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Festival Punk In The Park 2026 é cancelado após debandada de artistas

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Punk In The Park 2026 é cancelado após polêmica política e debandada de bandas

Enquanto isso, lá num certo país liderado (?) por um presidente de coloração alaranjada, deu ruim para um festival que já vinha passando por polêmicas nos últimos tempos. Programada inicialmente para rolar em três estados diferentes dos EUA, a edição 2026 do festival itinerante Punk In The Park foi cancelada.

Em um comunicado publicado hoje, os organizadores disseram que o “clima atual” em torno do festival tornou impossível seguir adiante de uma forma que entregasse a experiência que fãs, artistas e parceiros merecem. Os reembolsos serão feitos automaticamente dentro de uma semana para todos os compradores de ingressos.

O tal “clima” rolou porque, ora bolas, no ano passado sites como o New Noise Magazine noticiaram que o organizador do evento havia feito uma doação para a campanha do atual presidente estadunidense em 2024. Por causa disso, bandas como Destiny Bond e Dropkick Murphys cancelaram seus shows e sua parceria com a empresa que produz o evento.

Cameron Collins, o tal organizador, tentou se defender: publicou uma declaração dizendo que “minhas visões políticas não se encaixam perfeitamente em uma única categoria ou filiação partidária” e explicando que seu apoio a Trump derivava da “promessa do candidato de acabar com as guerras e se abster de entrar em novos conflitos internacionais, reduzir impostos e impedir abusos de poder do governo” (promessas essas, por sinal, mais descumpridas do que as resoluções de ano novo de muitos fumantes).

Ele também escreveu: “Provavelmente todos nós temos pontos em comum em muitas questões importantes, como ser antirracista, pacifista e acreditar nos direitos humanos de TODOS, independentemente de raça, orientação sexual, religião ou qualquer outra identidade”. A questão é que não havia muito o que justificar (“acreditar nos direitos humanos de TODOS” versus votar e destinar um montante para Trump é uma conta que simplesmente não fecha) e o estrago já estava feito.

Nessa semana, a coisa voltou a feder depois que as bandas Naked Aggression, N8NOFACE e 8 Kalacas cancelaram suas participações na edição de 23 de maio em Vallejo, após descobrirem o apoio do organizador – no caso da 8 Kalacas, uma banda de skacore, a resposta inicial foi “somos anti-Trump, mas vamos usar todos os meios disponíveis para nos posicionarmos contra a divisão e o ódio”, só que a reação dos fãs foi péssima e eles decidiram cair fora de vez.

Já a veterana banda Dead Kennedys, que estava confirmada para o evento, divulgou um comunicado meio… Bom, tire suas próprias conclusões. O grupo declarou que após saber do apoio, não iria mais participar dos eventos do Punk In The Park, mas que não cancelaria sua participação no festival deste ano em respeito aos fãs que já compraram ingressos.

Jello Biafra, ex-cantor e líder da banda, não perdeu a oportunidade e soltou no site Stereogum: “Eles pegam o dinheiro e DEPOIS somem? Os verdadeiros Dead Kennedys jamais teriam deixado isso acontecer. Mais um motivo sórdido para eu nunca mais querer tocar com eles”.

O fato é que 2026 acabou, por ora, para o Punk In The Park. No tal comunicado, o festival diz que não é fim, mas é preciso uma pausa para olhar para o futuro. Olha aí o que eles falaram na íntegra.

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O que ficou do Coachella 2026 no fim de semana?

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Coachella: Justin Bieber na edição 2026 do festival

Não tem como fugir do fato de que Justin Bieber foi um dos shows mais comentados e polêmicos do primeiro fim de semana do Coachella. O canadense, de acordo com a revista americana Rolling Stone, abiscoitou US$ 10 milhões (cerca de R$ 50 milhões) por suas apresentações no festival – vai ter mais uma no sábado que vem, dia 18.

Foi aquilo que a galera viu: Justin, que veio do YouTube (aos 12 anos, divulgava vídeos no site cantando), dividiu o palco no sábado com… um notebook. Começou com músicas do ótimo Swag e do fraco Swag II, numa apresentação que furou 50 minutos. Depois, sentou-se a uma mesa, abriu o notebook, acessou o YouTube e fez um “autokaraokê” com hits antigos e vídeos pessoais – com direito à sua tela espelhada no telão do festival.

Rolaram vídeos famosos, como sua versão de With you, de Chris Brown (que impulsionou sua carreira), além do viral em que ele dava com a cabeça numa porta de vidro no bastidores de um show em Paris (foi sério: Bieber desmaiou por 15 segundos).

Houve fãs babando pelo show de Justin (não dá pra não notar o caráter de “festinha pros fãs fieis” da apresentação, e ainda rolou o primeiro hit dele, Baby), Houve quem falasse que foi uma grana altamente fácil. Só que teve bem mais do que apenas Justin no primeiro finde do Coachella. Nossa ídala Ethel Cain levou seu show distópico e aterrorizante para o Mojave Stage, na madruga de sexta pra sábado…

Em vias de lançar disco novo, e igualmente com duas apresentações no evento, a rainha Lykke Li subiu ao Outdoor Stage às 21h20 de sexta-feira. Olha aí o hit I follow rivers.

