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Papangu vai do prog ao metal MUITO pesado em em “Taxidermia”

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Papangu (Foto: Helder Bruno / Divulgação)

Seguindo o curso natural de seu próximo álbum, Celestial – previsto pra o dia 7 de agosto pela Deck – a banda paraibana Papangu apresenta o terceiro single do álbum, Taxidermia. Uma música de seis minutos, que passa por candomblé, rock progressivo e thrash metal, e que eles definem como “uma música que abre de forma solene, mas termina em tragédia”, e como “Rush encontra Dimmu Borgir”.

Do material que já veio a público de Celestial, Taxidermia abre num clima que lembra tanto progressivo quanto jazz fusion, mas é a faixa mais pesada já liberada do disco até agora – é levada adiante inclusive por vocais guturais. A própria banda afirma que o fim da música é um dos momentos mais extremos já lançados por eles (de fato, a bateria lá pelas tantas lembra o peso violento do Krisiun, mas a “progressividade” do grupo está ali).

Na letra, o personagem faz uma espécie de ritual de fechamento de corpo, só que dá tudo bem errado. Entre outras coisas, ele perde a própria cognição para a inteligência artificial (rapaz, mas que bom que o mundo em que a gente vive não é assim, não é mesmo?). Nas palavras da banda: “o homem se junta à manada oca presa em pino: é peça de museu que escreve a própria etiqueta técnica”.

O grupo diz que na concepção original, Taxidermia tinha sido feita para vocal melódico, mas se tornou mais pesada com o tempo e começou a pedir mudanças. O material de Celestial foi todo feito em fita analógica, e a música usa sintetizadores e amplificadores de guitarra e baixo antigos. além de um órgão Hammond que fica na frente da faixa a maior parte do tempo.

Recentemente o The Guardian fez um perfil do grupo, anunciando que o Papangu vai fazer uma tour pelo Reino Unido e Europa a partir de 15 de agosto, e louvando o trabalho do departamento de música da Universidade Federal da Paraíba, por fazer da capital João Pessoa um celeiro de músicos de estilos variados. Um voo bem alto e bem bacana pro grupo, assim como tudo que já saiu de Celestial.

Foto: Helder Bruno / Divulgação

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Serena grava live session na sala da mãe do vocalista – e ela faz participação

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Serena (Foto: Divulgação)

Voltada para estilos como punk e pós-grunge, a banda paranaense Serena decidiu fazer uma live session “diferente”. Ao vivo na sala da Dona Rachel foi gravado na sala da casa da mãe de Yuri Muller, o cantor e guitarrista… e tem a participação da própria Dona Rachel. A mãe do músico abre a session impondo um limite à banda: tudo tem que acabar até às 21h porque ela quer ver sua novela.

A sessão tem seis músicas do disco da banda, Parque das ilusões (2024), e dura menos de 25 minutos. Mas se você pensa que a brincadeira acabou antes da novela da Dona Rachel, nada disso: a mãe de Yuri vai ficando bem irritada conforme a gravação avança… E já que foi tudo gravado numa sala de casa, a banda aproveitou para usar uma iluminação bem discreta, com câmera bem perto do grupo.

Além de Yuri, a banda tem Jacques Chiba (bateria), Renan Tonello (guitarra e voz) e Alan Fontoura (baixo). A session marca também o fato do Serena finalmente ter virado uma banda, já que o projeto começou em 2020 como uma diversão de pandemia de Yuri, enquanto trabalhava de home office. Parque das ilusões foi gravado inteiramente por ele.

“As composições começaram em 2020, a gravação de todos instrumentos e vozes ficaram pra 2021, a mixagem e masterização deram início em 2022, finalizando em 2023”, conta ele. “Tudo foi criado, tocado, mixado e masterizado por mim no disco. Foram alguns anos de trabalho até a Serena começar a dar as caras nas redes, e também, finalmente achar os membros pra dar vida a essa sonoridade nos palcos”.

