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Radar: Crá Croí, Paula T., Marquez de Antas – e mais sons do Groover

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Crá Croí (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Crá Croí.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Crá Croí): Divulgação

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CRÁ CROÍ, “FIRES AT DAWN” / “FEEDING THE FEAR”. Essa banda irlandesa (cujo nome, no idioma local, significa algo como “dor de coração” ou “irritação do espírito”) está preparando um álbum para o segundo semestre. O som dos dois singles mais recentes é um pós-punk sombrio que faz lembrar bandas como Interpol, Preoccupations e a fase nova do AFI, com boas guitarras, letras soturnas e vocais graves. Mas Feeding the fear, vale citar, ganha no quesito frieza e depressão, com guitarra quase formando uma novem típica do shoegaze, e vocais gravados como se viessem de uma transmissão radiofônica. Vale esperar o álbum.

PAULA T, “SUGAR TITS”. Com clima sexual e zoeiro embutido na letra e no título de seu novo single, Paula T é uma artista do Brooklyn que se considera uma compositora de canções no estilo “bubblegrunge electropunk”. Sugar tits é uma personagem que ela imaginou quando estava num relacionamento bastante repressivo, “Esta música é para quem vive tentando agradar todo mundo, e para qualquer pessoa que sinta a necessidade de se reprimir por algum motivo”, conta ela.

MARQUEZ DE ANTAS, “AGORA IGNEZ É MORTA”. Duo brasileiro independente de pós-punk/darkwave que estava dando um giro pela Europa no começo do ano – retornam ao Brasil neste mês – o Marquez usa o mito medieval de Inês de Castro (romancista portuguesa cuja morte virou ditado popular e até inspirou trechos de Os lusíadas, de Luís de Camões) para fazer uma canção sombria e inspirada em bandas como Lebanon Hanover.

JRNXLST, “HALO”. Esse músico do Equador, mas radicado nos Estados Unidos (no Brooklyn, aliás) faz um som que une rock e dance-pop, com refrãos fortes e beats pesados – uma onda que faz lembrar bastante bandas como The Killers. Misturando versos em inglês e espanhol, ele faz em Halo, simultaneamente, música pop e ativismo. “A música foi inspirada por uma fotografia hoje famosa de uma criança palestina sendo segurada por uma enfermeira em Gaza. Uma criança que parecia ter mais ossos do que carne”, afirma ele, que como imigrante, sentiu-se particularmente tocado com a imagem.

DREAM BODIES, “OMENS”. Criado por um sujeito chamado Steve Fleet, o Dream Bodies é um projeto bastante produtivo – já até apareceu aqui no Radar outras vezes. Omens é uma canção “joydivisionesca” (a definição é dele) sobre um amor que vai embora e deixa dores de cotovelo, além de um monte de dúvidas existenciais, do tipo “será que isso é o meu destino ou eu mesmo crio meu destino?”. Fãs de The Cure vão achar bastante diversão (e choradeira) aqui também.

LUX THE LION, “TERAPIA”. Com o pseudônimo de Lux The Lion, esse compositor que vive entre Brasil, Cabo Verde e Portugal investe em canções que ele diz ser “para a alma, não para o corpo”, e afirma que cantar virou o jeito dele organizar seu dia. Em Terapia, canção com vibe de piano-bar, ele imagina um mundo “sem boleto, celular ou papel” com a futura companhia.

REPTILE TILE feat PERIOD BOMB, “SHOPPING AROUND”. O mundo do consumismo, das aparências e das redes sociais é sacaneado no single novo desse “projeto musical experimental multigênero” de Virginia Beach, Estados Unidos. Shopping around tem um clipe deliberadamente feito na mão de onça, com imagens que parecem tiradas de uma propaganda de TV dos anos 1980, misturadas com zoeira sadomasoquista (olha só o visual da turma). Camila Alvarez, criadora do grupo Period Bomb, solta a voz junto com Roderick Edens, do Reptile Tile.

JANIQ, “COBRA”. Com uma sonoridade pop e dançante, e letras que celebram a liberdade e a sexualidade, Janiq (que vem de Trinidad and Tobago, mas é radicada em Londres) e cai dentro do r&b sexy em Cobra, seu novo single. O tema da faixa, diz ela, é alguém que se torna quase uma paixão hipnótica. “É quase perigoso se envolver com alguém que exerce uma atração tão magnética sobre você que o tempo desacelera quando ele te toca, e você se pega dizendo sim a qualquer coisa que ele sugira. Vocês dois ficam presos nisso, dançando nas bordas da incerteza — mas, se não for algo lúdico, ardente e inebriante, então eu não quero”, conta ela.

