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Papangu vai do prog ao metal MUITO pesado em em “Taxidermia”

Seguindo o curso natural de seu próximo álbum, Celestial – previsto pra o dia 7 de agosto pela Deck – a banda paraibana Papangu apresenta o terceiro single do álbum, Taxidermia. Uma música de seis minutos, que passa por candomblé, rock progressivo e thrash metal, e que eles definem como “uma música que abre de forma solene, mas termina em tragédia”, e como “Rush encontra Dimmu Borgir”.
Do material que já veio a público de Celestial, Taxidermia abre num clima que lembra tanto progressivo quanto jazz fusion, mas é a faixa mais pesada já liberada do disco até agora – é levada adiante inclusive por vocais guturais. A própria banda afirma que o fim da música é um dos momentos mais extremos já lançados por eles (de fato, a bateria lá pelas tantas lembra o peso violento do Krisiun, mas a “progressividade” do grupo está ali).
Na letra, o personagem faz uma espécie de ritual de fechamento de corpo, só que dá tudo bem errado. Entre outras coisas, ele perde a própria cognição para a inteligência artificial (rapaz, mas que bom que o mundo em que a gente vive não é assim, não é mesmo?). Nas palavras da banda: “o homem se junta à manada oca presa em pino: é peça de museu que escreve a própria etiqueta técnica”.
- Naturezautomática: a história da internet em três minutos e meio em Vem!
O grupo diz que na concepção original, Taxidermia tinha sido feita para vocal melódico, mas se tornou mais pesada com o tempo e começou a pedir mudanças. O material de Celestial foi todo feito em fita analógica, e a música usa sintetizadores e amplificadores de guitarra e baixo antigos. além de um órgão Hammond que fica na frente da faixa a maior parte do tempo.
Recentemente o The Guardian fez um perfil do grupo, anunciando que o Papangu vai fazer uma tour pelo Reino Unido e Europa a partir de 15 de agosto, e louvando o trabalho do departamento de música da Universidade Federal da Paraíba, por fazer da capital João Pessoa um celeiro de músicos de estilos variados. Um voo bem alto e bem bacana pro grupo, assim como tudo que já saiu de Celestial.
Foto: Helder Bruno / Divulgação
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Tears For Fears desenterra mais raridades de “The seeds of love” e sai mais uma edição de luxo

RESUMO: O Tears For Fears ganha nova superedição de The seeds of love, com demos, lados B, mixagens alternativas e gravações raras, além de uma nova mixagem de Steven Wilson.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Em 2020, a Universal lançou uma edição deluxe de The seeds of love, terceiro disco do Tears For Fears (1989), com todo o material gravado pela banda durante os quatro anos (!) em que passaram gestando o álbum. Mas parece que esqueceram umas fitinhas num canto da gravadora, porque vem mais uma aí.
No dia 16 de outubro, a mesma Universal lança The seeds em mais uma superedição, em diferentes formatos. Ele sai em diferentes versões de vinil, uma caixa com três CDs e uma edição limitada em Blu-ray. Nessa edição nova, destacam-se lados B, demos, versões para rádio, mixagens alternativas e gravações raras, algumas delas inéditas em vinil. A edição dupla em vinil azul marmorizado ganha também uma arte alternativa.

O lançamento ainda apresenta uma nova mixagem estéreo de Steven Wilson, além de uma versão remasterizada por Jon Astley e cortada em meia velocidade por Miles Showell, no Abbey Road Studios.
“De todos os nossos álbuns, eu provavelmente o classificaria em primeiro lugar”, afirmou Roland Orzabal. Curt Smith igualmente ama o disco: “As músicas que eu gostava naquela época, ainda gosto hoje”.
Nós temos no Pop Fantasma um texto revelando tudo (ou quase) sobre The seeds of love, que é um dos discos da nossa vida. Se você nunca ouviu (toma vergonha nessa cara!), é o disco de Sowing the seeds of love, Advice for the young at heart, Woman in chains, e de outras pérolas, como Badman’s song.
Lançado originalmente em setembro de 1989, o álbum chegou ao topo da parada britânica e alcançou o Top 10 em diversos países, incluindo os Estados Unidos – lá chegou ao oitavo lugar da Billboard 200.
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Pearl Jam lança em vinil show de 2016 em que tocou o “Ten” inteiro

