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Tudo que a gente já sabe sobre a tal da música nova dos Rolling Stones

Ao que consta, tem um novo álbum dos Rolling Stones previsto para 10 de julho, Foreign tongues. E tem música nova do grupo, só que sob pseudônimo. Rough and twisted, a tal faixa, teve seu nome revelado pelo jornal The Times, mas a essa altura já existe bem mais do que isso por aí.
A música foi lançada apenas num disco de vinil (já automaticamente raro) que alguns fãs conseguiram após verem cartazes na Inglaterra associando os Stones a uma banda chamada The Cochroaches – cartaz esse que continha um QR-Code que levava para o site thecockroaches.com e para as coordenadas de como conseguir a tal cópia. Agora já dá pra ouvir a tal música, já que alguns fãs riparam a música e jogaram nas redes sociais e no YouTube. É o maior bluesão stoniano, com solo de gaita feito por Mick Jagger e riff marcante.
🚨THE COCKROACHES (A.K.A. THE ROLLING STONES) NEW HIT SINGLE “ROUGH AND TWISTED” pic.twitter.com/O87HVvXMet
— Alec Hoyo (@alechoyo10) April 11, 2026
Rough and twisted já tem sua letra publicada até em sites tipo Genius, com versos como “é, tudo o que você me deu foi arroz rançoso e ossos / tudo o que eu bebi foi água barrenta / tão solitário quanto um saxofone / por que você não me leva para onde eu quero ir? / para Natchez, Mississippi, Sicília e Roma”. É o primeiro single divulgado do tal Foreign tongues, embora não tenha sido lançado oficialmente ainda.
O disco Foreign tongues, ao que consta, vai trazer os Stones novamente produzidos pelo metelão Andrew Watt, já que em 2025, Watt disse que estava trabalhando com a banda na produção de um novo disco – ele já havia produzido Hackney diamonds, disco mais recente da banda, de 2023. Depois, o guitarrista Ronnie Wood reforçou os boatos sobre material inédito, afirmando que o álbum já estava pronto e previsto para sair em 2026.
Uma turnê completa não deve ser anunciada tão cedo, já que a banda cancelou em 2025 os planos de shows, devido à artrite do guitarrista Keith Richards. Mas um disco está realmente nos planos da banda, e na época de Hackney diamonds, Mick Jagger já dizia que havia dois terços de um álbum já gravado. Um outro detalhe sobre o tal site thecockroaches.com, é que por lá dava pra comprar uma camiseta com a pergunta “WHO THE FUCK ARE THE COCKROACHES?” – uma referência ao “WHO THE FUCK IS MICK JAGGER?” estampado numa camiseta que Richards usava nos anos 1970.
Aliás um outro detalhe pra não esquecer é que o nome The Cockroaches (“as baratas”) faz parte da história da banda: em 4 e 5 de março de 1977, durante a turnê do álbum ao vivo Black and blue (1976), eles fizeram dois shows secretos no clube El Mocambo, no Canadá (com capacidade pra 300 pessoas) usando esse codinome.
Isso rolou pouco após a prisão de Keith Richards também em Toronto, em fevereiro de 1977, com 22 gramas de heroína – quantidade suficiente para enquadrá-lo como traficante, encarar um julgamento e encarar igualmente a possibilidade de prisão perpétua. Na época dos tais shows do El Mocambo (que saiu em 2022 finalmente num álbum ao vivo), Keith ainda estava com seu passaporte confiscado – ele só pôde deixar o Canadá em abril, e só se livrou da acusação de tráfico porque uma fã cega depôs a favor dele, dizendo que era fã da banda e que Richards em pessoa cuidava da segurança dela nos shows.
Enfim, voltamos a qualquer momento com novas informações.
Texto: Ricardo Schott – Foto Reprodução
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Paul McCartney faria tudo “funcionar direito” se fosse primeiro-ministro

Se Paul McCartney resolvesse trocar os palcos por Downing Street, já teria algumas ideias na manga. Em uma live no TikTok feita no último dia 27, o ex-Beatle comentou o que mudaria na Grã-Bretanha caso virasse primeiro-ministro — e a conversa passou por impostos, buracos nas ruas, NHS e o jeito meio emperrado como o país funciona hoje.
O comentário rolou porque uma pessoa lhe perguntou sobre o que gostaria de mudar no Reino Unido se fosse eleito para o cargo. “Essa é uma pergunta complexa. Gostaria de tentar fazer com que as coisas funcionassem de forma mais eficiente, para variar”, disse. Segundo ele, muita gente paga impostos sem sentir retorno real do governo. A solução? Juntar “pessoas que saibam resolver as coisas” para melhorar a vida cotidiana e colocar sistemas básicos para funcionar direito. Estradas, saúde pública, impostos: tudo entrou no pacote.
- Ouvimos: Paul McCartney e Wings – Wings (coletânea)
Paul também falou sobre desigualdade. Disse não se incomodar em pagar impostos altos porque vê isso como uma forma de retribuição, mas acha que quem tem menos dinheiro acaba sendo mais prejudicado pelo sistema. “As pessoas que não têm muito são exploradas”, comentou, antes de defender melhorias no Serviço Nacional de Saúde britânico.
A ideia de uma carreira política, porém, deve ficar só na hipótese. McCartney anda ocupado promovendo The boys of Dungeon Lane, disco que chega nesta sexta (29). A divulgação tem incluído uma presença intensa nas redes — incluindo TikTok, podcasts e até participação no Chicken Shop Date, série de entrevistas de Amelia Dimoldenberg.
Nas últimas semanas, Paul também apareceu nos podcasts The Rest is History e The Rest is Entertainment, falando sobre Liverpool, começo de carreira e memórias dos primeiros anos de banda.
E tá aí o papo com Paul, na minutagem certa (subido pelo canal @TheBeatleBR)
Foto: Mary McCartney / Divulgação
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Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago: disco do trio vira filme

