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Smashing Pumpkins: turnê comemorativa, disco “secreto” revelado e… show-funeral?

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Smashing Pumpkins (Foto: Jason Renaud / Divulgação)

Como bem disse um amigo num grupo de zap, “difícil demais acompanhar Billy Corgan e tudo que ele faz”. Os Smashing Pumpkins, banda liderada pelo cantor e compositor, lançaram um disco “secreto” no fim de 2025, Zodeon at Crystal Hall, só em vinil – e o álbum saiu nesta sexta-feira nas plataformas (resenhamos aqui). Ao mesmo tempo, a banda avisa que vai embarcar numa tour para comemorar 30 anos do álbum Mellon Collie and The Infinite Sadness, lançado em 24 de outubro de 1995.

O giro começa em setembro, perto dos 31 anos, e vai se chamar The rats in a cage – aproveitando um verso do refrão do hit Bullet with butterfly wings. Vai ter mais do que isso: Corgan, num papo recente com o site Louder Than War, disse estar ciente de que o que os Pumpkins se tornaram não condiz com o que a banda é de verdade, e que ele se sente bem maios representado pelos lados-B do grupo. Daí, o show consistirá em dois sets – o primeiro com o álbum na íntegra, e o segundo composto por uma seleção de músicas “de quase quatro décadas de sucessos indisciplinados e tesouros obscuros”, de acordo com o comunicado de imprensa.

A série de 27 apresentações está programada para começar em 30 de setembro no Schottenstein Center em Columbus, Ohio, antes de seguir para cidades como Chicago, Nashville e Las Vegas, e terminar em 12 de novembro no Kia Forum em Inglewood, Califórnia. O pontapé inicial dos shows rolou ontem (domingo, dia 17) com o show exclusivo do YouTube A farewell to Zero, uma espécie de réquiem para o personagem cuja história vem sendo contada ao longo de vários discos dos Pumpkins (e que já mudou de nome para Glass e Shiny – uma estrela do rock que se torna famosa, alienada, mitificada e, eventualmente, exilada.

Zodeon, por exemplo, “é o disco que Shiny grava antes de ser mandado para outro planeta”, explicou Corgan no tal papo com o Louder Than War. “Ele faz um disco sentimental enquanto está partindo, mas tudo está em código. Ele faz um disco inofensivo que sabe que a mídia e os fãs vão ignorar, e o recheia de mensagens”.

Aliás, além da tour da banda, um detalhe (e isso explica a tal aporrinhação do amigo do começo do texto): Billy Corgan anunciou recentemente sua própria turnê solo em comemoração a Mellon Collie and Infinite Sadness – ele vai viajar pelo Reino Unido e Europa em setembro, apresentando uma releitura orquestral e operística do álbum. O espetáculo A Night of Mellon Collie and Infinite Sadness já teve uma temporada de sucesso em Chicago, mas agora atravessará o Atlântico para sete apresentações em Londres, Paris, Antuérpia e Madri.

DESPEDIDA

O tal show A farewell to Zero era um funeral de verdade, com o caixão do defunto presente, homenagens e discursos que duraram quase quarenta minutos, além de uma “canção de despedida” – na verdade uma versão desencontrada de voz e violino para In the arms of sleep, música de Mellon Collie.

Só que sem depressão: vários discursos arrancaram risadas do público. Um dos oradores afirmou preferir Siamese dream, disco dos Pumpkins de 1993, a Mellon Collie, e lembrou ter pedido a Zero que cantasse a melancólica Mayonaise em seu casamento, mas o amigo se recusou (provavelmente uma brincadeira do próprio Corgan com os fãs radicais de fases mais antigas da banda).

O repertório do show de despedida não se prendeu a Mellon Collie, misturando músicas de vários discos da banda – pela ordem, foram tocadas: 1979, Bullet with butterfly wings, Edin, Luna, Porcelina of the vast oceans, Here is no why, Tonight, tonight, Jellybelly, Bodies, Cherub rock, Zero e The everlasting gaze (por acaso, não rolou Mayonaise).

PRÉ-VENDAS

As pré-vendas para a turnê The rats in a cage abrem nos dias 19 e 20 de maio, a partir das 10h, horário local. A venda geral estará disponível a partir das 10h do dia 21 de maio, horário local. Pra saber mais, só indo ao instagram deles.

Foto: Jason Renaud / Divulgação

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Caco/Concha vira banda e mergulha no sophisti-pop em single duplo

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Caco/Concha - Foto: Gabie Rodriguez / Divulgação

RESUMO: Agora com seis integrantes, o Caco/Concha estreia sua nova formação em Cinderela / Noite nubente, misturando sophisti-pop, psicodelia, new wave e romantismo torto.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabie Rodriguez / Divulgação

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Parece que foi tudo armado, mas não foi não: há algumas semanas, falamos sobre as maravilhas do sophisti-pop. Aí de repente vem a turma do Caco/Concha avisando que, de projeto feito em duo, virou uma banda. E que o single duplo Cinderela / Noite nubente vai justamente pra essa onda, com influências da fase pop psicodélica de Prince no disco Around the world in a day (1985), da banda britânica Scritti Politti, do som do japonês Haruomi Hosono e de Kylie Minogue e Janet Jackson no anos 2000.

É o primeiro registro em estúdio dessa nova encarnação do Caco/Concha, que começou com André Nunes (guitarras) e Felipe Nunes (voz e sintetizadores) em dupla – eles lançaram em 2024 o disco Caco/Concha, que resenhamos aqui. E agora a banda inclui Gustavo Imaguire e Lucas Shiramizo (bateria e percussão), Mariah Altruda (teclados) e Marília Tolêdo (baixo).

