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Jambu cai no pós-punk e no emo, com “Desculpa”

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Jambu (Foto: Kamilla Pierre e Vitor Hugo / Divulgação)

Gabriel Mar (voz e guitarra), Roberto “Bob” Freire (guitarra) e Yasmin “ysmn” Moura (bateria e voz), os três integrantes do Jambu, estão com algumas novidades. Cartas que escrevi enquanto sonhava, próximo EP do trio, tem previsão de lançamento para maio, pela Deck. E já está sendo adiantado com o single Desculpa.

Dessa vez, o grupo vai numa onda bem diferente de Manauero, álbum anterior: Desculpa é um indie rock típico, com clima melancólico e vibe oitentista, lembrando o rock independente britânico da época: baixo forte, guitarras dedilhadas a la Smiths e base pós-punk são algumas das características do grupo. Há uma certa aproximação com a vibe emo, também, mas no refrão e no pós-refrão.

A produção de Desculpa é assinada em parceria com Fepa (baixo), conhecido pelo trabalho como guitarrista da banda O Grilo. “A Jambu é uma banda de rock, tem músicas pesadas, mas dentro de músicas pesadas do rock tem níveis”, explica Gabriel Mar. “A gente abraçou muito essa melancolia dentro dessa vertente mais pesada, botando peso nas guitarras. É aprofundar dentro de coisas que a gente já gosta, abraçando o que é um processo constante de evolução da maturidade da banda, do nosso timbre, uma bateria mais pegada, um som mais profundo, mais denso”.

Recentemente, a banda lançou também a versão deluxe de seu disco do ano passado, Manauero. O álbum ampliado vem com três faixas bônus: as versões ao vivo, gravadas no Red Dog Pub em Manaus, de Cerveja gelada e Vc se foi e é tarde, com participação do percussionista Stivisson Menezes, e o registro em estúdio da inédita A noite toda.

Foto: Kamilla Pierre e Vitor Hugo / Divulgação

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Hayley Williams vem aí: saiba tudo sobre o show no Brasil

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Hayley Williams (Foto: Zachary Gray / Divulgação)

Será que Hayley Williams solo tem um baita peso no Brasil como de repente teria sua banda, o Paramore? Pois é isso que todo mundo vai descobrir logo logo, porque a cantora vem aí com a turnê The Hayley Williams Show, que passa no dia 12 de novembro de 2026 (uma quinta-feira!) pelo Espaço Unimed, em São Paulo.

Hayley vem ao Brasil pelas mãos da 30e, e divulga aqui o álbum Ego death at a bachelorette party, lançado no ano passado – primeiro como vários singles separados, depois como um (ótimo) álbum inteiro, que ganhou versão física quando as indicações ao Grammy foram reveladas. Ela recebeu quatro indicações: Ego death concorreu em “Best Alternative Music Album”, enquanto as faixas Parachute, Mirtazapine e Glum foram indicadas a “Best Alternative Music Performance”, “Best Rock Performance” e “Best Rock Song”, respectivamente.

O show vai reunir músicas dos três álbuns solo da cantora, além de surpresas especiais. Um detalhe curioso são os esquemas oficiais de compra de ingressos. A pré-venda para fãs terá início no dia 4 de maio, às 10h, com duração de 24 horas. A venda geral começa no dia 6 de maio, às 10h, pela Eventim (acesse aqui). O cadastro verificado para a pré-venda pelo HW HQ (o fã-clube da cantora) começou hoje 27 de abril, às 10h, e também dura 48 horas (acesse o link). A ideia é evitar ingressos falsificados.

A turnê de Hayley começa hoje no Ryman Auditorium, em Nashville (são duas datas lá, hoje e amanhã), segue EUA adentro, vai pra Europa (depois especificamente pro Reino Unido), para Dublin, na Irlanda… e depois vem para cá. E as infos sobre preços, horários, etc, seguem aí (e será que vai ter mais uma data?).

