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Libby Ember: saudades do ex em “I’ll stand in the doorway”

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Cantora e compositora do Canadá, Libby Ember é boa em captar estados de absoluta tristeza em sua música – ainda mais quando o tema são relacionamentos que foram pro vinagre ou acabaram de repente. Depois dos singles Let me go e News at the party, no começo de 2026, ela retorna com I’ll stand in the doorway, canção pop-folk que fala sobre como é superar o fim de um relacionamento quando você ainda está ligado / ligada ao mundo do seu ex-amor – e tem que andar pelas mesmas ruas que você andava com a pessoa.

O clima da faixa é de total bedroom pop, som feito no quarto, e para ouvir no quarto. E foi inspirado numa experiência real, daquelas em que você sabe que acabou, mas ainda tem esperança – aliás, mesmo sabendo que não tem roubada maior do que voltar pro ex. “Eu não consigo realmente voltar para o quarto, para a vida de alguém”, explica Libby. “Mas estou dizendo a essa pessoa que nunca estarei longe e que, se algum dia ela quiser me deixar voltar, estarei pronta”.

Dessa vez, Libby queria que a música soasse imersiva e reflexiva, mostrando toda a emoção e confusão desses estados nas guitarras e nos sintetizadores. “Queríamos que a música transmitisse uma sensação de plenitude. Quando ouço uma música triste repleta de elementos, ela me atinge em cheio”, conta ela, que teve a colaboração do seu pai, Eldad Tsabary, na faixa. Eldad assumiu as funções de gravação e produção em seus trabalhos recentes, e deu uma força na paisagem emocional da faixa.

“Meu pai tem um ouvido muito apurado e criativo para pequenos detalhes”, explica Libby . “É uma experiência incrível vê-lo trabalhar, principalmente porque é muito fácil comunicar exatamente o que eu quero para ele”.

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O show do Cure no Primavera Sound tá no YouTube (assista logo!)

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O show do Cure no Primavera Sound tá no YouTube (assista logo!)

O retorno do The Cure aos palcos aconteceu nesta sexta-feira (5) no Primavera Sound Barcelona, e foi mágico. Depois de quase dois anos sem fazer shows, o grupo liderado por Robert Smith apareceu diante de um público gigantesco com um repertório de 29 músicas e várias escolhas que fugiram do simples “show de hits”.

Foi também um show marcado pelo recomeço, já que marcou também a estreia da nova formação ao vivo do The Cure após a morte de Perry Bamonte, guitarrista e tecladista da banda, morto em dezembro de 2025. Quem assumiu parte das funções dele foi Eden Gallup, filho do baixista Simon Gallup.

Além da músicas do álbum recente Songs of a lost world, lançado em 2024 (resenhado pela gente aqui), e dos clássicos mais conhecidos (Just like heaven, Pictures of you, In between days, Lullaby, Boys don’t cry), o grupo recuperou músicas pouco tocadas nos últimos anos. Foram os casos de 2 late, lado B do single Lovesong, ausente do repertório da banda desde 2019, Mint car, do disco Wild mood swings (1996, estava sem ser tocada desde 2016, o que indica que agora, só em 2036), e alt.end, do disco The Cure, de 2004 (sumida dos set lists deles desde 2018).

O show propriamente dito, aliás, foi denso e atmosférico, abrindo com Alone e encerrando com Endsong, ambas do disco mais recente – mas também contendo sucessos de todas as fases do grupo, como A forest, Pictures of you, Just like heaven e In between days. O bis foi campeão: 9 músicas e hits como Friday I’m in love, Close to me, The lovecats e Let’s go to bed, encerrando com Boys don’t cry.

E o melhor é que alguém subiu toda a apresentação pro YouTube – veja logo antes que tirem do ar. Segue abaixo do setlist.

Setlist:
01. Alone
02. Pictures of you
03. High
04. A night like this
05. Lovesong
06. 2 Late (Primeira apresentação ao vivo desde 2019)
07. The last day of summer
08. Burn
09. Fascination street
10. alt.end (Primeira apresentação ao vivo desde 2018)
11. The walk
12. Mint car (Primeira apresentação ao vivo desde 2016)
13. In between days
14. Just like heaven
15. Trust
16. Push
17. Play for today
18. A Forest
19. From the edge of the deep green sea
20. Endsong

Bis:
01. Lullaby
02. Hot hot hot!!!
03. Wrong number (Primeira apresentação ao vivo desde 2019)
04. Let’s go to bed
05. The lovecats
06. Friday I’m in love
07. Close to me
08. Why can’t I be you?
09. Boys don’t cry

 

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Samba-canção, política, feminismo e rock: Nora Ney ganha livro e debate

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Nora Ney (Foto: Divulgação)

Sabe quem inaugurou o rock no Brasil? Roberto Carlos? Rita Lee? Celly Campello? Errado: foi uma cantora chamada Iracema de Sousa Ferreira, que usava o codinome Nora Ney – em 1955, ela gravou Ronda das horas, uma versão de Rock around the clock, a música inaugural do estilo, imortalizada por Bill Haley. E que está sendo homenageada por Raphael Fernandes Lopes Farias com o livro Dossiê Nora Ney: Uma voz poética e política, 100 Anos (224 págs, R$ 65), que chega às livrarias pela editora Garota FM Books.

