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Radar: Glass Coffin Club, Maxswell, Chelsea Motel – e mais sons do Groover!

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Glass Coffin Club (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Glass Coffin Club.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Glass Coffin Club): Divulgação

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GLASS COFFIN CLUB, “SUNDAY SERVICE”. Vindo do Kentucky, esse duo faz death rock, com referências de nomes como Christian Death, Skinny Puppy, The Cure e o comecinho do TSOL. O som tem guitarras pesadas, letras sinistras e bateria eletrônica por escolha estética – a ideia é parecer o filho mais sinistro do rock oitentista. Sunday service está em Revival of malice, segundo álbum do Glass Coffin Club, lançado no ano passado. Mas tá vindo um disco novo aí, End of time, que sai no dia 24 e une anarcopunk, darkwave, metal e estilos que parecem imiscíveis.

MAXSWELL, “CASSANDRA”. Maxwell Thomas Mahar vem de Phoenix, Arizona, é egresso da cena death metal (tocou no Ethernal, grupo dedicado à escola antiga do gênero) e faz hoje basicamente darkwave feroz, com guitarras metálicas, beat eletrônico, vocal grave e fantasmagórico. Cassandra é seu primeiro single de 2026.

CHELSEA MOTEL, “LOST IT FOR YOURSELF”. A onda darkwave tá pegando fogo nos Estados Unidos – o Chelsea Motel vem de Nashville e faz pós-punk com toques dark e vocal doce. Lost it for yourself, o novo single, tem bastante a ver com a frase que a banda usa para definir seu som no Spotify: “bem vindo ao caos etéreo”.

BARRY & THE VISITORS, “THIS IS EVERYTHING”. O som dessa banda lembra bastante a onda de revisão roqueira dos anos 1970 – de Elvis Costello e Warren Zevon a Pretenders e Bruce Sprngsteen. O disco novo, My wave is new, já está nas plataformas. This is everything, um dos destaques do álbum, tem a mesma onda moderna e nostálgica dos clássicos de Costello.

I YA TOYAH, “FEELINGS”. Esse projeto eletrônico de-uma-mulher-só vem de Chicago e volta com Feelings, definida como “uma declaração industrial áspera e contundente que coloca a humanidade moderna diante do espelho – e não desvia o olhar”. O som é pesado, eletrônico, industrial e lembra uma versão 100% feminina do KMFDM (com quem por acaso ela andou fazendo turnê, ao lado do Front Line Assembly).

VERÓNICA LUCIANO, “EL MOMENTO”. Vinda dos Estados Unidos, Verónica faz de El momento um rock latino moderno, com lembranças de punk-pop e power pop, e letra em espanhol. A ideia da faixa é capturar “exatamente aquele instante em que as emoções tomam conta e o tempo parece ficar suspenso”.

WAY TO BLUE, “FOR ALL THE TIMES”. Vindo da Itália, esse projeto é dedicado ao synth pop de climas e ambientações dark, bastante referenciado nos anos 1980 “Ela fala sobre a importância de aceitar as consequências das escolhas que fazemos na vida. Às vezes essas escolhas nos levam à derrota. No entanto, reconhecer isso nos permite encarar o futuro com dignidade, em um diálogo constante com a própria vida”, contam.

CHRIS OLEDUDE, “SAVE THE CHILDREN”. “Essa música é um chamado à ação para aqueles que se acostumaram às atrocidades cometidas por ‘líderes’ que supostamente deveriam agir em nosso melhor interesse”, diz Chris, vindo do Brooklyn, Nova York. “A música pede que os ouvintes não esqueçam nem ignorem as vidas inocentes perdidas em atos de violência desnecessária; são pessoas que pagam o preço por pecados que não cometeram”. O som de Save the children é um reggae com algumas surpresas na melodia – e os vocais de Chris são bem blueseiros.

JACLYN DIMA, “I WON’T DANCE FOR YOU”. Artista independente de Nova York, Jaclyn faz, em seu novo single, um dance-pop como se fazia nos anos 1980 – com beats e teclados de época, e recordações de cantoras como Debbie Gibson (lembra?). A ideia original era fazer algo mais roqueiro, mas as coisas foram mudando. E a letra é pura autoafirmação. “Essa música fala sobre dizer não ao que não serve mais para você e sim à sua própria voz. É sobre abraçar a mudança, a transformação e a coragem de se reerguer daquilo que desmorona”, diz.

