhes sobre a origem do termo. E ainda lembrou que não era exatamente um orgulho ser chamado de “olhador de sapato” (shoegazer significa exatamente isso em português).
“O termo shoegaze era um comentário depreciativo, uma provocação”, recorda ele, lembrando que inicialmente, um jornalista chamado Steve Sutherland, da Melody Maker, escreveu que o Chapterhouse e bandas como Moose e Lush eram “a cena que celebra a si própria”. “Basicamente, porque tínhamos o mesmo empresário que o Moose e o Lush (Howard Gough), então saíamos bastante com eles e íamos aos shows uns dos outros. Também conhecíamos o Ride e o Swervedriver de Oxford, porque era bem perto de Reading”, contou.
Ele lembra de uma nomenclatura de tiro curto que surgiu: “Antes disso, chamavam de ‘cena do Vale do Tâmisa’, que incluía nós, Ride, Swervedriver e Slowdive. Então, era assim que chamavam, depois ‘a cena que se celebra'”, diz. “E aí o Andy Ross , que era o chefe da Food Records, estava assistindo ao show do Moose, e os quatro estavam lá parados olhando para baixo. Foi ele quem criou o termo ‘shoegaze’. A Polly (Birkbeck), assessora de imprensa da Food, provavelmente comentou com alguém, e a notícia chegou à imprensa musical, e aí eles começaram a usar o termo”.
Só que o termo – surgido, na prática, de uma postura tímida e mal-ajambrada de palco – acabou se revelando um feitiço que se virou contra um monte de feiticeiros do barulho. “Quando houve uma espécie de mudança na imprensa musical após a euforia inicial de 1991 em torno de tudo, eles (os jornalistas) de repente se voltaram contra nós, e passaram um ano inteiro zombando de nós. E como também saíamos juntos, os jornalistas nos viam reunidos e escreviam colunas de fofoca tirando sarro de nós de alguma forma”, continua. “Foi aí que ouvi o termo shoegaze pela primeira vez, e era um comentário depreciativo, uma provocação”.
“Mas, de certa forma, ele foi ressignificado ao longo dos anos e se tornou um gênero, o que eu acho bem curioso. Nós nunca nos consideramos uma banda shoegaze. Para ser sincero, não somos exatamente fãs de shoegaze. Não ouvimos esse tipo de música”, diz Patman. “Mas principalmente porque a maioria era de artistas contemporâneos, dos quais você não se torna fã por ser amigo. Então, sim, era um termo pejorativo que chegou à imprensa e eles começaram a usá-lo”.
“E agora o conceito se expandiu, com tantas bandas que nem de longe eram consideradas shoegaze, como The Verve, Kitchens of Distinction e Catherine Wheel, agora são consideradas assim. Eles até chamam The Jesus and Mary Chain e Cocteau Twins de shoegaze”, continua Stephen, que também não gosta do termo dream pop para definir qualquer tipo de música com alguma distorção e reverb. “É ainda mais repugante”.
E pra saber mais sobre o show do Chapterhouse no Brasil, só ir aqui.
Urgente
Strokes empurram lançamento de “Reality awaits” para julho, mas a agenda de shows vai bem

Vai ver, a culpa foi da Copa: os Strokes anunciaram um show em Nova York no dia 2 de outubro ao lado de Fcukers e Beach House, e aproveitaram para avisar que Reality awaits, o novo álbum do grupo, vai atrasar.
Inicialmente o disco havia sido programado para 26 de junho, mas agora Reality awaits – adiantado pelos singles Going shopping e Falling out of love – vai ficar para quase um mês depois. Só no dia 24 de julho os fãs vão ter acesso ao disco de forma oficial (porque sempre vaza, né).
A banda não deu nenhuma explicação para o atraso. Seja como for, tá vindo por aí um período de alta queima de óleo para os Strokes. Eles já se apresentaram no Coachella 2026 (aproveitaram para meter o pau no Governo dos EUA no palco) e em breve tocam em outros festivais, como Bonnaroo e Summer Sonic.
Eles também anunciaram uma grande turnê pelo Reino Unido, América do Norte, Europa e Japão. Será a primeira série completa de shows como atração principal no Reino Unido e na Irlanda em mais de vinte anos, com apresentações incluindo paradas na O2 Arena, em Londres. Os shows de abertura serão de Thundercat, Cage the Elephant, Hamilton Leithauser, Fat White Family, Alex Cameron e ÖLÜM. Rolou tanta procura que mais datas foram adicionadas à agenda.
Não custa lembrar: nesses shows e turnês, a banda segue sem o guitarrista Nick Valensi, já que o grupo contou que ele fará uma “pausa temporária” das apresentações ao vivo.
Olha aí os anúncios do showzaço de Nova York e da tour.
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