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Lava Divers: de volta com a ruidosa “Time”

Quem tá de volta e já tem um disco novo na agulha é o Lava Divers. O grupo passou um tempo em hiato, depois do single Another day, em 2019. E agora sai a ruidosa Time, música com guitarras emparedadas e muita herança sonora do shoegaze e do college rock – uma sonoridade que o próprio selo recomenda para fãs de Superchunk e Pixies, entre outras bandas afins.
Time tem várias camadas sonoras num som circular, inspirado no universo do escritor de terror e fantasia H.P. Lovecraft – a letra trata da “insignificância da existência humana diante de um universo indiferente” (tema mais do que atual, vá lá). E é o primeiro single do próximo álbum do grupo, que sai em julho, pelo selo Midsummer Madness.
O Lava Divers retorna com nova formação, com Joe Porto (guitarra) e Glauco Ribeiro (baixo, voz) do line-up original, mas agora ao lado de Amanda Bredariol, na bateria, e Ian Alves, na guitarra. A banda está de volta desde o começo de 2025, quando fez uma turnê ao lado de Jair Naves – mas agora é o retorno ao estúdio.
Foto: Divulgação.
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Olivia Dean ama Gal Costa e Mart’Nália, e sonha em voltar ao Brasil

Ganhadora do Grammy de Artista Revelação na cerimônia deste ano (por causa de seu ótimo álbum The art of loving), a cantora britânica Olivia Dean tem uma relação de carinho com o Brasil. Em 2023 ela veio aqui pela primeira vez: ficou encantada com o país, levou na bagagem vários vinis de MPB e ainda se tornou uma apoiadora da ONG Vivendo Um Sonho de Surf (VUSS), que atua na Rocinha (Rio) viabilizando o acesso de jovens ao esporte.
Ela prometeu nessa época que voltaria em breve, e criou uma playlist no Spotify apenas com suas músicas brasileiras preferidas – e realmente voltou no ano seguinte para fazer seu primeiro show e visitar a VUSS mais uma vez. Agora, num papo exclusivo com a primeira edição impressa de 2026 revista Glamour, ela diz que sonha com a volta ao país.
“É um dos meus maiores sonhos (voltar ao Brasil)! O melhor show que já vi na minha vida foi no Brasil, há alguns anos, da Mart’nália. Foi completamente transformador. Ela me inspirou a querer usar percussão no palco. E a energia do público… Vocês têm o público mais apaixonado do mundo! Sou obcecada pelo Brasil, pela cultura de vocês e pelo amor dos brasileiros pela vida”, conta.
Ao falar sobre os sons que ela vem ouvindo, Olivia cita ninguém menos que Gal Costa, entre outros nomes. “Beyoncé, eu amo. Também amo uma artista chamada Alice Phoebe Lou, da África do Sul, e Aretha Franklin. Amo pessoas que cantam com a alma”, diz. “Também sou obcecada por música brasileira! Amo Gal Costa, usei muitas fotos dela de inspiração para meu último álbum… Sinto que ela incorpora uma feminilidade natural. Eu adoro o cabelo, a forma como se porta… Adoro aquelas fotos lindas dela descalça com o violão no colo e uma flor no cabelo”.
Foto: Lola Mansell/Divulgação (Glamour)
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Smashing Pumpkins: turnê comemorativa, disco “secreto” revelado e… show-funeral?