HALLUCINOPHONICS, “FROZEN MERIDIAN”. Esse projeto musical do Reino Unido é mais pós-punk e dream pop do que propriamente psicodélico (mesmo com um “alucinofônicos” no nome). Frozen Meridian, afirmam eles, “captura a beleza glacial da Islândia por meio de atmosferas inspiradas em Pink Floyd e da sofisticação contida de Porcupine Tree. A música traça as coordenadas do ponto em que o silêncio glacial da Islândia se transforma em uma nova linguagem”. E é exatamente isso aí.

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Radar: Starcrusher, Whippets, The Grays, Dolours – e mais sons do Groover!

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Starcrusher (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Starcrusher.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Starcrusher): Divulgação

STARCRUSHER, “SPACE POLICE”. Se não for alto, eletrônico e sujo nem tem graça – parece ser a mensagem desse grupo de Montreal, no Canadá, que se define com “o side project da Spice Girls” e diz que sua música está “situada em algum lugar entre o pós-punk, o rock alternativo e o lado mais desvairado do indie”. O single Space police é ruidoso, viajante e espacial.

“No centro do Starcrusher está a crença de que a música ainda deve parecer perigosa, comunitária e vibrante. A banda está menos interessada na perfeição do que na conexão – músicas que você pode cantar aos berros em uma casa lotada, shows que dão a sensação de que algo pode dar errado e um mundo ao redor da música do qual as pessoas realmente querem fazer parte”, avisam eles.

WHIPPETS, “THESE WOODS”. Uma letra bem surrealista e fantástica, com versos como “enfiar uma agulha no nariz / lendo ficção pela prosa / é impossível acompanhar o que te falta / te acompanhei até em casa no escuro / agora eu sou a estrela / e você é a faísca”. E um som que volta e meia lembra Guided By Voices. É a proposta do trio Whippets, que faz “pós-punk da Costa Oeste” e vive de unir melodias sonhadoras e clima trevosos. O álbum No skulls já saiu.

GRAYS, “DAY TO DAY”. “Fresco e familiar. Uma síntese de todas as suas músicas favoritas. Estilo independente. Sinceridade e doçura. Bateria real. Sintetizadores de computador. Muitos microfones diferentes. Nova York, Salt Lake City, Columbus, Cidade do Cabo, Londres. Surreal. Sobre todas as pessoas que nunca mais verei”. É assim, com frases soltas, que esse grupo estadunidense busca explicar seu ótimo indie rock, referenciadíssimo nos anos 2000, mas com uma certa cara krautrock. O álbum Grizwald: 26 já saiu.

DOLOURS, “PARADE”. Vindo da cena underground britânica, esse quarteto mistura pós-punk, darkwave e guitarras abrasivas, num som que lembra Joy Division e Fontaines D.C. A nova faixa, que antecipa o EP de estreia, previsto para 18 de novembro, fala da libertação de um relacionamento controlador e da recuperação da própria identidade. Gravada e produzida pela banda em quartos e estúdios improvisados, a música aposta em sintetizadores, baixo pulsante e clima tenso, sem perder a urgência punk dos trabalhos anteriores.

SURV7H, “I’LL FIND YOU THERE”. Eletrônica bem sonhadora e experimental é o que rola neste projeto criado pelo músico Craig Bottel. A música mistura sintetizadores, shoegaze, ambient e space rock, com batidas marcadas e clima viajante. Bottel transforma sentimentos cotidianos em paisagens sonoras sem se prender a gêneros.

AWAKE & DREAMING, “REWIRE”. O som novo dessa banda canadense mistura rock alternativo, guitarras saturadas e uma linha de baixo que conduz a melodia – destaque para a voz de Sasha Kristoff, que também toca teclados. A letra fala da busca por estímulos e da dificuldade de sentir alguma coisa. A faixa está no recém-lançado álbum Inevitable.

WHEREABOUTS, “SWINGS”. Garage rock com pegada surf, guitarras vibrantes e uma onda que lembra Beach Fossils, Mac DeMarco e Real Estate. O single desse grupo de Austin, no Texas, tem clima praiano, daqueles que dão vontade de pegar um skate e esquecer os problemas. A letra, por outro lado, fala dos altos e baixos da vida, como se tudo fosse um ciclo que se repete sem parar. O som acompanha essa ideia, com melodias circulares, ritmo constante e um jeito relaxado de fazer indie rock, sem deixar a energia cair. E fique de olho nos outros singles deles.

SCIENCE OF SENSATIONS, “SCAPESHIFT”. Rock progressivo instrumental vindo da Costa Rica, com uma pegada atmosférica e ritmos intrincados, daqueles que exigem atenção a cada mudança de andamento. A faixa faz parte de Exvotos, novo álbum do grupo, gravado em três estúdios de Buenos Aires, incluindo o tradicional ION, onde a música foi registrada. Sem vocais, a proposta é deixar que os instrumentos contem a história.

