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Radar: Esquema Símio, MC Karlos, Janine, Johnny Monster, Barbudos Malaios, Mundo Alto

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Esquema Símio (Foto: Divulgação)

O nosso Radar voltou devagar na semana passada dando uma olhadinha pras novidades do Groover – como vai acontecer sempre – e retorna agora com mais alguns destaques nacionais das últimas semanas. Aliás não só das últimas semanas: bandas como Esquema Símio e Mundo Alto já estão para brotar aqui há um tempinho. O conceito do Radar é destacar singles que você precisa ouvir, bandas novas que você tem que conhecer e gente que tá ai há um bom tempo e que não para de lançar coisas boas. Divirta-se e use sem moderação.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Esquema Símio): Divulgação

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ESQUEMA SÍMIO, “OXALÁ” / “SEBO”. “Um manifesto sonoro entre o desejo e a incerteza, com guitarras densas, clima ritualístico e letra que evoca fé, dúvida e travessia”, diz essa banda baiana ao definir um de seus últimos singles do ano passado, Oxalá. As guitarras pesadas e o beat dançante dessa faixa põem o Esquema Símio direto nos anos 1990, entre o peso do grunge e a emoção do britpop – rock alternativo e espiritualidade urbana caminhando juntos, como eles próprios fazem questão de afirmar.

Aproveite e fique de olho nos singles que a banda vem lançando nas últimas semanas – Sebo, lançada em janeiro, tem guitarras, percussão brasileira e peso dançante, com uma letra que fala sobre o hábito de comprar livros e revistas em livrarias de usados. Vem mais aí.

MC KARLOS, “LUTAR PARA FICAR EM CASA (PELO FIM DA ESCALA 6X1)”. Esse rapper gaúcho gosta de bater onde dói – já mostramos aqui mesmo no Radar O rock morreu (Graças a deus), em que ele espeta os roqueiros radicais até fazer várias feridas. Lutar para ficar em casa senta a mamona na escala 6×1 e resgata o (quem diria, hein?) passado roqueiro de Karlos.

Ao lado da banda Xupacabras, ele faz uma curiosa versão de You gotta fight for your right to party, dos Beastie Boys, em que os versos originais são substituídos por coisas que deveriam fazer qualquer brasileiro ou brasileira levantar a bunda da cadeira e ir para a rua reclamar pelos seus direitos. “Não, eu não quero implorar pro meu patrão / os direitos garantidos na legislação / os meus colegas de trabalho não são minha família / se eu não fosse obrigado, nem com eles convivia”.

JANINE, “DOROTÁ”. Após lançar o ótimo EP Muda, no ano passado (falamos dele aqui), Janine volta com uma música que é um disco – ou um maxi-single que funciona como uma espécie de suíte progressiva e experimental, formada por faixas belas e curtas. Dorotá tem cinco partes – começando pela parte 0 em vez da 1 – e traz as participações de Ana Clara Martins (Texuga) no baixo e Arthur Xavier (Ente) na bateria. Alice Conduru produziu, gravou, mixou e masterizou tudo em um estudio caseiro, usando uma mesa de mixagem sem entrada (NIMB).

O resultado é formado por excertos musicais que giram em torno do violão de Janine, às vezes lembrando bandas como Focus, em outros momentos lembrando artistas brasileiros que traduziram a linguagem do progressivo para cá. O som ainda capta o entorno – você quase pode ver o apartamento em que o disco foi gravado.

JOHNNY MONSTER E CLEMENTE NASCIMENTO, “TUDO QUE EU PRECISO”. Johnny tinha convidado o amigo Clemente (o próprio, dos Inocentes e da Plebe Rude) para dividir as guitarras no EP Red Star sessions, gravado no estúdio Red Star, em SP, na mesma onda das Peel Sessions, do DJ John Peel. As gravações ficaram com um espírito de recostrução punk do pós-punk, e o material foi todo gravado ao vivo e com poucos overdubs. O rock’n roll Tudo que eu preciso tem algo de The Hives e é som de pista. Red Star sessions teve lançamento na quinta-feira passada no próprio Red Star, durante a Fantástica Festa Pro Clemente, evento beneficente para o músico – que, ao ser internado por causa de problemas cardíacos, ficou sem trabalhar.

