Urgente
DIIV muda de rumo com “The fountain”, single produzido por A. G. Cook

RESUMO: O DIIV abre uma nova fase com The fountain, primeiro single de ZIRP!, álbum produzido por A. G. Cook que mistura shoegaze, guitarras e eletrônica e aponta para uma mudança no som da banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Louie Kovatch / Divulgação
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O DIIV não parece muito interessado em repetir a fórmula de seu álbum mais recente, Frog in boiling water. The fountain, primeiro single de ZIRP!, o quinto álbum da banda de Nova York, previsto para 30 de outubro, aponta para uma mudança de direção que pode ser mais significativa do que parece à primeira audição.
A música tem os vocais misteriosos de Zachary Cole Smith, as guitarras nebulosas e a atmosfera que remete ao shoegaze que acompanha o DIIV desde o começo. Só que, aos poucos, a faixa começa a escapar desse lugar, com um clima eletronicamente distorcido – abrindo com algo que lembra um girar pelo dial de um rádio, e prosseguindo com beats sinuosos.
É aí que aparece a figura de A. G. Cook, produtor do disco e um dos principais nomes ligados ao antigo coletivo PC Music, além de colaborador frequente de Charli XCX. A combinação parecia estranha no papel. O DIIV vinha de um disco pesado, introspectivo e marcado por uma espécie de ressaca existencial. Cook é associado a uma música pop eletrônica que costuma trabalhar justamente com excesso, artificialidade e transformação.
Não que o single seja um “DIIV fazendo hyperpop”. Cook conta que chegou a considerar uma abordagem mais próxima de remixar e reconstruir as demos da banda (“ao estilo do Screamadelica, transformando-as em um produto final”), mas mudou de estratégia depois de assistir ao DIIV ao vivo.
“Fiquei um pouco obcecado com o som ao vivo deles e insisti em gravar a bateria ao vivo antes mesmo da maioria das músicas estarem finalizadas. Passamos muito tempo gravando partes de guitarra complexas com pedais específicos e o mínimo de tempo possível usando o computador, pelo menos para os meus padrões. Depois de algumas rodadas assim, ZIRP! surgiu como um conceito e uma espécie de mantra utópico-distópico. Para mim, tornou-se um veículo para levar a banda a novos territórios”, afirmou o produtor.
Vai daí que The fountain continua reconhecível como DIIV mesmo quando começa a introduzir elementos que não costumavam ocupar tanto espaço no som do grupo. Guitarras coexistem com eletrônicos, sem que estes roubem o espaço das primeiras. O site Stereogum afirmou que ZIRP! vai colocar o DIIV como cabeça-de-chave de um movimento chamado New Alternativa, no qual “artistas como Slayyyter, Eartheater e Turnstile estão forçando os ‘guardiões da velha guarda’ a encontrar novas maneiras de entender a música além das categorias estabelecidas”.
Zero viagem na maionese, porque faz todo sentido. E isso aí é The fountain…
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Abaixo, confira a capa e a lista de faixas de ZIRP!

LISTA DE FAIXAS
01. The fountain
02. Kid
03. When the glow came for us
04. Dare me
05. The crash
06. Trillions
07. Us against you
08. Evangelizer
09. Underground
10. My star
11. Idiot in the sky
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Julie Neff mergulha no Mar Adriático em clipe de “Swimming in the ocean”

RESUMO: Gravado no litoral da Croácia, o clipe de Swimming in the ocean leva Julie Neff às águas do Adriático para falar de desejo, incerteza e da falta de controle diante de um novo amor.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sarah Miller / Divulgação
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Julie Neff transforma a paisagem do Mar Adriático em cenário para o clipe de Swimming in the ocean, faixa do álbum fine. (que resenhamos aqui). O vídeo foi gravado em Omiš, na região da Dalmácia, na Croácia, e foi dirigido por Ivan Trpimir Lozić. As imagens acompanham a cantora nas águas e ao redor da cidade portuária. E a ideia foi trabalhar visualmente a ideia central da música: a expectativa diante de um novo amor e a tentativa de aceitar as incertezas que vêm com ele.
Só que em vez de tentar prever o destino de uma relação, Julia preferiu lidar com a falta de controle. “Talvez possamos surfar nas ondas da incerteza e encontrar algum tipo de conforto justamente nela”, afirma. Vai daí que o clipe usa a água não apenas como cenário, mas como extensão do tema da faixa. O movimento das ondas acompanha uma música sobre expectativa, desejo e a dificuldade de saber onde uma relação vai chegar.
O vídeo acompanha essa ideia com imagens em câmera lenta e um falso plano-sequência construído com efeitos de morphing, técnica que permite transformar gradualmente uma imagem em outra. Para o diretor, a sequência representa a intensidade de um sentimento que parece tomar conta de tudo. “Queríamos que o videoclipe tivesse, de modo geral, uma atmosfera de sereia”, diz Lozić.
A gravação aconteceu durante uma visita de Julie à irmã, Sarah Miller, que também participou da produção e registrou as fotografias do trabalho. O clipe foi filmado por uma equipe pequena, durante o pôr do sol, no litoral croata. “Fiquei verdadeiramente tomada pela emoção no local das filmagens. Foi uma das experiências mais bonitas e intimistas que já tive: gravar no Mar Adriático, ao pôr do sol, com uma equipe pequena”, conta a cantora.
Swimming in the ocean tem produção musical de Cris Botarelli (Far From Alaska e Ego Kill Talent), e é a terceira música de trabalho de fine., que saiu em julho.
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Vídeos raros de Andreas Kisser (Sepultura), chegam ao Acervo Trama

