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Olivia Rodrigo: “Minha música se chama ‘The cure’, que nem a banda, mas é só coincidência”

Não parece fazer muito sentido, mas Olivia Rodrigo jura que sua nova música, The cure, não tem nada a ver com a banda The Cure – apesar de ela ser amiga de Robert Smith, cantor do grupo, e de ter crescido escutando a banda. “Meu pai adora, é a banda favorita dele”, contou ela pouco antes do lançamento de The cure (a música, claro) numa conversa com o radalista Elvis Duran, na iHeartRadio.
“Sinceramente, essa música não tem nada a ver com a banda The Cure, embora eu ame muito a banda. É só uma coincidência feliz, eu acho”, disse ela, que cresceu ouvindo bandas como The Cure, Depeche Mode, New Order, que o pai dela ouvia – já sua mãe a influenciou a gostar de bandas dos anos 1990 e grupos de riot grrrls, como Babes In Toyland (citada por ela no papo).
Olivia diz que a música é uma de suas preferidas no disco que está para sair, You seem pretty sad for a girl so in love, previsto para 12 de junho. “Estou muito orgulhosa dela. Ela vê as coisas por uma perspectiva que eu não tinha maturidade para enxergar em meus álbuns anteriores”, conta ela.
Duran perguntou também sobre como foi gravar o clipe de Drop dead no palácio de Versalhes, fechado durante a noite para que ela pudesse fazer o vídeo em paz.
“Eu estava tentando me imaginar como Maria Antonieta vivendo num lugar daqueles e foi insano! Acho que tem mais ou menos uns três mil quartos lá, o que é inconcebível em se tratando de um só lugar”, contou. “Eu estava sentada lá e pensei: ‘não me admira que os franceses tenham feito essa revolução'”.
“Filmar lá foi uma experiência incrível porque tivemos o lugar inteiro só para nós. Foi insano, porque podíamos filmar até duas da manhã naquele lugar incrível, naquelas fontes e jardins incríveis”, conta. “A música é sobre cair de amores por alguém após um primeiro encontro em que as coisas são ótimas. Quando você encontra alguém e as posssibilidades são infinitas, entende? Aí tudo fica grande, como num sonho, e isso me lembrou de Versalhes”.
Aparentemente, The cure é a resposta para Drop dead – curioso que os títulos das músicas dão ideias bem diferentes do que as músicas são. Na nova faixa, Olivia fala sobre um relacionamento que começa a fazer água, e da percepção de que o amor não resolve tudo, em versos como “por que você não pode vir me consertar? (estou desfeita) / por que você nunca será o bastante? (estou desfeita)”.
The cure, a música, tem muito de The Cure, a banda – desde o arranjo de cordas até o violão corrido da abertura, além de clima de “música triste pra dançar”, o que já põe areia na tese da “coincidência”. Mais: logo no início do clipe de The cure, o nome da faixa aparece escrito na mesma grafia em que o nome da banda surge na capa do disco Kiss me kiss me kiss me (1987).
No clipe, Olivia interpreta uma mistura de enfermeira, cientista e perfumista. Há cenas bem, digamos, perturbadoras – numa delas, ela aparece numa cama de hospital, ligada a tubos e fios. Até que… Bom, não vamos dar spoiler.
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“Crazy, baby”: Cara Delevingne solta música com clipe sáfico e misterioso

