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Filme raríssimo do Joy Division vai sair em box novo da banda

A indução do Joy Division ao Rock and roll Hall of Fame animou a Warner e o selo Rhino a colocar nas lojas uma caixa completíssma, contendo praticamente tudo que existe de gravações da banda ao vivo. Eternal (Live) sai em 25 de setembro e é um box com 16 álbuns ao vivo completos, distribuídos em 14 CDs, além de dois DVDs (e você achando que o formato já tinha acabado…)
Entre as gravações de shows, estão três apresentações completas lançadas pela primeira vez e várias outras gravações completas de shows já haviam saído em edições anteriores. Tipo essa gravação de Transmission feita em Paris em 18 de setembro de 1979, e já lançada.
Já o material inédito… Bom, surpreende que uma banda de curta carreira como o Joy Division tenha tido tanto material ao vivo gravado, mas a fúria de documentação do selo Factory (e da própria banda) explica muita coisa. O material mais antigo foi gravado em 1º de março de 1979 no Hope and Anchor, em Londres. Para garantir a melhor qualidade de som, a equipe de produção equilibrou gravações de mesa de som e pirataria enviada por fãs, tudo editado.
Há também as gravações do show de despedida do grupo, no High Hall de Birmingham, em 2 de maio de 1980, 16 dias antes da morte de Ian Curtis – mas esses tapes já haviam saído no álbum duplo Still, de 1981. Eternal (Live) tem também duas gravações de transmissões de rádio, ambas lançadas anteriormente: uma da boate parisiense Les Bains Douches (que gerou a versão de Transmission que você escutou acima) e a outra do Paradiso, em Amsterdã, Holanda – esta, de 11 de janeiro de 1980.
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O conjunto completo foi masterizado nos estúdios Abbey Road, e vem com um livreto de 16 páginas, trazendo notas de Simon Armitage e fotografias de Anton Corbijn e Kevin Cummins. Agora, o santo graal dos fãs está mesmo no DVDs, que contêm duas horas e meia de filmagens de shows, muitas delas inéditas. Principalmente porque no meio deles há uma edição oficial de Joy Division – A Malcolm Whitehead Film, filme raríssimo da banda, feito em 1979, e que virou uma espécie de “figurinha difícil” do álbum do JD.
Malcolm era o chefe da Ikon/FCL, braço cinematográfico da Factory Records. Para fazer Joy Division, que tem 17 minutos de duração, ele compilou imagens em super-8 feitas durante a gravação da estreia Unknown pleasures (1979), e no show dado no Bowden Vale Youth Club em 4 de março de 1979 – por acaso, foi a primeira vez que um show do grupo foi filmado. Há também uma entrevista com a banda.
Se você fizer uma busca no YouTube, acha apenas trechos desse material, em péssima qualidade de som e imagem – alguns trechos estão com outra trilha sobreposta, ou surgem editados em vídeos feitos por fãs. Joy Division – A Malcolm Whitehead Film foi feito apenas para ser exibido em setembro de 1979 na primeira edição do Factory Flick, no cinema Scala, em Londres.
O Factory Flick foi um evento criado por Malcolm e Tom Wilson, dono do selo. A ideia era apresentar bandas da Factory Records em um formato que misturava cinema experimental, videoclipes, documentário e arte de vanguarda. Era algo muito alinhado ao espírito da Factory, que nunca quis ser apenas uma gravadora – e não foi apenas o Joy Division que ganhou seu curta, já que filmes sobre bandas como A Certain Ratio, Orchestral Manoeuvres in the Dark e The Durutti Column estavam também nos programas do evento. Só que, como o JD virou objeto de culto após a morte de Ian Curtis, o filme deles virou lenda.
Não foi só isso que tornou o filme uma lenda: Whitehead não fez um simples filme-concerto e decidiu dar – por conta própria – dimensões políticas ao Joy Division.
Ele enquadrou o Joy Division como uma resposta ao clima social britânico do fim dos anos 1970, à ascensão do thatcherismo e ao autoritarismo. O filme intercala imagens da banda com entrevistas com um sujeito chamado James Anderton, chefe de polícia da Grande Manchester e tido por artistas, jovens e membros da comunidade gay local como um agente da repressão.