BARBUDOS MALAIOS, “QUERO VER ONDE VAI DAR”. Esse negócio de amadurecimento é um problema – quem diz que é tranquilo é porque não tomou pé da situação. A banda niteroiense Barbudos Malaios decidiu falar sobre isso em Quero ver onde vai dar, faixa de abertura de seu EP Ponta vertigem, lançado ano passado.

Com um som bastante psicodélico e cheio de detalhes escondidos, o grupo aborda na música as questões de quem já está ficando nervoso com o movimento frenético da vida atual, e sobre a sensação de estar sempre sendo deixado para trás. O clipe da faixa simboliza isso com imagens de solidão, desespero e sombras, todas encenadas pela atriz Adriana Engelbart. Música tranquilizante, clipe tenso e misterioso.

MUNDO ALTO, “CICATRIZ”. “Estamos finalizando as gravações do nosso novo álbum que sai em 2026. Comecei a escrever músicas novas no comecinho de 2022 e de lá pra cá o repertório foi crescendo: incluímos um cover de Guilherme Arantes no meio, pegamos algumas músicas do meu projeto solo – o Ozla – e as rearranjamos e no final temos cerca de 20 músicas quase prontas. Tá demorando, mas agora é reta final”, avisou há algumas semanas Paulo Senoni, vocal e guitarra da banda paulista Mundo Alto.

O powerpop Cicatriz, primeiro movimento rumo ao disco novo, saiu em outubro de 2025. A banda, responsável pelo ótimo álbum A interminável necessidade de ser (o único deles, lançado em 2015!!), avisa também que vêm outros singles antes do segundo álbum sair. Se forem no clima pesado, aberto e alegre de Cicatriz, vai valer esperar.

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Radar: Terry Dammit, Beasts Ethereal, Cigarette After School – e mais sons do Groover!

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Terry Dammit (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Terry Dammit.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Terry Dammit): Divulgação

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TERRY DAMMIT, “PILLS”. Vindo de Los Angeles, Terry Dammit lembra bastante artistas como Johnny Thunders e Warren Zevon, com aquela mistura de despojamento e tristeza absoluta. Evening powerlines, o primeiro álbum, tem clima entre o punk e o vaporwave, com direito a tecladinhos bem antigos. Um disco cheio de “temas de isolamento, memória, recuperação e identidade moderna fragmentada”, como diz Terry.

BEASTS ETHEREAL, “RAMANA”. Um projeto musical “que nasceu na interseção entre psique, espírito e som — um espaço onde o bruto e o transcendente se encontram”, como eles fazem questão de dizer. O Beasts Etheral vem dos EUA, mas gravou Ramana na Espanha, numa ocasião produtiva em que o grupo fez 8 músicas em cerca de 12 dias. Som pesado e, simultaneamente, reflexivo – entre o metal e o pós-punk, com lembranças de Iggy Pop nos vocais.

A DAY IN VENICE, “HEAR ME”. Esse projeto musical italiano combina vibes pós-punk e climas, às vezes, próximos do gótico – mas sempre com vocais abertíssimos e melodias lindas. Dessa vez voltam com Hear me, uma espécie de art-rock marcado por riffs perdidos de guitarra, musicalidade comstruída na distância, e versos que falam sobre “perda de orientação – em uma estrada, em uma noite, dentro de si mesmo”. A música então “transforma essa desorientação em movimento”, a partir de riffs cada vez mais fortes, lembrando o Interpol, e beats marciais.

CIGARETTE AFTER SCHOOL, “COCAINE”. Rock da Ucrânia, mas baseado no Canadá, e com arquitetura sonora altamente crua e nome, digamos, insinuante: o Cigarette After School tem só um single lançado, cujo título é mais louco ainda. Cocaine é um tema entre o pós-punk e a no wave, com guitarras altas e minimalistas, e vocal quase falado. Em breve sai o primeiro EP, com quatro faixas, Nothing but a game.

JAMES TONIC, “WHO’S GOING DOWN”. Com referências de nomes como Cigarettes After Sex, Lana Del Rey e The 1975, gente boa de melodia e de criação pop – e de criação de atmosferas oníricas – James surge com mais uma faixa de seu musical dream pop Safety, que rendeu dois discos. Uma canção sonhadora, repleta de synths, em vibe ambient, e que representa “a última hora de uma festa que você não quer que termine”, segundo James.