SUGAR WORLD, “IN MAGAZINES”. Essa distorcidíssima banda de Los Angeles promete o disco supercassetteworld (assim mesmo, com minúsculas) para lançamento ainda neste ano – recentemente, no último dia de 2025, lançaram um ótimo pirata deles próprios, Live at Little Street Music Hall. In magazines, o novo single, traz várias recordações de como era viver no começo dos anos 2000, quando o foco do marketing era em revistas, e não na internet. “Ela tem muita nostalgia do ambiente midiático dos anos 2000 da minha infância, mas é, na verdade, sobre a vida nos anos 2020”, conta o vocalista Ryan Stanley.

WESTWELL, “VIEW FROM THE BEACH” / “FEAR”. Dois singles recentes dessa banda britânica que tem um pai e um filho na formação. Fear, que saiu no ano passado, é uma música antiguerra, feita pela banda “sobre a esperança de que, quando o amanhã chegar, eu terei sido o homem que deveria ter sido” – uma faixa que eles definem como meio canção, meio oração. View tem referências de The National e The War On Drugs e é definida pelo grupo como uma faixa que “contrasta aqueles que observam em segurança da margem com os corajosos o bastante para mergulhar fundo – e se afogar”.

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Radar: Pianocoquetel, O Velho Manco, Thami, SantiYaguo – e mais!

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Pianocoquetel (Foto: Nicole Chaffe / Divulgação)

Donos de sites independentes também vão médico e demoram pra serem atendidos (tá tudo bem, foi só um exame), daí o Radar nacional dessa sexta tá saindo só agora – pelo menos a tempo de você fazer sua playlist pro fim de semana. Vamos abrindo com o som chique do Pianocoquetel, mas tem muito mais, da música pop à pauleira.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Pianocoquetel): Nicole Chaffe / Divulgação

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PIANOCOQUETEL, “OLHA SÓ”. Projeto musical idealizado por Felipe Brandão, o Pianocoquetel misutura pós-punk, MPB setentista e um tiquinho de psicodelia, nos timbres e no uso de instrumentos como órgão e synth com som de cravo. Que coisa, o segundo disco da banda, sai ainda no primeiro semestre – e é adiantado pela doce Olha só, que fala daquela revisão do dia que a gente faz depois que as coisas já aconteceram.

“Eu quis que essa fosse a primeira música lançada porque sonoramente ela apresenta bem o caminho das outras canções e também porque representa um sentimento que aparece direta ou indiretamente ao longo do disco”, explica. “Às vezes a gente passa tanto tempo tentando alcançar um objetivo que acaba esquecendo de valorizar coisas que surgiram no caminho, como o próprio sossego ou amizades que a gente ama muito e nem lembra quando começaram”. Lançamento Frase Records.

O VELHO MANCO, “AS PEDRAS” (CLIPE). Fazendo um som que une grunge, pós-punk, alt rock e noise dos anos 90, essa banda já havia aparecido no Radar ao lançar pelo selo Casalago Records o single duplo com Depois? e As pedras. Dessa vez, sai o clipe da segunda música, feito com evocações dos clipes dos anos 1990 e da atmosfera visual da HQ Sin City, de Frank Miller. Para o grupo, a ideia é causar tanto desconforto com o clipe quanto a própria música pode provocar.

“A faixa fala sobre o uso de entorpecentes, seja na sua supervalorização no intuito de desviar de uma condição mental mais profunda, seja tratando o próprio vício em tais drogas como uma deficiência na saúde mental passível de tratamento psiquiátrico ou ainda como necessários, com doses controladas, em uma sociedade imersa em ambientes agressivos à psique individual”, afirma a banda.

THAMI, “AINDA É POUCO”. Todo dia vem / aquela sensação / que tudo que eu fiz / me parece ser em vão”. Quem já passou por algum situação dessas, de trabalhar, trabalhar, trabalhar e parecer que a coisa não engata, vai se identificar muito com o novo single de Thami, cantora voltada para o r&b e para a MPB. Ainda é pouco, aliás, é uma música que fala sobre o esforço contínuo no mercado musical independente: ralar, correr atrás de shows, de gravações, de espaços, fazer música e nem sempre ver o esforço recompensado.