Organizado por Raphael, e contando com textos assinados por André Domingues dos Santos, Chris Fuscaldo, Daniel Saraiva, Kamille Viola, Márcia Carvalho, Rita Gottardi van Opstal, Rodrigo Vicente Rodrigues e Yuri Behr, além do próprio organizador, o livro já teve sessão de autógrafos em São Paulo e em Santos (SP, cidade natal de Raphael) , e chega agora à Livraria da Travessa Ipanema, no Rio. Lá, na segunda (8), Raphael participa de um bate-papo com duas das autoras, as jornalistas Chris Fuscaldo e Kamille Viola, a partir das 19h.

A ideia de Dossiê Nora Ney é ir bem além da música. Pioneira no rock, Nora era uma cantora de samba-canção, que interpretava músicas como Ninguém me ama, de Antônio Maria e Fernando Lobo. Mas a vida pessoal dela é que era cheia de aventuras: ela se desquitou após escapar de uma tentativa de feminicídio, e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro numa época em que isso era bastante ameaçador. Nora viajou para países como Europa Oriental, União Soviética, China, entre outros destinos pouco ortodoxos. Em 1964, ano do golpe cívico-militar, ela e seu companheiro, Jorge Goulart, foram praticamente ejetados da vida artística brasileira.

“Dentre tantos pioneirismos, a politização é o que mais diferencia a trajetória de Nora Ney de suas contemporâneas, daí o título do livro”, destaca Raphael. “Ela não teve medo de usar sua atividade profissional como luta concreta por democracia e pela mundialização da cultura brasileira em um tempo em que as mulheres sequer tinham direito a gerir suas próprias vidas”.

“E tudo isso é bastante atual, temos uma forte polarização política em nível mundial, com praticamente os mesmos atores envolvidos. E Nora já estava lá, 70 anos atrás, enxergando a importância do diálogo com a Rússia e com a China através da música”, continua o organizador do livro, que é professor, músico e pesquisador, e trabalha com educação musical.

SERVIÇO:
Lançamento do livro Dossiê Nora Ney: Uma Voz Poética e Política, 100 Anos com bate-papo de Raphael Fernandes Lopes Farias, Chris Fuscaldo e Kamille Viola
Data: 08/06/2026 (segunda-feira)
Horário: 19h
Local: Livraria da Travessa Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio)
Entrada gratuita

Foto: Divulgação

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Madonna estreia “Love sensation” e resgata raridades do “Confessions” em megashow

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Madonna (Foto: Alex Antonioni / Divulgação)

Madonna resolveu tratar a volta do universo de Confessions como um acontecimento pop em escalas astronômicas. Enquanto prepara o lançamento de Confessions II, sequência direta de Confessions on a dance floor (2005), que sai dia 3 de julho, a cantora vem ocupando qualquer espaço ou megaespaço possível: já apareceu em clubes, passou pelo Coachella ao lado de Sabrina Carpenter e agora fez um megashow gratuito na Times Square para algo em torno de 50 mil pessoas.

O evento aconteceu na noite de quinta (4) como parte das celebrações do Mês do Orgulho LGBTQIA+ e teve transmissão ao vivo pelo aplicativo de encontros Grindr. No repertório, Madonna apresentou os singles recentes I feel so free e Bring your love, parceria com Sabrina já mostrada ao vivo no Coachella. Mas a principal novidade foi Love sensation, faixa lançada horas antes do show. Um som pensado pra balada, com uma onda bem anos 2000, mas sem nada de exageradamente nostálgico.

Depois da parte “nova era”, Madonna puxou o público direto para 2005. Hung up apareceu logo em seguida, mas o set ficou mais interessante quando ela recuperou Get together e I love New York, duas faixas do Confessions que estavam fora dos shows desde 2006. Num show desses, talvez ninguém imaginasse ver Madonna revisitando lados menos óbvios do catálogo, em vez de seguir apenas no modo greatest hits.

Abaixo você confere o clipe de Love sensation, além de alguns momentos do megashow.

Foto: Alex Antonioni / Divulgação

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