THE SCOOW, “MAGIC!”. Pós-punk dançante com um pé no indie rock e outro na new wave, lembrando a mistura de esquisitice e groove de Devo e Talking Heads. A estreia desse misterioso projeto sueco tem guitarras nervosas, ritmo pulsante e uma boa dose de humor.

O grupo se apresenta como um conselho secreto de magos (SCOOW é The Secret Council of Odd Ordered Wizards”, ou “O Conselho Secreto de Magos de Ordem Incomum”). Mas, por enquanto, ninguém sabe quem está por trás da brincadeira. Magic! é o primeiro de quatro singles que formarão um EP – o segundo, Excelensior the Great, também já saiu.

NO MORE TOMORROW, “LYDIA”. Esse grupo finlandês se apresenta como uma banda de metal alternativo, mas há muito de rock gótico e pós-punk em sua sonoridade. Formado em 2019, o quarteto aposta numa história bastante amarga: uma garota (a Lydia do título) foge de casa para escapar dos problemas familiares, mas descobre que o mundo lá fora pode ser ainda pior. A narrativa avança sem revelar o destino da personagem, deixando um final em aberto e bastante inquietante.

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Radar: Holy Death Temple, Dale John Max, Foxglove – e mais sons do Groover!

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Holy Death Temple (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Holy Death Temple.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Holy Death Temple): Divulgação

HOLY DEATH TEMPLE, “NOBODY LOVED YOU”. Esse grupo de dance-punk de Seattle deixa o peso dos singles anteriores um pouco de lado e assume uma influência até então pouco vista no som deles: o Erasure. O resultado é synthpop gótico e dançante em forma de murder ballad. A letra olha com ironia para a obsessão pública por crimes famosos, culpados e vítimas — e para a necessidade de escolher um lado mesmo diante da morte.

“Os três primeiros singles foram sombrios e impactantes, mas essa é uma demo de synth pop que foi ressuscitada com um refrão originalmente destinado a uma música completamente diferente. Nossos melhores momentos surgem de experimentos malsucedidos e acidentes felizes”, diz Bryan Edward (vocais, guitarra, programações).

DALE JOHN MAX feat SARA JADE, “CASTLES IN THE SAND”. Inglês radicado em San Diego, Dale John Max canta sobre aquele período estranho em que uma relação acabou, mas continua ocupando espaço na memória. O título compara esse amor a um castelo de areia: algo que foi real e bonito mesmo destinado a desaparecer. Nick Drake e Noah Kahan estão entre as referências para esse lado mais íntimo.

A música nasceu acústica, mas ganhou guitarras, sintetizadores, baixo e bateria no estúdio de Ariel Levine. O resultado aproxima folk e rock alternativo, com ecos de R.E.M., Biffy Clyro, Switchfoot e Angels & Airwaves.

FOXGLOVE, “SKINWALKER”. Essa banda britânica, com integrantes de Londres e Hertfordshire, deixa a influência de Elliott Smith bem à mostra, especialmente nos detalhes da composição, no violão e na fragilidade das melodias. O som começa contido, quase folk, e vai crescendo aos poucos, sem abandonar o clima íntimo.

A música dá nome ao EP de estreia do grupo, gravado no Up Top Studios, em St Albans. Além de Smith, aparecem ecos do EP Jar of flies, do Alice in Chains, e do acústico do Nirvana. São quatro faixas entre folk, grunge e rock alternativo, com gravações que evitam polimento excessivo.

KIDS ON NEPTUNE, “NOTHING BUT NO ONE”. Dale Valentine, nome artístico do italiano Antonio Valentini, mergulha com sua banda Kids On Neptune em darkwave e pós-punk oitentista, numa faixa sobre alguém rejeitado tanto pelo céu quanto pelo inferno, condenado a vagar no vazio. Guitarras cheias de delay e reverberação acompanham o baixo pulsante de Matilde Marchetti e a bateria quase marcial de Giovanni Chiodi, enquanto a letra transforma esse limbo numa sensação bem humana de inadequação.

ON LE ORE, “GNASHVILLE”. Essa banda norte-americana vai direto ao ponto em Gnashville: indie rock curto, melódico e com guitarras sujas, daquele tipo que parece carregar um pouco do porão dos anos 1990. O projeto é liderado pelo compositor, cantor e guitarrista Jon Moore, com Travis Harrison — produtor de longa data do Guided By Voices — na bateria, mixagem e masterização. Para fãs de GBV, Pavement, Sugar e Weird Nightmare.