“No mercado de hoje, a sensação de que o esforço nunca basta é um peso real na vida de quem faz música de forma independente. Ainda é pouco surge justamente desse desabafo”, conta ela. “Foi um processo de cura para mim, pois precisei olhar no espelho e encarar essa exaustão de frente. Decidi não mascarar esse sentimento, mas sim dar voz a ele, transformando a fragilidade da cobrança em força criativa para o projeto”. A faixa já tem clipe, com direção criativa e design de Guilo Farias.

SANTIYAGUO, “MÁQUINA DE MOER”. Esse músico e cantor carioca faz heavy metal – mas faz questão de inserir bom humor e crítica em suas músicas, em vez de só falar dos temas comuns do estilo musical. Bastante artesanal e bem realizado, o clipe traz Santiago Miquelino (o popular SantiYaguo) cantando a música pelos recantos do Centro do Rio, enquanto um rapaz fã de rock pesado ouve um som no fone e também dá seu passeio pelo local.

Cenas fora do cartão postal do Rio surgem ao longo do clipe: pessoas em situação de rua, sujeira, pixações, cartazes de protesto (contra a escala 6×1!). Já a letra, diz SantiYaguo, “é sobre como o tempo me moeu”, e como a passagem dele vai mudando as coisas para todo mundo. Entre as referências da faixa, o clássico Judas Priest e a banda brasileira de metal Azul Limão.

LUIZ E AS CONSEQUÊNCIAS DE SUAS ESCOLHAS, “ROTEIRO DO ROLÊ”. Erasmo Carlos ficaria orgulhoso: seus pupilos Luiz Lopez (voz, guitarra), Pedro Herzog (baixo e backing vocal) e Rike Frainer (bateria e backing vocal), que tocaram durante um bom tempo com o Tremendão, agora formam o Luiz E As Consequências de Suas Escolhas – uma banda de indie rock ligada nos sons sessentistas.

O primeiro single, Roteiro do rolê, é um canção com cara jovemguardista, cuja letra fala dos programas da noite carioca – uma música que tem até um pouco do espírito descontraido de Erasmo, que no hit Coqueiro verde falou da boate Le Bateau e do Pasquim. Plural, o álbum de estreia, sai a qualquer momento. Lançamento Labidad Music.

HARU E A CORJA, “DEVORAR”. Essa banda de metal de Fortaleza assinou seus discos e singles durante vários anos com o nome Corja!. Algumas coisas mudaram: Haru Cage assumiu os vocais guturais do grupo, e a banda passou a se chamar Haru E A Corja – e o grupo agora grava na Deck. Ao lado de Helder Jackson (guitarra), Pedro Leal (baixo) e Silvio Romero (bateria), Haru solta o gogó em Devorar, música que fala sobre “viver à mercê da decisão que não é minha, mas ser cobrado pelo mínimo que cabe a quem me cobra”.

Devorar é uma das músicas mais marcantes que já escrevemos. Tem peso, tem groove, tem riffs que grudam. Espero que quem escutar sinta isso tanto quanto a gente”, conta Helder, autor do arranjo. A música nova foi gravada entre São Paulo e Fortaleza, com produção musical, mixagem e masterização de Rodrigo Oliveira. E já tem clipe.

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Radar: Lana Del Rey, Guitar, Theatre, Jenny On Holiday – e mais!

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Lana Del Rey (Foto: Divulgação)

Disco novo de Lana Del Rey que é bom, nada – mas já saiu até música nova de surpresa hoje (esse povo famoso adora uma surpresa, né?). Além dela, teve mais gente que andou lançando música no susto, às vezes só para ter algo novo para a turnê que está chegando. E um som novo de despedida de uma banda – além da estreia de outra. Curta tudo no Radar internacional de hoje.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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LANA DEL REY, “FIRST LIGHT”. Talvez esse álbum novo de Lana Del Rey, que já teve diversos nomes e datas de lançamentos, atrase mais do que o imaginado – mas do jeito que as coisas andam indo, mais fácil ela decidir lançar uma coletânea de singles. First light, lançada de surpresa hoje nas plataformas, é a nova música de Lana – também é tema do videogame dedicado a James Bond, 007 First Light, previsto para 27 de maio.

A faixa foi composta por Lana Del Rey e pelo britânico David Arnold, que já trabalhou na trilha sonora de vários filmes da franquia, como O amanhã nunca morre (1997) e Quantum of solace (2008). First light começa na onda dramática e sexy que todo mundo já associa a Lana, mas vai ganhando aquela grandiloquência típica das músicas dos filmes de James Bond, com metais que vão crescendo. A letra usa termos que associam o universo do detetive ao mundo dos games: fala em “força” em “vida como um jogo”, mas sempre naquela onda heroica da franquia. Ficou bem legal.