FRAINER, “FEBRE”. O composutor gaúcho Frainer leu um texto sobre love bombing (o hábito de bombardear o interesse amoroso com mensagens românticas e depois agir de modo desinteressado) e daí saiu Febre, um indie pop com elementos de grunge, cuja letra fala sobre relações que começam rápido demais e desaparecem na mesma velocidade.

“Ela nasceu de um momento em que comecei a perceber um padrão nas minhas relações – tudo intenso, tudo urgente, mas quase sempre passageiro. A sensação de calor que sobe rápido, mas não se sustenta”, conta ele, que vem preparando um álbum para breve.

HVCK FYNN, “DON’T TAKE YOUR EYES OFF ME”. Esse duo vem da Suíça e mostra categoria indie-pop no single novo, que vai para um lado meio 70’s, sustentado por um riff simples de violão e por uma guitarra meio soul – ao mesmo tempo, tem um beat bem moderninho. A ideia deles nas composições é que “a fantasia se torna realidade e as fronteiras se confundam” – daí Don’t take you eyes off me soa até um pouco psicodélica em alguns momentos.

JASON MICHAEL MOORE, “SHADES OF GRAY”. Vindo de Los Angeles, Jason passou por bandas como a psicodélica Magna Zero, e estreia solo com o disco Estranged – uma jornada pessoal em torno de temas como alienação e isolamento, com clima sonoro lembrando as experimentações de Mike Patton. Shades of gray, uma espécie de reggae maldito e experimental, é definida por ele como tendo uma vibração singular que “permite que a escuridão respire um pouco e abre espaço para o inusitado, como dançar com nossas sombras sob um céu de lua cheia”.

ORPHAN PRODIGY, “VODKA BUILD”. Projeto de rock eletrônico do músico e produtor Ian Keller, do Queens, o OP surgiu após Ian curar um transtorno de pânico e voltar à música. Vodka build, novo single, “explora a tensão entre destruição e salvação em um mundo moderno à beira do abismo” e é uma faixa eletrônica bem espacial e pesada, mas com certa tranquilidade nos arranjos.

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Radar: Forgotten Garden, Dumb Sociable Motel, Mercury Teeth – e mais sons do Groover!

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Forgotten Garden (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Forgotten Garden.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Forgotten Garden): Divulgação

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FORGOTTEN GARDEN, “RAIN”. Dividido pela portuguesa Ines Rebelo e pelo escocês Danny Elliott (teclados, guitarra), o FG geralmente é descrito como “Lana Del Rey encontra The Cure” – o som é um dream pop cujas referências também vão de Joy Division e Weyes Blood. Rain, o novo single, é uma canção melancólica sobre a tristeza causada pelo fim de um relacionamento, em que uma pessoa se afasta achando que vai ficar tudo bem, mas logo descobre que não. “As referências à chuva na música são motivos para a depressão causada pelo término”, contam.

DUMB SOCIABLE MOTEL, “WHERE’S MY BUDDY?! (ROOM 05)”. Esse grupo não revela seus rostos, e faz um garage rock que tem lembranças de bandas como Royal Blood e Black Keys. O EP Room 05, lançado há pouco, acompanha a história do hóspede do Quarto 05, descrito por eles como “uma pessoa comum sobrecarregada pela rotina, pela pressão do trabalho e por um sistema que o drena lentamente, empurrando-o para um distanciamento gradual da realidade”. Where’s my buddy?! termina a história tentando entender porque é que uma pessoa querida (ou um objeto querido) desapareceu.

MERCURY TEETH, “THE KNIFE THAT BURNS”. “O Mercury Teeth me dá a oportunidade de fazer essa música exatamente como a imagino”, conta Red Kersse, criador do projeto. E como ele imagina a música? Como algo bem experimental, lembrando às vezes o som de bandas como Primus e Flipper – e quase sempre caminhando lado a lado com a loucura sonora, com influências de noise rock, hardcore punk, art rock, jazz fusion e experiências pessoais.

