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R.I.P. Tom Petty

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Tom Petty

Tom Petty, morto nesta terça (3) aos 66 anos após um ataque cardíaco – e após especulação de sites e jornais sobre a confirmação de sua morte – não foi apenas um grande nome do rock. Foi uma de suas maiores testemunhas oculares, o que é perceptível pelos contundentes depoimentos à série História do rock´n roll, da Warner, lançada aqui em caixa de DVDs. No Brasil, país em que ele nunca se apresentou mas teve alguns hits (nos anos 1980 músicas como The waiting tocaram até em rádios pop como a Cidade, e nos anos 1990, Into the great wide open passava direto na MTV), sempre foi entendido erradamente como imitador de Bob Dylan – resenhas desinformadas sempre o classificaram dessa forma. Sua importância para a retomada do rock clássico e do folk rock em meados dos anos 1970, no entanto, já foi medida por vários fãs e críticos, aqui no Brasil e fora dele.

Thomas Earl Petty nasceu em Gainesville, Flórida, em 20 de outubro de 1950. Em 1961, viveu uma experiência que jamais esqueceu: conheceu Elvis Presley durante a filmagem de Em cada sonho um amor, por causa de um tio que trabalhava no set, montado lá mesmo na Flórida. Ficou fã de Elvis ali, mas acabou decidindo-se por virar roqueiro ao ver a famosa apresentação dos Beatles no Ed Sulivan Show.

Petty teve aulas de guitarra com Don Felder, que depois se juntaria aos Eagles, antes de ele ficar famoso. Em 1970, montou The Epics, que depois viraria Mudcrutch, e já tinha na formação músicos como Mike Campbell e Benmont Trench, com quem depois Tom montaria os Heartbreakers. O grupo lançou dois compactos, em 1971 e 1975. Em 2007, Petty decidiu remontar a banda com boa parte de seu line-up original. Com eles, gravou dois discos de estúdio e um ao vivo.

Com o fim da banda, Petty faria carreira quase-solo, sempre acompanhado pelos Heartbreakers. Foi contratado pelo selo Shelter, de propriedade do cantor Leon Russell e do produtor Denny Cordell, e gravou seu primeiro disco em 1976, Tom Petty and The Heartbreakers, dos hits Breakdown e American girl. Foi seguindo carreira regular, com discos muito bem sucedidos, como Dawn the torpedoes, de 1979, e álbuns sem os Heartbreakers, como Full moon fever, de 1989, e Wildflowers, de 1994.

Em 1988, Petty juntou-se a Jeff Lynne (Electric Light Orchestra), George Harrison (Beatles), Bob Dylan e Roy Orbison no Travelling Wilburys, super-grupo que gravou dois discos (Travelling Wilburys, de 1988, e 3, de 1990 – sim, não houve um “2”). O segundo já não contou com Orbison, morto naquele mesmo ano de 1988. Para o disco, todos adotaram pseudônimos com o sobrenome “Wilbury” (George era Nelson, Jeff era Otis, Roy era Lefty, Bob era Lucky e Tom adotou o pseudônimo Charlie T. Wilbury Jr).

https://www.youtube.com/watch?v=L8s9dmuAKvU

E o dia foi de despedida para vários artistas, fãs de Petty.

O escritor Stephen King também se despediu de Tom Petty.

A confusão na mídia sobre se Tom havia morrido ou não (após notas a respeito de “morte cerebral”, noticiou-se que ele estaria “lutando pela vida” no hospital) deixou uma pessoa bastante irritada: a filha de Tom, Annakim Violette Petty, que soltou um post no Instagram reclamando que a Rolling Stone adiantara-se demais em noticiar sua morte.

https://www.instagram.com/p/BZwuOLpBTpr/

Hoje ela postou uma homenagem ao pai com uma foto sua, quando era um bebê, no colo dele.

https://www.instagram.com/p/BZxlGqRB-R-

Recentemente, Tom estava numa turnê comemorativa de 40 anos de carreira. Alguns shows vazaram quase inteiros para o YouTube, filmados por fãs.

R.I.P.