GUITAR, “BUNNY THE NIGHT CLERK”. Essa banda de nome, digamos assim, complicado (procure por eles no Spotify pra ter uma ideia da complicação) tem uma discografia curta e bem bacana – incluindo o bom álbum lançado em 2025, We’re headed to the lake, que resenhamos aqui. Em meio a alguns shows, o grupo liderado pelo cantor e compositor Saia Kuli acaba de lançar um single novo: Bunny the night clerk fala das entediantes aventuras de uma balconista de loja de conveniência, que trabalha no perigoso período noturno. O som fica entre o pós-punk e vibes eletrônicas e distorcidas. O lyric video, feito em desenho animado é uma surpresa.

THEATRE, “THE FALL”. Theatre não é dos nomes mais tranquilos de banda para se buscar por aí – fica no mesmo caso do Guitar, banda anterior dessa lista. Já o som desse grupo irlandês é coisa muito séria: é rock pesado, numa onda de “ouvimos muito nu-metal e emo Midwest quando éramos crianças / adolescentes” (mas pode levar fé que é bem feito) e com uma vocalista, Maeve O’Shea, cuja voz tem muito a ver com a de outras cantoras irlandesas ilustres, como Sinéad O’Connor.

A letra de The fall fala de bad trips relacionais: é “a história de uma amizade desfeita, uma pessoa que muda de personalidade e o tormento de amar alguém tão tóxico quanto ela”. Já vem chamando atenção: nos comentários do clipe da banda no YouTube há fãs agradecendo ao Fontaines DC por ter recomendado essa banda… Veja abaixo.

DESPERATE SEEKING SUKI, “SUKI”. Esse duo é formado pelos irmãos Natassa Zoë e Sig Sali (ou Danny Pugh), divididos entre Austrália e Reino Unido. Suki, o primeiro single, é definido por Natassa como sendo algo “sobre abraçar a luz e a escuridão dentro de si e encontrar um amor que se mantém firme em meio ao caos”. Com um leque de referências que inclui Lykke Li, Wolf Alice, Yeah Yeah Yeahs e Arcade Fire, a dupla se entrega a um pop dançante e eletrônico, mas com uma onda meio eletrorock que vai surgindo aos poucos, no peso e no clima meio psicodélico que surge depois – e que atinge também o lyric video da faixa. O duo promete um EP pra breve.

JENNY ON HOLIDAY, “ANDROGYNOUS”. Lançada originalmente pelos Replacements no álbum Let it be (1984), Androgynous é uma raridade na obra do grupo punk norte-americano: uma canção solidária, sobre identidade de gênero, falando de um casal que se veste da maneira que quer, e cujo comportamento não depende de padrões. Uma faixa ótima, por sinal, e pouco lembrada pelos fãs da banda (Let it be é não apenas um dos melhores discos do grupo como também é um dos melhores discos dos anos 1980, aliás).

Jenny On Holiday (ou seja: o projeto solo de Jenny Hollingworth, metade da dupla Let’s Eat Grandma) acaba de lançar uma versão acústica dessa faixa, que vai estar no EP Quicksand heart – Excess baggage, uma espécie de continuação unplugged de seu álbum Quicksand heart (resenhado pela gente aqui). A faixa sai em grande estilo: Jenny vai até fazer sua primeira tour como atração principal.

SECOND DEATH, “BURNING QUESTION”. A banda londrina de hardcore – uma banda do tempo em que o estilo era sinônimo de rodas vibrantes, porradas sonoras e vocalistas quase guturais – vai encerrar atividades. A festa de despedida inclui o lançamento da fita K7 Last songs, lançada pelo selo inglês La Vida Es Un Mus, com as três últimas gravações da banda.

Você pode ouvir as três faixas no Bandcamp da gravadora (em especial a intensa Burning question, que com quase três minutos é a mais extensa da última leva) ou pode pegar um avião e se mandar para Londres para assistir ao último show deles neste sábado, no New River Studios – a banda e o selo vão levar 50 fitinhas K7 com as músicas para vender lá.

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Radar: Marina Mole, Gabo Islaz, Manco Capac, Gustavo Spínola – e mais!

