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Lorde solta esqueletos de “Virgin”, com fotos, demos e texto

Uma surpresa para os fãs de Lorde subiu pra internet na sexta (26): ela decidiu comemorar o primeiro aniversário de seu álbum mais recente, Virgin, revelando os bastidores das gravações do álbum – incluindo demos (que ela chama de “esqueletos” do que viria a ser Virgin), fotografias, anotações, ideias para a arte da capa.
O material está todo disponível para baixar de graça numa página do site dela, chamada XRAYS. E ela também escreveu um longo boletim informativo para acompanhar o lançamento.
“No ano passado, brincamos com a ideia de fazer um álbum inteiro só com essas versões básicas, composições legais de algumas versões diferentes”, escreveu Lorde no boletim informativo. “Mas no domingo à noite, percebi que radiografias verdadeiras de Virgin seriam mais reais, mais engraçadas, revelariam mais as nossas imperfeições e inclinações, não se concentrariam tanto em onde chegamos, mas sim celebrariam a nossa forma de viajar, as repetições, as espinhas, a jornada. Como disse Eric, ser você de verdade é lindo. É assim que estou tentando viver”.
Lorde também deu uma visão geral de como era sua vida na época em que trabalhava em Virgin e das dificuldades que enfrentou, incluindo um transtorno alimentar, um diagnóstico de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) e um término de relacionamento. E falou sobre como foi impactada por Brat, disco de Charli XCX.
“Eu me concentrei em cantar para mim mesma da maneira que eu precisava”, escreveu ela. “Gradualmente, dei voz e palavras a antigas histórias que eu tinha medo de contar. Eu as expurguei de mim e me senti mais leve. Viver nessas canções teve um efeito encantatório”.
Um outro detalhe é que Lorde já adianta, no fim do texto, sua adesão à plataforma de álbuns Lume, desenvolvida na Nova Zelândia, e que chega nas app stores em 17 de julho. Olha o texto completo dela aí embaixo, traduzido. Antes, você pega todas as músicas.
“No domingo à noite, enquanto guardava minhas roupas, percebi que o álbum Virgin já estava no ar há quase um ano. Decidi que precisava fazer algo a respeito. Para ser sincera, não sabia bem como falar sobre Virgin desde o lançamento. Achava que já estava acostumada e até um pouco insensível ao marketing e à mercantilização dos meus sentimentos, mas compartilhar Virgin foi uma experiência crua e reveladora de uma forma nova. Me saí mal na entrevista, não consegui escrever aqui, não postei muito. Acho que precisava ficar em silêncio por um tempo. Também faz sentido que um trabalho tão físico resista a ser aprisionado pela linguagem. Mas já se passou algum tempo e quero tentar encontrar as palavras certas.
Fazer um álbum é um ato absurdo. A autoabsorção e a crença necessárias tornam você uma pessoa difícil de conviver. Você desaparece completamente no seu próprio mundo, sempre meio resmungando, constantemente à beira de uma revelação. O trabalho é realmente ruim por um longo tempo; você tem que conviver com o que está errado e abrir caminho a golpes. Às vezes, o desconforto e a monotonia são difíceis de superar, mas cada dia de produção de Virgin foi um presente absoluto. Eu tinha a sensação de que estava me libertando, construindo um lugar sagrado. Apliquei cada camada com o máximo cuidado.
Eu estava tentando me curar de um transtorno alimentar breve, mas que se desenvolveu ao longo de muito tempo. Recentemente, havia deletado o MyFitnessPal. Na semana em que começamos o que se tornaria o Shapeshifter e o What Was That, eu estava me esforçando para acreditar que o café da manhã não era uma negociação. Eu me obrigava a tomar um smoothie todas as manhãs, ia trabalhar quando queria fugir, continuava tentando, um passo de cada vez.
Eu estava passando por um término de relacionamento. Em vez de hotéis, fiquei em camas extras e sofás de várias amigas. O carinho que essas mulheres me demonstraram durante esse período é um dos principais motivos da existência da Virgin. Em 2024, uma dessas amigas olhou nos meus olhos e disse, com firmeza: 1’Você parece entrar numa depressão profunda por causa do álbum toda vez que menstrua’. Alguns meses depois, fui diagnosticada com TPMD (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual).