SERVIÇO
Hayley Williams
Realização: 30e

São Paulo
Data: 12 de novembro de 2026 (quinta-feira)
Local: Espaço Unimed – Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Horário de Abertura da Casa: 19h
Classificação Etária: Entrada e permanência de menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal.
Setores e preços:
Pista – R$ 282,50 (meia-entrada) | R$ 565,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 432,50 (meia-entrada) | R$ 865,00 (inteira)
Mezanino – R$ 472,50 (meia-entrada) | R$ 945,00 (inteira)
Camarote A – R$ 497,50 (meia-entrada) | R$ 995,00 (inteira)
Camarote B – R$ 497,50 (meia-entrada) | R$ 995,00 (inteira)
Venda geral: 6 de maio, às 10h
Vendas online em: eventim.com.br/HayleyWilliams
Bilheteria oficial – DIA 6 DE MAIO
Espaço Unimed – Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Bilheteria oficial – A PARTIR DE 7 DE MAIO
Allianz Parque – Endereço: Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP
Funcionamento: Terça a Sábado – das 10h00 às 17h00 | Não há funcionamento aos domingos e feriados. Em dias de eventos na casa, a bilheteria só funciona para o evento do dia.

Foto: Zachary Gray / Divulgação

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Suede e Manic Street Preachers em turnê: bandas com o “mesmo DNA”

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Suede e Manic Street Preachers em turnê: bandas com o “mesmo DNA”, diz Brad, dos Manics - Fotos: Alex Lake (MSP) e Dean Chalkley (Suede)

Sim, Suede e Manic Street Preachers são bandas bem parecidas, mesmo separadas por quilômetros (a primeira vem de Londres, a segunda do País de Gales). Ambas tiveram fases formativas nos anos 1980 – no caso do Suede, uma fase bem curta, jã que começaram em 1989 – e conheceram o sucesso na década seguinte. Ambas são bandas que compartilham uma aura diferente de suas contemporâneas (opa, dá pra botar o Pulp nisso aí também): algo que não se mostra de todo, mas que é sentido aos poucos.

As duas bandas já haviam feito turnê juntas em 1994, 2022 e 2024 e agora, a parceria tá de volta. O giro começa no OVO Hydro de Glasgow em 28 de outubro, antes de passar pela First Direct Bank Arena de Leeds, Co-op Live de Manchester, Utilita Arena de Cardiff e O2 de Londres.

Suede e Manics, aliás, são muito fãs um do outro. “Não consigo imaginar uma banda com quem eu preferiria dividir o palco do que com o Manic Street Preachers”, disse Brett Anderson, vocalista do Suede, em 2022 ao New Musical Express. “Eles são uma inspiração para nós há muito tempo, e sei que existem milhares de fãs do Suede que sentem o mesmo. Já faz quase 30 anos desde a última vez que tocamos juntos e acho que esses shows serão algo realmente especial”.

Igualmente ao NME na épocaa, o cantor dos Manics, James Dean Bradfield, disse que tem lembranças bem nítidas daquela turnê, porque o guitarrista da banda, Richey Edwards (desaparecido em 1995 e dado como morto em 2008), estava voltando de uma internação e insistia em cair na estrada (a turnê foi dividida também com o Therapy?, e representou os últimos momentos da banda no palco com o músico).

“Richey estava voltando do que você poderia chamar de seu evento emocional e insistia em ir à estrada. Estávamos sendo cautelosos com Richey em alguns momentos, e o Suede havia perdido Bernard Butler como guitarrista e estava passando pela transição com a entrada de Richard Oakes na banda”, conta ele, lembrando que durante a tour, percebeu que Richey teria bastante dificuldade de voltar a fazer turnês. “Algumas noites, Richey dava notas de 0 a 10 para os shows e saía do palco dizendo: ‘Essa foi nota 9!’. Parecia que ainda fazia parte da essência da vida dele e era muito gratificante para nós”.

