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Saiu a programação internacional do In-Edit Brasil 2026

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Saiu a programação internacional do In-Edit Brasil 2026

O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, apresenta os títulos internacionais de sua 18ª edição, que acontece de 17 a 28 de junho, em São Paulo. Entre os destaques estão documentários inéditos no Brasil, de importantes nomes da música mundial, além de uma homenagem ao cineasta Rob Reiner, sessão flashback e uma seleção do Instituto Cervantes, reforçando a presença da produção ibero-americana, com nove longas-metragens já confirmados na programação.

A programação completa do festival, incluindo todos os documentários e atividades paralelas, além do filme de abertura, será divulgada em breve.

Confira abaixo os títulos confirmados no Panorama Mundial

  • Boy George & Culture Club — Glitter, fama e conflitos emocionais marcam a história intensa de Boy George e do Culture Club.
  • Sun Ra: Do The Impossible — O filme revisita o universo visionário de Sun Ra e sua fusão entre jazz experimental, afrofuturismo e imaginação cósmica.
  • Born Innocent: The Redd Kross Story — Retrato afetuoso da trajetória irreverente dos irmãos Jeff e Steve McDonald e da influência da banda Redd Kross no rock alternativo americano. A lendária banda estará no Brasil pela primeira vez e fará um show especial no dia 26 de junho no Cine Joia. No dia 25 de junho os protagonistas do filme apresentam a sessão na Cinemateca.
  • Di’Anno: Iron Maiden’s Lost Singer — Um retrato íntimo e doloroso de Paul Di’Anno que viveu entre ser uma lenda no mundo do heavy metal e os limites físicos e emocionais de sua trajetória.
  • The Best Summer – Filmado durante o verão australiano de 1995, o documentário revela shows explosivos, bastidores caóticos e muita festa ao lado de algumas das bandas mais importantes do rock alternativo dos anos 1990 como Beastie Boys, Sonic Youth, Foo Fighters, Pavement, Rancid, Beck e Bikini Kill.
  • Esto es Raptor House — Um mergulho frenético na cena “tuki” de Caracas, onde música eletrônica, resistência e cultura de rua transformam exclusão em celebração coletiva.
  • Cheech & Chong’s Last Movie — Entre humor, excessos e nostalgia, a dupla Cheech & Chong relembra a parceria que redefiniu a comédia contracultural.
  • The Last Critic — Aos 80 anos, Robert Christgau questiona o futuro da crítica musical em tempos dominados por algoritmos.
  • Half Moon — O clarinetista sírio Kinan Azmeh transforma exílio, memória e afeto em uma poderosa jornada musical.
  • La Partitura del Cosmo — Ciência, música e imaginação se encontram em uma experiência que traduz os sons do cosmos em composição musical.
  • La 42 (42nd Street) — Nas noites de Santo Domingo, o dembow vira expressão de liberdade, identidade e sobrevivência urbana.
  • Through the Body: The Story of the International Body Music Festival — O documentário acompanha artistas que transformam corpo, ritmo e movimento em linguagem universal e faz uma homenagem a Fernando Barba (Barbatuques).
  • Para Vivir: El implacable tiempo de Pablo Milanés — Um mergulho na intimidade de Pablo Milanés vivendo entre a criação artística, o exílio e a memória.
  • Agridulce — Jovens músicos dominicanos encontram na bachata um caminho de identidade, amadurecimento e pertencimento.
  • The Blind Couple from Mali — O filme acompanha Amadou & Mariam em um delicado retrato sobre música, afeto e percepção do mundo.
  • Everywhere Man: The Lives and Times of Peter Asher — A trajetória de Peter Asher, da dupla Peter & Gordon, que viveu intensamente os bastidores da música pop das últimas décadas.
  • Big Mama Thornton: I Can’t Be Anyone But Me — O documentário resgata a potência artística e o legado de Big Mama Thornton na música americana.
  • The Big Johnson — Sexo, música, ativismo e excessos definem o retrato caótico de Dean Johnson na cena underground novaiorquina dos anos 1980.

Mostra Instituto Cervantes

  • El Canto de las Manos — A criação da ópera Fidelio de Beethoven para interpretes zurdo-mudos sobre a direção de Gustavo Dudamel.
  • La Guitarra Flamenca de Yerai Cortés — Entre o flamenco e segredos familiares, o filme acompanha a trajetória intensa do guitarrista Yerai Cortés.
  • Omega Wants to Dance — Um ensaio sensorial sobre dança, consciência e as múltiplas formas de perceber o corpo em movimento.
  • La Marsellesa De Los Borrachos — O documentário recupera canções esquecidas da Guerra Civil Espanhola preservadas pela memória oral.

