Urgente
Neil Young encontra esperança no caos em “Second song”

RESUMO: Neil Young transforma Second song, faixa de 11 minutos que dá nome ao novo álbum com os Chrome Hearts, em uma balada estradeira sobre vida, morte, natureza e esperança. O disco sai em 18 de setembro pela Reprise Records.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Se você tem uma pedra no lugar do coração e precisa urgentemente soltar um vale de lágrimas por ordens médicas, ouça Second song, o novo single de Neil Young, gravado com a banda Chrome Hearts. Dura 11:20, é de uma beleza estradeira absurda e conta histórias de vida, morte, cantos de pássaros, sol nascendo, natureza – e um monte de coisas que fazem a gente se perguntar sobre o que estamos fazendo das nossas vidas.
A música é também a faixa-título do novo álbum de Neil Young & The Chrome Hearts, que chega em 18 de setembro pela Reprise Records. O disco vem na sequência de Talkin’ to the trees, lançado em 2025, e terá sete faixas. Cinco são inéditas e as outras duas são novas versões de Casting me away from you e I’ll love you forever, duas canções antigas resgatadas em discos de “arquivos”.
O novo álbum, aliás, nasceu em um momento particularmente complicado para Young. Em declarações anteriores, o músico havia falado sobre a dificuldade de acompanhar a política americana durante o governo Donald Trump e sobre como essa situação vinha alimentando sua irritação.
“A política de hoje é triste e deprimente para mim. Não aguento mais. Posso sair e demonstrar o que sinto a respeito disso. Temos o pior presidente da história do nosso país. Todo dia recebemos um programa de TV ruim produzido por DJT (iniciais do presidente dos EUA)”, escreveu Young.
Mas havia outra coisa acontecendo ao mesmo tempo: a música voltava a funcionar como uma fonte de prazer. “Agora, felizmente, estou mais uma vez no estúdio gravando um novo álbum com os Chrome Hearts. Eu amo as músicas e os sentimentos de vida e amor. A música é. Até agora temos oito músicas novas. Elas me fazem sentir”, afirmou.
Esse lado parece dominar o novo disco. Second song é uma canção tão política quanto pessoal, em que ele canta versos como “Sonho com uma maneira de viver / Uma maneira de compartilhar o que encontramos / Uma maneira de caminhar devagar pelas folhas esfumaçadas do tempo”, ao mesmo tempo em que fala da natureza, da vida e diz que os pássaros cantando são mais importantes do que qualquer programa de TV. Enfim: continuar vivendo enquanto o mundo parece fora de lugar.
No começo do ano, Young lançou Big crime, uma música de ataque direto a Trump e ao Partido Republicano, além de dizer que o presidente estava “fora de controle” e que “precisamos de um presidente de verdade”. E o comunicado que acompanha o álbum descreve as novas músicas como uma tentativa de transformar experiências difíceis em alguma esperança para o futuro.
“Em tempos em que as vidas são colocadas à prova, esta é uma música que reúne o passado em uma esperança para o futuro”, diz o texto. “Ela permite que quem a ouve perceba os sentimentos íntimos que dão ao próprio Neil Young a convicção necessária para enfrentar nossos obstáculos em meio às suas divisões mais profundas. 2026 nos confronta de maneiras que a sociedade nunca enfrentou antes. Não é hora de desviar o olhar”.
Second song, a música, tá aí. E a capa e a lista de faixas do álbum Second song seguem abaixo.