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Urgente!: Quatro apostas nossas pro Grammy 2026

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Urgente!: Quatro apostas nossas pro Grammy 2026

A 68ª edição do Grammy Awards vai rolar neste domingo (1º) em Los Angeles, com transmissão pela TNT e pela HBO Max, a partir das 21h30 – a apresentadora Carol Ribeiro vai acompanhar tapete vermelho. O comediante Trevor Noah ocupa mais uma vez o cargo de mestre de cerimônias. A lista inteira de indicados você já acompanha em vários sites por aí – tem até Caetano Veloso e Maria Bethânia concorrendo na categoria Melhor álbum de música global por causa de Caetano e Bethânia ao vivo, registro da turnê dos irmãos. Os dois são os únicos brasileiros da lista, aliás.

E seguem aí quatro apostas nossas para a premiação (esse texto não tem patrocínio de nenhuma bet e aconselhamos você a não apostar dinheiro em premiação nenhuma).

Álbum do ano: Chromakopia, Tyler The Creator. Lançado em 2024, e não em 2025, Chromakopia é mais um divisor na carreira de um artista cuja discografia só tem divisores. O álbum vai além do hip hop e cai pra cima de r&b, jazz, rock, psicodelias e maluquices – algo que Tyler já vinha fazendo em discos anteriores, mas que aqui ganha outro foco. Como costuma acontecer na discografia de Tyler, é pra ouvir prestando atenção nas letras, já que, partindo de histórias de sua infância e adolescência, o cantor dialoga com sua mãe, com antigos amores, com velhas versões de si próprio, e com vários lados diferentes de sua versão atual.
Quem mais concorre: Bad Bunny, Debí tiras más fotos. Justin Bieber, Swag. Sabrina Carpenter, Man’s beat friend. Clipse, Pusha T & Malice, Let God sort em out. Lady Gaga, Mayhem. Kendrick Lamar, GNX. Leon Thomas, Mutt.
Quem deve ganhar: Bad Bunny, ou Sabrina Carpenter. Recentemente, a academia botou todos os votantes do Grammy Latino para votar junto com eles, o que talvez ajude Bad Bunny.

Canção do ano: Abracadabra, Lady Gaga. Mayhem, seu disco de 2025, foi prometido desde o início como um retorno à fase “grêmio recreativo” de Gaga. E sim, ele entrega o que promete: Gaga revisita sua era inicial, piscando para os fãs das antigas, trazendo clima de sortilégio no refrão do single Abracadabra (que remete ao começo do icônico hit Bad romance), e mergulhando de cabeça em synthpop, house music, boogie, ítalo-disco, pós-disco, rock, punk (por que não?) e outros estilos.
Quem mais concorre: Doechii, Anxiety. Rosé, Bruno Mars, Apt. Bad Bunny, DtMF. Guerreiras do K-Pop, Golden. Kendrick Lamar e SZA, Luther. Sabrina Carpenter, Manchild. Billie Eilish, Wildflower
Quem deve ganhar: Pode ser que Bad Bunny ganhe. Ou Kendrick, que tem o maior número de indicações de 2026.

Artista revelação do ano: Olivia Dean. Não resenhamos ainda o ótimo The art of loving, seu segundo disco – fica para uma das próximas semanas. A Variety aposta que ela será a vencedora por causa de sua turnê concorridíssima e cara que está a caminho, ainda que seu disco não tenha entrado na lista de melhores discos porque saiu tarde demais para isso. Como é um baita disco pop, é uma aposta bem especial para a gente.
Quem mais concorre: Katseye, The Marias, Addison Rae, Sombr, Leon Thomas, Alex Warren, Lola Young.
Quem deve ganhar: Talvez o histórico complicado de Lola Young comova os jurados, mas algo nos diz que Sombr, grande cantor a bordo de um disco mediano, I barely know her, tem um bom número de benzedores.

Álbum de rock: HAIM, com I quit, discão lançado em junho e que aparentemente, foi pouco lembrado ao longo do ano – mas cujo repertório pode conquistar muitos jurados. O que pode parecer uma versão musical da novela Quatro por quatro (no caso Três por três, enfim) na real é um disco bastante arrojado, rock de olho no pop e vice-versa. É também um disco que ensina que, às vezes, as histórias mais duras não terminam em vingança nem em perdão – terminam no entendimento de que esse mundo é cheio de gente sonsa mesmo.
Quem mais concorre: Deftones, com Private music. Linkin Park, com From zero. Turnstile, com Never enough. Yungblud, com Idols.
Quem deve ganhar: A tal info de que os votantes do Grammy Latino estão no corpo de jurados talvez ajude os Deftones. Ou o Linkin Park.