Eu usava calça jeans masculina e um moletom preto com zíper todos os dias, independentemente do clima. Minha acne era uma barba espessa que descia pelo meu pescoço. Eu me sentia monstruoso e sagrado. Peguei uma bicicleta emprestada e me senti me espalhando, deslizando, desperto para os milhões de códigos sutis sendo enviados e recebidos pela cidade e para a energia de tudo isso se acumulando acima de nossas cabeças.
Concentrei-me em cantar para mim mesma da maneira que precisava. Aos poucos, dei voz e palavras a antigas histórias que tinha medo de contar. Libertei-me delas e senti-me mais leve. Viver nessas canções teve um efeito encantatório. Senti que mudavar.
Brat surgiu, um sistema climático de destemor e fragilidade. Meu estágio inicial tornou-se repentinamente, e de forma chocante, externo. Eu tive que realmente olhar para os meus problemas e permanecer aberta. Charli me manteve por perto e me deu o espaço perfeito, o que exige muito cuidado. Minha fé na música como tecnologia social foi restaurada. Nas festas e festivais, eu fumava, cantava e me sentia parte da raça humana.
Tiramos as radiografias que se tornariam a capa do álbum em 2 de março de 2025. Quando chegou a minha vez de fazer o exame, me senti louca, fora de mim, em uma clínica médica, usando as joias das minhas duas avós, como se estivesse participando de uma espécie de sessão espírita ou exorcismo. Os velhos medos ressurgiram. Eu tinha certeza de que a máquina revelaria uma feiura e uma inadequação que me atingiriam até os ossos. Eric percebeu o que estava acontecendo comigo enquanto preparávamos a primeira imagem. Ele tocou minha mão e disse suavemente: ‘Vai ficar perfeito, é uma foto sua, e você é perfeita e certa do jeito que é hoje.’
Já falei sobre como tentei amar a Virgin do começo ao fim, não apenas quando era um produto vendável. Fui surpreendido repetidamente, durante o processo, por momentos de profunda beleza, quando estávamos apenas tropeçando em algo ou indo completamente na direção errada. No ano passado, brincamos com a ideia de fazer um álbum com essas versões básicas, composições interessantes de algumas versões diferentes. Mas, no domingo à noite, percebi que radiografias verdadeiras da Virgin seriam mais reais, mais engraçadas, revelariam mais as tortuosidades e inclinações, menos sobre onde chegamos e mais sobre celebrar a forma como viajamos, as repetições, as espinhas, a jornada. Como disse Eric, ser você de verdade é lindo. É assim que estou tentando viver.
Obrigada, como sempre, por reservarem um espaço em suas vidas para qualquer aspecto do meu projeto artístico. É uma verdadeira honra ser recebida por vocês. Divirtam-se com isso e espero que gostem de explorar. Mal posso esperar para vê-los neste verão.
Te amo muito
Exxxxxxxxx
PS: Vou publicar tudo isso na nova plataforma dos meus amigos, o Lume, quando for lançada… Conto mais em breve
Em algum momento, pesquisei no Google “sintomas de burnout”. Agora estou tomando um antidepressivo ISRS e me sinto muito melhor”.
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Kathleen Hanna e Ad-Rock cantam Justin Bieber em coletânea contra o ICE

RESUMO: Ad-Rock aparece ao lado da esposa Kathleen Hanna, do Bikini Kill, numa versão de Let me love you, de Justin Bieber com DJ Snake. A faixa integra Contra-ICE Vol. 1: ICE OUT, coletânea beneficente organizada pela Build Art Make Change, com renda será destinada a organizações que defendem imigrantes e trabalhadores nos EUA.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Se você estava acompanhado as movimentações solo do eterno beastie boy Mike D (cujo disco solo de estreia, Thank you, sai dia 28) e sentia falta de Ad-Rock, tem novidades aí. Ele é um dos convidados de sua esposa Kathleen Hanna (Bikini Kill) numa versão de Let me love you, parceria de Justin Bieber com DJ Snake lançada em 2016.