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01. The foggy edge of time
02. Day after day
03. Earth girl
04. Second song
05. Casting me away from you
06. Soon I might be going
07. I’ll love you forever
Urgente
Howling Bells comemora 20 anos da estreia com relançamento em vinil e demos inéditas

RESUMO: Howling Bells celebra 20 anos do álbum de estreia com edição inédita em vinil, demos caseiras encontradas nos arquivos e show comemorativo em Londres. O relançamento chega em 2 de outubro pela Nude Records.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Epizentrum / Divulgação
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O Howling Bells, uma banda queridíssima aqui nos bastidores do Pop Fantasma, resolveu comemorar em grande estilo os 20 anos de seu disco de estreia. O grupo anunciou uma edição especial de Howling Bells (2006), que chega no dia 2 de outubro pela Nude Records e, pela primeira vez, coloca o álbum em vinil. Para completar a festa, a banda ainda fará um show comemorativo em Londres, no Hoxton Hall, em 6 de novembro.
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Produzido por Ken Nelson (Coldplay, Gomez e The Charlatans), Howling Bells apresentou ao mundo o encontro entre guitarras atmosféricas, melodias sombrias e a voz inconfundível de Juanita Stein. Na época, o disco foi tratado como uma pequena joia do rock alternativo. O site Pitchfork definiu os vocais de Juanita como “completamente inesperados, estranhamente confiantes e imediatamente cativantes”, enquanto a NME resumiu tudo chamando o álbum de “extraordinário”.
A edição de aniversário chega em duas versões especiais em vinil. E, apesar da tentação de mexer no passado, a banda preferiu manter tudo exatamente como era. “Foi o álbum que nos lançou no universo da música, que nos levou a milhares de casas de show pelo mundo e que nos permitiu criar conexões profundas com músicos e amantes da música. Também foi um disco que nos ensinou muito sobre nós mesmos. Queríamos preservar seu espírito no vinil, e isso significava não mudar absolutamente nada: a mesma arte, a mesma atmosfera e a mesma urgência sonora gravadas para sempre nos sulcos do disco”, contou Juanita.
A ideia inicial era incluir músicas novas no pacote. Mas elas acabaram ficando de fora, ou quase isso. “Parecia que elas eram modernas demais para fazer parte desse universo”, explica a cantora. A solução foi mergulhar nos arquivos da banda em busca das demos originais do álbum. O problema é que elas simplesmente tinham desaparecido.
Depois de procurar em tudo quanto era canto e pedir ajuda a antigos colaboradores, Juanita acabou encontrando uma sacola empoeirada cheia de fitas cassete e CDs esquecidos. Ali estavam registros ainda mais antigos: as primeiras gravações caseiras de The night is young e The bell hit, feitas apenas com voz, guitarra, baixo, teclados e harmonias. Também apareceram Hold on e Sunken eyes, compostas na mesma época. “O que encontrei era até anterior às demos do álbum. Hoje percebo como essas quatro gravações são especiais. Elas capturam a energia e a ambição daquela fase”, disse.
Para dar um gostinho do relançamento, o Howling Bells disponibilizou justamente a demo inédita de The night is young, acompanhada por um clipe novo. “Este vídeo é uma espécie de carta de amor para a Sydney onde crescemos — a Bondi Beach e o centro da cidade no começo dos anos 2000, quando nós três escrevíamos músicas entre o trabalho, a faculdade e o surfe (bem, o Joel surfava). É sobre as primeiras casas onde tocamos, os skatistas na praia, os amigos que gravavam nossos vídeos e tiravam fotos, os shows para todas as idades e a cidade que abraçou nossa ambição juvenil”, resume Juanita.
E o tal quase isso do qual falamos acima, é porque as tais duas versões do álbum diferenciam-se uma da outra justamente porque uma é tradicional, só com o vinil de Howling Bells (em cor bordô), e a outra vem em vinil de mármore reciclado Eco-mix, contando ainda com brindes: uma impressão fotográfica exclusiva da banda, tirada durante o primeiro ensaio fotográfico do grupo em Sydney, uma arte exclusiva assinada e… um single de 7 polegadas com o material tirado das tais demos encontradas.
No lado A do compactinho: The bell hit (Bedroom demo 2003) e Highway 99 (Demo 2004). No lado B: Night is young (Bedroom demo 2003) e Sunken eyes (Demo 2004). A pré-venda já tá rolando.