Homenagem a Rob Reiner

  • This Is Spinal Tap — A clássica sátira ao universo do rock acompanha a fictícia banda Spinal Tap em uma turnê desastrosa e hilariante.
  • Spinal Tap II: The End Continues — Quatro décadas depois, Spinal Tap retorna para um último show repleto de caos e humor absurdo.

Sessão Flashback

  • September Songs: The Music of Kurt Weill — Lou Reed, Nick Cave, PJ Harvey e grande elenco de nomes reinterpretam a obra atemporal de Kurt Weill em um mosaico musical elegante e provocador.
  • Heartworn Highways — 50 anos de um dos melhores documentários musicais de todos os tempos. Registro seminal do movimento Outlaw Country nos anos 1970, onde o diretor James Szalapski segue artistas como Townes Van Zandt, Guy Clark, Steve Earle e David Allan Coe.

Saiba mais aqui.

A programação nacional do In-Edit 2026 tá aqui.

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Black Pantera chama Chico César para “Continental” e prepara show especial em SP

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Black Pantera (Foto: Hugo Brito / Divulgação)

O Black Pantera está prestes a colocar na rua Continental, seu quinto álbum, e resolveu marcar a chegada do disco com um show especial em São Paulo. A banda toca no Cine Joia neste domingo, 23 de agosto, dois dias depois do lançamento do álbum pela Deck – e duas semanas antes de subir ao Palco Sunset do Rock in Rio.

Rodrigo “Pancho” (bateria), Charles Gama (guitarra e vocal) e Chaene da Gama (baixo e vocal) estarão acompanhados pelo tecladista Basílio Teodoro. A ideia é tocar Continental inteiro, seguindo uma prática que o grupo adotou nos lançamentos anteriores.

O disco já vinha sendo apresentado por Start the game e Hórus, além de algumas participações que chamaram atenção. Sandra Sá aparece em Quando canto, Derrick Green, do Sepultura, participa de Obsoleto, e Duquesa está em Serotonina. Agora, na semana do lançamento, o Black Pantera revelou a última participação do álbum: Chico César canta em Banzo.

“O Chico César é uma das maiores vozes da MPB, agregou demais no projeto final”, comenta Chaene da Gama. “São artistas de gerações e regiões diferentes, e isso é o retrato do Continental”.

O show do Cine Joia também deve passar por músicas que já fazem parte do repertório da banda, como Tradução, Fogo nos racistas e Perpétuo. A apresentação acontece no domingo, 23 de agosto. Os ingressos estão à venda pela Shotgun.

SERVIÇO:
Data: domingo 23 ago
Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo
Horário: 17:00 a 22:00
Ingressos: R$ 60,00 a R$ 100,00 – shotgun.live

Foto: Hugo Brito / Divulgação

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Peso e psicodelia: Levitation desembarca no Brasil com Melvins, Boris e Osees

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RESUMO: O Levitation ganha sua primeira edição no Brasil em 23 de janeiro de 2027, em São Paulo, com Melvins, Osees, Boris e Frankie and the Witch Fingers, além dos brasileiros Test, Bike, Ema Stoned e Bufo Borealis.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Levitation finalmente vai atravessar o Hemisfério Sul. Um dos festivais mais importantes da cena psicodélica americana terá sua primeira edição no Brasil em 23 de janeiro de 2027, no Komplexo Tempo, em São Paulo. E o primeiro cartaz já chega com Melvins, Osees, Boris e Frankie and the Witch Fingers, além dos brasileiros Test, Bike, Ema Stoned e Bufo Borealis.

A edição brasileira faz parte de um circuito sul-americano que também passa por Buenos Aires, em 20 de janeiro, e Santiago, no dia seguinte. Os ingressos começam a ser vendidos em 19 de agosto, às 10h, pela Fastix. A organização é da Maraty, com patrocínio da Kunumi.

A ideia de trazer o Levitation para cá começou há mais de uma década. André Barcinski, produtor da Maraty, conheceu o festival em Austin em 2014, quando o evento ainda carregava o nome Austin Psych Fest. “Fiquei impressionado com a qualidade das bandas, a organização e o clima de camaradagem entre o público e os artistas. Eu não conhecia 70% das bandas do line-up e saí de lá zonzo de tanta música boa”, conta. “Desde então, sonho em poder replicar esse festival no Brasil. Foram vários anos de tentativas, e agora deu certo!”

