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Dave Lombardo e Lustmord criam “ambient satânico” em projeto conjunto

RESUMO: Lustmord Lombardo, projeto formado pelo baterista Dave Lombardo (ex-Slayer) e pelo artista de ambient Lustmord, estreia com o single Paleomagnetic resonance, um épico de quase oito minutos entre ambient sombrio, experimentalismo e atmosferas aterradoras. O álbum The pulse of atoms sai em 2 de outubro pela Ipecac.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Como se já não bastasse o clima sombrio da foto de divulgação, o som é igualmente sinistro. O baterista de metal Dave Lombardo (ex-Slayer, Misfits) e o artista de ambient Lustmord formaram o projeto em dupla Lustmord Lombardo e já saiu o primeiro single, Paleomagnetic resonance.
A música é um épico atmosférico de quase oito minutos, que soa como um anti-dream pop, ou um ambient satânico, inicialmente marcado pelos climas aterradores de Lustmord, e pelos roll drums de Lombardo. Até que… Bom, não vamos dar spoiler.
O álbum de estreia do Lustmord Lombardo, The pulse of atoms, sai em 2 de outubro por um selo bastante apropriado, a Ipecac Records. Se você está estranhando Lombardo, um ex-Slayer, estar envolvido com música experimental, ele já faz metal avant-garde com o Fantômas, banda que dividiu com Mike Patton (Faith No More), Buzz Osborne (Melvins) e Trevor Dunn (Mr. Bungle). Também tocou com o saxofonista de jazz John Zorn.
- Ouvimos: Angel Du$t – Cold 2 the touch
“Uma coisa sobre um álbum como este é que você não pode realmente classificá-lo como parte de um gênero específico ou, idealmente, de um período específico. É do ano passado? É de 10 anos atrás? É de 20 anos atrás? É de daqui a 5 anos?”, conta Lombardo.
“Ele tenta criar algo que tenha seu próprio som, sem se prender a nenhuma linguagem ou história musical com a qual você esteja familiarizado. Ele remonta a tempos muito, muito mais antigos. Este é o som de planetas morrendo ou de estrelas nascendo. Trata-se de uma perspectiva maior. É o som do nascimento e da morte do universo; não é rock and roll”, continua.
“Estou muito orgulhoso desta colaboração porque é muito diferente de tudo o que já fiz. E criar este conjunto de obras com Lustmord. Este cara é lendário! Ele destrói o gesso dos locais”, conclui o baterista.
Abaixo você confere o som de Paleomagnetic resonance, além da capa de The pulse of atoms e da lista de músicas.
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LISTA DE FAIXAS:
01. An eternal presence part I: Unknown
02. An eternal presence part II: Relentless
03. Paleomagnetic resonance
04. Beyond the vast cold waste
05. The desolate shore part I: Submergence
06. The desolate shore part II: Emergence
07. The abyssal deep
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Julia Benford vira “fera perigosa” para liberar a raiva ao som de glam rock

RESUMO: Em Fera perigosa, Julia Benford transforma raiva, angústia e autoconfiança feminina em glam rock, criando um alter ego que responde ao silêncio com ainda mais exagero.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Augusto / Divulgação
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Depois de se recriar como os dois lados do amor no clipe e no single de Imã, Julia Benford volta transformando algumas das experiências acumuladas como mulher no rock em uma nova e radical personagem. Fera perigosa, segundo single de seu primeiro álbum solo, Retalho carrossel (em breve nas plataformas), usa humor e referências ao glam rock para falar de raiva, angústia, autoconfiança e daquele tipo de incômodo que costuma ser tratado como exagero quando vem de uma mulher.
“A música dá liberdade a sentimentos como a raiva, a angústia e a autoconfiança que, muitas vezes, carregam pudor quando cantados por vozes femininas”, diz Julia. A ideia está no próprio título: a “fera” é uma espécie de alter ego que resolve deixar de engolir o que pensa.
Musicalmente, a faixa olha para o glam rock dos anos 1970, passando pela fase Tutti Frutti de Rita Lee e por referências como Elton John, T. Rex, David Bowie e Secos e Molhados. A gravação mistura guitarras, teclados e um trio de metais formado por integrantes do Black Mantra. Leo Mayer, que produziu o álbum, também toca guitarra e assina os arranjos, a mixagem e a masterização. Gabriel Costi participa nas guitarras e arranjos, enquanto Jimmy Pappon toca teclados e piano. Dennis Guedes fez a orquestração dos metais e a coprodução.
O videoclipe segue a mesma lógica de exagero deliberado, com uma estética surrealista e colorida que passa por referências como Coraline, Os fantasmas se divertem, The Rocky Horror picture show e Castelo Rá-Tim-Bum. A direção artística é da própria Julia, com fotografia de Rafaela Lima e desenho de luz de Patrícia Soransso.
“A ideia é representar as ideias e sentimentos reprimidos, esses que vivem no fundo da nossa cabeça, e que evitamos falar sobre. Nesse clipe, a mensagem é a voz, que não pede licença para reverberar”, explica a cantora. A personagem de Fera perigosa aparece justamente quando esse silêncio deixa de funcionar – e a resposta para o inevitável “quanto exagero!” é, aparentemente, exagerar um pouco mais.
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Glue Trip mergulha na amizade lisérgica em “Psychedelic friend”