O encontro entre Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago saiu do disco e virou filme. O curta O som entre nós, dirigido por Helder Frutera e Cisma, deriva do álbum lançado pelo trio, Criolo, Amaro e Dino (resenhamos esse disco aqui). E acompanha a conexão construída pelos três artistas, transformando o projeto numa viagem por música, memória e identidade entre Brasil, Cabo Verde e Portugal.
O documentário mistura cenas de ensaios, gravações e conversas de bastidor com a história de cada um dos músicos, mostrando como trajetórias bem diferentes acabam se cruzando num mesmo universo sonoro. Tem Criolo levando sua poesia moldada nas periferias paulistanas, Amaro Freitas expandindo o jazz brasileiro para territórios cada vez mais livres e Dino d’Santiago aproximando ritmos cabo-verdianos de hip-hop, R&B e afro-house.
Em um dos momentos mais fortes do curta, Dino canta Petit pays, clássico de Cesária Évora, reforçando o elo afetivo e cultural que atravessa todo o projeto. O filme também acompanha o processo criativo do álbum e deixa claro que a parceria entre os três nasceu de afinidades que vão muito além do estúdio.
“O filme celebra uma amizade, o tempo, a presença e a música, nos abraçando a cada instante”, conta Criolo. “É um trabalho que se torna especial porque quebramos um pouco a lógica dos encontros que estão visando transformar a música em um produto. Ela é o caminho e o resultado de uma amizade, porque nós nos entendemos e estávamos passando por situações complicadas. Então sabíamos que os encontros iam nos fazer bem. Quando nos vemos, fica tudo mais leve. É uma honra e uma felicidade poder viver tudo com Amaro, esse artista genial, e com Dino, uma das vozes mais incríveis que eu já escutei em toda a minha vida”.
E você assiste ao filme aí embaixo.
Foto: Frame do filme
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Tom Morello cria festival de música e ativismo, e lança single com Serj Tankian

É um dia só, mas vai valer por vários: Tom Morello, guitarrista e artífice do Rage Against The Machine, confirmou nomes como Foo Fighters, Joan Baez e Bruce Springsteen para seu evento Power to the People. O festival, anunciado como “um dia de amor, paz, justiça e música”, está agendado para 3 de outubro de 2026, no Merriweather Post Pavilion em Columbia, Maryland.
Outros nomes já confirmados incluem Dave Matthews, Jack Black (com uma banda que inclui Roman, filho de Tom, na guitara, além de Revel Ian, filho de Scott Ian, do Anthrax, no baixo), Dropkick Murphys, Cypress Hill e Killer Mike – além de Taylor Momsen, vocalista do Pretty Reckless, Serge Tankian (System of a Down), Grandson, The Neighborhood Kids, Shephard Fairey (em set como DJ), Daryl “DMC” McDaniels, Brittany Howard (Alabama Shakes), The Linda Lindas e Matt Cameron, ex-baterista do Pearl Jam. O próprio Morello também sobe ao palco.
Tom Morello já mostrou que sabe transformar festivais em acontecimentos históricos. Foi ele quem assinou a curadoria e a direção musical de Back to the Beginning, o derradeiro show de despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath – missão confiada ao guitarrista pelo próprio casal Ozzy e Sharon Osbourne.
Boa parte dos artistas envolvidos no evento já se posicionou publicamente contra Donald Trump. Mesmo assim, Morello afirma que o Power to the People não tem alinhamento partidário. Segundo ele, a proposta é destacar “o poder que pessoas comuns têm quando se unem – através da música, da arte, da comunidade e da ação – para ajudar a moldar o país e o planeta no dia da eleição e também depois dele”. O guitarrista também descreveu o festival como “uma celebração de ativismo, criatividade e esperança”.
Parte da renda arrecadada com os ingressos – além de 100% da receita líquida das entradas VIP – será destinada à VoteRiders, organização sem fins lucrativos que atua para reduzir barreiras de identificação eleitoral nos Estados Unidos. Os ingressos para o Power to the People começam a ser vendidos em 30 de maio.
E além disso, Tom tem outra novidade: nesta sexta sai Adjourn it, single gravado ao lado de seu amigo Serj Tankian, vocalista do System Of A Down – um ativista político e músico como ele. A parceria tem também a participação de Roman Morello, guitarrista e filho de Tom.
Segundo declaração de Tom nas redes sociais, a música foi inspirada pela “perseguição de imigrantes por todo o país e pela força contrária de uma resistência heroica à crescente onda do fascismo. Adjourn it é uma canção de liberdade com riffs impactantes em prol da justiça e da igualdade”. O músico divulgou também um vídeo em que aparece em protestos pela Palestina, e mostrando as mensagens que põe em sua guitarra nos shows (“arm the homeless”, “fuck ICE”, etc).
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