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Lava Divers: de volta com a ruidosa “Time”

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Lava Divers: de volta com a ruidosa “Time”

Quem tá de volta e já tem um disco novo na agulha é o Lava Divers. O grupo passou um tempo em hiato, depois do single Another day, em 2019. E agora sai a ruidosa Time, música com guitarras emparedadas e muita herança sonora do shoegaze e do college rock – uma sonoridade que o próprio selo recomenda para fãs de Superchunk e Pixies, entre outras bandas afins.

Time tem várias camadas sonoras num som circular, inspirado no universo do escritor de terror e fantasia H.P. Lovecraft – a letra trata da “insignificância da existência humana diante de um universo indiferente” (tema mais do que atual, vá lá). E é o primeiro single do próximo álbum do grupo, que sai em julho, pelo selo Midsummer Madness.

O Lava Divers retorna com nova formação, com Joe Porto (guitarra) e Glauco Ribeiro (baixo, voz) do line-up original, mas agora ao lado de Amanda Bredariol, na bateria, e Ian Alves, na guitarra. A banda está de volta desde o começo de 2025, quando fez uma turnê ao lado de Jair Naves – mas agora é o retorno ao estúdio.

Foto: Divulgação.

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Black Pantera anuncia disco novo, que sai pouco antes do Rock In Rio

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Black Pantera (Foto: Wilmore Oliveira / Divulgação)

Uma das bandas que mais ganharam espaço no rock brasileiro nos últimos tempos – sem falar a evolução a cada disco – o Black Pantera tem um álbum novo na manga para sair no dia 21 de agosto.

Continental, que será o quinto disco de estúdio do grupo, fala sobre o Brasil e sobre as questões ancestrais presentes nas letras de Chaene da Gama (baixo e vocal), Charles Gama (guitarra e vocal) e Rodrigo “Pancho” (bateria) desde os primeiros lançamentos. Será o segundo disco deles em 2026, uma vez que dia 8 de maio foi lançado o audiovisual Resistência! Ao vivo no Circo Voador (resenhado pela gente aqui).

A Deck, gravadora do grupo, avisa em comunicado que, em Continental, o Black Pantera vai atingir vários estilos diferentes a partir do rock. O público vai poder conferir a primeira mostra do álbum em 13 de julho, quando sai o primeiro single do disco, Start the game.

Pouco depois de Continental sair, o Black Pantera sobe pela terceira vez ao palco do Rock In Rio. E em dezembro, eles estarão no palco do Primavera Sound São Paulo.

Foto: Wilmore Oliveira / Divulgação

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Fabio Massari comenta as bandas do Massari Fest 2026: Pigs x7 encabeça a lista

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Pigs x7 | Crédito: David Hall / Divulgação | Banda se apresenta no Massari Fest

O Massari Fest 2026, com curadoria de Fábio Massari, um dos nomes mais célebres do jornalismo musical brasileiro eternizado pelos anos de VJ da MTV, chega à terceira edição nesta sexta-feira, dia 3 de julho, no Fabrique Club, em São Paulo/SP. A atração principal é banda londrina de stoner metal/sludge rock Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, geralmente abreviada como Pigs x7. O disco mais recente deles é o pesado Death hilarious (2025, resenhado pela gente aqui).

As nacionais Firefriend e Macaco Bong completam o lineup do evento, que, assim como as edições anteriores, realizado pela Maraty com apoio da Powerline Music & Books.

Fábio Massari comenta sobre cada uma das bandas que se apresentam no dia 3 de julho no Fabrique Club.

PIGS X7: “Um especialista disse que a banda é o pesadelo dos arquivistas. Sorte nossa que gostamos de heavy metal, hardão da pesada, protopunk cósmico, stoner, doom e noise rock!

A banda chega ao Brasil (literalmente) voando, no embalo de apresentações ao vivo bombásticas e memoráveis.

Vamos enlouquecer com o inimitável vocalista Matthew Baty, um show à parte! Prometem encerrar a festa nos conformes destruidores que já são tradição no festival”.

FIREFRIEND: “Banda heroica do underground psicodélico brasileiro. Mais de 20 anos de estrada, duas dezenas de discos lançados, o mais recente, Fuzz, lançado em setembro do ano passado, é mais uma pequena gema da vasta discografia.

São várias turnês internacionais e incessante atividade nos palcos subterrâneo locais. Incansáveis e obstinados na busca de sua própria assinatura “psych”, costumam promover apresentações pra lá de viajantes.

MACACO BONG: “Cultuada banda de rock instrumental de São Paulo (via Cuiabá), capitaneados pelo inquieto e irreverente Bruno Kayapy, estão numa jornada única – em busca de sonoridades específicas e transcendentes.

