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Julie Neff adianta no Bandcamp “Trapped”, música sobre as dores da endometriose e da adenomiose

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Julie Neff adianta no Bandcamp “Trapped”, música sobre as dores da endometriose e da adenomiose (Foto: Josh Kirshner / Divulgação)

Trapped, música nova da cantora canadense Julie Neff, antecipa seu álbum fine., produzido pela brasileira Cris Botarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent). E vai chegar a todas as plataformas junto com o clipe no dia 8 de maio – mas já pode ser ouvida no Bandcamp de Julie.

Com um clima bem intenso e alt-pop, a faixa aborda a experiência da cantora com a endometriose e a adenomiose, doenças crônicas (sem cura, enfim) com as quais convive há mais de 15 anos. A palavra “trapped” (presa, encurralada), inclusive, diz respeito a como ela se sente em vários momentos por causa dessas enfermidades.

“Essa música é sobre se sentir traída pelo próprio corpo, sobre estar presa em um mundo interno cheio de sonhos e aspirações, mas dentro de um corpo que não coopera”, conta a artista que, enfrenta dor intensa, inflamação e uma série de outros problemas de saúde que vêm junto das duas condições.

Trapped, não por acaso, surgiu em um momento em que as atividades mais simples podiam desencadear dias de recuperação. Julie passava por um ponto crítico da endometriose e da adenomiose.

“Se eu me esforçasse um pouco, acabava doente na cama por uma semana. Eu estava desesperada para viver a vida que imaginava, para não decepcionar as pessoas por estar ausente e, no fim, para me sentir viva”, diz.

Cinco anos após escrever a faixa, as coisas estão mais OK para Julie e ela está conseguindo retomar parte de seus projetos. Ainda convive com a dor, mas voltou a se movimentar.

“Ainda preciso planejar minha vida em torno dos meus níveis de energia, mas sou grata por esses momentos em que consigo fazer o trabalho que sinto que devo fazer”, afirma. O próprio clipe da música tem a ver com esses retornos e recuperações – mas sobre isso, a gente fala no lançamento do vídeo 🙂 .

Foto: Josh Kirshner / Divulgação

 

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ExoEsqueleto retoma carreira unindo ijexá, afrobeat e rock em “Ifé”

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ExoEsqueleto - Foto: Vitor Charotta / Divulgação

RESUMO: Após oito anos sem lançar material novo, a baiana ExoEsqueleto volta com Ifé, faixa inspirada na paternidade que mistura ijexá, afrobeat e rock e marca o primeiro clipe da banda.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Vitor Charotta / Divulgação

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A banda baiana ExoEsqueleto voltou a lançar material novo com Ifé, primeiro single do grupo desde 2018. A faixa também ganhou o primeiro videoclipe da carreira do quarteto, formado em Salvador por André Dias (guitarra e voz), Cadinho Almeida (baixo), Heverton Diodé (percussão) e Renato Almeida (bateria).

Composta em 2015 (tem até um vídeo gravado há nove anos, da banda tocando a faixa, no YouTube), Ifé foi inspirada na notícia de que Renato teria um filho. O nome Ifé vem do iorubá e significa amor. “A letra é como eu imagino ser a construção de um amor por um filho: começa com a preocupação com as mudanças que virão a seguir e termina com o amor consumado, a criança nascida, a vida acontecendo”, explica André Dias.

A música mistura ijexá, afrobeat e rock, combinação que já aparece na trajetória da banda. O registro foi produzido, mixado e masterizado por André T., que também participa da gravação nos teclados. Conhecido pelo trabalho com nomes como Pitty, Cascadura e Vivendo do Ócio, o produtor ajudou a organizar a mistura de ritmos e peso da faixa.

Formada em 2012, a ExoEsqueleto reúne integrantes que passaram por bandas como Headfones e Sine Qua Non. O grupo trabalha com referências de stoner rock, blues, ritmos afro-brasileiros e música negra, além de elementos experimentais. E Ifé marca a retomada da banda após um período de hiato.

