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Avia, disco de Josyara, sai em vinil

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Avia, disco de Josyara, sai em vinil pela Três Selos Rocinante

A capa de Avia, disco mais recente de Josyara, lançado no ano passado (e resenhado pela gente aqui), tem um detalhe interessantíssimo para fãs de vinil: ela  lembra o estilo dos LPs da RCA brasileira nos anos 1970/1980, sob um viés mais moderno. Dá para lembrar de capas antigas de Joanna por causa de Avia – por sinal, um disco que chega com conceito e cara própria, abordando temas como liberdade, sofrência, feminismo e crises pessoais de maneira peculiar, e destacando o violão de Josyara ao lado de sua voz.

Avia significa deixar correr, caminhar, despachar, adiantar, concluir. A escolha por esse nome para o disco sugere exatamente essa interpretação: seguir em frente, fazer acontecer”, explica a cantora, baiana de Juazeiro, mostrando o que há por trás de canções afirmativas como Eu gosto assim. E se você sonhava com uma versão em vinil de Avia, virou realidade. O disco sai pela Três Selos Rocinante, disponível agora em pré-venda no site da gravadora.

Com 10 faixas, Avia ganha vinil vermelho 180g, capa simples e encarte duplo com letras, ficha técnica e textos. O álbum traz canções em parceria com Liniker (Peixe coração), Juliana Linhares (Prova de amor), Iara Rennó (Seiva) e Pitty (Sobre nós, além da releitura de Ensacado, de Cátia de França). Chico Chico empresta sua voz para Oasis, a duna e o vento. E ainda há a já citada Eu gosto assim, uma releitura de Anelis Assumpção. O disco, lançado originalmente pela Deck, tem produção de Josyara e Rafael Ramos, e a própria cantora fez os arranjos.

“Sou muito fã de Chico Chico, acho que ele tem uma doçura e uma potência que é muito especial. Já Ensacado acende em mim uma inspiração, um lugar de resiliência. Foi muito especial cantarmos juntas (com Pitty)”, diz Josyara. “É um álbum composto de temas muito humanos, acho que naturalmente muitas pessoas irão se identificar e essa conexão vai acontecer – assim espero!”

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O que Gregg Alexander (New Radicals) está fazendo nos créditos do novo dos Strokes?

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O que Gregg Alexander (New Radicals) está fazendo nos créditos do novo dos Strokes?

Quando os créditos do novo disco dos Strokes, Reality awaits, foram divulgados, um nome chamou a atenção entre os compositores do disco: Gregg Alexander, líder do New Radicals e autor de um dos maiores hits do fim dos anos 1990, You get what you give. Alexander divide a autoria de Going to babble on, power pop que já desponta como uma das melhores faixas do novo álbum dos Strokes (resenhado pela gente aqui).

A parceria chama a atenção por aproximar dois artistas de trajetórias bem diferentes. De um lado, Julian Casablancas, que ajudou a redefinir o garage rock dos anos 2000 com os Strokes e depois levou sua inquietação para o The Voidz. Do outro, Gregg Alexander, que encerrou cedo a carreira à frente do New Radicals e virou um dos compositores mais requisitados da indústria americana.

Nos últimos vinte anos, Alexander escreveu ou coescreveu músicas para nomes como Sophie Ellis-Bextor (Murder on the dancefloor), Santana e Michelle Branch (The game of love), Rod Stewart e Enrique Iglesias. Sempre longe dos holofotes, construiu uma segunda carreira como um daqueles compositores que todo mundo em Los Angeles conhece, mas quase ninguém vê.

A princípio, parecia um encontro improvável. Mas essa história começou bem antes de Reality awaits. Em 2021, Julian lançou Starting again, música feita para a campanha de Maya Wiley à prefeitura de Nova York. Na época, os próprios Strokes divulgaram que a faixa havia sido produzida por David Kahne e Gregg Alexander, que também assinava a letra. Meses depois, fãs encontraram o registro da música na ASCAP e passaram a especular sobre um lançamento oficial.

Registro de Starting Again, de Gregg Alexander e Julian Casablancas

A surpresa é que Going to babble on reaproveita justamente a melodia de Starting again e até o verso “starting again”, repetido na gravação original. O suficiente para garantir a Gregg Alexander um crédito de composição no novo disco dos Strokes.

A história, então, não é a de um ex-New Radicals aparecendo de surpresa em um disco dos Strokes. É a de uma parceria que começou discretamente em 2021, ficou escondida por anos e acabou desembocando em uma das melhores faixas de Reality awaits. Para quem ainda associa Gregg Alexander apenas a You get what you give é um bom lembrete de que um dos grandes compositores pop das últimas décadas nunca deixou de trabalhar — só passou a fazer isso longe dos holofotes.

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Já ouviu falar do Bum!? Banda londrina dos anos 1990 relança EP e anuncia volta

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Bum (Foto: Divulgação)

O tempo não passou para a rapaziada do Bum! – uma banda dos anos 1990 do Sul de Londres que chegou a fazer shows em lugares como o The Venue e o The Marquee, e que decidiu voltar com um disco novo. Na época, o som deles chegou a ser recebido pela imprensa como uma mescla de The Madness, XTC e Sparks, e em 1993 saiu o EP The Valerie Brown, lançado originalmente no hoje moderníssimo formato de “splatter vinyl”.

“Na época, despertamos bastante interesse, mas isso coincidiu com o início da cena grunge e com as gravadoras procurando “o próximo Nirvana”. Além disso, os integrantes da banda estavam ocupados tendo filhos, trabalhando no exterior e lidando com as pressões financeiras da vida cotidiana. Então simplesmente colocamos o projeto em pausa. Só não imaginávamos que essa pausa duraria 30 anos…”, brinca Steve, o popular Ched, guitarrista do grupo.