RESUMO: O Pearl Jam lança em vinil o registro de 2016 em que tocou Ten inteiro, em uma apresentação que agora ganha edição oficial 35 anos após o álbum.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Trinta e cinco anos depois do debute Ten (1991) colocar o Pearl Jam no mapa do rock dos anos 1990, uma das apresentações mais curiosas da banda finalmente ganha edição em vinil. Ten live chega às lojas em 27 de novembro, reunindo a execução completa do disco registrada em 29 de abril de 2016, no Wells Fargo Center, na Filadélfia.
A história por trás da gravação é boa. Naquela noite, o Pearl Jam fazia seu décimo show com ingressos esgotados na região de South Philadelphia. Para marcar a ocasião, o ginásio preparou uma faixa com a inscrição “Pearl Jam 10 South Philadelphia Sellouts”, que seria pendurada no alto da arena. Eddie Vedder viu o número e resolveu que havia chegado a hora de fazer algo diferente.
O que veio depois foi o Ten tocado inteiro, faixa por faixa. Não era algo que a banda fizesse regularmente: aquela foi apenas a segunda vez em sua história que o álbum de estreia apareceu completo no repertório e a primeira diante do público americano.
Lançado em 1991, Ten foi o disco que apresentou o Pearl Jam em escala mundial, com músicas como Alive, Even flow, Jeremy, Black e Once. A apresentação de 2016 aconteceu, portanto, 25 anos depois de sua chegada às lojas e em uma época em que a banda já tinha uma longa história para além daquele primeiro álbum.
Ten live será lançado em um LP de três lados. O áudio passou por uma nova mixagem de Josh Evans, enquanto Levi Seitz ficou responsável pela masterização e pelo corte dos lacres para o vinil.
Haverá duas versões: o vinil preto, chamado Turned My world to black, e uma edição transparente limitada, exclusiva para integrantes do Ten Club, clube oficial de fãs do Pearl Jam.
A mesma apresentação também vai poder ser conferida em vídeo (na real, tem bootlegs há anos no YouTube e e outros lugares). O registro profissional, batizado de The ten show, tem mais de três horas e reúne 32 músicas – ou seja, vai bem além da execução integral de Ten
Abaixo você confere a lista de faixas.
A1. Introdução
A2. Once
A3. Even flow
A4. Alive
A5. Why go
B1. Black
B2. Jeremy
B3. Oceans
B4. Porch
C1. Garden
C2. Deep
C3. Release
C4. Master/Slave
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Yoses junta pós-punk e shoegaze em estreia marcada por reencontro

RESUMO: O duo espanhol Yoses, formado por dois amigos que voltaram a tocar juntos após 16 anos, mistura pós-punk e shoegaze nos singles que adiantam o álbum Somewhere.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Vindo de Granada, Espanha, o Yoses se define como uma banda de duas cabeças. E na verdade é um duo mesmo, formado por dois xarás, José Molero e José Ibáñez, que capricham nas guitarras atmosféricas e no clima entre o pós-punk e o shoegaze. Os dois primeiros singles, Tell my friends e Nine, já estão nas plataformas. Somewhere, o primeiro álbum, sai dia 18 de setembro.
Molero e Ibañez são amigos de adolescência e sempre foram parceiros musicais, mas estavam há quase duas décadas sem fazer coisas juntos, por causa da distância – Ibáñez desenvolveu sua carreira como produtor musical em Liverpool, enquanto José Molero continuou em Granada formando bandas, compondo e produzindo diferentes projetos. Ibañez voltou para a terra natal e os dois decidiram voltar a compor juntos. Daí, eles falam que Yoses nasceu não como banda, mas como um passo para “retomar uma conversa musical que havia sido interrompida por mais de dezesseis anos”.
Com referências confessas de Radiohead, The Smile, Sonic Youth, Fontaines D.C. e Minus the Bear, o Yoses aborda temas bem existenciais e pessoais. Como em Tell my friends, música sobre a libertação de uma pessoa que decide abandonar o medo da rejeição e parar de agir para se encaixar, e que entende que quem merecer ficar do seu lado, vai aceitar eu jeito de ser. “Mais do que uma ruptura com os outros, a canção propõe uma reconciliação consigo mesmo”, dizem eles.
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