JAMES TONIC, “AT THE TIME IN NEW YORK”. James tem uma energia bem anos 1980 em seu som, além de referências de Cigarettes After Sex, Lana Del Rey e The 1975. At that time faz parte do musical dream pop Safety, lançado recentemente em dois álbuns, e que também já ganhou os palcos. Essa faixa é tida por ele como a mais radio friendly do conjunto, a faixa que mostra a sensação de ser literalmente engolido por uma cidade.

LUX THE LION, “BONNIE & CLYDE”. Brasileiro vivendo em Lisboa, Lux começou a fazer Bonnie & Clyde a partir daquelas perguntas que todo mundo se faz: “e se tivesse sido diferente? E se eu tivesse ido? E se eu tivesse ficado? E se eu tivesse escolhido aquela pessoa, aquela cidade, aquela vida?”. O clipe usa cenas do próprio filme Bonnie & Clyde: Uma rajada de balas (1967), de Arthur Penn.

LUNA IN CÆLO, “MINERVA (PARTE 2)”. O Lvna in Cælo é um dos projetos fundamentais e cultuados da cena pós-punk, rock gótico e dark wave chilena, criado pelo músico Daniel Dávila. Minerva é um disco que tem duas faixas instrumentais, compostas em 2024 por Daniel como uma trilha para o curta-metragem Os mistérios do Castelo de Dados (1929), do artista visual Man Ray. O músico fez as duas faixas com propósitos diferentes: a parte 1 de Minerva é mais simples, mais minimalista, e a segunda é mais energética.

“Este EP representa uma evolução na busca por capturar a melancolia e a luz na escuridão. Eu queria um som que fosse expansivo, mas ao mesmo tempo íntimo e comovente”, diz Daniel.

SHEA PACHECO, “LOOK OUT BELOW”. Com referências de Liz Phair e Phoebe Bridgers, entre outros, Shea – que vem de Atlanta, Georgia – acaba de lançar o EP Under ether, sobre um período em que ela precisou bastante de ajuda: tinha alucinações e chegou a achar que estava enlouquecendo. Look out below, um indie folk tranquilo, é um dos singles do disco. A letra não é tão tranquila assim: fala sobre o terror de pensar, pensar, e não achar saídas.

OPPOSING THE SHADOWS, “KNOW YOUR PLACE”. Projeto musical liderado pela cantora Nadia, o Opposing The Shadows une metal e sons góticos, com lembranças de bandas como Nine Inch Nails. Ela diz querer inspirar pessoas com sua música, e o disco novo do projeto, Fuel the chaos, tem esse objetivo. “Em vez de criar uma história centrada na vitimização, optei por escrever a partir da perspectiva da resiliência e da sobrevivência”, disse.

ARI FRASER, “SEE ME”. Uma canção altamente pop sobre o anseio de ser compreendido por alguém que já se foi. Ari fez essa música inspirado em artistas como Phoebe Bridgers, Daughter e Billie Marten, e fala basicamente sobre abandono emocional e conexões que já foram faz tempo.

GAWD, “LET THE EARTH CRY”. Uma música “sobre recusar o silêncio e o controle”, como diz a turma desse projeto musical norte-americano. O som tem peso que lembra o começo de Marilyn Manson e a letra fala sobre a política de “não pergunte nada, não conte nada” que envolve uma série de opressões nos Estados Unidos. “Era uma política que exigia que militares gays escondessem quem eram ou seriam expulsos — não era apenas uma regra militar. Era uma instrução cultural que já existia muito antes de ser transformada em lei. Fique quieto. Diminua sua importância. Proteja a instituição do desconforto da sua existência”, contam.

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Radar: Glass Coffin Club, Maxswell, Chelsea Motel – e mais sons do Groover!

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Glass Coffin Club (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Glass Coffin Club.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Glass Coffin Club): Divulgação

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GLASS COFFIN CLUB, “SUNDAY SERVICE”. Vindo do Kentucky, esse duo faz death rock, com referências de nomes como Christian Death, Skinny Puppy, The Cure e o comecinho do TSOL. O som tem guitarras pesadas, letras sinistras e bateria eletrônica por escolha estética – a ideia é parecer o filho mais sinistro do rock oitentista. Sunday service está em Revival of malice, segundo álbum do Glass Coffin Club, lançado no ano passado. Mas tá vindo um disco novo aí, End of time, que sai no dia 24 e une anarcopunk, darkwave, metal e estilos que parecem imiscíveis.