O projeto brasileiro pretende manter uma das características mais importantes do festival americano: uma programação que não depende apenas de grandes nomes. Leandro Carbonato, produtor da Powerline e sócio da Maraty, coordena o Levitation na América do Sul ao lado de Barcinski e quer transformar as três primeiras edições em um circuito permanente. “Queremos construir um projeto duradouro, com muitas edições. Por isso, o festival também chegará ao Chile e à Argentina”, afirma.

A versão brasileira também terá uma feira dedicada à produção independente, com discos, camisetas, livros, pôsteres e outros itens de selos e marcas alternativas.

MELVINS: No palco, o Melvins é um daqueles nomes que dispensam muita apresentação. Buzz Osborne e Dale Crover estão à frente da banda desde os anos 1980, quando o grupo ajudou a transformar a lentidão e o peso do hardcore em uma das bases do sludge.A banda e o estilo são referência para o grunge, o doom, o noise rock e uma série de outras formas de música pesada. Melvins volta ao Brasil depois de 17 anos. Na formação atual, Osborne e Crover tocam com Steven McDonald e Coady Willis.

OSEES: Esse grupo chega como uma espécie de especialista em transformar um show de rock em um teste de resistência. A banda de John Dwyer atravessa garage rock, psicodelia, krautrock, hardcore, synth punk e música experimental há quase três décadas. A formação com duas baterias — Dan Rincon e Paul Quattrone — ajuda a explicar a reputação dos shows. E a discografia recente mostra que Dwyer continua interessado em mudar de direção, migrando para estilos como hardcore, no wave e rock progressivo. No Brasil, a banda terá ainda a participação da ex-integrante Brigid Dawson.

BORIS: O japonês completa o trio de atrações internacionais mais pesadas do cartaz. Formado em Tóquio em 1992, o grupo de Wata, Takeshi e Atsuo construiu uma discografia que passa por drone, doom, noise, sludge, shoegaze, psicodelia e até pop. Detalhe: o nome do grupo foi retirado de Boris, faixa que abre Bullhead, álbum lançado pelos Melvins em 1991.

FRANKIE AND THE WITCH FINGERS: Essa banda representa uma geração mais nova dessa linhagem psicodélica. Formada em Indiana e posteriormente estabelecida em Los Angeles, a banda começou no garage rock e foi incorporando post-punk, funk, new wave e eletrônica. Data doom, de 2023, e Trash classic, de 2025, mostram essa transformação.

BRASILEIROS. A Ema Stoned leva seu “rock digressivo” para o Komplexo Tempo. O trio formado por Alessandra “AL” Duarte, Elke Lamers e Theo Charbel trabalha com improvisação, psicodelia, krautrock e jazz. Já a Bike chega com a mistura de psicodelia, rock progressivo, tropicália e ritmos brasileiros que marcou sua trajetória. O disco mais recente, Noise meditations (2025), nasceu de sessões abertas de improvisação.

O Test leva ao Levitation uma proposta completamente diferente de estrutura. João Kombi e Barata construíram a carreira tocando em ruas, estacionamentos e do lado de fora de grandes shows, muitas vezes usando uma Kombi e um gerador como infraestrutura. Fechando a escalação está o Bufo Borealis, sexteto paulistano que cruza jazz-funk, psicodelia, rock experimental e improvisação. A banda lançou Natureza em 2025, álbum que apareceu entre os cem melhores discos brasileiros daquele ano na seleção da APCA.

O FESTIVAL. O Levitation nasceu em Austin em 2008, ainda como Austin Psych Fest, criado por integrantes do The Black Angels e outros nomes da cena local. A proposta era reunir a nova geração da psicodelia em um evento independente. O festival cresceu, mudou de nome em homenagem ao The 13th Floor Elevators e já recebeu The Flaming Lips, Tame Impala, The Jesus and Mary Chain, Primal Scream, Spiritualized, Slowdive, Beach House, Sonic Youth, Dinosaur Jr., Pavement, King Gizzard & the Lizard Wizard e muitos outros.

O Levitation também criou edições em França, Vancouver e Chicago e desenvolveu uma ligação com o selo Reverberation Appreciation Society, responsável por registros ao vivo de artistas que passaram por suas edições.