E a faixa é o primeiro sinal da coletânea beneficente Contra-ICE Vol. 1: ICE OUT, organizada pela associação Build Art Make Change (BAMC), organização sem fins lucrativos americana que usa arte, música e cultura como ferramentas de mobilização social. O disco, que sai em 2 de outubro pelo selo SoundsGood, reúne nomes como Tom Morello, Fred Armisen, Fishbone, David J, Jello Biafra e Ozomatli. Para gravar a música, Hanna e Ad-Rock contaram com Money Mark, Fredo Ortiz e Frank Figueroa. A produção ficou a cargo de Mario Caldato Jr., produtor dos Beastie Boys.
“Não é sempre que você tem a oportunidade de tocar música com suas pessoas favoritas enquanto trabalha com uma organização de base como a Contra-ICE”, diz Hanna. “Eles estão lutando apaixonadamente contra o fascismo e a supremacia branca, algo que nenhum de nós pode se dar ao luxo de ignorar. Mario Caldato Jr. produziu nossa música, o que foi um sonho realizado para mim. Muito obrigada à Contra-ICE por fazer isso acontecer e por me permitir representar aquilo que defendemos coletivamente”.
A coletânea terá sua renda destinada a organizações como a National Day Laborer Organizing Network (NDLON) e a Unión del Barrio, que atuam na defesa dos direitos trabalhistas e na proteção da riqueza construída pelas próprias comunidades. O lançamento vai rolar num show no La Cita, em Los Angeles, no dia 3 de outubro.
Dali Colorado, que fundou o BAMC, é só orgulho com o disco. “Contra-ICE não é apenas um álbum. Não é apenas um coletivo. É uma infraestrutura cultural criada para apoiar organizações que estão na linha de frente, amplificar as vozes de imigrantes e mobilizar artistas que acreditam que o amor não é passivo: ele se organiza”, diz.
“A música sempre foi minha primeira língua. A justiça sempre foi minha herança. Contra-ICE é o ponto de encontro entre essas duas linhagens — com urgência, sem pedir desculpas e com a ideia de que devemos colocar o amor acima do medo. Como DJ, encarei este projeto como uma curadoria, construindo cuidadosamente uma experiência de escuta que se desenvolve como uma jornada”.
Aí embaixo, você ouve Let me love you e confere a lista de faixas – entre os convidados, tem Tom Morello, Fred Armisen, Fishbone, David J, Jello Biafra, Ozomatli e vários outros nomes.
LISTA DE FAIXAS:
01. I refuse – filer coleman
02. Return to sender – Jodi Lin and filer coleman
03. Helicopter – Money Mark
04. Abolish ice (HopesAndDrums Remix feat. Uli Bella) – filer coleman
05. Cosplay cowboys – Revival Season
06. Al and Chris VS ICE – Al Madrigal and Chris Estrada
07. What do we want? ICE OUT! – 0UT/ALIV3
08. Divisive crisis – Duende (Feat. David J)
09. Suena la alarma – Los Abandoned
10. Eat your greens – filer coleman
11. Compact – Fred Armisen
12. Mexican sun – Jon E Edwards
13. Secret police – Fishbone
14. I see you – 0UT/ALIV3
15. In the mornin’ – SlimKid3
16. Schools out – filer coleman
17. Call in the angels – Gretchen Parlato and Jazmine Becerra Green
18. Mom, who’s the good guy? – filer coleman (Feat. Dali’s Mom)
19. Cholofit meditation – Frankie Quiñones as Creeper
20. Redline – Ozomatli
21. Let me love you – Kathleen Hanna, Ad Rock, Money Mark, Fredo Ortiz & Frank Figueroa
21. 33 degrees – Adrian Quesada
23. Gulf of Mexico – Of Mexican Descent (2Mex)
24. Bound no more – HopesAndDrums
25. Goin’ out again – Ghetto Dojo (Feat. 2Mex)
26. I love you (Edit) – filer coleman
27. WHY – LUXXURY
28. Arauco tiene una pena – Daniel French, Teioronhiathe Phillips & Kwaharani Jacobs
29. Original dreamers – Maria del Pilar
30. How are you – Ceci Bastida
31. Control – Puerta Negra
32. Children beware – HopesAndDrums
33. No tengas miedo – Ceci Bastida
