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Madonna estreia “Love sensation” e resgata raridades do “Confessions” em megashow

Madonna resolveu tratar a volta do universo de Confessions como um acontecimento pop em escalas astronômicas. Enquanto prepara o lançamento de Confessions II, sequência direta de Confessions on a dance floor (2005), que sai dia 3 de julho, a cantora vem ocupando qualquer espaço ou megaespaço possível: já apareceu em clubes, passou pelo Coachella ao lado de Sabrina Carpenter e agora fez um megashow gratuito na Times Square para algo em torno de 50 mil pessoas.
O evento aconteceu na noite de quinta (4) como parte das celebrações do Mês do Orgulho LGBTQIA+ e teve transmissão ao vivo pelo aplicativo de encontros Grindr. No repertório, Madonna apresentou os singles recentes I feel so free e Bring your love, parceria com Sabrina já mostrada ao vivo no Coachella. Mas a principal novidade foi Love sensation, faixa lançada horas antes do show. Um som pensado pra balada, com uma onda bem anos 2000, mas sem nada de exageradamente nostálgico.
Depois da parte “nova era”, Madonna puxou o público direto para 2005. Hung up apareceu logo em seguida, mas o set ficou mais interessante quando ela recuperou Get together e I love New York, duas faixas do Confessions que estavam fora dos shows desde 2006. Num show desses, talvez ninguém imaginasse ver Madonna revisitando lados menos óbvios do catálogo, em vez de seguir apenas no modo greatest hits.
Abaixo você confere o clipe de Love sensation, além de alguns momentos do megashow.
Foto: Alex Antonioni / Divulgação
MADONNA PERFORMING GET TOGETHER FOR THE FIRST TIME IN 20 YEARS!!!! pic.twitter.com/3Mc0ySEJ8p
— Emre. (@EmreAkn) June 4, 2026
Ela gosta de um perigo né? Madonna se pendurando no vidro em I Love New Yorkpic.twitter.com/riic2kpud7
— Madonna Literal (@MadonnaLiteral1) June 5, 2026
MADONNA PERFORMING HUNG UP IN TIMES SQUARE I’M SHAKING pic.twitter.com/rsW0QqNFb3
— madonna (@mdnaspears_) June 4, 2026
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Black Sabbath ganha reedições em fita de rolo (!) pela Rhino

RESUMO: A Rhino relança Black Sabbath e Paranoid em fita de rolo, com apenas 500 cópias de cada. Edições audiófilas reproduzem as masters analógicas a US$ 299,99.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Difícil vai ser arrumar onde ouvir, mas vamos lá: a Rhino, sempre dedicada a satifazer o audiófilo feliz, decidiu lançar reedições em fita de rolo (!) dos dois primeiros álbuns do Black Sabbath: Black Sabbath, de 1970, e Paranoid, do mesmo ano. Cada edição é limitada a apenas 500 cópias em todo o mundo e está disponível exclusivamente pelo site da Rhino.
Para quem se interessa por detalhes técnicos, algumas infos importantes: as novas edições foram produzidas em tempo real a partir de cópias 1:1 das fitas master analógicas americanas. A proposta é preservar a dinâmica e os detalhes das gravações originais, utilizando fita de 1/4 de polegada, duas pistas e velocidade de 15 ips (polegadas por segundo). O material utiliza fita RTM LPR90, segue o padrão de equalização IEC e é acondicionado em um carretel metálico de 10,5 polegadas.
Os dois primeiros discos do Black Sabbath têm uma característica bem louca: foram gravados em bem pouco tempo, na pressa, e sem muitos ajustes, mas o som é inigualável – e mais repleto de “ambiência” do que qualquer outro disco do catálogo deles, ate mesmo o fenomenal Black Sabbath Vol 4 (1972). Ouvir isso em fita de rolo deve ser uma experiência de cair o queixo. Só vale lembrar que os tais relançamentos não são nada baratos – US$ 299,99 cada – e, claro, você vai precisar de um aparelho para reproduzir os fitões.
- Aliás, em 2017, tinha uma turma dizendo que as fitas de rolo iam voltar (olha a profecia aí!)
Fita de rolo, aliás, sempre foi sinônimo de audiofilia avançada e endinheirada. Tanto que lá pelos anos 1970 / 1980, toda vez que surgia algum personagem numa novela da Globo que tinha muita grana e possuía um “aparelho de som” em casa, os tapes reel-to-reel estavam lá, brilhando na estante do sujeito ou sujeita. Um personagem que me vêm rápido à mente é o playboy desligado Nelson Fragonard, interpretado por Reginaldo Faria em Água viva (1980), e que tinha um desses.
A Rhino, vale informar, ainda fez outras reedições em fitão – o catálogo inclui Workingman’s dead, do Grateful Dead (1970), o disco epônimo de 1975 do Fleetwood Mac, Blue, de Joni Mitchell (1971), The Yes album, do Yes (1971), e pode acreditar, Fun house, dos Stooges (1970). Vai que, mesmo sempre tendo sido caríssimo, o formato vira moda retrô…
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Urgente
Simple Minds volta ao art rock e à new wave no álbum “Sacrosanct”