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Com “Quebra-quebranto”, Amanda Pacífico transforma sua memória de Belém em música

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RESUMO: Em Quebra-quebranto, a paraense Amanda Pacífico mistura beats, sintetizadores, guitarra paraense e percussões brasileiras para transformar memórias familiares e saberes amazônicos em canção.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Caíque de Deus / Divulgação

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“Minha infância em Belém ainda está presente em tudo que eu faço”, poderia ser a frase que resume Quebra-quebranto, primeiro single da cantora e compositora paraense Amanda Pacífico. A música transforma lembranças familiares, fé, festas e saberes amazônicos em uma canção sobre memória e identidade.

Amanda recupera os encontros de domingo, as feiras, os temperos, as ervas e os conhecimentos transmitidos pelas mulheres da família. “A canção é um resgate da minha infância, é como se a gente tivesse sendo transportado aos tradicionais encontros de domingo das famílias do norte do Brasil dos anos 1990, mas que são mantidos até hoje”, explica.

Produzida por Érica Silva e Rodrigo Lemos, a faixa combina beats, sintetizadores e graves inspirados no 808 com guitarra paraense, sopros e percussões brasileiras. Um dos detalhes mais particulares aparece no fim da música: um áudio da tia de Amanda ensinando a receita de maniçoba. A gravação funciona como parte da composição e reforça a ideia de que, aqui, memória também passa pela cozinha e pelos saberes familiares.

“Para firmar um conceito sonoro, iniciamos a canção com ambiente de feira para, a seguir, atacarmos com camadas de música urbana contemporânea, entrelaçadas aos fraseados sob influência da guitarra paraense”, explica Rodrigo Lemos.

O videoclipe, dirigido por Talita Menezes, foi filmado na Pedreira, bairro onde Amanda nasceu e vive. A Feira da Pedreira, o Bar Recanto Pedreirense e uma casa que representa a residência da avó da cantora aparecem no vídeo, que mistura cenas cotidianas com elementos de memória e imaginação. “Quebra-quebranto foi o encontro de vontades parecidas, a Amanda na música e a minha na direção: o desejo de criar arte que celebre a identidade amazônida”, diz Talita.

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Sports põe um ritmo ainda mais frenético no hit “If you want me”, com remix de Mood Talk

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Sports - Foto: Divulgação / ONErpm

RESUMO: O Sports ganha um remix de If you want me por Mood Talk, que leva o indie e dream pop da faixa para o house e UK garage, meses antes da passagem do duo pelo Brasil.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação / ONErpm

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O duo norte-americano Sports lançou uma nova versão de If you want me, um de seus maiores sucessos. O remix é assinado pelo produtor e DJ londrino Mood Talk, projeto de Jamie Lloyd-Taylor, e transforma a faixa de indie e dream pop em uma produção mais voltada para a pista. O lançamento chega meses antes da passagem do Sports pelo Brasil, onde a banda toca ao lado do Jungle.

Na versão de Mood Talk, os vocais melódicos de If you want me permanecem no centro da música, mas ganham basslines e batidas inspiradas em UK garage e house. A faixa original fala sobre escolher o amor e a aceitação em vez da tentativa de controlar uma relação. O remix mantém esse tema, mas muda completamente o ambiente da música.

A escolha de Mood Talk tem também um componente de proximidade. Jamie Lloyd-Taylor, nascido no sul de Londres, já trabalhou como produtor e compositor com o Jungle, incluindo créditos em Don’t play, do álbum Volcano, e Romeo, parceria com Bas. Seu trabalho como DJ e produtor transita por house, garage, disco e música eletrônica.

Para o Sports, o remix chega em uma nova etapa da trajetória do duo formado por Cale Chronister e Christian Theriot. Neste ano, os dois lançaram Sports, álbum produzido e gravado por eles mesmos em um estúdio construído em Tulsa, Oklahoma. O disco retoma o espírito independente dos primeiros trabalhos e acompanha uma nova rodada de shows internacionais – que passa pelo Brasil. A banda ganhou projeção especialmente com You are the right one, lançada em 2015 e hoje com cerca de 180 milhões de reproduções no Spotify.

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