Dois vídeos de Andreas Kisser (Sepultura) com as músicas Eu humano e God’s laugh acabam de chegar ao canal da gravadora Trama no YouTube. Compostas pelo guitarrista, as duas faixas integram seu álbum solo, Hubris I & II, lançado em 2009. A apresentação fez parte do extinto programa Radiola, da TV Cultura, naquele mesmo ano.
Criada pelo diretor Fernando Faro (1927–2016) e pelo produtor João Marcello Bôscoli, a atração registrou esse momento importante da carreira de Andreas Kisser, dando destaque ao seu trabalho fora do Sepultura.
O material foi restaurado e remasterizado, com ajustes de áudio e aumento da resolução das imagens. O aprimoramento técnico oferece ao público uma experiência visual e sonora superior, preservando o valor artístico e documental das gravações.
Os dois vídeos integram a série de registros históricos do Acervo Trama, que recebe novos conteúdos exclusivos a cada semana.
Foto: Acervo Trama / Divulgação
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“Carnaval de luz”: Tem disco do U2 vindo aí, com homenagem a Rosalía (mas sem ela!)

RESUMO: Carnaval de luz, primeiro álbum de inéditas do U2 em nove anos, tem faixa inspirada em Rosalía, guitarras em alta e a última gravação vocal de Dolly Parton.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do disco
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Rosalía no disco novo do U2? Calma lá. Quando começaram a circular informações sobre Carnaval de luz, 16º álbum da banda irlandesa, previsto para 13 de novembro pela Interscope, vários lugares apontaram a cantora espanhola como uma das convidadas. Não é bem assim: existe no disco uma faixa chamada The mirror maker (Rosalía). Mas, segundo o site Consequence, a faixa é inspirada nela – e só. Rosalía não canta nem participa da gravação.
O álbum marca a volta do U2 a um trabalho completo de composições inéditas, nove anos depois de Songs of experience (2017). Nesse intervalo, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. revisitaram o repertório em Songs of surrender (2023) e lançaram os EPs Days of ash e Easter Lily. As sessões desses dois trabalhos acabaram desembocando no novo disco, gravado em diferentes lugares do mundo com produção de Jacknife Lee.
A inspiração vem das tradições de Carnaval e das festas que antecedem a Quaresma, mas Bono promete um U2 bastante elétrico. “Cheguem, cheguem, cheguem! Tragam suas meias roxas, seus corações partidos, sua ingenuidade cor-de-rosa… ah, e fiquem maravilhados no salão de espelhos”, diz. “Haverá guitarras altas, baixo profundo, alguns ritmos extáticos e, sim, algumas lágrimas prateadas vão aparecer!”
O cantor diz que a ideia é responder à escuridão do mundo aumentando o volume. “Então fazemos a bateria soar mais alto. Construímos uma fogueira maior. Tornamos nossas histórias mais selvagens e engraçadas. Fazemos as melodias mais doces e as canções precisam brilhar, porque, se o mundo está na escuridão, é melhor que nós não estejamos”. The Edge foi mais econômico: “É uma coleção de músicas bagunçada, provocativa e sagrada — e traz o primeiro uso de cordas flatwound numa gravação do U2. Só dizendo.”
A nova amostra do disco, Silencio, tem produção adicional de Ryan Tedder e recupera um U2 mais direto: guitarra distorcida, pegada rocker lembrando músicas como Vertigo, refrão bacana e Bono bastante irritado em versos como “há um silêncio dizendo: ‘cala a boca, porra!'”, “há uma dieta dizendo: ‘cuspa essa merda!'” e “no silêncio está o rock and roll do diabo”. O clipe, dirigido pela dupla Cliqua, foi filmado na Cidade do México. A faixa chega depois de Street of dreams.
Carnaval de luz ainda reúne Martin Garrix, Brian Eno, Daniel Lanois e Tedder, além de guardar uma participação especialmente significativa. Dolly Parton canta com Bono na última faixa, Torn, naquela que acabou sendo sua última gravação vocal. A cantora apresentou a Bono a composição, sobre laços familiares rompidos, e o U2 a retrabalhou com Johnny McDaid, do Snow Patrol. Lanois acrescentou pedal steel.
“Quando ela ficou doente, saiu da cama para cantar essa música”, contou Bono à Rolling Stone. “E dá para ouvir isso. Eu nem consigo escutá-la agora.”
O anúncio chega ainda no ano em que o U2 completa 50 anos de formação. E, entre Rosalía sem Rosalía, Carnaval, guitarras novamente em primeiro plano e a despedida de Dolly Parton, Carnaval de luz parece ter bastante história para contar antes mesmo de chegar às lojas.
Silencio e a lista de faixas seguem aí (a capa do disco você já viu lá em cima).
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LISTA DE FAIXAS
01. Go (Carnaval de luz)
02. La reina
03. Street of dreams
04. The mirror maker (Rosalía)
05. Superficiality
06. If the world is ar war we better not be
07. Silencio
08. The greatest show on Earth
09. Glorify
10. Midnight sunshine
11. Can’t stop us now
12. Torn (Feat. Dolly Parton)


