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Urgente!: Tom Morello faz show para vítimas da violência policial em Minneapolis nesta sexta (30)

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Tom Morello, um dos nomes mais politizados do rock, anunciou um show beneficente em Minneapolis para apoiar famílias vítimas da violência de agentes federais.

Tom Morello, um dos nomes mais politizados do rock, anunciou um show beneficente em Minneapolis para apoiar famílias vítimas da violência de agentes federais. Batizado de A Concert of Solidarity & Resistance to Defend Minnesota!, o evento acontece nesta sexta (30), no histórico First Avenue, palco que já viu de tudo no rock americano – inclusive o show histórico do Hüsker Dü que deu origem a esta caixa que a gente resenhou aqui.

A ideia do show é arrecadar fundos para as famílias de Renee Good e Alex Pretti, ambos mortos em janeiro de 2026 durante ações do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) e da U.S. Customs and Border Protection. Morello, que não é de fazer rodeios, divulga o show chamando as ações dos agentes federais pelo nome: fascismo.

“Se parece com fascismo, soa como fascismo, age como fascismo, se veste como fascismo, fala como fascismo, mata como fascismo e mente como fascismo, meninos e meninas, é fascismo, porra”, escreveu Morello no Instagram. “Está aqui, está agora, está na minha cidade, está na sua cidade, e deve ser combatido, protestado, defendido, enfrentado, exposto, deposto, derrubado e expulso. Por você e por mim”.

Além de Morello, o palco vai receber Rise Against, Ike Reilly e o guitarrista de jazz fusion Al Di Meola, com direito a convidado surpresa prometido pela organização. Os ingressos custam US$ 25, e toda a renda vai direto para as famílias das vítimas.

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Cinema

Urgente!: Show solo de Thom Yorke (Radiohead) na Austrália vira filme

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Urgente!: Show solo de Thom Yorke (Radiohead) na Austrália vira filme

É provável que os fãs do Radiohead estejam esperando BASTANTE por um filme de concerto do grupo – mas pelo menos vem por aí um filme de show de… Thom Yorke, líder da banda. A primeira tour solo do cantor vai ganhar o registro oficial Thom Yorke Live at Sydney Opera House, com os shows que ele fez em novembro de 2024 no Forecourt, pátio da Ópera de Sydney. Detalhe que os fãs não apenas do Radiohead como também de todos os projetos capitaneados por Thom podem esperar para se sentirem contemplados pelo filme. A direção é de Dave May.

Isso porque, segundo o comunicado de lançamento, Thom Yorke Live at Sydney Opera House “abrange todos os aspectos dos mais de trinta anos de carreira de Yorke como artista de gravação, desde uma versão acústica de tirar o fôlego de Let down (Radiohead), até faixas menos conhecidas favoritas dos fãs (como Rabbit in your headlights, do UNKLE) e seleções de seus aclamados álbuns solo com influências eletrônicas”. Ou seja: você confere lá todo o baú de recordações do cantor, que mergulhou também em canções de sua banda paralela Atoms For Peace e de seu projeto em dupla com Mark Pritchard (o disco Tall tales foi resenhado aqui pela gente).

Um outro detalhe que o release promete: mesmo que a casa de shows seja enorme, a sensação é a de assistir a um show bem intimista, tipo “uma noite com Thom Yorke”. “O filme tem ares de um vislumbre íntimo dos bastidores, permitindo testemunhar um mestre em ação. Yorke une as diversas vertentes de sua carreira com seu falsete arrebatador e presença de palco magnética. Para fãs de Radiohead, The Smile e tudo mais, esta é uma experiência cinematográfica imperdível”, dá uma enfeitada o tal texto.

Live at Sydney Opera House estreou no Playhouse da Ópera de Sydney no último dia 20 de janeiro. No dia 6 de março, uma sexta-feira, ele chega nos cinemas da Austrália. Vale aguardar? Confira aí Thom soltando a voz em Back in the game, dele e de Pritchard, e o trailer do filme (e sem esquecer que temos um podcast sobre o começo do Radiohead, que você ouve aqui).

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