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Hayley Williams vem aí: saiba tudo sobre o show no Brasil

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Hayley Williams (Foto: Zachary Gray / Divulgação)

Será que Hayley Williams solo tem um baita peso no Brasil como de repente teria sua banda, o Paramore? Pois é isso que todo mundo vai descobrir logo logo, porque a cantora vem aí com a turnê The Hayley Williams Show, que passa no dia 12 de novembro de 2026 (uma quinta-feira!) pelo Espaço Unimed, em São Paulo.

Hayley vem ao Brasil pelas mãos da 30e, e divulga aqui o álbum Ego death at a bachelorette party, lançado no ano passado – primeiro como vários singles separados, depois como um (ótimo) álbum inteiro, que ganhou versão física quando as indicações ao Grammy foram reveladas. Ela recebeu quatro indicações: Ego death concorreu em “Best Alternative Music Album”, enquanto as faixas Parachute, Mirtazapine e Glum foram indicadas a “Best Alternative Music Performance”, “Best Rock Performance” e “Best Rock Song”, respectivamente.

O show vai reunir músicas dos três álbuns solo da cantora, além de surpresas especiais. Um detalhe curioso são os esquemas oficiais de compra de ingressos. A pré-venda para fãs terá início no dia 4 de maio, às 10h, com duração de 24 horas. A venda geral começa no dia 6 de maio, às 10h, pela Eventim (acesse aqui). O cadastro verificado para a pré-venda pelo HW HQ (o fã-clube da cantora) começou hoje 27 de abril, às 10h, e também dura 48 horas (acesse o link). A ideia é evitar ingressos falsificados.

A turnê de Hayley começa hoje no Ryman Auditorium, em Nashville (são duas datas lá, hoje e amanhã), segue EUA adentro, vai pra Europa (depois especificamente pro Reino Unido), para Dublin, na Irlanda… e depois vem para cá. E as infos sobre preços, horários, etc, seguem aí (e será que vai ter mais uma data?).

SERVIÇO
Hayley Williams
Realização: 30e

São Paulo
Data: 12 de novembro de 2026 (quinta-feira)
Local: Espaço Unimed – Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Horário de Abertura da Casa: 19h
Classificação Etária: Entrada e permanência de menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal.
Setores e preços:
Pista – R$ 282,50 (meia-entrada) | R$ 565,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 432,50 (meia-entrada) | R$ 865,00 (inteira)
Mezanino – R$ 472,50 (meia-entrada) | R$ 945,00 (inteira)
Camarote A – R$ 497,50 (meia-entrada) | R$ 995,00 (inteira)
Camarote B – R$ 497,50 (meia-entrada) | R$ 995,00 (inteira)
Venda geral: 6 de maio, às 10h
Vendas online em: eventim.com.br/HayleyWilliams
Bilheteria oficial – DIA 6 DE MAIO
Espaço Unimed – Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Bilheteria oficial – A PARTIR DE 7 DE MAIO
Allianz Parque – Endereço: Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP
Funcionamento: Terça a Sábado – das 10h00 às 17h00 | Não há funcionamento aos domingos e feriados. Em dias de eventos na casa, a bilheteria só funciona para o evento do dia.

Foto: Zachary Gray / Divulgação

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Com Freitera e Dow Raiz, Machete Bomb revê “Giroflex” em releitura atualizada

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Machete Bomb e Freitera (Foto: Thainá Tibana / Divulgação)

A banda curitibana Machete Bomb reviu uma canção sua que já tem uma década, Giroflex. E descobriu que ela continua assustadoramente atual – tão atual que precisava voltar. Daí, saiu Giroflex 2.0, parceria com o produtor Freitera e o rapper Dow Raiz, que pega a faixa lançada pela banda em 2016 e a reconstrói sem tratar o original como peça de museu.

A crítica à violência policial permanece no centro da narrativa, mas agora ganha uma perspectiva ainda mais direta, alimentada pelas experiências pessoais dos dois MCs – é a constatação de que, dez anos depois, pouca coisa mudou.

“Tanto eu como o Dow Raiz tivemos inúmeras abordagens em nossas vidas. Essa nova versão de Giroflex não é só uma letra de rap. O refrão é potente assim como na original, mas tem o fator de sofrer abuso policial, tanto pela sua cor ou suas vestimentas. Esse é o espírito da coisa”, explica o MC Alienação Futurista, vocalista do Machete Bomb e coautor da letra.

Musicalmente, a atualização também faz sentido. O boom bap serve de ponto de partida, mas logo abre espaço para os graves cavernosos e os ecos de dub que Freitera espalha pela mixagem. Quando o refrão chega, entra em cena uma das marcas registradas da Machete Bomb: o cavaquinho distorcido de Madu.

Essa talvez seja a maior sacada do grupo desde o início: trocar a guitarra pelo cavaquinho sem transformar a escolha em mera curiosidade estética. O instrumento deixa de representar tradição e vira uma ferramenta de ataque, ajudando a construir um híbrido de rap, rock, reggae e MPB. Já Dow Raiz reforça o peso da letra sem roubar a cena. O resultado é um encontro de artistas que compartilham a mesma leitura do mundo.

“Quisemos dar uma cara nova, com um olhar mais atual e a produção do Freitera modernizando a track. Essa daí sendo a primeira, é o que traz o tempero. Dá pra pegar de onde veio, como soava o Machete, e pra onde a gente tá indo”, comentou Madu sobre as expectativas com o single, que é o primeiro aperitivo de Mundo cão, álbum colaborativo entre Machete Bomb e Freitera previsto para novembro.

