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Fotos do beatle George em livro. Juliana Hatfield lança disco surpresa. Flor ET solta session em vídeo.

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Capa do livro The third eye: Early photographs, com as fotos de George Harrison

Se você tem dúvida de que um dos assuntos de 2026 vai ser o saudoso beatle George Harrison – que saiu de cena há 25 anos – só observar o que já está vindo por aí. A bola da vez atende por The third eye: Early photographs, livro que a Random House anuncia agora e que mergulha num lado menos óbvio do ex-The Beatles: o de fotógrafo.

São mais de 250 imagens, em preto e branco e também coloridas, feitas entre 1963 e 1970 – basicamente o período em que a banda sai do frenesi juvenil para virar fenômeno global – com George carregando sua Pentax como quem leva um diário no bolso. O autor de Something, aliás, foi um dos pioneiros das selfies – o site Dangerous Minds fez um resgate certa vez das fotos de si próprio, algumas delas bem artísticas, que ele tirou em 1966 na Índia.

O lançamento está previsto para outubro e vem cercado de nomes fortes na parte escrita. A abertura é assinada por Colm Tóibín, ex-reitor da Universidade de Liverpool, e o epílogo fica por conta de George Saunders. A curadoria das fotos é de Olivia Harrison, viúva do músico, que também contribui com um texto de introdução. Mais do que item de colecionador, o livro promete funcionar como acesso direto ao olhar íntimo de Harrison no olho do furacão dos anos 1960.

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Parece que fazer jobs nas casas dos artistas tá dando samba – e folk, e garage rock. Na mesma época em que lançou seu disco Shine, Tobias Jesso Jr anunciou que havia trabalhado em uma continuação de seu disco de estreia Goon (2015), feita com seu jardineiro. Continuação essa que, aliás, não viu a luz do dia até hoje. Dessa vez, é Juliana Hatfield que anuncia o lançamento de Bets, disco feito com o cara que construiu sua casa, Eric Payne.

Bets saiu de surpresa e não está no Spotify nem no Deezer – pode ser ouvido num Bandcamp feito apenas para divulgá-lo. O álbum foi feito antes de Juliana fazer seu mais recente disco, Lightning might strike (resenhado pela gente aqui). Eric e Juliana dividiram as composições (há também um cover de Sugartown, de Lee Hazlewood), e ela cantou, fez letras e tocou algumas faixas de guitarra. Já o empreiteiro tocou todos os instrumentos e ainda desenhou a capa (“ele também é um talentoso carpinteiro e artista visual”, conta a cantora).

Uma curiosidade: apesar de Juliana afirmar que algumas músicas do disco foram retrabalhadas para entrar em Lightning, não há crédito para Eric nas faixas desse disco – a cantora deve ter deixado só as partes dela.

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Com um leque de referências que vai de Mutantes a System Of A Down, a banda gaúcha Flor ET não está brincando quando diz que criou um estilo diferente de fazer rock brasileiro – Brazapunk, além do nome do segundo álbum deles (resenhamos aqui), é também o tipo de som ao qual se dedicam.

O álbum foi resenhado pela gente aqui, e agora chega ao YouTube uma session gravada ao vivo no estúdio Tannus, em SP, contendo duas músicas do novo álbum, QSF e O corre, além de um rearranjo de Guerreira, faixa da estreia Futurotrópica (2022). Ada Bellatrix, a energética vocalista da banda, assina também os figurinos e a pós-produção do vídeo. Assista aí.

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Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

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Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

RESUMO: O Republica comemora 30 anos de estreia com turnê pelo Reino Unido e edição dupla em vinil de Republica, reunindo o álbum original e um show de 1997.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Se você esperava para qualquer momento a volta do Republica – aquela banda liderada pela cantora Saffron e que estourou em 1996 com o dance-rock Ready to go – pode comemorar. Sim, a banda não apenas anunciou uma grande turnê pelo Reino Unido, prevista para rolar entre outubro e novembro deste ano, como também vai comemorar 30 anos de sua estreia Republica (o disco de hits como Ready to go e Drop dead gorgeous) com uma edição especial do álbum em vinil duplo.

A nova edição, que sai dia 9 de outubro, vai reunir o disco original e mais um show gravado em agosto de 1997. Detalhe: a cor do vinil foi inspirada no cabelo vermelho e preto de Saffron. “É incrível pensar que já se passaram 30 anos. Essas músicas ainda soam tão urgentes e empolgantes quanto naquela época — mal podemos esperar para comemorar com todos vocês”, diz ela.

