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Cultura Pop

Quando Wesley Willis foi contratado por Rick Rubin

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Quando Wesley Willis foi contratado por Rick Rubin

Taí um disco praticamente impossível de se criticar… como você faria um comentário sobre um álbum que tem 25 músicas, sendo que todas são IGUAIS? Provavelmente você iria dizer que isso só poderia ser uma piada, coisa de quem não tem o que fazer. Porém, depois de conhecer melhor Wesley Willis, qualquer tentativa de depreciar seu trabalho torna-se uma missão indigesta.

Pra quem não o conhece, Wesley Willis foi um sujeito que não teve sorte na vida: seu pai o abandonou bem cedo e sua mãe era uma traficante que acabou presa. Passou a viver nas ruas e, ao sair da adolescência, descobriu que era esquizofrênico. Ganhava seu dinheirinho cantando e tocando teclado nas ruas de Chicago, além de vender desenhos que fazia com hidrocor.

Wesley gravou inúmeros CDs independentes. Às vezes mais de um em um final de semana, porque, segundo ele, “as vozes que viviam em sua cabeça o deixavam em paz quando ele estava trabalhando”. Da mesma forma, compôs inúmeras canções repletas de palavrões porque “as vozes se sentiam constrangidas com tanta obscenidade e o deixavam sossegado”.

Em 1991, ele montou uma banda chamada Wesley Willis Fiasco, que chamou a atenção de gente famosa como Billy Corgan, Henry Rollins e Eddie Vedder. Além de várias músicas autorais, o grupo também gravou covers. Olha aí a versão deles para Girls on film, do Duran Duran.

Tudo corria bem e, um dia, o produtor Rick Rubin interessou-se pelo trabalho dele e contratou-o para sua gravadora American Recordings (subsidiária da Warner e casa de bandas consagradas como Slayer e Danzig). Assim, em agosto de 1996, Fabian road warrior surgiu para o mundo.

O disco não está nos sistemas de streaming. No YouTube, você acha pouca coisa. Pega aí Ward my rock music off. Que é igual a todo o resto do álbum.

Alanis Morrissette (sim, tem uma música com esse nome) ganhou clipe.

Se você ouviu uma música, já ouviu o CD inteiro. Por mais inacreditável que pareça, TODAS têm a melodia exatamente idêntica! E nem as letras variam muito: quase sempre ele está homenageando uma banda ou um amigo qualquer, só dando uma variada para comentar sobre sua doença mental e também sobre sua obesidade mórbida.

Algo assim tinha tudo para ser um fracasso retumbante, e foi o que aconteceu: após lançar Feel the power, apenas dois meses depois do trabalho em questão, a gravadora o dispensou e ele voltou ao velho esquema independente. Tudo ia bem até que em 2002 ele foi diagnosticado com leucemia (como se já não tivesse problemas demais) e, em agosto de 2003, Wesley Willis morreu. Desde então, o culto a sua obra só tem crescido.

Na mesma época em que Rick Rubin contratou Wesley Willis, Jello Biafra lançou duas coletâneas dele por seu selo Alternative Tentacles. Olha aí Greatest hits vol. 1 e 2, que (olha!) estão disponíveis em streaming.

Não faz muito tempo, alguém colocou no YouTube um show inteiro de Wesley, dado em 1997 em Indiana. Pega aí.

Olha aí ninguém menos que Jello Biafra cantando Wesley Willis.

Por último, em 2003 saiu um documentário sobre Willis. É Wesley Willis: The daddy of rock´n roll, cujo trailer você vê aí embaixo. É a melhor forma de tentar entender a mente desta figura tão excêntrica, mas também extremamente cativante.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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