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“Aperte o gatilho”, disco de 2000 do Ulster, sai em vinil

Tem disco histórico do hardcore punk nacional chegando em vinil. A banda paulistana Ulster, presente em discos clássicos como O começo do fim do mundo (1983) lança em LP o álbum Aperte o gatilho, originalmente lançado em CD no ano 2000, pela Burning London Records.
Aperte o gatilho é o único álbum completo da discografia do Ulster, que ao longo dos anos também lançou EPs, splits e participou de compilações. O disco conta com participações especiais de nomes ligados à cena hardcore / punk, como Fabio Sampaio (Olho Seco), que contribui nas faixas Bandeira vermelha e Viva nós, Juninho (Foda-C) em Noite gelada, Claudia (Negative Control) em Heresia, Gepeto (Ação Direta) em State oppression, além de Randi em Ignorante. Também participam Ricardo Bauer (bateria) e Jeferson Bem (Agrotóxico) no baixo em algumas faixas.
A origem do material remonta ao início dos anos 1980, quando a banda, atualmente formada Vladi (baixo e voz), Galo (guitarra e voz) e João (bateria e voz), dava seus primeiros passos. Em relato, Vladi descreve o contexto inicial: “Quatro jovens encostaram um amplificador e uma bateria e iniciaram os experimentos com sons pouco ortodoxos. A busca obsessiva era por velocidade, volume e distorção”. Segundo ele, “quem ouvia dizia que não dava para entender nada, e com isso veio a percepção de que estava ficando bom”.
Uma parte boa das composições presentes no álbum já havia sido registrada anteriormente. “Este CD continha várias das músicas registradas num K7 de 81, bem como músicas compostas nos anos seguintes”, continua Vladi. A ideia de lançar o trabalho em vinil já existia, mas no ano 2000 não dava. O projeto de lançamento em LP só se concretiza agora,. e o baterista João diz que o formato trouxe um som “mais visceral e muito mais próximo da identidade seminal do Ulster”. A banda vai fazer show de lançamento do disco no dia 22 de maio, em São Paulo, no estúdio Rock Together, a partir das 19h.
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Meyot critica a obsessão por produtividade em “Neoindustrial”

RESUMO: Inspirada no livro Realismo capitalista, de Mark Fisher, a banda paulistana Meyot lança Neoindustrial, rock alternativo sobre trabalho, tecnologia e alienação.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Raffa Almeida / Divulgação
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A vida de quem passa o dia inteiro num escritório, cercado de cobranças, metas e exigências de produtividade, virou assunto para a banda paulistana Meyot. Em Neoindustrial, novo single que ganhou clipe dirigido por Gabriel Mendes e Taline Caetano, o grupo fala sobre a transformação do trabalhador numa espécie de máquina, programada para produzir cada vez mais e pensar cada vez menos.
A música foi inspirada em Realismo capitalista, livro do crítico cultural britânico Mark Fisher, que discutia como o capitalismo passou a influenciar até mesmo nossa capacidade de imaginar outras maneiras de viver. A letra acompanha um personagem preso à rotina corporativa, num ambiente em que tudo parece planejado para aumentar a eficiência e reduzir qualquer possibilidade de criatividade. Há também um trecho de poesia falada adaptado de um texto de Fisher.
No clipe, os diretores apostam numa linguagem próxima da videoarte, com interferências, ruídos visuais e filtros que ajudam a representar o desgaste provocado pelo excesso de trabalho e pela presença constante da tecnologia. A ideia é mostrar como o corpo e a mente vão se adaptando às exigências de um cotidiano cada vez mais automatizado.
Neoindustrial também apresenta uma nova formação da Meyot, agora com Inefável Errante na guitarra, Pedro Valdetaro no baixo, Marco Trintinalha na bateria e Arthur Montenegro nos vocais e na guitarra. É o primeiro lançamento do grupo desde a reformulação.
A banda promete seguir por um caminho mais agressivo e áspero do que em seu trabalho anterior, lançado em 2023. O single antecipa um EP com outras duas músicas inéditas, previsto para sair ainda em 2026. A proposta é abordar um cotidiano mais frio e desgastante, com o rock alternativo da Meyot acompanhando essa mudança de clima.
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Antonio Vieira e Seus Nascimentos: psicodelia anti-capitalista em nova música

