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Olivia Rodrigo lança single “The cure” (!) no Dia Mundial do Gótico

Já ouviu falar do Dia Mundial do Gótico? É nesta sexta, dia 22 de maio, e será também a data de lançamento de mais um single de Olivia Rodrigo, cujo nome é… The cure.
A faixa nova vai se seguir a Drop dead, e será mais um single a adiantar o terceiro álbum de Olivia, You seem pretty sad for a girl in love, anunciado para 12 de junho. Olivia aproveitou para dizer que The cure é sua música favorita do novo disco e uma das preferidas de toda sua carreira até agora. Talvez a foto abaixo, que ela usou para divulgar o single, seja a capa.
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E o povo quer saber: afinal, essa faixa é o resultado da suposta colaboração entre ela e Robert Smith, do Cure? É uma homenagem à banda? Aliás se for, será outra homenagem – a letra de Drop dead cita Just like heaven, hit do grupo. De qualquer jeito, é mais um reforço na amizade dos dois. Robert revelou recentemente à Vogue britânica que ele e Olivia Rodrigo passaram um tempo gravando juntos.
Teve mais: durante o show dela no Festival de Glastonbury, Smith subiu ao palco com Olivia para cantar dois hits do Cure (Friday I’m in love e Just like heaven) e foi apresentada por ela como “talvez o maior compositor surgido na Inglaterra” e “um herói pessoal meu”. E ele conta que “ela me liga bastante para falar sobre roupas e moda – e tivemos algumas noites memoráveis juntos no estúdio. Mal posso esperar para ouvir o que ela fará em seguida!”.
A Vogue britânica, aliás, descreveu o próximo álbum como o “mais experimental” dela até agora – Olivia diz que o disco tem canções de amor tristes (“percebi que todas as minhas canções de amor românticas favoritas eram lindas porque tinham um toque de medo ou saudade”, explica).
Mas ela conta que muito de You seem pretty sad… veio das experiências legais que viveu em Londres, e que dessa vez ela se desafiou a fazer as músicas numa onda de alegria. “Quando você está se sentindo conectado com alguém ou se sentindo muito bem, você não fica pensando em poemas agridoces!”, contou.
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Ouvimos antes: Azú – “Por fora”

RESUMO: O Azú transforma sophisti-pop em uma mistura de groove, eletrônica e metais em Por fora, single que une Stevie Wonder e Jorge Ben Jor a uma letra sobre as sombras que escondemos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Alicia Abe / Divulgação
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Ontem no Instagram do Pop Fantasma, a gente recordou as maravilhas do sophisti-pop. E lá vem o duo Azú dar sua contribuição ao tema com o single Por fora, que sai nesta quinta (20) e que a gente adianta com exclusividade no Pop Fantasma.
Depois de apresentar o single Aonde vamos daqui, o duo de Luíza Abe e Rodrigo Zanettini dá andamento ao lançamento de seu álbum de estreia (cujo nome também é Aonde vamos daqui), com uma música inspirada em Stevie Wonder, Snarky Puppy e Jorge Ben.
No arranjo, metais, sopros e bases rítmicas marcantes, além de uma onda que junta eletrônica e groove. Já a letra da faixa, dizem eles, “transita entre a crueza e o apelo pop”, falando de uma pessoa que parece alegre e carismática – mas que esconde algo beeeeem sombrio.
“Muitas pessoas conhecem esse padrão de comportamento, inclusive é comum que seja difícil identificar esse padrão em si mesmo. Afinal, todo mundo tem sombras dentro de si”, conta o duo.
“Por fora aparentemente é sobre uma dor do eu-lírico mal resolvida, mas tenta oferecer uma proposta de resolução a esse amargor utilizando de conceitos filosóficos e até mágicos como do Caibalion (livro da Yogi Publication Society que traz a esseência dos pensamentos de Hermes Trimegistro, aquele mesmo que inspirou o álbum A tábua de esmeralda, de Jorge Ben, lançado em 1974). Isso tudo regado a uma musicalidade “disco” atualizada para 2026 com grooves que misturam o orgânico com o eletrônico”, continuam.
A nova música tem produção assinada por Gudino Miranda, masterização de Frederico Pacheco e arte de capa de Alícia Abe – e, frisam Luíza e Rodrigo, é a faixa de entrada para o público novo. “É pop, dançante, mas a letra é amarga. Existe contradição. Quem é o pior de nós dois? Você que é assim ou eu que me entreguei?”, completam.
E tá aí Por fora.
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Guandu mostra seu lado romântico e ensolarado em “Véspera”