Foto: Divulgação

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Andrei Lira reaparece solo com “Abstinência”, e anuncia álbum

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Andrei Lira (Foto: Divulgação)

Às vezes uma estreia solo demora porque a pessoa precisou dar uma volta antes de descobrir exatamente o que queria fazer. Parece ser o caso de Andrei Lira, que acaba de lançar Abstinência, primeiro single de Ao hoje tudo, álbum previsto para sair ainda em 2026.

Quem acompanhava a cena paraibana deve lembrar dele na Tenaz, banda com a qual lançou o EP Sereno, em 2021. Depois do fim do grupo, Lira passou cerca de um ano e meio longe da música. O retorno começou de forma discreta, com a seleção de Caleidoscópio para o Festival de Música da Paraíba, ganhou força com uma turnê viabilizada pela Lei Paulo Gustavo e acabou encontrando um novo impulso quando o músico se mudou para a República 714, coletivo de artistas de João Pessoa.

Abstinência nasceu ainda durante a pandemia e carrega muito daquele período. A música fala de ansiedade, ausência e memória, mas sem transformar esses temas em um grande drama. Com participação do coletivo paraibano Tela Azzu, a faixa mistura rock alternativo e indie enquanto passeia por referências que vão de Fresno e Pitty a Djavan e Arnaldo Antunes, filtradas pela cena musical paraibana.

O single também dá uma boa ideia de como Ao hoje tudo foi construído. Gravado em quatro estúdios diferentes de João Pessoa, o projeto privilegiou um processo coletivo, dando liberdade para que cada músico contribuísse com os arranjos. Faz sentido para um disco que, segundo Lira, gira em torno da ideia de pertencimento — seja à cidade, à cena musical ou às pessoas que fazem parte dela.

O lançamento marca ainda a entrada do cantor no catálogo da Taioba Music, selo paraibano dedicado a artistas do estado. Enquanto o álbum não chega, Abstinência funciona como o primeiro passo.

Foto: Divulgação

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Wander Reisss: trap, guitarras e MPB em “Quem eu sou”

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Wander Reisss (Foto: Divulgação)

O rapper, cantor e produtor paulistano Wander Reisss parece fazer parte de uma geração que já não vê muito sentido em respeitar fronteiras entre gêneros. Seu novo single, Quem eu sou, passa pelo trap, flerta com o rock alternativo e ainda encontra espaço para um sample de MPB dos anos 1980 — uma combinação que soa menos improvável do que parece. Ao lado dele, Med Zentorno faz as vozes no refrão, e Ciamatto toca a guitarra da música.

Reisss produz beats desde 2016, mas só recentemente passou a investir de vez na carreira como artista, colocando a própria voz em primeiro plano. Integrante da Matilda Records, coletivo da zona leste de São Paulo, ele vem construindo uma identidade que aproxima referências do rap nacional dos anos 2000 e 2010, rock, metal e música brasileira sem tratar nenhuma delas como mera citação.

Em Quem eu sou, essa mistura aparece de forma bem direta. A base parte de um beat de plug, subgênero do trap conhecido por instrumentais mais melódicos, sintetizadores brilhantes e clima quase etéreo — um estilo que surgiu na cena de Atlanta no fim dos anos 2010 e acabou ganhando força entre artistas que preferem atmosferas mais leves às batidas pesadas do trap tradicional. Sobre essa estrutura entram solos de guitarra, vocais intensos e uma energia que remete ao rock de arena.

A letra também evita o caminho mais óbvio. Em vez de transformar uma desilusão amorosa em lamento, Reisss fala sobre seguir em frente, reafirmar a própria identidade e deixar o passado para trás. E a referência do rock fica maisevidente no clipe. Inspirado pelo visual extravagante do glam metal dos anos 1980, o vídeo busca referências em bandas como Bon Jovi e Mötley Crüe, levando o espírito exagerado da época para um contexto bem mais próximo do trap brasileiro atual.

Foto: Divulgação

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