Não achei nenhum vídeo da apresentação do Devo no festival – rolou no Mojave Stage às 22h45. Mas tá aí a turma da rádio KROQ batendo um papo com eles no backstage. Um dos assuntos: como a banda se sente sabendo que depois de tanto tempo de carreira, há fãs que vão ver pela primeira vez os chapéus de “cúpula de energia” que eles usam?

Você duvidava de que Sabrina Carpenter ia levar uma verdadeira Broadway pro palco do Coachella? Se você duvidou, não conhece ela – e aparentemente, essa onda de shows que parecem musicais veio pra ficar (a própria Ethel Cain, com aquela dramaticidade toda, tem disso). Ela cantou o hit Espresso e lembrou que há dois anos estava no mesmo festival, e que de lá pra cá, algumas coisas mudaram (mudaram muito, aliás).

Goste ou odeie, ééééé do Brasiiiiil: teve Luísa Sonza apresentando o pós-punk-darkwave Loira gelada em português, com visual trabalhado no couro, banda com cara punk e bailarinas

Vá ver esses caras antes que enlouqueçam: o Geese apresenta um espetáculo de loucura punk-blues com 2112, emendada com uma versão de Baby, de Justin Bieber. Nos comentários uma pessoa compara com Frank Zappa – pra mim tá meio claro que Captain Beefheart e Rolling Stones passaram aí.

Olha ela! Com um ótimo disco para divulgar, Cruel world, a britânica Holly Humberstone surge com visual de personagem de HQ da Disney (parece o vestido da Margarida, namorada do Pato Donald, não?) e palco em tom de floresta mal-assombrada. Rolou na madrugada de sexta pra sábado.

E não é que os mestres do punk passaram pelo Coachella? O Black Flag esteve por lá no fim de semana (e concedeu uma entrevista pra KROQ) e o mega master Iggy Pop também.

Da apresentação do Turnstile no fim de semana do Coachella, você encontra um monte de short e vídeos feitos por fãs- o festival até o momento não pôs a banda em seus highlights. Tem um shortzinho do Wet Leg também, e só. Em compensação, tem a porradaria do Nine Inch Noize, projeto colaborativo entre o Nine Inch Nails e o produtor de música eletrônica germano-iraquiano Boys Noize. Olha eles tocando Closer.

Toda a paixão da fofa Laufey num shortzinho publicado pela turma do Coachella, e mais nada (e olha que deve ter sido um showzaço…). E a melancolia pop, sombria e eletrônica do ótimo Blood Orange, num momento imperdível.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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Tudo que a gente já sabe sobre a tal da música nova dos Rolling Stones

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Rolling Stones através dos tempos num timelapse

Ao que consta, tem um novo álbum dos Rolling Stones previsto para 10 de julho, Foreign tongues. E tem música nova do grupo, só que sob pseudônimo. Rough and twisted, a tal faixa, teve seu nome revelado pelo jornal The Times, mas a essa altura já existe bem mais do que isso por aí.

A música foi lançada apenas num disco de vinil (já automaticamente raro) que alguns fãs conseguiram após verem cartazes na Inglaterra associando os Stones a uma banda chamada The Cochroaches – cartaz esse que continha um QR-Code que levava para o site thecockroaches.com e para as coordenadas de como conseguir a tal cópia. Agora já dá pra ouvir a tal música, já que alguns fãs riparam a música e jogaram nas redes sociais e no YouTube. É o maior bluesão stoniano, com solo de gaita feito por Mick Jagger e riff marcante.

Rough and twisted já tem sua letra publicada até em sites tipo Genius, com versos como “é, tudo o que você me deu foi arroz rançoso e ossos / tudo o que eu bebi foi água barrenta / tão solitário quanto um saxofone / por que você não me leva para onde eu quero ir? / para Natchez, Mississippi, Sicília e Roma”. É o primeiro single divulgado do tal Foreign tongues, embora não tenha sido lançado oficialmente ainda.

O disco Foreign tongues, ao que consta, vai trazer os Stones novamente produzidos pelo metelão Andrew Watt, já que em 2025, Watt disse que estava trabalhando com a banda na produção de um novo disco – ele já havia produzido Hackney diamonds, disco mais recente da banda, de 2023. Depois, o guitarrista Ronnie Wood reforçou os boatos sobre material inédito, afirmando que o álbum já estava pronto e previsto para sair em 2026.

Uma turnê completa não deve ser anunciada tão cedo, já que a banda cancelou em 2025 os planos de shows, devido à artrite do guitarrista Keith Richards. Mas um disco está realmente nos planos da banda, e na época de Hackney diamonds, Mick Jagger já dizia que havia dois terços de um álbum já gravado. Um outro detalhe sobre o tal site thecockroaches.com, é que por lá dava pra comprar uma camiseta com a pergunta “WHO THE FUCK ARE THE COCKROACHES?” – uma referência ao “WHO THE FUCK IS MICK JAGGER?” estampado numa camiseta que Richards usava nos anos 1970.

