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50 anos de punk: The Damned agenda turnê comemorativa

E lá vem nada menos que o The Damned comemorando meio século de punk: a banda que inaugurou o estilo com o single New rose (ou ajudou a inaugurar, há controvérsias) vai embarcar numa turnê mundial para celebrar seus 50 anos de estrada.
A tour Final damnation está prevista para começar em setembro e reunirá a formação lendária de Dave Vanian, Captain Sensible, Rat Scabies, Paul Gray e Monty Oxymoron. O giro inclui datas na Oceania, Japão, Espanha, Reino Unidos e América do Norte, e os convidados especiais são os punks australianos do The Saints.
Se essa turnê vem pro Brasil, sabe deus – há expectativas de novas datas. Por enquanto sabe-se que tudo termina no dia 5 de novembro em Birmingham. Captain Sensible garante: “Com 50 anos de catálogo para escolher, apenas as melhores músicas da nossa história diversificada serão apresentadas, com a paixão e o comprometimento que todos os amantes da boa música merecem. Vocês sabem que não vamos decepcionar”.
Recentemente, a banda fez um show em três anos, já comemorando as cinco décadas, na Arena Wembley, na Inglaterra. E não custa lembrar, saiu no comecinho do ano o álbum Not like everybody else, trazendo clássicos do rock dos anos 1960 e 1970 queridos do grupo – e também homenageando Brian James, guitarrista que gravou os dois primeiros álbuns do Damned, e autor de nada menos que o primeiro hit do grupo, New rose. Brian, fã de pré-punk, de psicodelia e de sons dos anos 1960 em geral, morreu aos 74 em 6 de março de 2025.
Aliás, não custa lembrar que o The Damned esteve aqui ano passado, tocando no Cine Joia. E tem o show completo no YouTube.
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“Aperte o gatilho”, disco de 2000 do Ulster, sai em vinil

Tem disco histórico do hardcore punk nacional chegando em vinil. A banda paulistana Ulster, presente em discos clássicos como O começo do fim do mundo (1983) lança em LP o álbum Aperte o gatilho, originalmente lançado em CD no ano 2000, pela Burning London Records.
Aperte o gatilho é o único álbum completo da discografia do Ulster, que ao longo dos anos também lançou EPs, splits e participou de compilações. O disco conta com participações especiais de nomes ligados à cena hardcore / punk, como Fabio Sampaio (Olho Seco), que contribui nas faixas Bandeira vermelha e Viva nós, Juninho (Foda-C) em Noite gelada, Claudia (Negative Control) em Heresia, Gepeto (Ação Direta) em State oppression, além de Randi em Ignorante. Também participam Ricardo Bauer (bateria) e Jeferson Bem (Agrotóxico) no baixo em algumas faixas.
A origem do material remonta ao início dos anos 1980, quando a banda, atualmente formada Vladi (baixo e voz), Galo (guitarra e voz) e João (bateria e voz), dava seus primeiros passos. Em relato, Vladi descreve o contexto inicial: “Quatro jovens encostaram um amplificador e uma bateria e iniciaram os experimentos com sons pouco ortodoxos. A busca obsessiva era por velocidade, volume e distorção”. Segundo ele, “quem ouvia dizia que não dava para entender nada, e com isso veio a percepção de que estava ficando bom”.
Uma parte boa das composições presentes no álbum já havia sido registrada anteriormente. “Este CD continha várias das músicas registradas num K7 de 81, bem como músicas compostas nos anos seguintes”, continua Vladi. A ideia de lançar o trabalho em vinil já existia, mas no ano 2000 não dava. O projeto de lançamento em LP só se concretiza agora,. e o baterista João diz que o formato trouxe um som “mais visceral e muito mais próximo da identidade seminal do Ulster”. A banda vai fazer show de lançamento do disco no dia 22 de maio, em São Paulo, no estúdio Rock Together, a partir das 19h.
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Avia, disco de Josyara, sai em vinil

