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Urgente!: Fcukers solta “Beatback”, mais um single do álbum de estreia previsto para março

O duo nova-iorquino Fcukers (visto aí em foto de Jeton Bakalli) resolveu acelerar 2026: saiu na sexta-feira (13) Beatback, single novo com clipe dirigido pela própria vocalista Shanny Wise, típico futuro hit de pista indie. A faixa é mais um aperitivo do álbum de estreia Ö, que chega em 27 de março pela Ninja Tune, selo que anda escolhendo bem seus novos nomes. Antes disso o Fcukers já tinha liberado L.U.C.K.Y, então dá para entender o caminho: synths brilhando, refrões curtos e uma estética bem pop – sem o menor dilema por ser pop, vale dizer.
O momento é claramente de subida. O grupo tocou DJ set na festa do Grammy organizada pela revista W, entrou nos radares de artistas novos de Spotify e Amazon e ainda caiu no listão de criativos do ano de 2026 da Adidas, com direito a show numa loja da marca em Nova York. Ah, e sim: eles abrem shows do Harry Styles na turnê Together together no Brasil – tiveram enfim, o tipo de vitrine que muda carreiras.
Ö foi produzido por Kenneth Blume (o Kenny Beats), mixado por Tom Norris (Lady Gaga, The Weeknd) e tem toques do Dylan Brady, do 100 gecs, em três faixas. Gravaram tudo em duas semanas intensas logo depois de se conhecerem — o que talvez explique a sensação de banda recém-formada, só que já funcionando. Se Beatback for indicativo, vem aí um pop eletrônico feito para tocar alto.
- Resenhamos o EP Baggy$$, de 2024, aqui.
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Ouvimos antes: Azú – “Por fora”

RESUMO: O Azú transforma sophisti-pop em uma mistura de groove, eletrônica e metais em Por fora, single que une Stevie Wonder e Jorge Ben Jor a uma letra sobre as sombras que escondemos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Alicia Abe / Divulgação
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Ontem no Instagram do Pop Fantasma, a gente recordou as maravilhas do sophisti-pop. E lá vem o duo Azú dar sua contribuição ao tema com o single Por fora, que sai nesta quinta (20) e que a gente adianta com exclusividade no Pop Fantasma.
Depois de apresentar o single Aonde vamos daqui, o duo de Luíza Abe e Rodrigo Zanettini dá andamento ao lançamento de seu álbum de estreia (cujo nome também é Aonde vamos daqui), com uma música inspirada em Stevie Wonder, Snarky Puppy e Jorge Ben.
No arranjo, metais, sopros e bases rítmicas marcantes, além de uma onda que junta eletrônica e groove. Já a letra da faixa, dizem eles, “transita entre a crueza e o apelo pop”, falando de uma pessoa que parece alegre e carismática – mas que esconde algo beeeeem sombrio.
“Muitas pessoas conhecem esse padrão de comportamento, inclusive é comum que seja difícil identificar esse padrão em si mesmo. Afinal, todo mundo tem sombras dentro de si”, conta o duo.
“Por fora aparentemente é sobre uma dor do eu-lírico mal resolvida, mas tenta oferecer uma proposta de resolução a esse amargor utilizando de conceitos filosóficos e até mágicos como do Caibalion (livro da Yogi Publication Society que traz a esseência dos pensamentos de Hermes Trimegistro, aquele mesmo que inspirou o álbum A tábua de esmeralda, de Jorge Ben, lançado em 1974). Isso tudo regado a uma musicalidade “disco” atualizada para 2026 com grooves que misturam o orgânico com o eletrônico”, continuam.
A nova música tem produção assinada por Gudino Miranda, masterização de Frederico Pacheco e arte de capa de Alícia Abe – e, frisam Luíza e Rodrigo, é a faixa de entrada para o público novo. “É pop, dançante, mas a letra é amarga. Existe contradição. Quem é o pior de nós dois? Você que é assim ou eu que me entreguei?”, completam.
E tá aí Por fora.
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Guandu mostra seu lado romântico e ensolarado em “Véspera”