RESUMO: O Simple Minds anuncia Sacrosanct, álbum de oito faixas que retoma referências de art rock e new wave dos primeiros anos da banda e chega em janeiro de 2027.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Preparado / preparada para saber de um disco que está sendo anunciado para janeiro de 2027? O Simple Minds anunciou Sacrosanct, seu novo álbum de estúdio, com lançamento previsto para o vigésimo nono dia do próximo ano, pela BMG. O disco será o primeiro da banda escocesa desde Direction of the heart, de 2022, que chegou ao Top 5 britânico.
Nos últimos anos, o grupo esteve ocupado com turnês, documentário, autobiografia e uma série de shows pelo mundo. Só em 2025, a banda tocou para mais de 1,5 milhão de pessoas durante a Global Tour. Foi nesse período, depois de uma sequência de apresentações, que Jim Kerr e Charlie Burchill começaram a trabalhar no novo material.
A turnê norte-americana de 2025 teve um papel importante no caminho do disco. Ao tocar em cidades onde nunca havia passado, o Simple Minds percebeu a reação do público às músicas dos primeiros discos da banda. A experiência fez Kerr e Burchill voltarem a referências de art rock e new wave que estavam presentes no início da carreira (a melhor fase da banda, em nossa opinião – temos um textinho sobre isso no site).
E essa atmosfera atravessa as oito faixas de Sacrosanct, diz o grupo. O álbum também fecha uma espécie de trilogia iniciada por Walk between worlds (2018) e continuada por Direction of the heart.
A primeira música apresentada é Beginner boys, inspirada por uma situação bastante pessoal de Kerr: observar o crescimento de seus dois netos gêmeos e pensar sobre o que significa criar um homem nos dias de hoje.
“Comecei a pensar em como força, ternura, coragem e delicadeza ainda podem existir juntas, mesmo quando a cultura ao redor deles transmite sinais contraditórios. É menos uma afirmação do que uma pergunta que espero que eles passem a vida tentando responder por si mesmos”, explicou.
O título Sacrosanct também tem relação com a história da banda. Kerr diz que, depois de quase 50 anos escrevendo músicas ao lado de Burchill, o trabalho deixou de parecer apenas uma carreira.
“Chamamos o álbum de Sacrosanct porque, depois de uma vida inteira fazendo isso – são quase 50 anos escrevendo músicas juntos – deixou de parecer uma carreira e passou a ser algo mais próximo da fé. Chamar o disco de Sacrosanct não é exagero. É apenas honestidade”, conta.
Abaixo, você confere o visualizer de Beginner boys, a capa de Sacrosanct e a lista de faixas do álbum.
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LISTA DE FAIXAS:
01. Elysium
02. King of the undderworld
03. Beginner boys
04. Jerusalem (State of mind)
05. Our secrets are the same
06. Songs
07. Alive in this moment
08. The next tight thing
Urgente
Funeral Macaco une negritude, juventude e história em “Capoeira”, novo single

RESUMO: Com um som que cruza pós-punk e referências brasileiras, o Funeral Macaco lança Capoeira, single ritualístico que antecipa Odé, segundo álbum da banda carioca, pelo selo AlterEgo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Com origens na “cacofonia da favela de Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio” (frase tirada do próprio Instagram do grupo), o som do Funeral Macaco une pós-punk e brasilidades, num resultado que lembra tanto o rock pernambucano dos anos 1990 quanto bandas como Black Future e Paulo Bagunça e a Tropa Maldita.
Eles já haviam aparecido por aqui com o EP Idade do pássaro e voltam com o ritualístico e misterioso single novo, Capoeira. Uma faixa que marca o início de uma nova etapa do grupo e antecipa o universo sonoro e conceitual que será desenvolvido no segundo disco da banda, Odé, previsto para breve.
A faixa foi gravada pelos integrantes Vinicius Monteiro (voz), Gabriel Matuk (violão) e Pedro Valle (baixo), e teve a participação de Raphael Balbino na percussão. A letra une história, juventude e negritude: “Ela estabelece um paralelo entre os capoeiras que lutaram na Guerra do Paraguai e os soldados conhecidos como ‘cabeludos’ mortos na Guerra do Vietnã”, avisa a banda.
Tanto o single quanto Odé saem pelo selo AlterEgo. Abaixo você confere a nova música.
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