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Weezer volta às cores e promete seu disco “mais agressivo” até hoje

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Weezer (Foto: Divulgação)

Tem um disco novo do Weezer vindo aí – o vigésimo da banda, que vai seguir o modelo dos álbuns autointitulados e e identificados por cores, já lançados pelo grupo (“blue”, “green”, “red”, “white”, “teal”, “black”).

No caso, o novo Weezer sai dia 21 de agosto pela Reprise Records, e já está sendo apelidado pelos fãs de Gold album, por causa da capa dourada, na qual surgem quatro símbolos que “representam os criadores do álbum”, segundo a banda (enfim, baixou o Led Zeppelin IV no Weezer).

 

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Junto com o anúncio do álbum, saíram o single e o clipe de We might as well be strangers, faixa do Gold album que tem participação de Karly Hartzman, vocalista da banda Wednesday. Na letra da música, uma história de desilusão amorosa, com o cantor e guitarrsta Rivers Cuomo e Karly dialogando como dois amantes que viram o relacionamento esfriar. O vídeo foi dirigido por Jasper Graham e produzido por Alyssa Ulrich.

  • “Musicistas que querem atuar são cringe”, diz Charli XCX

Weezer, o disco, teve dois produtores: Klas Åhlund, conhecido por seus trabalhos com Robyn, e Kenneth Blume, ligado aos recentes lançamentos da banda Geese. Ao que consta (e conforme demonstrado pelo single) vem aí um disco bem cru, mais ao ponto dos primeiros álbuns do grupo. Kenneth Blume teria definido o objetivo como criar “o álbum mais agressivo da história do Weezer”, abrindo mão de recursos como correção de afinação e trilhas de clique para manter o som mais cru e espontâneo.

Mas não para por aí: Cuomo e o baterista Pat Wilson voltaram a escrever músicas juntos pela primeira vez desde o álbum de estreia da banda. O disco chega depois dos quatro EPs da série SZNZ, lançados em 2022, e será acompanhado por uma nova turnê norte-americana a partir de setembro.

E olha aí os nomes das faixas de Gold album, além do clipe de We might as well be strangers:

01. Say yes
02. Shine again
03. Don’t make it weird
04. We might as well be strangers (feat. Karly Hartzman, da banda Wednesday)
05. C.E.O.
06. Hoops
07. Nowhere
08. The show must go on
09. Up in the clouds
10. The LA sound

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“Cozinho de noite”: Leo Jaime resgata parceria com Arnaldo Baptista

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"Cozinho de noite": Leo Jaime resgata parceria com Arnaldo Baptista (Foto: Marcos Hermes / Divulgação)

RESUMO: Leo Jaime revive música rara feita com Arnaldo Baptista, Cozinho de noite, faixa que integra o projeto Arnaldo Baptista 7.8 – Canções inesquecíveis revisitadas, com 56 releituras por mais de 60 artistas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Marcos Hermes / Divulgação

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Nos anos 1980, ao ser entrevistado pela revista Manchete ao lado de Erasmo Carlos, Leo Jaime disse que, às vezes, achava que tinha nascido atrasado, até porque seu primeiro parceiro tinha sido ninguém menos que Arnaldo Baptista, dos Mutantes – uma informação que acabou se perdendo com o tempo.

Agora, a história volta lá de trás, com o lançamento do projeto Arnaldo Baptista 7.8 – Canções inesquecíveis revisitadas, que chega às plataformas de streaming newsta sexta (4). Reunidas em quatro coletâneas (Cobre, Sunny, Pink e Jeans) e três singles solos, as 56 faixas são assinadas por mais de 60 artistas, que releram clássicos do eterno mutante. Entre nomes como Sandra Sá, Zé Ramalho, Hyldon, Boogarins, Kiko Zambianchi, Helio Flanders, Chinaina, Edgard Scandurra & Ema Stoned, Rod Krieger, Defalla e Zeca Baleiro, surge Leo recordando uma parceria dos dois – nada menos que a safadíssima Cozinho de noite.

Cozinho de noite poderia ter tido outra história. A parceria surgiu quando Leo tinha 18 anos e Arnaldo estava morando temporariamente no Rio – e assim que a faixa ficou pronta, foi oferecida pela nova dupla às Frenéticas, que acharam mais prudente não gravar a música (abaixo, Leo conta a história num vídeo do site Musicalidade). Em 1989, o Cozinho foi gravado por João Penca e Seus Miquinhos Amestrados no disco Sucesso do inconsciente – chegou a tocar no rádio, e a banda executou a música até num especial só deles na Rede Manchete, mas provavelmente ninguém se ligou muito na raridade daquela parceria.