RESUMO: A Glue Trip abre a fase do álbum Anemoia com Psychedelic friend, single que recupera fuzz, órgão farfisa e psicodelia sessentista para falar de amizade e nostalgia por um tempo não vivido.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Samuel Esteves / Divulgação
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A Glue Trip foi buscar nos anos 1960 parte do som de Psychedleic friend, single que já está nas plataformas e abre os trabalhos de Anemoia, quarto álbum da banda paraibana. Guitarras com fuzz, órgão farfisa e voz carregada de tremolo dão à faixa um clima de psicodelia antiga, em diálogo com nomes como 13th Floor Elevators, Soft Machine e Os Mutantes.
A música surgiu durante uma viagem de Lucas Moura, fundador, vocalista e guitarrista do grupo, e fala sobre a visita de um amigo capaz de transformar encontros comuns em experiências quase transcendentais. A história acabou combinando com o conceito escolhido para o próximo disco.
Anemoia é uma palavra usada para definir a nostalgia por uma época que alguém não chegou a viver. No caso da Glue Trip, a ideia aparece justamente nessa aproximação com referências musicais de outras décadas — não apenas como reprodução de uma estética antiga, mas como matéria-prima para o som atual da banda.
Psychedelic friend foi produzida e mixada por Lalo Brusco, no Estúdio Buena Família, em São Paulo, com gravações adicionais feitas no Tropikaoss, na Paraíba. A masterização ficou por conta de Philip Shaw Bova, e a capa é trabalho da artista visual Giovanna Cianelli.
O single saiu em 16 de setembro, justamente quando a Glue Trip iniciou sua quarta turnê pela Europa. A Anemoia Tour – Euro 2026 já está em andamento e leva ao público europeu parte do repertório que estará no novo álbum. A banda já passou anteriormente por cidades como Londres e Paris.
Fundada em João Pessoa (PB), a Glue Trip atualmente reúne Lucas Moura (guitarra e voz), Pedro Lacerda (bateria), João Boaventura (teclas) e Thiago Leal (baixo). Embora seus integrantes estejam hoje baseados no Sudeste, o grupo mantém a ligação com a cena paraibana que deu origem ao projeto.
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Madonna e Charli XCX encerram de vez provocação sobre pista de dança com “Danceteria afterhours”

RESUMO: Depois de uma possível troca de provocações, Madonna e Charli XCX se encontram em Danceteria afterhours, nova versão da faixa de Confessions II.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Ricardo Gomes / Divulgação
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Pista de dança morta? Que nada. Madonna e Charli XCX passaram alguns meses deixando no ar que alguma coisa poderia acontecer entre elas — com direito até a uma possível alfinetada — e agora resolveram a questão do jeito mais simples: lançando uma música juntas. Danceteria afterhours é a primeira parceria oficial das duas e uma nova versão de Danceteria, faixa de Confessions II, disco lançado por Madonna em julho (e resenhado pela gente aqui).
A historinha começou a ficar mais divertida em maio. Madonna escreveu nas redes sociais: “Se a sua pista de dança parece morta, talvez você esteja tocando a música errada”. Parecia resposta para Charli, que canta “acho que a pista de dança está morta / então agora estamos fazendo rock” em Rock music, single do disco Music, fashion, film (opa, também resenhamos este).
Vai saber se Madonna estava mesmo mandando recado. O fato é que, depois disso, vieram encontros, aparições nas redes e especulações sobre uma possível parceria. Até que as duas surgiram juntas em estúdio numa prévia de Danceteria afterhours e acabaram com o mistério.
A faixa original de Danceteria foi produzida por Stuart Price. A versão com Charli traz ainda Andrew Watt e Cirkut na produção, além da própria Madonna, e mexe justamente com um território bastante familiar às duas: pop eletrônico, cultura clubber e música feita para a pista.
Também não é a primeira vez que Madonna resolve reabrir Confessions II para receber companhia. Em agosto, Kylie Minogue apareceu em Love sensation (Afterhours mix). Agora chegou a vez de Charli.
E Madonna escolheu uma semana movimentada para lançar a parceria. Neste domingo (27), ela volta ao MTV Video Music Awards para abrir a premiação – algo que não fazia havia 23 anos.
Danceteria afterhours ganhou ainda edição limitada em CD, com a parceria com Charli, um remix de Harry Romero e a versão original de Danceteria.
Pista ressuscitada, portanto.
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