RESUMO: Antonio Vieira e Seus Nascimentos mistura rock psicodélico e crítica ao capitalismo em novo single, inspirado em Carlos Eduardo Novaes e Rita Von Hunty.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Guilherme Gandolfi / Divulgação
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Rock psicodélico dos anos 1960 e 1970, crítica ao capitalismo e referências que vão de Carlos Eduardo Novaes à Rita Von Hunty. É por aí que segue Capitalismo para principiantes, novo single de Antonio Vieira e Seus Nascimentos. A faixa antecipa Status quo, segundo álbum da banda, que dá continuidade às discussões iniciadas em Contemporaneidade, de 2022.
O título foi tirado do livro Capitalismo para principiantes, de Carlos Eduardo Novaes e Vilmar Rodrigues. Outra inspiração veio dos vídeos de Rita Von Hunty no canal Tempero drag, que tratam de política, sociedade e cultura. Musicalmente, Antonio recorre ao rock psicodélico e às canções de protesto de décadas passadas para falar das contradições do mundo atual.
O músico conta que os dois discos fazem parte de um plano maior: lançar três álbuns que funcionem como tese, antítese e síntese de suas ideias. “O primeiro álbum apresenta uma visão do estado presente e do tenebroso período compreendido entre 2017 e 2022 que vivenciamos, ao qual denominei Contemporaneidade”, explica. Já o álbum Status quo tenta investigar as causas dos problemas abordados no trabalho anterior.
Capitalismo para principiantes foi produzida por Antonio em parceria com Marcelinho Guerra, que também toca guitarra na gravação. Completam a formação Marcus Abjaud, nos teclados, e Felipe Continentino, na bateria. Marcelinho já havia trabalhado com o músico na faixa Contemporaneidade e na mixagem e masterização do primeiro álbum.
O single sai pelo selo Caravela Records, responsável também pelo lançamento anterior. Ainda não foi divulgada a data de chegada de Status quo.
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RU NA mistura rock alternativo e Beatles em single sobre recomeços

RESUMO: Em Forking ways, a RU NA une rock alternativo dos anos 1990, post-rock e melodias à John Lennon para falar de perdas, mudanças e novos começos. Lançamento do selo midsummer madness.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Cleber Aleixo / Divulgação
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Tem bastante rock alternativo dos anos 1990 em Forking ways, novo single da RU NA, mas também dá para perceber uma influência dos Beatles, especialmente de John Lennon, na maneira como a melodia se desenvolve. A banda mistura essas referências com guitarras que passeiam pelo pós-rock, numa faixa que anuncia algumas mudanças para o próximo EP, Undercurrents, previsto para o fim de 2026 pelo selo midsummer madness.
Formada em 2022, a RU NA lançou seu primeiro EP, Heliades, em 2024. Naquele trabalho, o grupo buscava inspiração na mitologia grega para falar de problemas bem terrenos: as dificuldades do cotidiano e as diferentes maneiras de reagir a elas. Agora, a ideia é olhar para o que acontece depois de uma ruptura, quando alguma coisa termina e surge a possibilidade de começar novamente.
É esse o assunto de Forking ways, que trata de perdas, mudanças de direção e da tentativa de encontrar alguma esperança no meio dos destroços. Musicalmente, a banda também resolveu abrir um pouco mais seu leque de influências. O rock de guitarras continua sendo a base, mas há espaço para melodias mais próximas do pop sessentista e para as atmosferas do pós-rock.
A RU NA é formada por Alessandro Travassos (voz e guitarra), Cleber Aleixo (bateria e vocais), Clayton Vilaça (baixo) e Tiago Sales (guitarra e vocais). O próprio quarteto assina a produção do single, que teve mixagem de Drey Henrique e masterização do produtor grego Alexis Gotsis. Parte das gravações aconteceu no estúdio Frango no Bafo, em Belo Horizonte.
Forking ways é a primeira amostra de Undercurrents, trabalho que deve aprofundar essa aproximação entre o rock alternativo dos anos 1990, o post-rock e outras referências musicais dos integrantes.
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