A capa de Avia, disco mais recente de Josyara, lançado no ano passado (e resenhado pela gente aqui), tem um detalhe interessantíssimo para fãs de vinil: ela lembra o estilo dos LPs da RCA brasileira nos anos 1970/1980, sob um viés mais moderno. Dá para lembrar de capas antigas de Joanna por causa de Avia – por sinal, um disco que chega com conceito e cara própria, abordando temas como liberdade, sofrência, feminismo e crises pessoais de maneira peculiar, e destacando o violão de Josyara ao lado de sua voz.
“Avia significa deixar correr, caminhar, despachar, adiantar, concluir. A escolha por esse nome para o disco sugere exatamente essa interpretação: seguir em frente, fazer acontecer”, explica a cantora, baiana de Juazeiro, mostrando o que há por trás de canções afirmativas como Eu gosto assim. E se você sonhava com uma versão em vinil de Avia, virou realidade. O disco sai pela Três Selos Rocinante, disponível agora em pré-venda no site da gravadora.
Com 10 faixas, Avia ganha vinil vermelho 180g, capa simples e encarte duplo com letras, ficha técnica e textos. O álbum traz canções em parceria com Liniker (Peixe coração), Juliana Linhares (Prova de amor), Iara Rennó (Seiva) e Pitty (Sobre nós, além da releitura de Ensacado, de Cátia de França). Chico Chico empresta sua voz para Oasis, a duna e o vento. E ainda há a já citada Eu gosto assim, uma releitura de Anelis Assumpção. O disco, lançado originalmente pela Deck, tem produção de Josyara e Rafael Ramos, e a própria cantora fez os arranjos.
“Sou muito fã de Chico Chico, acho que ele tem uma doçura e uma potência que é muito especial. Já Ensacado acende em mim uma inspiração, um lugar de resiliência. Foi muito especial cantarmos juntas (com Pitty)”, diz Josyara. “É um álbum composto de temas muito humanos, acho que naturalmente muitas pessoas irão se identificar e essa conexão vai acontecer – assim espero!”
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E lá vem o Youth Of Today pro Brasil (único show!)

Se segura que vai rolar um verdadeiro encontro de gerações do hardcore. A banda histórica Youth of Today volta à América do Sul em dezembro com a turnê Break down the walls, e passa por São Paulo no dia 12, no Fabrique Club – além de Santiago, Buenos Aires e, depois daqui, Bogotá.
O grupo vem com a formação que ajudou a moldar o hardcore straight edge como linguagem e atitude: Ray Cappo no vocal, John Porcell na guitarra, Walter Schreifels no baixo e Sammy Siegler na bateria. Um peso histórico daqueles – e uma banda que ajudou derrubar a separação entre palco e pista – com direito a coro coletivo, gente subindo, stagedives, quase um ritual, ao som de clássicos como Break down the walls, Positive outlook, Make a change e Youth crew.
Formado em 1985, em Nova York, o grupo virou peça central do chamado youth crew, movimento que reorganizou o hardcore na segunda metade dos anos 1980. Ao lado de nomes como Gorilla Biscuits, Sick of It All e Warzone, ajudou a deslocar o foco do niilismo para uma ética ligada a temas como disciplina, amizade, autocontrole e consciência social.
O disco que batiza a turnê, lançado em 1986, virou norma culta do gênero. Dois anos depois, viria o álbum We’re not in this alone, reforçando a filosofia da turma: nada de preconceitos, defesa de um estilo de vida sem drogas e álcool e a construção de uma comunidade com valores próprios. Em torno dessa onda, surgiu toda uma (termo horrível, mas vá lá) cadeia produtiba de bandas, fãs, selos, fanzines e produtores ligados ao hardcore.
O Youth Of Today gravou pouco, mas falou muito, e deu frutos: Cappo e Porcell fundaram o Shelter, Schreifels seguiu com Quicksand e Rival Schools, enquanto Siegler acumulou passagens por projetos como Glassjaw. Para quem acompanha a cena – ou quer entender de onde veio boa parte do que ainda acontece hoje – é uma chance rara de ver tudo isso funcionando no volume máximo.
Serviço
YOUTH OF TODAY EM SÃO PAULO
Data: 12 de dezembro de 2026
Horário: (abertura da casa)
Local: Fabrique Club
Endereço: rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP
Ingressos aqui.
Valores de Pista (1º lote):
Meia Estudante e Meia Solidária para não estudantes (doe um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada: R$ 180,00
Inteira: R$ 360,00
Foto: Divulgação
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