Aliás um outro detalhe pra não esquecer é que o nome The Cockroaches (“as baratas”) faz parte da história da banda: em 4 e 5 de março de 1977, durante a turnê do álbum ao vivo Black and blue (1976), eles fizeram dois shows secretos no clube El Mocambo, no Canadá (com capacidade pra 300 pessoas) usando esse codinome.

Isso rolou pouco após a prisão de Keith Richards também em Toronto, em fevereiro de 1977, com 22 gramas de heroína – quantidade suficiente para enquadrá-lo como traficante, encarar um julgamento e encarar igualmente a possibilidade de prisão perpétua. Na época dos tais shows do El Mocambo (que saiu em 2022 finalmente num álbum ao vivo), Keith ainda estava com seu passaporte confiscado – ele só pôde deixar o Canadá em abril, e só se livrou da acusação de tráfico porque uma fã cega depôs a favor dele, dizendo que era fã da banda e que Richards em pessoa cuidava da segurança dela nos shows.

Enfim, voltamos a qualquer momento com novas informações.

Texto: Ricardo Schott – Foto Reprodução

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Duas live sessions imperdíveis: A Olivia na Argentina, e Grisa na Casa Rockambole

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Duas live sessions imperdíveis: A Olivia na Argentina, e Grisa na Casa Rockambole

Prestes a subir ao palco do Estéreo MIS com a turnê do álbum Obrigado por perguntar — show que rola no auditório do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, no dia 17 de abril, às 21h, com participação de Lucio Maia — a banda A Olívia resolveu dar mais um passo e liberar a live session Ao Vivo na Argentina. E tem um detalhe interessante nisso tudo: durante essa mesma turnê, o grupo acabou se tornando a primeira banda brasileira a gravar em dois estúdios bem icônicos da América Latina. O vídeo completo já está no YouTube, no canal oficial deles.

Essa passagem por Buenos Aires rolou em junho de 2025, a convite da Mural Session, produtora argentina que já trabalhou com mais de mil artistas de língua espanhola e que, dessa vez, abriu espaço pela primeira vez para um nome brasileiro. E não ficou só na gravação: por lá, A Olívia também fez shows no pub Mitos Argentinos e na clássica La Trastienda – casa que já recebeu gente como Charly Garcia, Fito Paez e os Paralamas do Sucesso, entre vários outros.

“A Argentina e o Brasil são países irmãos, latinos, apaixonados por música e futebol, que viveram às suas ditaduras e viram nas canções do seu tempo uma ferramenta para a transformação. Acredito que esse tipo de conexão que se dá pela luta, pela liberdade e pela celebração da vida é uma conexão natural e muito potente, capaz de quebrar a barreira do idioma”, diz Louis Vidall, vocalista da banda.

“Pra gente foi uma honra gravar em estúdios de verdadeiras lendas. É muito empolgante testemunhar como o rock é algo pulsante em Buenos Aires. Se escuta o tempo todo e em todos os lugares da cidade”, completa Pedro Tiepolo, baixista.

***

Tem mais gente boa lançando live sessions: a compositora, artista sonora e luthier eletrônica Grisa soltou recentemente no YouTube a session Grisa na Casa Rockambole, que mostra um show na casa de shows paulistana – filmado por Gabriella Leonor – que passeia pela discografia dela. O repertório do álbum mais recente, Amor trespasse, lançado no ano passado pelo selo Midsummer Madness, surge ao lado de faixas mais antigas. E há músicas novas, que já estão selecionadas para Sistema-mundo, próximo trabalho.

No palco, Grisa (voz, guitarra), Gil Mosolino (baixo), Jonatas Marques (bateria) e Henrique Seibane (guitarra e sintetizador). E se você estiver achando que tem algo muito louco e diferente acontecendo na sua tela enquanto o show rola… Bom, de certa forma tem sim: a captação de imagens de Gabriela privilegia texturas, cores bem estouradas e efeitos visuais diversos. Ou seja: não basta ver o show e ouvir a música – é pra viajar com a banda nas intensidades visuais escolhidas para cada faixa.

Amor trespasse, por sinal, é um disco que não acaba na última música – e cujo começo já teve um “antes”. O disco, que passa por estados emocionais que transmitem ansiedade, desejo, perda e transformação, começou a ganhar forma durante uma residência artística na Casa Líquida, em Pinheiros.

Foi ali que o projeto deixou de ser só música e virou algo maior: um universo próprio, com 13 faixas, uma série de 13 imagens em estilo “olho mágico” e até uma instalação imersiva — tudo pensado como partes que se completam dentro da mesma obra. E ele também virou livro: Amor trespasse, publicado pelo coletivo editorial Baboon, e que funciona como um espelho visual do álbum: cada uma das 13 imagens corresponde a uma faixa, criando uma correspondência direta entre som e imagens “olho mágico”. Pra ler, ver, ouvir e imaginar…

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