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Games

Michael Jackson na trilha sonora de “Sonic 3”

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Michael Jackson na trilha sonora de "Sonic 3"

É sabido que Michael Jackson amava videogames (seu rancho Neverland tinha um cômodo gigantesco com diversas máquinas de fliperama… meu sonho de consumo!) e que a Sega, empresa que lançou o saudoso console Mega Drive tinha uma parceria antiga com ele.

Como todo bom fã de jogos eletrônicos deve lembrar, um dos primeiros cartuchos a sair para o aparelhinho foi Moonwalker, baseado em seu filme homônimo de 1988. O que ficou mantido em sigilo durante todo esse tempo (apesar de boatos a respeito rolarem desde a época do lançamento do jogo) e só recentemente veio à tona foi o fato de, em 1994, Michael ter trabalhado para a Sega compondo a trilha sonora de Sonic 3.

Quem confirmou a notícia foi o compositor Brad Buxer, co-autor do sucesso de MJ Stranger in Moscow e que trabalhou com ele durante o processo. Segundo entrevista publicada pelo Huffington Post, Michael ficou lisonjeado com o convite, já que era fã do porco-espinho azulado e, além de compor as músicas e os arranjos, ainda ajudou a desenhar os layouts das fases. Mas seu nome acabou sendo limado dos créditos na última hora.

Apesar de o Brad ter afirmado que Michael pediu para não ser creditado porque teria detestado as limitações do áudio do Mega Drive e também não quis correr o risco de ser associado a arranjos tão simplórios e de baixa qualidade, há uma segunda teoria para o fato, bem menos nobre: pouco antes de o jogo ser finalizado, começaram a pipocar na imprensa os escândalos de pedofilia e a Sega achou que, naquele momento, não pegaria bem ter sua imagem associada a ele.

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Como Michael já desencarnou, nunca saberemos qual versão é a correta; porém, independentemente disso, é fácil encontrar no youtube vários videos que corroboram a inusitada informação, onde é possível constatar como as músicas do jogo se encaixam com perfeição em seus maiores sucessos quando tocados simultaneamente. Se duvidam, prestem atenção no link abaixo, onde a canção que toca nos créditos finais do game é executada junto com a balada Stranger in Moscow e reparem como os arranjos parecem se completar:

(É importante frisar: Todo gamer que se preza sabe que a trilha sonora do Sonic é uma das mais cultuadas até hoje. No site cdjapan.co.jp, o box de dois CDs e um DVD com suas melhores músicas sai por 120 reais, mais taxas de envio… alguém aí quer me dar de presente?)

LUCIANO CIRNE é jornalista, flamenguista, casado, ama cachorros e aceita doações de CDs, DVDs, videogames e carrinhos!

Cultura Pop

Aquela vez em que David Bowie lançou um game chamado Omikron (!)

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O episódio 20 do nosso podcast POP FANTASMA DOCUMENTO detalha como David Bowie, considerado por muita gente boa como “o homem que viu o futuro”, chegou até o século 21 – a época em que ele gravou discos como Heathen (2001). O que ninguém esperava, pelo menos nos dia de hoje, é que no fim do século passado, Bowie lançasse um videogame – o único de sua carreira – com um nome que muita gente está ouvindo direto nos dias de hoje.

Omikron: The nomad soul saiu em 1999 pela então novata Quantic Dream, criada por (e mantida até hoje por) David Cage. Não era um game sobre vírus atacando populações ou coisa parecida. Bowie e sua mulher Iman dublaram personagens no jogo, que falava sobre uma cidade chamada Omikron, comandada por um ditador. Tudo começa a ruir quando aparece um investigador chamado Kay’l 669, que pede ao jogador para assumir seu papel, e ajudá-lo a investigar uma série de assassinatos. Dai para a frente, até demônios aparecem na história.

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O personagem dublado por Bowie é uma espécie de história virtual dentro do ambiente virtual – um revolucionário chamado Boz, que só existe dentro dos computadores de Omikron. Ele também interpreta um cantor de uma banda iniciante, The Dreamers, que canta as músicas que o artista fez para o jogo. As músicas do game foram todas feitas por Bowie e pelo guitarrista Reeves Gabrels, e apareceriam no disco Hours (1999). Era uma novidade, porque as produtoras de games suavam muito para licenciar canções famosas, e lá estava David Bowie compondo músicas exclusivas para o jogo. Houve comentários sobre um possível disco instrumental de Omikron, que acabou não sendo feito.

Olha os cinco minutos de aparição de Bowie no jogo.

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“Para o papel de Boz, conversamos muito sobre o papel proativo que esse personagem tinha, de onde ele veio, o que buscava e David fez o resto”, disse Cage para o Le Monde. “Eu realmente dirigi muito pouco no estúdio porque não era necessário”. O promo do jogo, com algumas aparições do cantor, segue aí.

Olha aí Bowie e Gabrels na coletiva de lançamento do game, em 1999. O cantor diz que teve interesse especial pelo desafio de fazer música para um game, e que ele e o amigo haviam feito músicas para filmes durante vários anos. Bowie também chegou a admitir no papo que nunca foi um grande fã de games, e que seu filho Duncan, hoje cineasta, curtia jogar.