Na real, “volta” do Republica é maneira de falar: o grupo ainda existe – tinha se separado em 2001 e assim ficou até 2008, quando voltou aos palcos. No últimos anos, a música da banda ressurgiu em filmes como Capitã Marvel e séries como Yellowjackets e Ted Lasso. E mais recentemente, em março, Saffron foi uma das convidadas no concerto da Britpop Orchestra de Alex James (Blur).

Rolaram algumas gravações novas: após o retorno, o Republica lançou alguns singles e o EP Christiana obey (2013). New York e Hallelujah, os dois compactinhos mais recentes da banda, foram lançados como batedores de um álbum chamado Damaged gods, prometido inicialmente para 2025, e até hoje inédito. Vai que com a tour comemorativa, Saffron (hoje a única remanescente dos anos 1990 no grupo) se anima a lançar o disco.

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Lunveil cruza nu metal, pós-hardcore e shoegaze em “Véu do luar”

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Lunveil - Foto: Divulgação

RESUMO: A paulistana Lunveil combina guitarras pesadas, atmosferas etéreas e influência de Deftones em Véu do luar, último single antes do álbum de estreia.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A Lunveil, banda formada na Zona Leste de São Paulo em 2024, chega a um novo single apostando no contraste entre peso e atmosfera. Véu do luar combina elementos de nu metal, pós-hardcore e shoegaze e vem acompanhado pelo primeiro videoclipe oficial do quinteto.

A faixa é a última amostra autoral antes do álbum de estreia da banda, atualmente em fase final de gravação. Depois do single Limiar, o grupo formado por Aly Santos (voz), Victor Rodolpho (voz e guitarra), Vitor Gonçalves (guitarra), Thiago Albuquerque (baixo) e Giovani Hann (bateria) aprofunda uma sonoridade que alterna guitarras pesadas e momentos mais etéreos.

Véu do luar levou quase um ano para chegar à versão final e ganhou forma depois que a rotina de shows ajudou a banda a entender melhor o que queria fazer. A influência de Deftones e Loathe aparece principalmente nas guitarras, que trabalham com distorções densas, camadas sobrepostas e mudanças bruscas de dinâmica.

“Usamos três guitarras com acordes que soam bem atípicos em uma distorção alta, e o grande desafio foi harmonizar tudo na mixagem”, explica Vitor Gonçalves. A ideia, segundo ele, era criar uma sensação próxima à de um sonho.

A letra segue por um caminho igualmente sombrio. Victor Rodolpho descreve a música como uma espécie de despedida de uma versão anterior de si mesmo, menos ligada à superação do que ao alívio de finalmente deixar algo para trás. O peso instrumental acompanha essa sensação sem transformar a canção em um exercício de agressividade contínua.

O lançamento também apresenta o primeiro clipe da Lunveil. Produzido de forma independente e dirigido por Pedro Arantes, vocalista da banda Falso Sol, o vídeo foi gravado em um apartamento com decoração vintage cedido à banda. A limitação de recursos acabou determinando parte da estética do trabalho.

“Queríamos criar a sensação de estar dentro de um sonho”, resume Vitor. É uma boa definição para Véu do luar: uma música que tenta colocar o ouvinte entre o impacto físico das guitarras e uma atmosfera mais nebulosa, onde o shoegaze funciona menos como adorno e mais como contraponto ao peso.

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Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

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Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

RESUMO: O duo alagoano Cipó Fogo e o coletivo uruguaio FetaGruesa unem rock pesado, experimentalismo e discurso político em Fogogrosso, faixa contra a opressão e em defesa da terra e dos povos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Cipó Fogo, de Alagoas, é um duo formado por André Corradi (guitarras) e Marcelo Cabral (voz). Já o FetaGruesa, do Uruguai, é um coletivo formado por dez integrantes (!), sendo que um deles é responsável por perfrmances ao vivo. Do encontro da dupla e da multidão, nasceu um som veloz, pesado e politizado: Fogogrosso, uma canção que fala sobre temas que mobilizam os dois projetos musicais.

“A luta contra a opressão, o autoritarismo e as injustiças cometidas contra trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais em territórios sul-americanos, em nome do poder e do lucro”, como afirma o Cipó Fogo. “Uma realidade que pode representar o nordeste do Brasil, Cumaná, na Venezuela, ou as periferias de Montevideo”. Na letra, versos como “fogo contra toda opressão / grosso para gritar bem forte / fogo contra toda opressão / eu grito grosso é pela terra e pelo povo”, em meio a um clima que lembra Black Sabbath e Ratos de Porão unidos.

Tudo a ver com o rock pesado do FetaGruesa e com o experimentalismo igualmente intenso do Cipó Fogo – este último criado a partir da necesssidade de fazer “uma música brutal, diante da brutalidade de um mundo que parecia girar para trás”.

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