“Muitas bandas pecavam um pouco no glamour naquela época (início dos anos 90)”, diz James. “O Suede compartilhava o mesmo DNA que nós, de explorar um glamour underground personalizado. Elas tinham essas paisagens distópicas, à la J.G. Ballard, em muitas das músicas, então, nesse sentido, nós definitivamente nos encaixávamos. Éramos bandas viscerais ao vivo também. O Brett é um cara muito barulhento no palco! Eles meio que trilharam o mesmo caminho que nós. Passaram por algumas coisas e ainda estão aqui”.

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Novidades de Renan Benini (Lupe de Lupe), Josefe e Papangu

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Foto Renan Benini: Taylor Celestino / Divulgação

Não teve Radar nessa semana por pura falta de tempo diante de dois feriados – a seção volta só na semana que vem. Mas achamos interessante contar mais alguns causos sobre lançamentos dos últimos dias. Na semana passada mostramos em nosso instagram com exclusividade a capa do single que leva Renan Benini, baixo e voz da banda mineira Lupe de Lupe, à carreira solo – e a música saiu nesta semana. Valsas de um bolero é uma mescla de balada changa-langa, psicodelia e som hipnótico a la Velouria, dos Pixies. Uma música feita há 21 anos, quando o músico era adolescente, e que é retomada agora, para adiantar o primeiro álbum solo de Renan, previsto para o fim de maio.

“A letra gira em torno da paixão e da idealização, mas sob a lupa da adolescência. Foram 21 anos entre a escrita e o lançamento, e agora é o momento em que foi possível criar um conjunto onde a música coube esteticamente”, explica Renan, afirmando também que a canção preserva o frescor da época em que foi feita, mas é interpretada com o devido distanciamento.

Aliás, esse jogo de épocas vai rolar o tempo todo no disco de Renan, cujo repertório é formado por músicas que ele fez entre os 13 e os 24 anos. “São canções que guardei até que pudessem realmente ser trabalhadas de um jeito específico, o jeito que eu imaginava”, conta.

Produtor com trabalhos com Maria Luiza Jobim, Clara Valverde e Alulu Paranhos no currículo (e figura presente nos estúdios há mais de uma década), Josefe vai mostrar uma faceta diferente em seu primeiro álbum solo, Fascinio diamantino, previsto para sair em maio. Um vislumbre sai agora, com o single Herejía/Heresia, que adianta o álbum. Uma canção delicada, acústica e composta em português e espanhol, com influências de nomes como  Jorge Drexler e Natalia Lafourcade.

Josefe conta que a música surgiu em espanhol. “As melodias já apontavam pra esse lugar, e depois fui encontrando o português com cuidado, sem que soasse como uma tradução”, completa ele, que decidiu falar sobre aquele momento em que você se apaixona e idealiza a pessoa. “É sobre quando você coloca alguém num pedestal e, de repente, precisa reaprender a viver sem essa pessoa. Parece quase uma heresia seguir em frente”, conta.

Já o Papangu lança um single novo, Colosso, que é pura fusion misturada com psicodelia e rock progressivo. Hoje formada por Pedro Francisco, Hector Ruslan, Marco Mayer, Rodolfo Salgueiro e George Alexandria, a banda paraibana tem na agulha o álbum Celestial, para o dia 10 de agosto – vai ser o primeiro lançamento pela Deck. Do disco, já saiu Calado (de olho), em um single anterior.

Colosso é ousada. Trata-se de uma sonata em três partes: I. Encontro, II. Confronto e III. Aluimento. A música trata de temas como fragilidade masculina, o ego inflado nas redes sociais e o sucesso performático, e tem como fio condutor a húbris – aquela arrogância que transforma qualquer um em Rei Midas ao contrário. A música ainda vem com clipe feito em Super 8 por Helder Bruno.

Foto Renan Benini: Taylor Celestino / Divulgação

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