34. Microbus – Rafi El
35. Mar Iguana – Eduardo Arenas
36. La voz de Los Angeles – Fredo Ortiz & Gardena Collective
37. Pretend you remember me – Tom Morello
38. ICE Goon Recruitment Ad #1 – Lalo Alcaraz
39. Three strikes – Jello Biafra and the Guantanamo School Of Medicine
40. Entre la montaña – Orquestra Pacifico Tropical
41. Ovnidelic – Tropa Magica
42. Pecadora – Las Chorizeras
43. Diamond dust – Justin Konrad
44. The kids are still in cages – Nancy Sanchez
45. ICE TOO COLD TO THAW (Demo) – David J
46. West L.A. fade away – Richard Montoya (Feat. Uli Bella)
47. I refuse outro – filer coleman with Uli Bella
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Roxy Music prepara edição Super Deluxe de “For your pleasure” (1973), segundo álbum

RESUMO: O Roxy Music prepara uma edição Super Deluxe de For your pleasure, o segundo álbum, de 1973. O pacote reúne raridades, demos, ensaios, shows, gravações de TV e mixagens de Steven Wilson. Bryan Ferry diz que compôs parte do disco isolado numa casa em Derbyshire.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Um dos discos mais queridos do Roxy Music está para ganhar edição Super Deluxe: For your pleasure, segundo álbum da banda, de 1973, volta num pacote com quatro discos, além de um LP duplo (vinil preto e vinil azul perolado como uma edição exclusiva D2C), 2 CDs, formato digital, Blu-Ray e Dolby Atmos. Tudo disponível pela UMR/Island EMI em 6 de novembro.
Cada formato traz surpresas diferentes. A Edição Super Deluxe inclui o álbum original, singles, versões instrumentais, demos, ensaios, gravações ao vivo, apresentações na TV e ao vivo de 1972 a 1973 – além de um livro de 116 páginas com novos ensaios e fotografias raras.
O conjunto de dois discos, por sua vez, vem com o álbum original, out takes, singles e gravações da BBC. Esse material vem num digibook de capa dura com um novo ensaio e imagens inéditas. Já as versões em vinil trazem o álbum original, ao lado de faixas inéditas, em vinil de 140g com capa dupla.
- Contamos histórias da era de For your pleasure num episódio do nosso podcast Pop Fantasma Documento
O Blu-ray apresenta mixagens 5.1 feitas por (quem mais?) Steven Wilson, juntamente com mixagens Atmos e estéreo do álbum e do single Pyjamarama, também lançado em 1973 – além de versões instrumentais e conteúdo extra.
Pyjamarama, por sinal, foi o single que precedeu For your pleasure, e foi o segundo single da banda a alcançar o top 10 no Reino Unido – mas acabou não sendo incluída no álbum. Mesmo assim, o disco é cheio de destaques, como Do the strand, In every dream home a heartache, o peso quase pré-punk de Editions of you e os nove minutos de The bogus man.

Para dar uma ideia do que tá vindo aí, o Roxy Music já liberou a versão demo da faixa Grey lagoons, gravada em 1971 no Air Studios. E olha aí o que Bryan Ferry, o vocalista, se lembra da gravação do álbum.
“Era uma pressão boa, a de perceber que agora havia um público para o qual compor. Um público inteligente. Senti uma responsabilidade pelo trabalho que não havia sentido pelo primeiro álbum, certamente em relação às letras. Havia uma fome em toda a banda de fazer mais: uma vontade muito forte de voltar a um estúdio de gravação e fazer um disco melhor do que o primeiro”, conta.
Para compor o material, Ferry se mandou para uma casa de campo que o designer gráfico do grupo, Nick de Ville, tinha em Derbyshire. “Ele se ofereceu para me emprestar a casa por alguns dias. Então, fui para lá com o único propósito de compor músicas. Eu tinha um ótimo Renault 4 e enchi o carro de coisas: teclados, uma guitarra, um amplificador, gravadores, blocos de papel e canetas”, recorda.