Se o restante do disco mantiver esse equilíbrio entre discurso e impacto sonoro, a dupla tem em mãos um projeto que faz muito mais do que reciclar uma música antiga. Ela usa o passado como prova de que certas feridas continuam abertas – e ainda doem.

Foto: Thainá Tibana / Divulgação

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Em “Sono leve”, O Cientista Perdido decide que a culpa não mora mais aqui

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O Cientista Perdido e JoJo - Foto: Nana Fogaggio (@nanafogag) / Divulgação

Existe um momento em que falar da dor deixa de ser catártico e começa a ficar cansativo. O Cientista Perdido parece ter chegado exatamente aí. Depois de explorar a ausência em Cair e o desejo em Te sonho de verdade. Rodrigo Saminêz, o Cientista, encerra a leva de singles do álbum de estreia com Sono leve, uma música que troca a autópsia emocional pela pista de dança. E faz isso sem fingir que o caminho até aqui foi simples.

A faixa mantém o synth pop percussivo que vem definindo o projeto, mas agora deixa entrar batidas latinas e grooves mais quentes que contrastam com o gelo dos teclados. Também é a primeira vez que O Cientista Perdido divide o protagonismo de uma música. A convidada é JoJo, cantora, compositora e multiartista travesti e negra do Gama (DF). A química entre os dois faz sentido justamente porque nenhum deles parece interessado em vender superação como produto. O assunto aqui é outro: tirar a culpa das costas.

Sono leve foi um basta! Foi quando percebi que esse disco não podia terminar olhando só pra dor. Cansa quem canta e quem ouve. Em algum momento, precisava existir uma celebração do alívio que vem quando a gente entende que nem tudo aquilo que colocaram sobre nós nos pertence. Igreja, infância, família, escola… passei os anos mais definidores da vida de qualquer pessoa me alimentando de ódios e distanciamentos que não eram meus”, diz Rodrigo.

“Agora, me sinto à vontade pra gritar em coro esse refrão em plenos pulmões pra devolver o constrangimento: mesmo que não o aceitem, mesmo que repitam os mesmos erros, o peso e a culpa já não são mais meus. Esse é meu manifesto de alívio e me sinto muito feliz de celebrar à altura o momento que pára de doer também”, completa. “Mas minha hora é sagrada / Você vai ter o que falta em você”, cantam os dois no refrão, devolvendo a culpa para quem sempre fez questão de distribuí-la.

A participação de JoJo amplia essa ideia. Além da carreira solo, ela integra o coletivo BAITA!, criado por Saminêz em 2025 para tentar resolver um problema bem conhecido da música independente: a expectativa de que um único artista faça absolutamente tudo, do conceito ao post de divulgação.

E essa faixa fecha o ciclo de singles que apresentou o universo do primeiro álbum d’O Cientista Perdido, previsto para agosto. O disco parte de experiências queer ligadas a desejo, religião, família, infância, pertencimento e memória. Depois de passar duas músicas encarando fantasmas, O Cientista Perdido parece ter tomado uma decisão simples: eles não merecem mais convite para continuar morando ali.

Foto: Nana Fogaggio (@nanafogag) / Divulgação

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Banda veterana do shoegaze, The Veldt homenageia designer do selo 4AD em novo single

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The Veldt (Foto: James Neumann / Divulgação)

Banda de shoegaze formada na Carolina do Norte nos anos 1980 – hoje vivendo em Nova York – The Veldt volta com novidades. O grupo criado pelos irmãos gêmeos Daniel Chavis (vocal, guitarra) e Danny Chavis (guitarra), e completado pelo baixista e programador Hayato Nakao, já havia lançado em abril o fantasmagórico single Black girl, uma mescla de shoegaze e soul – afinal, é uma regravação, no estilo da banda, do tema do filme Black girl, de 1972, dirigido por Ossie Davis.

Para o single, o grupo já havia adotado um formato diferente, de clipe lançado no Bandcamp, com direção de Rob Weiss e James Eakins. O novo single, Morning, june and yesterday, ganhou também um visualizer no site – e o vídeo é uma homenagem a Vaughan Oliver, o lendário designer gráfico cujo estilo visual definiu a estética da gravadora 4AD. O som une clima de sonho e guitarras ruidosas em formato de nuvem, com a novidade de trazer vibes próximas do gospel. Já a letra acompanha o ouvinte numa viagem bem além da linha do horizonte, com versos como “mas o fluxo e refluxo da vida não está distante, mas bem aqui, no fundo da sua alma”.

“Essa musica”, diz Danny. “dita a arte do drone e sua busca incessante pela repetição artística de paisagens sonoras em texturas e padrões visuais sonoros e formas, dissonância cognitiva do som”. Morning, june and yesterday, aliás, é uma gravação antiga do grupo: foi feita em 2007 e estava guardada até hoje. Geralmente ligado a grupos como AR Kane, Massive Attack, Cocteau Twins e Jesus & Mary Chain, o The Veldt inclui também referências como Sun Ra, Prince e Pink Floyd em sua lista.

As duas músicas estão no EP Spanikopita, que sai pelos selos Little Cloud Records / 5BC Records e está à venda apenas nos shows do grupo. The Veldt acabu de concuir uma turnê pelos EUA e Canadá ao lado de outra banda veterana, The Chameleons. Com participações de amigos como Carlos Bess, técnico de som que trabalha com o Wu-Tang Clan, o novo EP derruba fronteiras – a ideia é unir pós-punk, shoegaze e cultura do DJ. E vem por aí um novo capítulo da banda.

Foto: James Neumann / Divulgação

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