“Durante o processo, tudo foi reimaginado para executarmos como grupo, assim como fazemos nos palcos”, conta Felipe. A mudança aparece também nos arranjos: além do sophisti-pop, as duas músicas passam por new wave, psicodelia, referências caribenhas e ritmos da África Ocidental.

E o romantismo daqui não é exatamente daqueles de viver feliz para sempre. Em Cinderela, Felipe escreve do ponto de vista de um príncipe às voltas com a lembrança de um amor platônico, numa espécie de sonho febril. Noite nubente vai para o casamento, mas passa o assunto pelo universo de Nelson Rodrigues e seus personagens nem sempre muito ajustados emocionalmente.

As primeiras versões já traziam melodias, acordes e boa parte dos arranjos, mas a formação completa mudou o resultado. “Os detalhes que surgiram das intervenções de cada um deixaram as músicas mais orgânicas, agora no ao vivo elas são cada vez mais divertidas e fiéis ao que temos proposto”, diz Marília.

Gravado no Estúdio Rockambole, Cinderela / Noite nubente teve produção de Guilherme Cunha, da Pluma, mixagem de tttigo (bgReal/Joca) e masterização de Pedro Lucas. O single sai pela Cavaca Records e apresenta oficialmente o Caco/Concha como banda. E banda de pop chique.

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Placebo transforma faixa escondida de 1996 na nova “Helen Keller”

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Placebo traz turnê "RE:CREATED" ao Brasil para quatro shows em 2027

RESUMO: Placebo abre sua turnê de 30 anos com Helen Keller, releitura de uma faixa escondida da estreia. A banda traz a tour RE:CREATED ao Brasil em fevereiro.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A turnê comemorativa de 30 anos do Placebo começou ontem, e para marcar a data, o grupo lançou o single Helen Keller. É mais um reaproveitamento na onda do disco RE:CREATED: a música reelabora a melodia de piano de H.K. Farewell, a faixa instrumental escondida do álbum de estreia epônimo da banda, de 1996.

Helen Keller foi gravada em Londres e produzida pelo Placebo em conjunto com Adam Noble, que também fez a mixagem. Brian Molko, o vocalista, afirma que a ideia foi dar à música o nome de uma de suas pessoas favoritas da história: a escritora, conferencista e ativista social norte-americana Helen Keller (1880-1968), que se tornou a primeira pessoa surda e cega da história a conquistar um bacharelado.

O Placebo volta ao Brasil em fevereiro de 2027 para quatro shows da turnê RE:CREATED, projeto que revisita o álbum de estreia da banda, lançado em 1996. A passagem começa no dia 20 de fevereiro, na Suhai Music Hall, em São Paulo, e segue por Brasília (23, Centro de Eventos Ulysses Guimarães), Curitiba (26, Live Curitiba) e Porto Alegre (28, Auditório Araújo Vianna). A produção é da Mercury Concerts.

A pré-venda para integrantes do fã-clube já tá rolando a partir de hoje, às 10h, e dura 24 horas. Haverá ainda uma pré-venda promocional entre 30 de setembro, às 10h, e 2 de outubro, no mesmo horário, quando começa a venda geral. Em São Paulo, os ingressos serão vendidos pela Eventim; nas outras três cidades, pela Bilheteria Digital (mais sobre os shows no Brasil aqui).

E abaixo você confere Helen Keller na versão de estúdio e ao vivo no Porto, em Portugal, onde a turnê nova começou (o disco Placebo RE:CREATED foi assunto nosso aqui).

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Soundgarden com Taylor Momsen nos vocais: banda libera show completo em Seattle

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E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

RESUMO: Soundgarden libera a íntegra do show com Taylor Momsen nos vocais e Mike McCready (Pearl Jam) na guitarra — mais um capítulo de uma aproximação que já vem de alguns anos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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E para a alegria dos fãs, o Soundgarden publicou a íntegra do show feito em 9 de setembro, no Lumen Field, em Seattle, com Taylor Momsen, do The Pretty Reckless, assumindo os vocais e Mike McCready, do Pearl Jam, reforçando as guitarras.

Kim Thayil, Matt Cameron e Ben Shepherd tocaram durante o intervalo da partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, na abertura da temporada da NFL. O repertório foi curto e direto ao ponto: Outshined e Spoonman, dois clássicos do Soundgarden.

Na transmissão da partida, porém, quase nada da apresentação foi exibido. Durante algumas semanas, quem quisesse saber como tinha sido o encontro precisava recorrer basicamente aos vídeos feitos pelo público no Lumen Field. Agora o próprio Soundgarden colocou no YouTube a apresentação completa, com áudio e imagens oficiais.

E Taylor Momsen não caiu ali de paraquedas. Não foi a primeira vez que a cantora se juntou aos músicos do Soundgarden em momentos importantes. A cantora participou de I Am The Highway, tributo a Chris Cornell realizado em 2019, interpretou outro hit do Soundgarden, Black hole sun, na homenagem ao baterista dos Foo Fighters, Taylor Hawkins, e esteve ao lado da banda na indução do Soundgarden no Rock & Roll Hall of Fame, em 2025. Vale lembrar que, inclusive, o Pretty Reckless era a banda de abertura na última turnê do grupo, em 2017.

Será que a brincadeira de voltar, com Taylor nos vocais vai ficar séria? No que depender de Taylor, ela está em terreno conhecido. “A obra de Chris Cornell fala comigo de uma maneira que nada mais consegue. Quando algo toca você dessa forma, é difícil explicar exatamente o porquê. Existe simplesmente uma conexão, é como se a música se comunicasse em um nível tão profundo que parece fazer parte de quem você é. Já ouvi o trabalho solo dele e o Soundgarden inúmeras vezes, mas, a cada audição, eles despertam algo diferente em mim”, chegou a dizer ao NME há alguns meses.

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