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Blondshell apresenta “Violins”, disco inspirado por “cura, paciência e gentileza”

“Senti que não precisava explicar nada em excesso, que podia confiar mais nas pessoas que estavam ouvindo. Parece que a cada disco que gravo, me aproximo mais de criar aquilo que realmente quero fazer”, diz Sabrina Teitelbaum, a popular Blondshell.
Essa declaração rolou porque ela acaba de anunciar seu próximo álbum, Violins, que sai em 25 de setembro pela Partisan Records. É o terceiro álbum, que sai após If you asked for a picture, do ano passado. E é um disco que, diz ela, se aproxima de sua verdade como cantora e compositora.
O disco já havia tido o single Heart has to work so hard como batedor. A faixa-título acaba de ser lançada como single (e ganhou clipe também) e, conta ela, “resume o álbum de muitas maneiras”.
“Quando eu estava compondo, me senti muito atraída por imagens de paciência e gentileza, por exemplo, encostar a cabeça no ombro de alguém, ao lado de imagens de violência”, diz.
“Também me inspirei na ideia de cura gradual e em me recusar a ser pressionada por qualquer força externa. As coisas realmente levam o tempo que levam. Ainda não cheguei a um ponto da vida em que posso ter uma política de ‘sem idiotas’, mas gosto da ideia de me livrar de pessoas que não me permitem ter limites”, completa.
Violins foi produzido por Yves Rothman, mixado por Beatriz Artola e masterizado por Emily Laza. O álbum tem onze faixas (veja abaixo junto com a capa) e o texto de lançamento garante que ele “troca o véu de relacionamentos amorosos problemáticos por algo mais corajoso, questionando como equilibramos a violência do mundo com sua beleza através de canções sobre amizades conturbadas, religião, o corpo e o longo e pouco glamoroso processo de cura”.
Outro detalhe sobre Violins é que, entre as referências do disco, estão nomes como Gang of Four, Teenage Fanclub, The Go-Betweens e Sade, “além de referências líricas a Leonard Cohen e Pavement”.
LISTA DE FAIXAS
01. Violins
02. Heart has to work so hard
03. Lucky
04. Sea legs
05. New shape
06. Stone fruit
07. Two fried
08. New age trojan horse
09. Knotted
10. Reinstall
11. Fur Elise

Capa do álbum Violins, de Blondshell
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Phoebe Bridgers anuncia álbum e lança o folk épico de “Lost boys”

Depois de fazer uma turnê secreta em que os shows viraram quase clubes de confiança (os fãs eram proibidos de fotografar, filmar ou enviar qualquer coisa pela internet para não vazar o novo repertório), Phoebe Bridgers finalmente anunciou que seu próximo disco se chama Lost weekend e sai dia 14 de agosto pelo selo Dead Oceans. Mais que isso: saiu também Lost boys, primeiro single do álbum.
A música é um folk com cadência motorik, um pouco mais intensa, digamos, que o som dela – lembra mais até a música do Boygenius, sua banda com Julien Baker e Lucy Dacus. O clipe, uma espécie de road movie medieval, traz Phoebe de cabelos prateados, num misto de princesa e elfa, com orelhas pontudas – e ela surge acompanhada de uma turma de cosplayers, que promove uma luta de espadas num cemitério de automóveis. O refrão: “Garotos perdidos nunca crescem, nunca voltam para casa / garotos perdidos nunca gastam o dinheiro do lanche / garotos perdidos nunca crescem, nunca envelhecem / garotos perdidos me encontram”.
Por acaso, tem Boygenius envolvido na música, já que Julien Baker e Lucy Dacus fazem vocais na canção. A faixa tem tmbém participações de Chris Thile (bandolim), Sebastian Steinberg (baixo), Rob Moose (arranjos de cordas) e Nate Walcott (Bright Eyes, trompetes). O vídeo foi dirigido por Lance Oppenheim e Pablo Rochat e tem participação do ator e músico Skyler Gisondo como o rapaz que trabalha numa loja de conveniências e entra pra turma de cavaleiros medievais.
Não há grandes infos sobre Lost weekend. No Bandcamp de Phoebe, a capa do disco já pode ser vista, bem como o número de faixas (dezesseis). Pelo que diz lá, Lost boys é a segunda faixa do álbum. Olha a capa aí.