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Marina Mole (Foto: Divulgação)

Marina Mole, que já apareceu algumas vezes no Pop Fantasma fazendo feats, vai finalmente lançar disco solo – e já estreia no Radar com uma live session. Entre chamber pop carioca, jangle pop gaúcho e até MPB nova, o Radar nacional de hoje vem muito bem equilibrado, com direito a anúncio de show no Rio. Ouça tudo e monte suas playlists.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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MARINA MOLE, “CORAÇÃO REMENDADO”. Marina vai lançar neste ano o álbum Azucrim, cujo repertório vem sendo apresentado em shows. O punk rock Coração remendado sai por enquanto apenas em versão ao vivo feita para a série de lives Grande Sessão Veredas. Coração, que costuma encerrar os shows dela (é a canção mais explosiva do repertório) é apresentada por Marina na voz e na guitarra, ao lado do mesmo time que gravou o álbum – Vitor Wutzki (backing vocal e guitarra), Lucas Monch (baixo) e Cleozinhu (backing vocal e bateria). E é, pode acreditar, uma canção inspirada simultaneamente em Ramones e Paulinho da Viola (!).

“Ela é tipo uma mistura de Ramones com Jovem Guarda. E ela parte de um diálogo com a letra de Coração imprudente, de Paulinho da Viola, além de ter sido inspirada pelos backing vocals de O telegrama (Western Union), de Paulo Diniz”, conta Marina, que fez Coração remendado em parceria com Cleozinhu.

GABO ISLAZ, “NOCAUTE”. Em pouco mais de um minuto e meio, o gaúcho Gabo conta uma história que fala sobre como, às vezes, a paixão deixa a gente nocauteado, como se tivesse tomado um baita soco na cara – e estivesse caindo no chão, enquanto a plateia aplaude o vencedor / a vencedora da luta. Uma canção doce, tranquila, quase jangle pop, que adianta seu álbum Do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração, previsto para 26 de maio de 2026. Gabo já havia lançado o single Me deixei e vai lançar ainda mais uma terceira musica antes do álbum chegar.

MANCO CAPAC, “CABEÇA”. Essa banda carioca é extremamente psicodélica e detalhista – com músicas cheias de surpresas nos arranjos e no uso de instrumentos musicais (falamos do EP Bom jantar aqui). Cabeça, o novo single, segue essa onda, com bandolins, corais, efeitos, ecos e uma vibe quase chamber pop. Tudo espremidinho em econômicos 2:12. Mais um lançamento do selo Alter Ego Produções.

GUSTAVO SPÍNOLA feat IVAN LINS, “VOA”. MPB com cara jazzística e, como convidado, um mestre na fusão das duas ondas: Voa, canção de Gustavo com participação de Ivan Lins, está no single Do acaso ao cais vol. 1, que marca a abertura de um álbum que será apresentado em três etapas ao longo dos próximos meses. Para Gustavo, Voa e O dia, que também está no single, são faixas que sintetizam o conceito do disco: são encontros que transformam o acaso em porto seguro. E que veem o mundo por uma visão cheia de esperança, mesmo em tempos complicados.

FRED IZAK, “CANÇÃO DE ENGATE”. Essa música de Fred não é nova – é de Lírico, seu último álbum, que saiu em 2024. Mas vale incluir aqui para avisar que o Teatro Brigitte Blair, em Copacabana, no Rio, está voltando a agendar shows de novos nomes da MPB, e Fred apresenta o show Lírico nesta quinta (16). O som dele é MPB referenciada nos clássicos nacionais dos anos 1970 e 1980, com lembranças de nomes como Cazuza e Raul Seixas – e por acaso, o show vai ter participações de nomes ligados tanto ao primeiro (Nico Rezende) quanto ao último (Arnaldo Brandão). Você fica sabendo mais sobre horário e ingressos aqui.

IMPÉRIO CONTRA-ATACA!, “ME DIZ QUE VAI FICAR TUDO BEM”. Produzido e mixado por Pedro Guerreiro (Chococorn and the Sugarcanes) e masterizado por Pedro Acosta (Bella e o Olmo da Bruxa), o single novo desse quarteto de Santa Bárbara D’Oeste soa bem mais próximo de uma onda punk melódica, ou até do pós-hardcore. Breno Baus, guitarrista do grupo, estreia nos vocais nessa faixa. Na letra, aquela sensação de quando você precisa ouvir que “vai ficar tudo bem”, mesmo que, na prática, nunca dê para garantir nada.

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