RESUMO: O Guandu deixa de lado o clima 100% invernal em Véspera, uma canção romântica e ensolarada que mistura lo-fi, emo e slowcore. Gravada em fita K7, a faixa anuncia o segundo álbum, a ser lançado em 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Se você conhece o som do Guandu (já resenhado algumas vezes por aqui) e acha tudo bem invernal, vai se surpreender quando escutar Véspera, o single novo, que vem num clima mais romântico e ensolarado que o comum deles. A faixa nova é definida por eles como “uma canção despretensiosa e aconchegante” – e é mesmo.
“Nessa faixa, o ritmo é mais quebrado que o habitual e as guitarras dialogam entre riffs. Ao mesmo tempo que a letra carrega uma melancolia apaixonada, a música possui percalços e intensidade, afinal, nem sempre é fácil lidar com a paixão”, avisam – e vale lembrar que o “não sei do que ela gosta / mas sei que eu gosto dela” de um dos versos de Véspera caminha entre Mutantes, Jorge Ben e Charlie Brown Jr.
E tem clipe, que é “inteiramente gravado apontando para o céu. Sem nuvens, o sol brilhante e opaco, incolor mas vibrante. As cenas transitam entre os músicos tocando e cantando, entre o superaquecimento da câmera e o suor dos três”, contam Caique Lima (bateria), cleozinhu (voz e guitarra) e João Corte (voz e guitarra), que variam entre estilos como lo-fi, emo e slowcore.
Mesmo com as mudanças perceptíveis, o Guandu continua gravando tudo em fita K7, num gravador Tascam de 4 canais. “No processo analógico, as texturas e a imprevisibilidade são inevitáveis. E são essas características que formam a identidade da banda”, dizem.
“Como referência de produção, temos diversas bandas indie dos anos 80 e 90, como Fellini, Duster, Daniel Johnston, e também os trabalhos da Transfusão Noise Records, idealizada por Lê Almeida. Todas essas influências resultam no segundo disco da banda, que será lançado ainda em 2026”, anunciam. Só esperar.
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Lunoz transforma as reflexões de Carl Jung em música no single “Afinal”

RESUMO: Inspirada por Carl Jung, a Lunoz transforma sonhos, inconsciente e a dificuldade de desacelerar em rock no single Afinal. A faixa questiona quando um sonho deixa de ser desejo e vira cobrança.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Olha a psicanálise inspirando um som do rock nacional atual. Inspirada pelas reflexões de Carl Gustav Jung sobre sonhos e inconsciente, a banda Lunoz transforma a dificuldade de desacelerar em música no novo single, Afinal. A faixa parte de uma pergunta simples: o que acontece quando a gente passa tanto tempo perseguindo um sonho que já não consegue distinguir desejo de cobrança?
A ideia aparece na própria estrutura da música, que trata do sono como um momento em que a mente continua trabalhando. Afinal leva as tais descobertas na obra de Jung (citado na letra!) para um terreno mais cotidiano: metas, prazos, projetos e a sensação de que sempre existe alguma coisa a ser resolvida antes de finalmente descansar.
“É justamente nesse espaço entre o desejo de seguir em frente e a dificuldade de desacelerar que nasce Afinal”, explica a banda. A letra usa metáforas tecnológicas e questionamentos existenciais para falar sobre insistência, expectativa e a tentativa de entender o que acontece dentro da própria cabeça. As pergunta que ficam estão no refrão: “afinal como viver um sonho? / acordado ou em segundo plano?”
Formada em São Gonçalo (RJ) a Lunoz também leva para as músicas a experiência de seus integrantes na vida independente. Lucas Rato (vocal e guitarra) e Gabriel Costa (guitarra), ambos ligados à banda Mais Um Dia, dividem o grupo com Marcos Abiraude (teclado e backing vocal) e Bill Dias (bateria), também integrante da Melton Sello.
A banda surgiu dentro da cena alternativa de São Gonçalo e reúne influências que passam por Supercombo, Fresno e Turnstile. O resultado combina letras alegóricas com arranjos que podem ir da delicadeza à intensidade, sem abandonar temas ligados à vida adulta e às dificuldades de conciliar trabalho, estudo, projetos pessoais e criação artística.
Afinal também abre uma nova etapa para a Lunoz. O single chega acompanhado de um clipe concebido, dirigido e produzido por Lucas Rato, e funciona como primeiro recorte do próximo álbum da banda. O clipe tem uma curiosidade: o início lembra uma brincadeira com aquelas propagandas que aparecem justamente no YouTube antes dos vídeos que você quer assistir.
Se o disco vai continuar explorando a relação entre memória, tecnologia e relações humanas, Afinal já dá uma pista do caminho: a ideia é entender por que a gente continua correndo mesmo quando, aparentemente, era hora de parar.
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