RESUMO: O Guandu deixa de lado o clima 100% invernal em Véspera, uma canção romântica e ensolarada que mistura lo-fi, emo e slowcore. Gravada em fita K7, a faixa anuncia o segundo álbum, a ser lançado em 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Se você conhece o som do Guandu (já resenhado algumas vezes por aqui) e acha tudo bem invernal, vai se surpreender quando escutar Véspera, o single novo, que vem num clima mais romântico e ensolarado que o comum deles. A faixa nova é definida por eles como “uma canção despretensiosa e aconchegante” – e é mesmo.
“Nessa faixa, o ritmo é mais quebrado que o habitual e as guitarras dialogam entre riffs. Ao mesmo tempo que a letra carrega uma melancolia apaixonada, a música possui percalços e intensidade, afinal, nem sempre é fácil lidar com a paixão”, avisam – e vale lembrar que o “não sei do que ela gosta / mas sei que eu gosto dela” de um dos versos de Véspera caminha entre Mutantes, Jorge Ben e Charlie Brown Jr.
E tem clipe, que é “inteiramente gravado apontando para o céu. Sem nuvens, o sol brilhante e opaco, incolor mas vibrante. As cenas transitam entre os músicos tocando e cantando, entre o superaquecimento da câmera e o suor dos três”, contam Caique Lima (bateria), cleozinhu (voz e guitarra) e João Corte (voz e guitarra), que variam entre estilos como lo-fi, emo e slowcore.
Mesmo com as mudanças perceptíveis, o Guandu continua gravando tudo em fita K7, num gravador Tascam de 4 canais. “No processo analógico, as texturas e a imprevisibilidade são inevitáveis. E são essas características que formam a identidade da banda”, dizem.
“Como referência de produção, temos diversas bandas indie dos anos 80 e 90, como Fellini, Duster, Daniel Johnston, e também os trabalhos da Transfusão Noise Records, idealizada por Lê Almeida. Todas essas influências resultam no segundo disco da banda, que será lançado ainda em 2026”, anunciam. Só esperar.
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Lunoz transforma as reflexões de Carl Jung em música no single “Afinal”

RESUMO: Inspirada por Carl Jung, a Lunoz transforma sonhos, inconsciente e a dificuldade de desacelerar em rock no single Afinal. A faixa questiona quando um sonho deixa de ser desejo e vira cobrança.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Olha a psicanálise inspirando um som do rock nacional atual. Inspirada pelas reflexões de Carl Gustav Jung sobre sonhos e inconsciente, a banda Lunoz transforma a dificuldade de desacelerar em música no novo single, Afinal. A faixa parte de uma pergunta simples: o que acontece quando a gente passa tanto tempo perseguindo um sonho que já não consegue distinguir desejo de cobrança?
A ideia aparece na própria estrutura da música, que trata do sono como um momento em que a mente continua trabalhando. Afinal leva as tais descobertas na obra de Jung (citado na letra!) para um terreno mais cotidiano: metas, prazos, projetos e a sensação de que sempre existe alguma coisa a ser resolvida antes de finalmente descansar.
“É justamente nesse espaço entre o desejo de seguir em frente e a dificuldade de desacelerar que nasce Afinal”, explica a banda. A letra usa metáforas tecnológicas e questionamentos existenciais para falar sobre insistência, expectativa e a tentativa de entender o que acontece dentro da própria cabeça. As pergunta que ficam estão no refrão: “afinal como viver um sonho? / acordado ou em segundo plano?”
Formada em São Gonçalo (RJ) a Lunoz também leva para as músicas a experiência de seus integrantes na vida independente. Lucas Rato (vocal e guitarra) e Gabriel Costa (guitarra), ambos ligados à banda Mais Um Dia, dividem o grupo com Marcos Abiraude (teclado e backing vocal) e Bill Dias (bateria), também integrante da Melton Sello.
A banda surgiu dentro da cena alternativa de São Gonçalo e reúne influências que passam por Supercombo, Fresno e Turnstile. O resultado combina letras alegóricas com arranjos que podem ir da delicadeza à intensidade, sem abandonar temas ligados à vida adulta e às dificuldades de conciliar trabalho, estudo, projetos pessoais e criação artística.
Afinal também abre uma nova etapa para a Lunoz. O single chega acompanhado de um clipe concebido, dirigido e produzido por Lucas Rato, e funciona como primeiro recorte do próximo álbum da banda. O clipe tem uma curiosidade: o início lembra uma brincadeira com aquelas propagandas que aparecem justamente no YouTube antes dos vídeos que você quer assistir.
Se o disco vai continuar explorando a relação entre memória, tecnologia e relações humanas, Afinal já dá uma pista do caminho: a ideia é entender por que a gente continua correndo mesmo quando, aparentemente, era hora de parar.
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