Há também referências ao romance House of dolls, de Yehiel Dinur, que popularizou o termo “joy division” (como referência aos grupos de mulheres judias aprisionadas em campos de concentração, que se prostituíam para soldados nazistas durante a Segunda Guerra Mundial). Já era algo que causava polêmica, mas quanto à visão do JD como resposta ao autoritarismo, muita gente reclama que Whitehead impôs um viés político à banda.
Com Eternal (Live) resolve-se uma questão de décadas, já que – ao que consta – a versão completa do filme não circulava desde 1979, e a própria banda não estaria interessada numa edição oficial. E é um item que pode fazer a caixa do grupo virar raridade logo logo.
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Julie Neff mergulha no Mar Adriático em clipe de “Swimming in the ocean”

RESUMO: Gravado no litoral da Croácia, o clipe de Swimming in the ocean leva Julie Neff às águas do Adriático para falar de desejo, incerteza e da falta de controle diante de um novo amor.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sarah Miller / Divulgação
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Julie Neff transforma a paisagem do Mar Adriático em cenário para o clipe de Swimming in the ocean, faixa do álbum fine. (que resenhamos aqui). O vídeo foi gravado em Omiš, na região da Dalmácia, na Croácia, e foi dirigido por Ivan Trpimir Lozić. As imagens acompanham a cantora nas águas e ao redor da cidade portuária. E a ideia foi trabalhar visualmente a ideia central da música: a expectativa diante de um novo amor e a tentativa de aceitar as incertezas que vêm com ele.
Só que em vez de tentar prever o destino de uma relação, Julia preferiu lidar com a falta de controle. “Talvez possamos surfar nas ondas da incerteza e encontrar algum tipo de conforto justamente nela”, afirma. Vai daí que o clipe usa a água não apenas como cenário, mas como extensão do tema da faixa. O movimento das ondas acompanha uma música sobre expectativa, desejo e a dificuldade de saber onde uma relação vai chegar.
O vídeo acompanha essa ideia com imagens em câmera lenta e um falso plano-sequência construído com efeitos de morphing, técnica que permite transformar gradualmente uma imagem em outra. Para o diretor, a sequência representa a intensidade de um sentimento que parece tomar conta de tudo. “Queríamos que o videoclipe tivesse, de modo geral, uma atmosfera de sereia”, diz Lozić.
A gravação aconteceu durante uma visita de Julie à irmã, Sarah Miller, que também participou da produção e registrou as fotografias do trabalho. O clipe foi filmado por uma equipe pequena, durante o pôr do sol, no litoral croata. “Fiquei verdadeiramente tomada pela emoção no local das filmagens. Foi uma das experiências mais bonitas e intimistas que já tive: gravar no Mar Adriático, ao pôr do sol, com uma equipe pequena”, conta a cantora.
Swimming in the ocean tem produção musical de Cris Botarelli (Far From Alaska e Ego Kill Talent), e é a terceira música de trabalho de fine., que saiu em julho.
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Vídeos raros de Andreas Kisser (Sepultura), chegam ao Acervo Trama

Dois vídeos de Andreas Kisser (Sepultura) com as músicas Eu humano e God’s laugh acabam de chegar ao canal da gravadora Trama no YouTube. Compostas pelo guitarrista, as duas faixas integram seu álbum solo, Hubris I & II, lançado em 2009. A apresentação fez parte do extinto programa Radiola, da TV Cultura, naquele mesmo ano.
Criada pelo diretor Fernando Faro (1927–2016) e pelo produtor João Marcello Bôscoli, a atração registrou esse momento importante da carreira de Andreas Kisser, dando destaque ao seu trabalho fora do Sepultura.
O material foi restaurado e remasterizado, com ajustes de áudio e aumento da resolução das imagens. O aprimoramento técnico oferece ao público uma experiência visual e sonora superior, preservando o valor artístico e documental das gravações.
Os dois vídeos integram a série de registros históricos do Acervo Trama, que recebe novos conteúdos exclusivos a cada semana.
Foto: Acervo Trama / Divulgação
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“Carnaval de luz”: Tem disco do U2 vindo aí, com homenagem a Rosalía (mas sem ela!)