Entre lados A e lados Z, o projeto tem releituras de faixas como Cacilda (Anvil FX), Sunshine (os irmãos Clara Bicho e Gabriel Campos), Imagino (Edgard Scandurra e Ema Stoned), Jesus come back to Earth (Violeta de Outono), Emergindo da ciência (Nicolas Não Tem Banda), Desculpe (Kiko Zambianchi) – algumas músicas ganharam duas ou três versões. E Sandra Sá com certeza vai fazer barulho com sua releitura de Cê tá pensando que eu sou lóki?. Amanhã sai o pacote todo.

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DIIV surge filmado pelos olhos de uma criança no clipe de “Kid”

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DIIV surge filmado pelos olhos de uma criança no clipe de "Kid"

RESUMO: Em Kid, o DIIV revela uma faceta mais sensível, misturando pós-punk e glam enquanto antecipa ZIRP!, álbum produzido por A. G. Cook que promete levar a banda a novos territórios.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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Lá vem o DIIV adiantando mais um som – e mais um clipe – de ZIRP!, o quinto álbum da banda de Nova York, previsto para 30 de outubro. Se The fountain, o single anterior, apontava já uma mudança de direção, Kid é uma das canções mais sensíveis e delicadas da história da banda.

Em Kid, o clima imersivo e misterioso das músicas do DIIV ganha uma cara mais tranquila, enquanto o vocalista Zachary Cole Smith canta coisas como “chega, largue tudo, você não precisa dizer nada / venha deitar no chão / todo mundo é uma criancinha se escondendo dos seus sentimentos / ou de algo que você fez”.

No clipe da faixa, o quarteto surge com visual comportado, tocando entre brinquedos, filmado sempre pelo ponto de vista de uma criança – que faz coisas de criança, como correr entre os músicos, colocar a mão na lente do celular, etc. Os músicos interagem bastante com a câmera. Segundo a ficha técnica, toda a gravação das imagenss foi feta por “Roy & Julian”, sem sobrenomes.

ZIRP! promete mais mudanças no som da banda – A. G. Cook, produtor do disco, é um dos principais nomes ligados ao antigo coletivo PC Music, além de colaborador frequente de Charli XCX. Cook conta que chegou a considerar uma abordagem mais próxima de remixar e reconstruir as demos da banda (“ao estilo do Screamadelica, transformando-as em um produto final”), mas mudou de estratégia depois de assistir ao DIIV ao vivo.

“Fiquei um pouco obcecado com o som ao vivo deles e insisti em gravar a bateria ao vivo antes mesmo da maioria das músicas estarem finalizadas. Passamos muito tempo gravando partes de guitarra complexas com pedais específicos e o mínimo de tempo possível usando o computador, pelo menos para os meus padrões. Depois de algumas rodadas assim, ZIRP! surgiu como um conceito e uma espécie de mantra utópico-distópico. Para mim, tornou-se um veículo para levar a banda a novos territórios”, afirmou o produtor.

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Em “Pira dança”, Seu Calixto mistura rock, baião e maracatu para sair da inércia

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Seu Calixto - Foto: Divulgação

RESUMO: Em Pira dança, a banda baiana Seu Calixto cruza rock, baião, maracatu e groove para falar sobre ansiedade, paralisia e a necessidade de tirar planos do papel.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Vinda de Salvador, a banda Seu Calixto prefere nem decidir entre rock e música brasileira. Pira dança, seu novo single, junta guitarras, baião, maracatu e uma seção rítmica que trabalha mais pelo groove do que pela obrigação de simplesmente acompanhar o riff.

A ideia por trás da música é igualmente movimentada. Pira dança fala sobre aquela paralisia produzida pela ansiedade: projetos que ficam para depois, sonhos que nunca saem do lugar e a sensação de estar sempre esperando alguma coisa acontecer. A resposta da banda é bastante simples: levantar e fazer alguma coisa. “Toda ponta solta hoje, se encontrará”, resume bem esse impulso de sair da inércia.

Seu Calixto chama sua mistura de “rock n’ groove”, mas o rótulo dá conta apenas de uma parte da história. David Bernardes, na bateria, e Gabriel Brandão, no baixo, seguram uma base dançante, enquanto Seu Zé acrescenta as guitarras e Pedro Bulcão faz os vocais.

Pira dança foi produzida pela própria Seu Calixto. Antônio Augusto Pereira Junior cuidou da mixagem e da masterização no Universo Verde Digital, estúdio de Salvador que já recebeu, entre outros, o Planet Hemp durante a gravação do álbum Jardineiros (2022).

A música chega depois de singles como Gaivotas, Águas do bem, Deixa estar e Animal on a leash, ampliando uma trajetória iniciada em 2023. No palco, as misturas da banda ficam mais evidentes, já que a banda intercala material autoral com releituras de música brasileira (Maneiras, samba imortalizado por Zeca Pagodinho, por exemplo) e trata o rock menos como uma fronteira do que como ponto de partida.

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