Nem mesmo Nolan Bushnell, um dos fundadores da Atari, desconhecia que havia pirataria dos jogos da empresa no Brasil. E, sonhando em universalizar o nome da empresa, diz que se beneficiava disso de certa forma. Ele é um dos entrevistados de um documentário que vai mudar sua vida, se você é fanático por games: 1983 – O ano dos videogames no Brasil, dirigido por Artur Palma e Marcus Chiado Garrett, para a ZeroQuatroMídia. Jogaram o doc no YouTube em novembro e aconselho você a parar tudo para assistir.

O filme vai até bem antes do ano em que o Atari foi lançado por aqui e vai láááá no comecinho dos anos 1970, quando o Odyssey foi lançado nos Estados Unidos. O jogo inicialmente tinha visual rudimentar, cartas e peças para acompanhar o jogo e torná-lo mais “humano” (já que nem mesmo placar o game tinha) e até uns adaptadores de tela para “criar” a sensação de se estar jogando games diferentes e dar cores à brincadeira (as TVs eram em preto e branco).

A partir de entrevistas com publicitários (Washington Olivetto é um deles), lojistas, gamers, designers e ex-executivos, o doc desvenda uma série de maracutaias que rolavam na época. Como o lançamento do mesmo game por várias marcas diferentes, ou de aparelhos “similares” ao Atari antes que o aparelho fosse lançado aqui (quem, lá por 1983/1984, não conhecia um colega de escola que já “tinha um Atari desde 1981”, só que mais falso que nota de R$ 3?).