Para marcar o retorno, o grupo soltou The Valerie Brown EP nas plataformas digitais e promete para o fim do ano (ou janeiro de 2027) o lançamento de um novo disco, Waltzing with the wildebeest, com direito a uma música e um clipe guardados desde 1993, Little Johnny (a faixa foi, diz a banda, composta e arranjada em apenas um fim de semana, para a produção do vídeo feito pelo saudoso amigo Grant Branton).

O som do EP, aliás, tem também muito de bandas como The Clash, e da onda pub rock dos anos 1970 – com teclados que fazem lembrar também o Squeeze da era do disco Argybargy (1980). A própria Little Johnny tem essa onda. Ela é a única gravação antiga que estará no disco. Fora isso, “o álbum reúne músicas autorais antigas e mais recentes, todas inéditas em gravação e lançamento”, conta Steve. “Little Johnny foi gravada no início dos anos 1990 e só está disponível naquele vídeo. Não existem outras gravações dela, então decidimos incluí-la no álbum”.

Além de Steve / Ched, a formação nova inclui Marcus (Bones), nos vocais, Graeme (G-Man), na guitarra e vocais, Mick e Si alternando-se no baixo, Dave e Leo no teclados (sendo que Dave toca órgão) e Stu na bateria. Essa turma ainda não subiu no palco na nova fase, mas planeja shows de divulgação em Londres quando o disco finalmente sair.

Bum (Fotos: Divulgação)

A banda ainda não tem fotos novas, mas andou brincando no computador com imagens dos integrantes (colagem nossa com imagens deles).

Steve conta que nos últimos tempos, a música deixou de fazer parte da vida de alguns integrantes do grupo, pelo menos profissionalmente. “Eles simplesmente seguiram suas vidas, então a maioria ficou muitos anos longe da indústria musical depois do Bum! No lado musical, Stu tocou por cerca de cinco anos com algumas bandas punk, como o Chelsea. Graeme, que é o nosso ‘gênio criativo’, ficou bastante desiludido por muito tempo, mas decidiu tentar novamente e montou a banda Dogstand há cerca de dez anos. Eles permaneceram ativos até alguns anos atrás, com Leo, Stu e Si”.

“Quanto aos outros: Bones, o vocalista, tornou-se professor; Ched (ele próprio!) foi trabalhar no mercado financeiro e vendeu a alma ao diabo em troca de uma boa recompensa financeira… Mick se casou e se mudou para a Suécia”, continua. Os sons mais antigos do Bum! estão aí. Os novos, estão vindo aos poucos – a banda deve lançar mais alguns singles antes do álbum.

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Johnny Marr anuncia volta ao Brasil e repertório tem Smiths!

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Johnny Marr (Foto: Andy Cotterill / Divulgação)

Se tá complicado marcar com Morrissey, o mesmo não pode ser dito de seu ex-colega de banda Johnny Marr, que está vindo aí. O selo e produtora Balaclava Records anuncia a vinda do ex-guitarrista e coartífice da banda inglesa The Smiths, para um show no Tokio Marine Hall no dia 24 de novembro de 2026, em São Paulo.

Os ingressos para a apresentação já estão à venda pela plataforma Meaple. Quem preferir comprar sem taxa de conveniência pode recorrer ao ponto de venda físico no Takkø Café, na Vila Buarque, em São Paulo.

A turnê marca o retorno de Johnny Marr ao Brasil depois de 11 anos e acompanha o lançamento de seu quinto álbum solo, The age of everything, previsto para 2 de outubro pela BMG. Será também a primeira vez que o guitarrista faz um show solo no país, fora do esquema de festivais. Antes disso, suas passagens mais recentes por aqui aconteceram no Lollapalooza Brasil de 2014 e no Cultura Inglesa Festival de 2015.

O repertório promete percorrer diferentes fases da carreira de Marr. Além de músicas do novo disco e de faixas de seus quatro álbuns solo anteriores, o setlist costuma abrir espaço para clássicos dos Smiths como There is aight that never goes out, Bigmouth strikes again, How soon is now, Panic, The headmaster ritual e Please, please, please let me get what I want. Outro momento esperado é Getting away with it, hit do Electronic, projeto que dividiu com Bernard Sumner, do New Order.

A trajetória de Johnny Marr vai muito além dos Smiths. Depois do fim da banda, o guitarrista participou de grupos como The The, Electronic, Modest Mouse e The Cribs, além de colaborar com artistas como Pretenders, Talking Heads e The Avalanches. Nos últimos anos, também se aproximou do cinema ao trabalhar com Hans Zimmer na trilha de 007: Sem Tempo Para Morrer, incluindo a faixa-título interpretada por Billie Eilish.

Desde a estreia solo com The Messenger (2013), Marr lançou quatro discos que chegaram ao Top 10 britânico: Playland (2014), Call the comet (2018) e Fever dreams Pts 1-4 (2022), além do álbum de estreia. Em outubro, essa discografia ganha um novo capítulo com The age of everything, que serve de base para a turnê que finalmente traz o guitarrista de volta ao Brasil.

Foto: Andy Cotterill / Divulgação

SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta: Johnny Marr em São Paulo
Data: 24 de novembro de 2026
Local: Tokio Marine Hall
R. Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo – SP
Horários: 20h portas / 21h30 show
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos a partir de R$ 200 aqui.

Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram

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