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No single “Esperança”, Stereotrilhos reúne três músicas para encerrar uma fase

RESUMO: A Stereotrilhos abre uma nova fase com Esperança, single triplo que reúne três canções sobre transformação, saúde mental e superação, encerrando um ciclo iniciado em 2019 e preparando o duo para material inédito.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A Stereotrilhos resolveu reunir três músicas em um único lançamento. Esperança chega como um single triplo formado pelas faixas As respostas, Esperança e Repetindo padrões, marcando uma nova etapa da banda. O projeto teve apoio criativo de Reginaldo Lincoln, do Vanguart, durante a pré-produção.
As três músicas foram pensadas como uma sequência. As respostas abre o trabalho falando sobre convivência e transformação. Na faixa-título, a banda aborda questões ligadas à saúde mental e ao momento atual. Já Repetindo padrões encerra o ciclo refletindo sobre os aprendizados que surgem depois de enfrentar experiências difíceis.
Musicalmente, o grupo segue transitando pelo rock alternativo, combinando guitarras marcantes, vocais melódicos e referências que passam por Foo Fighters e The Strokes. A identidade visual acompanha esse clima, com capas inspiradas em paisagens urbanas e assinadas por Samuel Oliveira.
- Deco Gontijo faz MPB-jazz indie em single duplo
O vocalista Juliano Arruda explica que as três músicas começaram a ser gravadas ainda em 2019, quando a Stereotrilhos tinha cinco integrantes. “Com a pandemia, voltamos nossas atividades para gravações remotas e lançamos o nosso primeiro álbum, Uma forma de sonhar. Agora, ao revisitar estas três canções, conseguimos enfim encerrar esse ciclo de forma completa e abrir caminho para a nossa nova fase, consolidados como um duo”.
O baterista Gabriel Freitas vê o lançamento como um retrato da própria trajetória da banda. “Esperança é sobre seguir adiante quando tudo parece levar à desistência. Não da mesma forma que antes, mas com objetivos mais claros. A gente só chegou até aqui porque escolheu ficar. E fechar este capítulo é também o começo do que vem depois”.
Gravado no Estúdio Fusão, em Cotia (SP), com produção de Thiago Bianchi, o single triplo também abre caminho para o próximo momento da Stereotrilhos, que já trabalha em material inédito para os próximos meses.
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Luís Perdiz desacelera o tempo em “Estadia”, último single antes do álbum

RESUMO: Luís Perdiz encerra a prévia de seu álbum de estreia, Corações em condomínios, com o single Estadia, canção contemplativa sobre suspender a pressa e esquecer o relógio, aproximando poesia e MPB.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Rebeca Figueiredo / Divulgação
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Em breve sai Corações em condomínios, primeiro álbum do cantor, compositor, poeta e editor Luís Perdiz. E o ciclo de pré-álbum encerra com o single Estadia, faixa que chega como o último aperitivo antes do lançamento do disco.
Estadia parte de uma ideia simples: esquecer o relógio. A música acompanha alguém que decide suspender a pressa do cotidiano para viver o tempo de outra forma, sem se preocupar com horários ou compromissos. Essa atmosfera mais contemplativa dialoga com o universo de Corações em condomínios, álbum em que Luís Perdiz aproxima sua escrita poética da canção.
- Ouvimos: Pianocoquetel – Que coisa
Conhecido também pelo trabalho como editor e poeta, Perdiz vem apresentando aos poucos as diferentes facetas do disco por meio de uma sequência de singles. Agora, com Estadia, ele fecha esse percurso e prepara o terreno para a chegada do álbum completo.
Corações em condomínios marca a estreia de Luís Perdiz em formato de álbum e reúne canções que transitam entre a música popular brasileira e a tradição da canção de autor, mantendo o olhar literário que já caracteriza sua produção fora da música.
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