SA BAUER, “TELL ME”. Sa Bauer olha para a infância e para a relação com os irmãos em Tell me, faixa guiada por guitarras e com algo de emo e post-rock em sua sonoridade. A letra nasceu da saudade do tempo em que todos eram crianças — tema especialmente próximo de um artista que cresceu cantando com a irmã e foi incentivado por um dos irmãos a compor. Frank Dormani ajudou na composição, tocou baixo e bateria e produziu a faixa. Uma canção com várias partes diferentes, mas curta a ponto de ficar na mente.

ALESSANDRO CASINI, “THE GOLDEN FRACTURE”. Neste sábado (10) sai o álbum Do colors dream of electric noise?, feito pelo músico experimental italiano – a inspiração, claro, é o romance Androides sonham com ovelhas elétricas?, de Philip K. Dick, o livro que inspirou o filme Blade runner, de Ridley Scott. Um ambient eletrônico, em que sons surgem de cores e imagens – e a bela The golden fracture adianta esse clima.

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Radar: Sara Diana, Jason Michael Moore, Zarza – e mais sons do Groover

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Radar: Sara Diana, Jason Michael Moore, Zarza - e mais sons do Groover

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Sara Diana.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Sara Diana): Divulgação

SARA DIANA, “HER HAIR’S LIKE FIRE”. Sara Diana transforma a atração por alguém difícil de ignorar numa espécie de pequeno filme pop. A cantora e compositora de 20 anos usa imagens de fogo, cor e perigo para falar de desejo, mistério e obsessão, com vocais intensos sobre uma produção atmosférica. A ideia é menos contar uma história linear do que criar cenas e sensações.

A faixa dá sequência ao caminho iniciado com o single de estreia Pocket poetry, misturando pop e escrita de tom poético. Her hair’s like fire ganhou também um clipe, que leva para as imagens o clima cinematográfico da música.

JASON MICHAEL MOORE, “BRIDGES BURNING”. “Minha música é 100% human-made”, avisa Jason Michael Moore, músico e multi-instrumentista de Los Angeles. A faixa começa com baixo cheio de groove e violões quase sonhadores, antes de desembocar num refrão de rock psicodélico pesado e chegar a um solo de guitarra. Pixies, Iggy Pop, Tom Waits e Nine Inch Nails estão entre as referências.

A letra passa por esperança, perda, reconciliação e acertos de contas pessoais. A música abre os trabalhos de Flying blind, próximo álbum de Moore, que promete circular por psicodelia, punk, sons acústicos, beats, guitarras e sintetizadores.

ZARZA, “LOS CUADROS”. A Zarza, banda equatoriana de raízes também argentinas, transforma o fim de uma relação numa balada rock sobre despedida, lembranças e a difícil tarefa de aceitar que algo acabou. A faixa integra o primeiro trabalho de estúdio da formação atual e, ao lado de La mujer de blanco, antecipa o novo álbum que o grupo está preparando. O som mistura rock alternativo, psicodelia e blues, abrindo uma nova fase para a banda.

SALINE EYES, “STANDING WHERE YOU ARE”. James Hackett, o produtivo criador desse projeto musical norte-americano, fala em Standing…, novo single do Saline Eyes, do desejo por alguém. Um desejo que surge por acaso, chama a atenção e desaparece na multidão antes que qualquer coisa aconteça. A música começa com acordes menores levemente sombrios e cresce aos poucos. No trecho final, a voz aumenta a tensão e reforça a esperança de que esse amor impossível encontre um caminho de volta.

DONA TERMA, “BEFORE THE SUNSHINE”. O projeto musical português Dona Terma é um compositor solitário que grava as próprias músicas e encontra nelas uma maneira de colocar para fora o que nem sempre consegue dizer. A faixa aproxima folk e indie pop num arranjo suave, de melodias delicadas e clima melancólico. A sensação é a de uma lembrança que reaparece sem aviso, trazendo de volta algo que parecia já ter ficado para trás.

MENDERBUG, “WHERE THE SILENCE GREW”. Esse projeto musical sueco cria um contraste curioso: enquanto bateria e guitarras empurram a música para a frente, a letra continua presa ao que já aconteceu e não pode ser mudado. Shoegaze, pós-punk e post-rock entram numa faixa acelerada, mas melancólica, sobre distância, estresse e coisas que ficaram sem ser ditas. Slowdive, DIIV, Gleemer e o primeiro Sunny Day Real Estate ajudam a localizar o som.

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