No Le Monde, Cage disse que ele, Bowie e Gabrels, para compor a trilha, ficaram trancados em um apartamento em Paris por um mês, e se viam quase todos os dias, para trabalhar. “Eu trouxe todos os designs do jogo, o roteiro, deixei minhas anotações espalhadas pelo apartamento. Durante várias horas por dia, contava a ele a história momento a momento, víamos as imagens juntos, conversávamos sobre o universo do game. E depois que eu saía, ele ficava trabalhando na música”, disse.

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A Quantic Dream, empresa de Cage, é definida pelo jornalista de games Thomas Wilde como um estúdio que fez “alguns dos jogos mais estranhos das próximas gerações” e que adora “narrativa, nudez e, francamente, pretensão incrível”. A empresa já esteve sob investigação, acusada de condutas tóxicas, racistas e sexistas – em abril de 2021, a QD foi inocentada.

Mais um trecho do jogo, com a música New angels of promise.

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E uma curiosidade para games fãs de Bowie é que o jogo ainda está à venda pelo Steam. Testa aí e conta para a gente!

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Cultura Pop

Um passeio (em vídeo) pelo museu do pinball

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Um passeio (em vídeo) pelo museu do pinball

A produtora 30 LBS Skunk fez um curta mostrando a história e as origens do Pacific Pinball Museum, cuja sede fica numa cidade da Califórnia chamada Alameda. Um textinho publicado no blog Make Zine explica que, não fosse pela atuação dessa turma, as máquinas de pinball seriam nada mais do que uma diversão empoeirada e reduzida a um grupo de nerds retrô.

“O Pacific Pinball Museum foi fundado no final dos anos 1990 por Michael Schiess, um artista multidisciplinar e um ávido fã de museus. Ao longo dos anos, Mike transformou a organização sem fins lucrativos em 13 membros do conselho e um exército de voluntários dedicados, além de acumular e restaurar uma coleção impressionante de máquinas de pinball”, escrevem.

Desde 2007, em todo outono, o Pacific Pinball Museum reúne mais de 400 de suas máquinas restauradas, para sediar a Exposição anual de pinball do Pacífico em San Rafael, CA. Quem vai, pode conhecer os membros do conselho do PPM e participar de seminários com historiadores, designer, artistas e fornecedores de máquinas – e dá pra jogar muito também.

Aliás um produtor de vídeo chamado Eddie Codel chegou a fazer imagens de drones do museu, com milhares de máquinas de pinball sendo catalogadas, fotografadas e/ou reparadas para uso futuro, quando o museu for aberto ao público novamente.

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Cultura Pop

Top 10 de jogos subestimados do Atari: descubra agora!

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Se tem uma coisa que me irrita é quando nós, nerds saudosistas, nos reunimos e começamos a lembrar dos nossos games favoritos de infância. Quando o assunto é o bom e velho Atari 2600, sempre os mesmos jogos vêm à tona: River Raid, Enduro, H.E.R.O., Pitfall, etc… Mas que povo sem criatividade!

Falando assim, parece até que só existiam esses cartuchos! Aí chega um cara como eu, com uma memória um pouquinho mais abrangente, a cara de espanto é geral e eu me sinto como se estivesse falando sobre algo de outro planeta! Prefiro acreditar que eu não sou o único a conhecê-los, porém como desencargo de consciência nós do POP FANTASMA achamos por bem citar outros dez jogos de Atari que ninguém lembra, mas que são surpreendentemente bem feitos (para os padrões do aparelho, claro) e que até hoje são diversão garantida!

Aproveitamos que hoje é aniversário da Atari (empresa fundada em 27 de junho de 1972 em Sunnyvale, Califórnia) e dividimos nosso Top 10 de jogos subestimados com nossos leitores e leitoras. Ah, e se você tiver discorda dessa lista e lembra de algum cartucho que te marcou, fale com a gente, adoraríamos saber! Agora, sem mais delongas, vamos à lista.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Punhos de Repúdio: num game, muita porrada nos negacionistas

LASER GATES: À primeira vista, trata-se de um típico shmup – corruptela de “shoot ‘em up”, ou simplesmente um jogo de tiro descerebrado onde você apenas mata tudo que vê pela frente. Mas analisando mais profundamente, ele inova bastante por você ter que administrar com sabedoria sua energia (ou seja, quanto mais pipoco você dá, mais rapidamente ficará sem energia e morrerá), seu escudo (quanto menos tiver, mais dano os ataques dos inimigos causarão) e o tempo. Desafio e diversão na medida certa!

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KUNG FU MASTER: Lançado em 1987, quando o Atari 2600 lá fora já estava morto e enterrado, Kung Fu Master é incrivelmente bem feito e com comandos criativos. Aliás, se hoje em dia tem botão pra pulo, soco, chute e tudo o mais, imagina programar tudo isso tendo apenas um botão à disposição! Tem até trilha sonora, coisa que raríssimos jogos do Atari têm! E o mais assombroso é saber que tudo isso foi feito com apenas 8KBITES (só para efeitos comparativos, o logo do Google tem 6KB)!!