“A casa era bem isolada, nos vales de Derbyshire – precisei parar na casa de um fazendeiro local para pegar a chave e depois seguir por uma estradinha – e muito simples. Devo ter levado mantimentos, porque não sabia cozinhar, mas estava cheio de energia. Estava completamente sozinho lá, e me concentrei totalmente em escrever”, conta. “Lembro-me de folhas de papel espalhadas pelo chão, trabalhando em coisas como In every dream home a heartache e Editions of you. Aqueles poucos dias naquela casa foram cruciais para a criação de For your pleasure“.
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Ouvimos (e vimos) antes: Julia Benford – “Imã” (single)

RESUMO: Pop Fantasma antecipa o single Imã, de Julia Benford. A música, que fala sobre as dualidades do amor, antecipa o primeiro álbum da cantora, Retalho carrossel, e ganha clipe com cenário e figurinos artesanais.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Anne Godoneo / Divulgação
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“Uma relação amorosa nunca é uma linearidade, tem momentos em que queremos estar grudados, outros que queremos nosso próprio espaço. O amor é uma droga como qualquer outra: ele nos dá euforia, mas também a abstinência”, diz a cantora e compositora paulistana Julia Benford, prestes a lançar o single e o clipe de Imã, que sai nesta sexta (14) – e que você ouve antes aqui no Pop Fantasma.
O novo som de Julia (bem viciante, já avisamos) tem uma onda folk-rock-blues inspirada em nomes como Florence Welch (Florence + The Machine), Rita Lee, The Last Dinner Party, Cássia Eller e Nando Reis. E anuncia o primeiro álbum da artista, chamado Retalho carrossel. Antes do disco, ela havia lançado o EP Naked as my soul (2024) e passado pelas bandas Venus Wave (com a qual foi a primeira banda vencedora do Autoral Brasil na Kiss FM), Os Sabiás e Hurricanes.
Imã é justamente sobre esses dois lados do amor dos quais Julia fala lá em cima. “A música vem pra nos relembrar que o amor, embora magnético, também pode ser traiçoeiro e nos oferecer metades incompletas. Nessa música, quero dizer que, pra mim, só vale a pena me envolver se for me jogar de corpo, alma e mente”, diz.
E tem o clipe da faixa, que estreia também nesta sexta, e que traz uma continuação da identidade visual do single e do álbum. Todo o cenário e o figurino para o clipe foram feitos de maneira artesanal (com direção de arte e figurino da própria Julia), utilizando de papelão, cerâmica fria, papel machê e tinta.
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“O vídeo reforça o amor às manualidades e o poder da criação do seu próprio universo para traduzir a história de uma canção”, reforça Julia, que no clipe, surge de tapa-olho, contracenando com um imã cenográfico e… com ela própria, usando uma máscara de raposa. Tem uma história aqui, que ela mesma conta.
“O álbum apresenta um universo fantástico de criaturas e símbolos. Esses seres são feitos a partir de retalhos de tecido, botões perdidos na caixinha de costura e restos de tinta no pincel. O disco conta a história de cada quadrado dessa colcha de retalhos: iniciando por Imã, com a figura da raposa vira-lata”, explica Julia.
“A raposa passa despercebida pela maioria, vagando pela noite, mas observa tudo e todos com seu olhar infalível. Assim que volta pro seu esconderijo, registra seus sentimentos mais profundos, como em Imã, em que desabafa sobre sua percepção amorosa”, completa ela.
Para Imã, Julia trouxe seus amigos do The Hurricanes, Henrique Cezarino (baixo) e Leo Mayer (violões, guitarras, arranjos, produção, mix e master do trabalho). Além de Dennis Guedes (The Outs) na co-produção e arranjos de cordas, synths e teclas, e de Johnny Thunder na bateria.
E o clipe de Imã tá aí!








