Urgente
Sugar lança “Keep looping”, crítica feroz à era da IA

E o Sugar voltou mesmo – ao contrário de muitas bandas que voltam com shows e dizem que não vão fazer novas gravações, o grupo de Bob Mould (voz, guitarra), David Barbe (baixista) e Malcolm Travis (bateria), destaque no alt rock dos anos 1990, vem lançando singles novos para acompanhar as turnês. A série iniciou com Long live love e House of dead memories, e agora saiu Keep looping, música na qual Bob Mould aborda sua relação com as novidades da tecnologia.
“Morando em São Francisco, tenho uma relação de amor e ódio com a IA. Ela está trazendo minha cidade de volta à vida, mas a que custo para a sociedade e o meio ambiente? E podemos confiar que o governo atual fará a coisa certa com essa nova tecnologia? A nova música tem mais agressividade, e a letra diz tudo: Um toque de dopamina. A batida constante do tambor. Acostume-se com o zumbido constante da mentira”, diz o ex-Hüsker Dü.
Barbe completa: “Keep looping talvez seja minha música favorita das novas do Sugar. Assim como tantas outras coisas que literalmente ficam repetindo na minha cabeça, essa música fica grudada no meu cérebro por um bom tempo”, diz. “A combinação da intensidade do riff principal com a grandiosidade da ponte me agrada bastante. Assim como aconteceu com House of dead memories e Long live love, estou muito animado para que ela finalmente seja lançada para o público”.
E tá aí a nova do Sugar.
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E finalmente saiu a música dos Rolling Stones com Robert Smith…

… mas não é Jealous lover, o single novo do grupo, que aliás tem também participação especial – a lenda viva Steve Winwood toca teclados nela. É o lado B do single, Divine intervention.
Smith toca apenas guitarra na faixa e sua aparição não é destacada por um feat nas plataformas (e sendo um lado B, a música também não está tendo tanta divulgação assim). Ele ainda participa de outra faixa do álbum Foreign tongues, dos Stones, previsto para 10 de julho, mas ainda não há detalhes.
Já Jealous lover, o lado A, é um baita rock que destaca o oiano Rhodes e o órgão com sonoridade tradicional de Steve – que aliás, participa de todo o disco, após ter sido chamado para o anterior, Hackney diamonds (2024) e não ter podido comparecer.
“Acho que me pediram para tocar em apenas uma música, depois disseram: ‘Tem mais algumas que você pode tocar'”, disse Winwood à Uncut. “Toquei em mais algumas e então eles disseram: ‘Volte semana que vem e toque em mais algumas'”.
Foi justamente por causa de Jealous lover que Steve acabu surgindo no radar do novo dos Stones. Inicialmente, Watt sugeriu que Mick Jagger tocasse teclado em Jealous lover, mas ele preferiu se concentrar nos vocais. “Quero poder interpretar a música no estúdio, interpretá-la de verdade. Não consigo fazer isso sentado ao piano”, disse Jagger à revista Uncut . “Então pensamos: ‘Quem é um bom pianista de soul?’ Eu simplesmente pensei em Steve”.
“Conheci o Stevie quando ele tinha uns 15 anos”, disse Keith Richards à Uncut. “Como ele conseguiu subir ao palco com essa idade, eu não sei. E o mais curioso é que aqueles discos do Traffic (ex-banda de Steve) foram produzidos pelo Jimmy Miller, que produziu alguns discos ótimos para nós logo depois. Então, de certa forma, conheço o Stevie há mais da metade da vida dele”.
Musicalmente, há muito dos Stones antigos nas duas faixas. Jagger canta que nem no disco Emotional rescue (1980), com vocais em falsete, em Jealous lover. Já Divine intervention tem o maior jeitão de boogie rock, além de algumas lembranças de Shattered, a breve adesão dos Stones ao punk – no disco Some girls, de 1978.
A entrada de Robert Smith no disco foi mais informal ainda que a de Steve. Numa conversa com Conan O’Brien para falar sobre todos os detalhes do 25º álbum de estúdio da banda, Jagger revelou ter encontrado Smith por acaso durante a gravação do álbum no Metropolis Studios, em Chiswick, Londres. Os dois não se conheciam pessoalmente, e foi uma surpresa para ambos.
“Um dia, cheguei para gravar meus vocais em Londres e havia um cara parado lá de costas para mim, usando uma longa túnica, e quando ele se virou, estava todo sujo de batom”, disse Jagger, conforme anotado pela Far Out Magazine. “Eu nunca o tinha visto antes, e eu disse: ‘Você é Robert Smith, do The Cure.’ E ele disse: ‘Sim, nunca nos encontramos’”.
Poderia ser só um conversa constrangida, mas Jagger achou que aquele encontro não poderia passar despercebido: “E então eu disse: ‘Bem, já que você está aqui, é melhor ir fazer alguma coisa.’ É assim que as colaborações funcionam às vezes. Vá lá e cante o vocal de apoio”, disse.
Um outro detalhe sobre Jealous lover é que o clipe dela foi lançado com exclusividade na Amazon Music, e é protagonizado por Anya Taylor-Joy (O gambito da Rainha) e Charles Melton (Beef S2). Mas dá pra ouvir a música no YouTube, bem como Divine intervention.








