RESUMO: Carnaval de luz, primeiro álbum de inéditas do U2 em nove anos, tem faixa inspirada em Rosalía, guitarras em alta e a última gravação vocal de Dolly Parton.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do disco
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Rosalía no disco novo do U2? Calma lá. Quando começaram a circular informações sobre Carnaval de luz, 16º álbum da banda irlandesa, previsto para 13 de novembro pela Interscope, vários lugares apontaram a cantora espanhola como uma das convidadas. Não é bem assim: existe no disco uma faixa chamada The mirror maker (Rosalía). Mas, segundo o site Consequence, a faixa é inspirada nela – e só. Rosalía não canta nem participa da gravação.
O álbum marca a volta do U2 a um trabalho completo de composições inéditas, nove anos depois de Songs of experience (2017). Nesse intervalo, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. revisitaram o repertório em Songs of surrender (2023) e lançaram os EPs Days of ash e Easter Lily. As sessões desses dois trabalhos acabaram desembocando no novo disco, gravado em diferentes lugares do mundo com produção de Jacknife Lee.
A inspiração vem das tradições de Carnaval e das festas que antecedem a Quaresma, mas Bono promete um U2 bastante elétrico. “Cheguem, cheguem, cheguem! Tragam suas meias roxas, seus corações partidos, sua ingenuidade cor-de-rosa… ah, e fiquem maravilhados no salão de espelhos”, diz. “Haverá guitarras altas, baixo profundo, alguns ritmos extáticos e, sim, algumas lágrimas prateadas vão aparecer!”
O cantor diz que a ideia é responder à escuridão do mundo aumentando o volume. “Então fazemos a bateria soar mais alto. Construímos uma fogueira maior. Tornamos nossas histórias mais selvagens e engraçadas. Fazemos as melodias mais doces e as canções precisam brilhar, porque, se o mundo está na escuridão, é melhor que nós não estejamos”. The Edge foi mais econômico: “É uma coleção de músicas bagunçada, provocativa e sagrada — e traz o primeiro uso de cordas flatwound numa gravação do U2. Só dizendo.”
A nova amostra do disco, Silencio, tem produção adicional de Ryan Tedder e recupera um U2 mais direto: guitarra distorcida, pegada rocker lembrando músicas como Vertigo, refrão bacana e Bono bastante irritado em versos como “há um silêncio dizendo: ‘cala a boca, porra!'”, “há uma dieta dizendo: ‘cuspa essa merda!'” e “no silêncio está o rock and roll do diabo”. O clipe, dirigido pela dupla Cliqua, foi filmado na Cidade do México. A faixa chega depois de Street of dreams.
Carnaval de luz ainda reúne Martin Garrix, Brian Eno, Daniel Lanois e Tedder, além de guardar uma participação especialmente significativa. Dolly Parton canta com Bono na última faixa, Torn, naquela que acabou sendo sua última gravação vocal. A cantora apresentou a Bono a composição, sobre laços familiares rompidos, e o U2 a retrabalhou com Johnny McDaid, do Snow Patrol. Lanois acrescentou pedal steel.
“Quando ela ficou doente, saiu da cama para cantar essa música”, contou Bono à Rolling Stone. “E dá para ouvir isso. Eu nem consigo escutá-la agora.”
O anúncio chega ainda no ano em que o U2 completa 50 anos de formação. E, entre Rosalía sem Rosalía, Carnaval, guitarras novamente em primeiro plano e a despedida de Dolly Parton, Carnaval de luz parece ter bastante história para contar antes mesmo de chegar às lojas.
Silencio e a lista de faixas seguem aí (a capa do disco você já viu lá em cima).
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LISTA DE FAIXAS
01. Go (Carnaval de luz)
02. La reina
03. Street of dreams
04. The mirror maker (Rosalía)
05. Superficiality
06. If the world is ar war we better not be
07. Silencio
08. The greatest show on Earth
09. Glorify
10. Midnight sunshine
11. Can’t stop us now
12. Torn (Feat. Dolly Parton)






