Na absoluta (e radical) independência, forjaram uma discografia consistente e muito sui generis, sobrou até pro Nirvana! As apresentações ao vivo costumam ser emocionantes e viscerais”.

SERVIÇO:
Massari Fest:
Shows de Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, Macaco Bong e Firefriend

Sexta-feira, 03 de julho de 2026, às 19h00
R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SP
Ingressos:
De R$ 170 a R$ 300 (aqui)

Foto Pigs x7: David Hall / Divulgação

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Bebida, surpresa e um “não”: como Robert Smith entrou no novo disco dos Rolling Stones

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O show do Cure no Primavera Sound tá no YouTube (assista logo!)

E Robert Smith (The Cure), que quase declinou a oferta de participar do disco novo dos Rolling Stones? Foreign tongues sai dia 10 de julho, e tem Smith tocando guitarra em Divine intervention (já lançada como lado B do single Jealous lover) e tocando sintetizador e fazendo backing vocals na ainda não revelada Never wanna lose you. Mas por pouco ele não recusou a oferta – que aliás aconteceu nem tão por acaso assim.

Durante uma entrevista no podcast oficial dos Rolling Stones, Speaking In Tongues, Smith contou que tudo aconteceu por causa de um encontro sempre adiado com o produtor Andrew Watt, que cuidou de Foreign tongues. “Trocamos algumas mensagens online e conversas por telefone nos últimos anos, mas nunca tínhamos nos encontrado pessoalmente”, começou ele. “Sempre que ele aparecia em Londres com algum figurão, ou eu não estava por perto, ou simplesmente não parecia o momento certo para nos encontrarmos”.

Acontece que Watt dediciu contactar Smith para avisar que estava em Londres trabalhando no próximo álbum dos Rolling Stones, e decidu descongelar a ideia de um encontro com o cantor. “Ele perguntou se quando a sessão se aproximasse do fim, eu tinha interesse em subir e finalmente tomar aquela cerveja gelada com ele”, continuou, acrescentando que os Stones estavam gravando no Metropolis Studios em Chiswick. “Ele disse que praticamente todas as gravações já estavam feitas e que só faltava o Mick gravar alguns vocais. Ele me disse um dia antes: ‘O Mick ainda pode estar por lá’, e eu respondi: ‘Tudo bem’”.

Smith, mesmo assim, estava inseguro quanto a ir. “Eu sei como é estar em um estúdio, principalmente quando você está cantando. A última coisa que você quer são convidados. Pode parecer um pouco desagradável, mas a dinâmica e a atmosfera são partes cruciais do que você está tentando realizar”, diz. “E a pior coisa do mundo é quando as pessoas invadem o local, fazendo festa enquanto você está tentando fazer alguma coisa. Então eu disse que esperaria no bar até que eles terminassem”.

  • Mais sobre Foreign tongues aqui.

Por no bar, leia-se: Smith ficou lá bebendo todas. O músico foi então informado por um assistente que Jagger estava feliz por ele estar lá, acrescentando: “Então eu desci, entrei na sala de controle e, através do vidro, lá estava Mick Jagger cantando, o que não era nada do que eu esperava”. O papo entre as duas lendas engrenou e Jagger deixou Robert bem à vontade, até que o vocalista dos Stones começou a tocar músicas para ele e a pedir sua opinião. Detalhe: Smith já tinha bebido e estava de língua solta. “Minhas sugestões estavam ficando cada vez mais absurdas, eu suspeito, como costuma acontecer”, diz.

“E então, do nada, Jagger disse: ‘Você gostaria de fazer alguma coisa no álbum?’ E eu fiquei tipo, ‘Nossa, espera aí!’ E ele disse: ‘Ah, toque um pouco de guitarra…’ E eu pensei, ‘Bem…’ Eu realmente não estava preparado para isso”, disse. “Então, para espanto de todos, eu disse: Não, não, obrigado, não posso fazer isso. Subi lá esperando apenas ficar bêbado, na verdade. E não esperava tocar no álbum dos Rolling Stones”.

Smith contou que Jagger acabou indo para casa, mas e ele Watt ficaram. “E então o tempo passou e eu disse para o Andrew: ‘Ah, vamos lá então. Vamos ligar uma guitarra e eu vou tentar tocar algumas das músicas'”, continuou ele. “Então eu simplesmente comecei a tocar e, bem, uma coisa levou à outra”. Num papo com o NME, Jagger descreveu o trabalho de Smith em Divine intervention como “uma espécie de riff indie”. E confirmou: “Andy Watt o convidou para vir ouvir algumas das faixas porque já estávamos quase terminando… Eu disse: ‘Vamos pedir para ele fazer alguma coisa'”, contou.

Via NME

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