>>> Veja também no POP FANTASMA: Quando fizeram um game em homenagem a Charlie Chaplin

SOLARIS: Quase ninguém lembra desta pequena pérola, que tem gráficos surpreendentes e uma jogabilidade única (você usava os dois controles ao mesmo tempo!). Basicamente nós assumimos o comando de um caça estelar conhecido como StarCruiser. E exploramos vários quadrantes da galáxia em busca do planeta perdido Solaris, que seria a única forma de derrotar o inimigo, uma raça alienígena chamada Zylon.

Como curiosidade, o título original desse game seria The last starfighter, para tentar pegar carona no sucesso do filme com o mesmo nome (batizado aqui como O último guerreiro das estrelas). Mas obviamente a estratégia não deu certo e, ao serem ameaçados de processo, sabiamente resolveram mudar de nome.

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PAC MAN JR.: Uma coisa que sempre me intrigou: por que diabos o Pac-Man lançado em 1982 é lembrado sempre com tanta nostalgia, e essa continuação que é mil vezes mais bonita graficamente e fiel ao arcade é sumariamente ignorada? Não dá pra entender!! Os labirintos são muito maiores, mais coloridos, a dificuldade é maior… Enfim, ele é superior ao seu antecessor em todos os aspectos. Mas talvez fosse uma questão de timing ruim. Afinal, ele foi lançado em 1986, no final da vida útil do console por lá (não aqui no Brasil, claro) e isso talvez tenha atrapalhado para ter se tornado mais popular… Pena!

>>> Veja também no POP FANTASMA: “Pai”, de Fábio Jr., em versão game 16 bits

MONTEZUMA’S REVENGE: Na minha modesta e humilde opinião, é disparado o melhor jogo do console, junto com o badalado H.E.R.O.! Sempre gostei dos pequenos detalhes que tornavam esse jogo diferenciado, como só poder acessar determinados locais depois que obtivéssemos as chaves ou de necessitar de tochas para iluminarmos algumas salas. Eram coisas que parecem corriqueiras em qualquer RPG atual, mas que eram novidade no distante ano de 1984, quando foi lançado.

SMURFS – RESCUE IN GARGAMEL’S CASTLE: Outro caso de game que eu não consigo entender porque é tão ignorado. OK, concordo que ele é bastante repetitivo e a trilha sonora é irritante. Porém não dá pra negar que a jogabilidade é excelente e que seus gráficos são muito bonitos e coloridos. E o resultado final é infinitamente superior a tralhas insuportáveis como Bobby is going home, que sabe-se lá porque fez um sucesso tremendo aqui no Brasil. É, o mundo nem sempre é justo…

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CHOPPER COMMANDO: Neste jogo lançado em 1982, assumíamos o controle de um helicóptero, cujo objetivo era escoltar um comboio de caminhões e protegê-lo contra ataques dos inimigo. Era avançadíssimo para a época, porém foi mais um caso de timing ruim que acabou atrapalhando sua popularização. Por ter uma jogabilidade semelhante ao do clássico Defender muita gente achou na época tratar-se de uma imitação e optou por deixar Chopper commando de lado. Uma tremenda injustiça, já que ambos chegaram ao mercado praticamente ao mesmo tempo. E, no aspecto visual, ele deixava o rival no chinelo.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Cadê o Howard Scott Warshaw?

PRESSURE COOKER: Nesse jogo, assumíamos o papel de um confeiteiro que precisava fazer bolos de acordo com os pedidos dos clientes, conforme indicado na base da tela. Mas claro que, à medida que o tempo passa, a velocidade vai aumentando até chegar a algo humanamente impossível. Uma coisa que me chamava muito a atenção no game era o fato de ele não seguir o padrão usual dos demais jogos do sistema. Não havia tiros, cenários diferentes a serem acessados, veículos ou vidas. Era bem simples e divertido, como todo o bom game deveria ser!

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MOON PATROL: Havia muitas conversões de arcades famosos para o Atari 2600 e 99% delas ficavam muito inferiores ao original. Claro, nem dava para ser muito diferente, haja vista que o hardware do videogame em questão já era obsoleto no início dos anos 1980. Se duvida, é só comparar um game da época com seu similar para os consoles rivais Intelevision ou ColecoVision.

Entre as raríssimas exceções, Moon patrol se destaca. Você vai conduzindo um veículo lunar que patrulha o terreno (daí o título, oras). O jogo é difícil, mas não a ponto de fazer você querer arremessar o cartucho contra a parede. E é bonito e divertido. Pena que não pegou por aqui…

>>> Veja também no POP FANTASMA: Quando transformaram Dolly Parton em personagem de pinball

REAL SPORTS TENNIS: Games esportivos eram quase uma unanimidade negativa no Atari, mas Real Sports Tennis era a exceção que confirmava a regra. Sem falar que, para a molecada que viveu os anos 1980, era um tremendo programão para os fins de semana chuvosos, pois incitava a torcida e deixava alvoroçada a turma do “a de fora é minha” (se você sabe do que estou falando, está ficando velho!). Me trouxe boas lembranças…

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