Urgente
Gaby Amarantos lança “Rock doido” em vinil e transforma fase premiada em registro físico

Depois de um ciclo intenso com Rock doido, Gaby Amarantos transforma o disco em objeto: o álbum ganha versão em vinil pela Três Selos Rocinante. Não é só fetiche de formato. É um jeito de cristalizar a fase mais afirmativa da cantora — aquela em que o tecnobrega, o pop e a cultura paraense fazem uma mistura saudável e festeira.
O LP (que já ganhou resenha nossa aqui) reúne mais de 20 faixas, incluindo Essa noite eu vou pro rock, Arrume-se comigo, Te amo, fudido, Dá-lhe sal, Eu tô solteira e Foguinho. Canções que ajudaram a ampliar o alcance do projeto e a reforçar a ideia de que Gaby joga no mainstream sem perder o sotaque nem a pista – e ainda renderam um filme, que na verdade é um clipão do disco.
O momento ajuda a explicar o movimento. Em 2025, Rock doido levou o APCA de Melhor Álbum, venceu o Multishow na categoria Brega do Ano e ainda apareceu no Prêmio Potências/Billboard Brasil como Música do Ano. O vinil chega nesse embalo, como registro físico de um disco que reposicionou Gaby no centro do pop brasileiro.
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Urgente
Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

RESUMO: O Republica comemora 30 anos de estreia com turnê pelo Reino Unido e edição dupla em vinil de Republica, reunindo o álbum original e um show de 1997.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Se você esperava para qualquer momento a volta do Republica – aquela banda liderada pela cantora Saffron e que estourou em 1996 com o dance-rock Ready to go – pode comemorar. Sim, a banda não apenas anunciou uma grande turnê pelo Reino Unido, prevista para rolar entre outubro e novembro deste ano, como também vai comemorar 30 anos de sua estreia Republica (o disco de hits como Ready to go e Drop dead gorgeous) com uma edição especial do álbum em vinil duplo.
A nova edição, que sai dia 9 de outubro, vai reunir o disco original e mais um show gravado em agosto de 1997. Detalhe: a cor do vinil foi inspirada no cabelo vermelho e preto de Saffron. “É incrível pensar que já se passaram 30 anos. Essas músicas ainda soam tão urgentes e empolgantes quanto naquela época — mal podemos esperar para comemorar com todos vocês”, diz ela.
Na real, “volta” do Republica é maneira de falar: o grupo ainda existe – tinha se separado em 2001 e assim ficou até 2008, quando voltou aos palcos. No últimos anos, a música da banda ressurgiu em filmes como Capitã Marvel e séries como Yellowjackets e Ted Lasso. E mais recentemente, em março, Saffron foi uma das convidadas no concerto da Britpop Orchestra de Alex James (Blur).
Rolaram algumas gravações novas: após o retorno, o Republica lançou alguns singles e o EP Christiana obey (2013). New York e Hallelujah, os dois compactinhos mais recentes da banda, foram lançados como batedores de um álbum chamado Damaged gods, prometido inicialmente para 2025, e até hoje inédito. Vai que com a tour comemorativa, Saffron (hoje a única remanescente dos anos 1990 no grupo) se anima a lançar o disco.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
Urgente
Lunveil cruza nu metal, pós-hardcore e shoegaze em “Véu do luar”

RESUMO: A paulistana Lunveil combina guitarras pesadas, atmosferas etéreas e influência de Deftones em Véu do luar, último single antes do álbum de estreia.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
A Lunveil, banda formada na Zona Leste de São Paulo em 2024, chega a um novo single apostando no contraste entre peso e atmosfera. Véu do luar combina elementos de nu metal, pós-hardcore e shoegaze e vem acompanhado pelo primeiro videoclipe oficial do quinteto.
A faixa é a última amostra autoral antes do álbum de estreia da banda, atualmente em fase final de gravação. Depois do single Limiar, o grupo formado por Aly Santos (voz), Victor Rodolpho (voz e guitarra), Vitor Gonçalves (guitarra), Thiago Albuquerque (baixo) e Giovani Hann (bateria) aprofunda uma sonoridade que alterna guitarras pesadas e momentos mais etéreos.
Véu do luar levou quase um ano para chegar à versão final e ganhou forma depois que a rotina de shows ajudou a banda a entender melhor o que queria fazer. A influência de Deftones e Loathe aparece principalmente nas guitarras, que trabalham com distorções densas, camadas sobrepostas e mudanças bruscas de dinâmica.
“Usamos três guitarras com acordes que soam bem atípicos em uma distorção alta, e o grande desafio foi harmonizar tudo na mixagem”, explica Vitor Gonçalves. A ideia, segundo ele, era criar uma sensação próxima à de um sonho.
A letra segue por um caminho igualmente sombrio. Victor Rodolpho descreve a música como uma espécie de despedida de uma versão anterior de si mesmo, menos ligada à superação do que ao alívio de finalmente deixar algo para trás. O peso instrumental acompanha essa sensação sem transformar a canção em um exercício de agressividade contínua.
O lançamento também apresenta o primeiro clipe da Lunveil. Produzido de forma independente e dirigido por Pedro Arantes, vocalista da banda Falso Sol, o vídeo foi gravado em um apartamento com decoração vintage cedido à banda. A limitação de recursos acabou determinando parte da estética do trabalho.
“Queríamos criar a sensação de estar dentro de um sonho”, resume Vitor. É uma boa definição para Véu do luar: uma música que tenta colocar o ouvinte entre o impacto físico das guitarras e uma atmosfera mais nebulosa, onde o shoegaze funciona menos como adorno e mais como contraponto ao peso.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

RESUMO: O duo alagoano Cipó Fogo e o coletivo uruguaio FetaGruesa unem rock pesado, experimentalismo e discurso político em Fogogrosso, faixa contra a opressão e em defesa da terra e dos povos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
O Cipó Fogo, de Alagoas, é um duo formado por André Corradi (guitarras) e Marcelo Cabral (voz). Já o FetaGruesa, do Uruguai, é um coletivo formado por dez integrantes (!), sendo que um deles é responsável por perfrmances ao vivo. Do encontro da dupla e da multidão, nasceu um som veloz, pesado e politizado: Fogogrosso, uma canção que fala sobre temas que mobilizam os dois projetos musicais.
“A luta contra a opressão, o autoritarismo e as injustiças cometidas contra trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais em territórios sul-americanos, em nome do poder e do lucro”, como afirma o Cipó Fogo. “Uma realidade que pode representar o nordeste do Brasil, Cumaná, na Venezuela, ou as periferias de Montevideo”. Na letra, versos como “fogo contra toda opressão / grosso para gritar bem forte / fogo contra toda opressão / eu grito grosso é pela terra e pelo povo”, em meio a um clima que lembra Black Sabbath e Ratos de Porão unidos.
Tudo a ver com o rock pesado do FetaGruesa e com o experimentalismo igualmente intenso do Cipó Fogo – este último criado a partir da necesssidade de fazer “uma música brutal, diante da brutalidade de um mundo que parecia girar para trás”.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.








