Como bem disse um amigo num grupo de zap, “difícil demais acompanhar Billy Corgan e tudo que ele faz”. Os Smashing Pumpkins, banda liderada pelo cantor e compositor, lançaram um disco “secreto” no fim de 2025, Zodeon at Crystal Hall, só em vinil – e o álbum saiu nesta sexta-feira nas plataformas (resenhamos aqui). Ao mesmo tempo, a banda avisa que vai embarcar numa tour para comemorar 30 anos do álbum Mellon Collie and The Infinite Sadness, lançado em 24 de outubro de 1995.
O giro começa em setembro, perto dos 31 anos, e vai se chamar The rats in a cage – aproveitando um verso do refrão do hit Bullet with butterfly wings. Vai ter mais do que isso: Corgan, num papo recente com o site Louder Than War, disse estar ciente de que o que os Pumpkins se tornaram não condiz com o que a banda é de verdade, e que ele se sente bem maios representado pelos lados-B do grupo. Daí, o show consistirá em dois sets – o primeiro com o álbum na íntegra, e o segundo composto por uma seleção de músicas “de quase quatro décadas de sucessos indisciplinados e tesouros obscuros”, de acordo com o comunicado de imprensa.
A série de 27 apresentações está programada para começar em 30 de setembro no Schottenstein Center em Columbus, Ohio, antes de seguir para cidades como Chicago, Nashville e Las Vegas, e terminar em 12 de novembro no Kia Forum em Inglewood, Califórnia. O pontapé inicial dos shows rolou ontem (domingo, dia 17) com o show exclusivo do YouTube A farewell to Zero, uma espécie de réquiem para o personagem cuja história vem sendo contada ao longo de vários discos dos Pumpkins (e que já mudou de nome para Glass e Shiny – uma estrela do rock que se torna famosa, alienada, mitificada e, eventualmente, exilada.
Zodeon, por exemplo, “é o disco que Shiny grava antes de ser mandado para outro planeta”, explicou Corgan no tal papo com o Louder Than War. “Ele faz um disco sentimental enquanto está partindo, mas tudo está em código. Ele faz um disco inofensivo que sabe que a mídia e os fãs vão ignorar, e o recheia de mensagens”.
Aliás, além da tour da banda, um detalhe (e isso explica a tal aporrinhação do amigo do começo do texto): Billy Corgan anunciou recentemente sua própria turnê solo em comemoração a Mellon Collie and Infinite Sadness – ele vai viajar pelo Reino Unido e Europa em setembro, apresentando uma releitura orquestral e operística do álbum. O espetáculo A Night of Mellon Collie and Infinite Sadness já teve uma temporada de sucesso em Chicago, mas agora atravessará o Atlântico para sete apresentações em Londres, Paris, Antuérpia e Madri.
DESPEDIDA
O tal show A farewell to Zero era um funeral de verdade, com o caixão do defunto presente, homenagens e discursos que duraram quase quarenta minutos, além de uma “canção de despedida” – na verdade uma versão desencontrada de voz e violino para In the arms of sleep, música de Mellon Collie.
Só que sem depressão: vários discursos arrancaram risadas do público. Um dos oradores afirmou preferir Siamese dream, disco dos Pumpkins de 1993, a Mellon Collie, e lembrou ter pedido a Zero que cantasse a melancólica Mayonaise em seu casamento, mas o amigo se recusou (provavelmente uma brincadeira do próprio Corgan com os fãs radicais de fases mais antigas da banda).
O repertório do show de despedida não se prendeu a Mellon Collie, misturando músicas de vários discos da banda – pela ordem, foram tocadas: 1979, Bullet with butterfly wings, Edin, Luna, Porcelina of the vast oceans, Here is no why, Tonight, tonight, Jellybelly, Bodies, Cherub rock, Zero e The everlasting gaze (por acaso, não rolou Mayonaise).
PRÉ-VENDAS
As pré-vendas para a turnê The rats in a cage abrem nos dias 19 e 20 de maio, a partir das 10h, horário local. A venda geral estará disponível a partir das 10h do dia 21 de maio, horário local. Pra saber mais, só indo ao instagram deles.
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Foto: Jason Renaud / Divulgação
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Série de jazz do Queremos! traz Joshua Redman para shows no Rio e SP

O Queremos! traz ao Brasil o saxofonista e compositor norte-americano Joshua Redman, que se apresenta pela série Queremos! Jazz no dia 29 de setembro, no Teatro Bradesco, em São Paulo, e no dia 30 de setembro, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. Considerado um dos principais nomes do jazz contemporâneo nas últimas décadas (que o digam nomes como Brad Mehldau, Christian McBride, Pat Metheny, Brian Blade e The Bad Plus, que já trabalharam com ele), Redman traz a turnê de seu novo disco, Words fall short, lançado pelo lendário selo Blue Note.
No disco, Joshua mostra novas músicas feitas ao longo dos últimos anos ao lado de uma nova banda: o pianista Paul Cornish, o baixista Philip Norris e o baterista Nazir Ebo. Joshua faz uma exploração de temas como imperfeição, linguagem, memória e conexão humana em sua música – o resultado é a combinação entre sons mais introvertidos e outros mais intensos, improvisados. Nomes como a saxofonista Melissa Aldana, a trompetista Skylar Tang e a cantora Gabrielle Cavassa participam do álbum.
“A trajetória do Joshua Redman ajuda a entender como o jazz contemporâneo segue em transformação, conectando tradição, improvisação e novas formas de composição coletiva”, afirma Pedro Seiler, co-diretor do Queremos!. “Trazer esse trabalho ao Brasil faz parte do nosso compromisso em apresentar artistas fundamentais da música internacional em momentos importantes de suas carreiras”, completa Felipe Continentino, também diretor do projeto.
QUEREMOS! JAZZ
Com a série Queremos! Jazz, o Queremos! reafirma sua missão de promover experiências musicais inovadoras e encontros que atravessam gerações. “O projeto nasceu do desejo de explorar as múltiplas possibilidades do jazz como forma de expressão em constante transformação, reunindo artistas que representam a diversidade e a vitalidade do gênero hoje”, afirma Pedro Seiler. “O jazz é, por natureza, um gênero em transformação e a série vem para ampliar essa escuta e trazer ao Brasil artistas que estão moldando o som do presente”, completa Felipe.
SERVIÇO
JOSHUA REDMAN NO BRASIL – SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO
REALIZAÇÃO: QUEREMOS!
SÃO PAULO
Data: 29 de setembro de 2026 (terça-feira)
Local: Teatro Bradesco
Endereço: Rua Palestra Itália, 500, Loja 263, 3° Piso – Bourbon Shopping
Abertura da casa: 20h
Horário do show: 21h
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: a partir de R$ 100 (meia-entrada)
VENDAS ONLINE SÃO PAULO
RIO DE JANEIRO
Data: 30 de setembro de 2026 (quarta-feira)
Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Abertura da casa: 19h
Horário do show: 21h
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: a partir de R$ 100 (meia-entrada)
VENDAS ONLINE RIO
Foto: Divulgação








