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SERVIÇO:
Levitation Brasil
Data: sábado, 23 de janeiro de 2027
Local: Komplexo Tempo
Endereço: Avenida Henry Ford, 511, Parque da Mooca, São Paulo
Atrações: Melvins, Osees, Boris, Frankie and the Witch Fingers, Test, Bike, Ema Stoned e Bufo Borealis
Ingresso aqui.
Venda: a partir de 19 de agosto na Fastix
Ingressos físicos sem taxa: Loja 255 da Galeria do Rock (R. 24 de Maio 62, Centro)
Patrocínio: Kunumi
Produção: Maraty
Apoio: Powerline
Censura: permitida a entrada de menores de 18 anos desde que acompanhados de responsável legal.
Acessibilidade: o local é totalmente equipado para atender a PCDs e haverá um espaço exclusivo para cadeirantes poderem ver os shows com toda a visibilidade e conforto.

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Elephant Run revisita “Fernanda” em clima de jazz, tarantela e chuva

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Elephant Run (Foto: Gregory Rowlinson / Divulgação)

RESUMO: A Elephant Run revisita uma música de 2017 em Fernanda, versão acústica gravada no Mato Records, em Minas Gerais. A faixa troca o peso psicodélico por violão, bandolim, jazz e tarantela.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gregory Rowlinson / Divulgação

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O Elephant Run resolveu voltar quase dez anos no tempo para mexer em uma de suas primeiras músicas. A banda sueco-brasileira apresenta uma versão ao vivo e acústica de Fernanda, faixa do primeiro álbum do grupo, lançado em 2017. A gravação faz parte da série Mato Sessions e foi realizada no Mato Records, estúdio localizado no interior de Minas Gerais.

A música ganhou outro desenho nessa nova versão. O arranjo abandona o peso roqueiro e psicodélico do original e coloca violão, bandolim, baixo acústico e bateria tocada com vassourinhas no centro da gravação. A ideia também aproximou Fernanda de referências de jazz e tarantela, sem apagar a identidade da banda.

“O rock é a nossa base, mas estamos abertos ao jazz, ao folk ou a elementos mais teatrais, se for esse o caminho da música”, diz Amanda W. Plantin, que divide os vocais e o piano com Ladislau Kardos (bateria), Fernando Coelho (bandolim) e Renato Cortez (baixo acústico). Karin Älverbrandt participa da sessão no violão e nos backing vocals. “Não temos receio de construções longas, estruturas pouco convencionais ou de deixar uma música levar o tempo que precisar”, completa Amanda.

Fernanda tem um significado especial para a Elephant Run. É uma das primeiras composições do grupo e integra o repertório que a banda chama de “nordic tropical”, combinação de referências que também aparece em outros momentos de sua trajetória. A versão original ganhou tratamento mais psicodélico; agora, a música parece ter sido colocada em outra paisagem.

O Mato Records ocupa um lugar importante nessa história. O estúdio fica na casa de Renato Cortez e se transformou em um ponto de encontro para uma banda cujos integrantes vivem em diferentes partes do mundo. Foi ali que a Elephant Run gravou Leftover land, seu álbum mais recente, lançado em 2024. Renato também mixou e masterizou a nova sessão.

“Fazer regravações, outros arranjos de obras, sendo nossas ou não, é algo que eu sempre gostei”, conta o baixista. “É um exercício de se apegar a algo essencial da música e abandonar o resto. Com a presença da Karin Älverbrandt conosco naqueles dias, foi natural fazer uma versão com o apoio da voz e do violão que ela fez.”

A gravação ainda ganhou uma solução visual que nasceu de um problema. A ideia inicial era registrar a banda ao ar livre, com as montanhas ao fundo, mas a chuva forte obrigou todo mundo a permanecer dentro do estúdio. As câmeras de Rafael Russano acompanharam a performance na sala de estar, enquanto Tiago Feliciano cuidou da edição de cor e levou o vídeo para o preto e branco.

“Queríamos gravar ao ar livre, com as montanhas como pano de fundo, mas estava chovendo muito, então tivemos que fazer a gravação na sala de estar do estúdio, em frente às janelas”, conta Amanda. “Então, a chuva acabou se tornando parte da narrativa e decidimos incorporar essa linguagem na pós-produção, mostrando a chuva e usando, por exemplo, o preto e branco”.

E tá aí Fernanda.

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