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Cultura Pop

William Basinski tranquilão, falando do melancólico The Disintegration Loops

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William Basinski tranquilão, falando do melancólico The Disintegration Loops

O som da série de discos The disintegration loops, de William Basinski, é bastante melancólico. Os quatro álbuns começaram a ser feitos a partir de 2001 (o primeiro saiu em 2002) numa época bastante difícil na vida do músico norte-americano – e EXTREMAMENTE difícil para a história dos EUA. No entanto, se você já usou os discos para a trilha sonora de algum momento de pura angústia, rola uma surpresa quando você vê Basinski todo descontraidão, falando do seu próprio trabalho. Olha aí.

O mesmo clima apareceu num papo de Basinsnki com o The Guardian, no ano passado. O músico admitiu inspirar-se bastante em John Cage, Steve Reich e Brian Eno (“um triângulo de ouro que me deu permissão para tentar o que quisesse”), lembrou do impacto que o musical Rocky Horror Picture Show teve em sua vida e contou de sua mudança para Nova York, onde passou a fazer música, produzir bandas e montou uma loja vintage. Que estava por fechar em 2001, na época em que começou a gravar os tapes.

“Eu estava sem dinheiro, prestes a ser despejado; minha loja havia fechado. Pensei, use o tempo, seu idiota: volte para o estúdio e volte ao trabalho”, contou. Foi o que ele fez: pegou horas de fitas que ele havia feito do rádio (em sua maioria, transmissões radiofônicas de orquestras), algumas delas gravadas em 1978, com uma aparelho bem antigo. Algumas das gravações estavam com efeitos de som incluídos por ele, e ficaram esquecidas por vários anos.

Basinski começou a mexer nas fitas e… viu que estava tudo se desfazendo. Gravou vários loops com as fitas prestes a se desfazer. A ideia era flagrar o processo de desfragmentação dos tapes, pela repetição deles. Na hora, ele chegou a ver fragmentos das fitas se desfazendo.

As gravações foram ouvidas por Basinski com amigos ao longo de agosto. Em 11 de setembro de 2001, o inesperado aconteceu e ele viu da janela de seu apartamento a derrubada das torres gêmeas – justamente no dia em que ele teria que ir ao World Trade Center fazer uma entrevista de emprego (!), para uma vaga de assistente administrativo. “Felizmente para esse tipo de trabalho, a entrevista não é às 8 horas da manhã, é às 11h e, a essa altura, os prédios já haviam desaparecido”, contou ao The Guardian, afirmando que passou a ler todas as teorias possíveis e imagináveis sobre o 11 de setembro. “Essa merda não ‘acontece’, foi demolição controlada”, afirmou.

O músico ainda colocou uma das gravações em altíssimo volume enquanto ia ao telhado observar a queda das torres – chegou a levar bronca de um dos vizinhos pelo barulho. Antes de anoitecer, fez um vídeo do céu de Manhattan coberto de poeira e fumaça. Essas imagens foram parar na capa dos discos Disintegration loops, lançados após 2002.

Olha os discos aí.

Basinski continuou lançando discos e tenta até hoje, de alguma forma, resolver seus problemas de grana – recentemente comprou uma casa em Los Angeles e se mudou para lá, reclamando bastante de Nova York. “Ainda estamos passando pelos loops de desintegração”, contou ao The Guardian. “O mundo inteiro está desmoronando. Não posso lutar contra toda essa merda que está acontecendo no mundo marchando pelas ruas. Mas posso criar uma frequência ressonante diferente, levando as pessoas a ficarem sem tempo por um minuto”.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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