MAXSWELL, “CASSANDRA”. Maxwell Thomas Mahar vem de Phoenix, Arizona, é egresso da cena death metal (tocou no Ethernal, grupo dedicado à escola antiga do gênero) e faz hoje basicamente darkwave feroz, com guitarras metálicas, beat eletrônico, vocal grave e fantasmagórico. Cassandra é seu primeiro single de 2026.

CHELSEA MOTEL, “LOST IT FOR YOURSELF”. A onda darkwave tá pegando fogo nos Estados Unidos – o Chelsea Motel vem de Nashville e faz pós-punk com toques dark e vocal doce. Lost it for yourself, o novo single, tem bastante a ver com a frase que a banda usa para definir seu som no Spotify: “bem vindo ao caos etéreo”.

BARRY & THE VISITORS, “THIS IS EVERYTHING”. O som dessa banda lembra bastante a onda de revisão roqueira dos anos 1970 – de Elvis Costello e Warren Zevon a Pretenders e Bruce Sprngsteen. O disco novo, My wave is new, já está nas plataformas. This is everything, um dos destaques do álbum, tem a mesma onda moderna e nostálgica dos clássicos de Costello.

I YA TOYAH, “FEELINGS”. Esse projeto eletrônico de-uma-mulher-só vem de Chicago e volta com Feelings, definida como “uma declaração industrial áspera e contundente que coloca a humanidade moderna diante do espelho – e não desvia o olhar”. O som é pesado, eletrônico, industrial e lembra uma versão 100% feminina do KMFDM (com quem por acaso ela andou fazendo turnê, ao lado do Front Line Assembly).

VERÓNICA LUCIANO, “EL MOMENTO”. Vinda dos Estados Unidos, Verónica faz de El momento um rock latino moderno, com lembranças de punk-pop e power pop, e letra em espanhol. A ideia da faixa é capturar “exatamente aquele instante em que as emoções tomam conta e o tempo parece ficar suspenso”.

WAY TO BLUE, “FOR ALL THE TIMES”. Vindo da Itália, esse projeto é dedicado ao synth pop de climas e ambientações dark, bastante referenciado nos anos 1980 “Ela fala sobre a importância de aceitar as consequências das escolhas que fazemos na vida. Às vezes essas escolhas nos levam à derrota. No entanto, reconhecer isso nos permite encarar o futuro com dignidade, em um diálogo constante com a própria vida”, contam.

CHRIS OLEDUDE, “SAVE THE CHILDREN”. “Essa música é um chamado à ação para aqueles que se acostumaram às atrocidades cometidas por ‘líderes’ que supostamente deveriam agir em nosso melhor interesse”, diz Chris, vindo do Brooklyn, Nova York. “A música pede que os ouvintes não esqueçam nem ignorem as vidas inocentes perdidas em atos de violência desnecessária; são pessoas que pagam o preço por pecados que não cometeram”. O som de Save the children é um reggae com algumas surpresas na melodia – e os vocais de Chris são bem blueseiros.

JACLYN DIMA, “I WON’T DANCE FOR YOU”. Artista independente de Nova York, Jaclyn faz, em seu novo single, um dance-pop como se fazia nos anos 1980 – com beats e teclados de época, e recordações de cantoras como Debbie Gibson (lembra?). A ideia original era fazer algo mais roqueiro, mas as coisas foram mudando. E a letra é pura autoafirmação. “Essa música fala sobre dizer não ao que não serve mais para você e sim à sua própria voz. É sobre abraçar a mudança, a transformação e a coragem de se reerguer daquilo que desmorona”, diz.

HALLUCINOPHONICS, “FROZEN MERIDIAN”. Esse projeto musical do Reino Unido é mais pós-punk e dream pop do que propriamente psicodélico (mesmo com um “alucinofônicos” no nome). Frozen Meridian, afirmam eles, “captura a beleza glacial da Islândia por meio de atmosferas inspiradas em Pink Floyd e da sofisticação contida de Porcupine Tree. A música traça as coordenadas do ponto em que o silêncio glacial da Islândia se transforma em uma nova linguagem”. E é exatamente isso aí.

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