RESUMO: Cara Delevingne leva a música a sério em 2026: lança mais um single, Crazy, baby; fica mais próxima do lançamento do álbum Not normal; e prepara sua estreia no Primavera Sound São Paulo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Blair Brown / Divulgação
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Sim, a modelo e atriz britânica Cara Delevingne canta – e 2026 parece ser o ano em que ela resolveu levar essa história mais a sério. Depois de lançar as faixas I forgot, Out of my head e Need it, ela agora apresenta Crazy, baby. Mais um passo em direção ao álbum de estreia, Not normal, previsto para 25 de setembro.
Crazy, baby, um indie-pop (na verdade um synth pop bem distorcido e confessional) foi escrita por Cara com Sarah Aarons, Sammy Witte e BJ Burton, que também produz a faixa ao lado dela. A música chega acompanhada de um clipe dirigido por Bradley J. Calder, no qual Cara e a atriz Samara Weaving vivem um romance aparentemente perfeito – até que a relação começa a revelar um lado menos tranquilo.
A nova fase pode parecer uma mudança repentina para quem conhece Cara principalmente como modelo e atriz, mas a música está na vida dela há bastante tempo. Adolescente, ela aprendeu bateria e guitarra e chegou a gravar demos. Aos 16 anos, inclusive, registrou material equivalente a dois álbuns com Simon Fuller, empresário ligado às Spice Girls. O projeto não foi adiante, em parte porque Cara queria participar mais da criação musical.
Em 2014, ela contou ao The Guardian que, caso fizesse música, seria “geralmente bem jazzística, bem emotiva” e que sua voz era “bem rouca”. Também disse que não gostava muito de “pop alegre e descontraído”, a não ser quando fosse “um pop alegre e descontraído no bom sentido”.
A carreira de modelo acabou ocupando o espaço que poderia ter sido da música. Ainda assim, Cara apareceu cantando algumas vezes nos anos seguintes. Em 2013, gravou Sonnentanz com Will Heard. Depois, participou de I feel everything, com Pharrell Williams, presente na trilha de um filme no qual ela atuou, Valerian e a cidade dos mil planetas (2017, dirigido por Luc Besson). E fez vocais de apoio em músicas de St. Vincent, N.E.R.D., Machine Gun Kelly e Fiona Apple.
Em 2024, houve outro passo importante: Cara interpretou Sally Bowles no revival do musical Cabaret no West End londrino, papel que exige bastante da cantora que existe por trás da atriz. Agora, porém, ela parece interessada em construir uma carreira musical própria. “Música. Foi sempre o meu maior medo e o meu maior amor”, escreveu ao anunciar I forgot e Out of my head. “Não posso acreditar que finalmente estamos aqui”, disse.
Crazy, baby chega enquanto Cara também roda com sua primeira turnê como atração principal, que passou pela Europa, Reino Unido e Estados Unidos. Em dezembro, a viagem desembarca na América do Sul: ela toca no Primavera Sound Buenos Aires, em 28 e 29 de novembro, e no Primavera Sound São Paulo, nos dias 5 e 6 de dezembro. Mas ao que consta, ela vai fazer um DJ set em terras brasileiras em vez de cantar – só vendo.
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Lydia Lunch e The Art Gray Noizz Quintet releem Magazine e Iggy Pop em modo destruição

RESUMO: Lydia Lunch se junta ao The Art Gray Noizz Quintet para reinventar Permafrost, do Magazine, e Mass production, de Iggy Pop, em um single ruidoso e sombrio.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do single
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Esse compactinho demorou a passar pelos nosso ouvidos, mas agora chegou e… grudou. Permafrost / Mass production representa a união da musa no-wave Lydia Lunch com a turma pós-punk-de-terror do The Art Gray Noizz Quintet, que reúne músicos do underground novaiorquino, e já dividiu o palco com bandas como The Scientists e Mudhoney.
O criador do grupo é o guitarrista australiano Stuart Gray – o Stu Spasm, que tocou em bandas como Lubricated Goat e The Beasts Of Bourbon, e que ganhou até recentemente um documentário sobre sua vida, I should have been dead years ago (2024).
Já o single, lançado em versão de sete polegadas e também nas plataformas (e no Bandcamp), traz Lydia e a banda dando um trato especial a Permafrost, clássico da banda de pós-punk Magazine, e a Mass production, música do disco básico The idiot (1977), de Iggy Pop. Duas canções originalmente beem aterrorizantes e contemplativas – e irmãs, com arranjos bem parecidos.
O clima de destruição total de Permafrost e a onda industrial, de alienação total, de Mass production casaram muito bem com o instrumental ruidoso do The Art Gray Noizz Quintet, e com a voz diabólica de Lydia. Em Mass, ela divide os vocais com o “mestre de cerimônias” Stuart e o arranjo fica bem fiel ao original.
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Urgente
Punk de NYC, The Underbites prepara disco sobre um mundo fora de controle

RESUMO: O punk nova-iorquino The Underbites prepara Out of control, disco sobre desigualdade, vigilância e caos contemporâneo, com riffs rápidos, melodias grudentas e espírito à moda antiga.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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The Underbites é uma banda punk de Nova York, mas que está se preparando para lançar seu próximo disco Out of control pelo selo italiano I Buy Records. Alguns singles já saíram de batedor: Ruling class fala desigualdade econômica e da distância entre quem concentra poder e quem precisa lidar com as consequências. Modern times e Panic button (cover da banda britânica Johnny Moped) põem as modernidade mais absurdas dos dias de hoje – todo mundo vigiado pelas big techs, guerras, destruição – no rol de temas.
“O punk sempre foi um lugar onde as pessoas podiam reagir, fazer perguntas e desafiar o status quo”, conta o cantor e guitarrista John Fox, referindo-se especialmente a Ruling class. “Ela fala sobre observar a distância entre as pessoas comuns e aqueles que estão no topo se tornar impossível de ignorar. É uma música raivosa, mas que foi feita para energizar, também”.
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O álbum que tá vindo aí foi produzido por Perry Leenhouts e, diz a banda, combina “punk acelerado, melodias grudentas e letras sobre política, divisão social e injustiça econômica”. Ao lado de John, Kurt Feldhun (guitarra), Ethan Rosenblatt (baixo) e Mike Hoffman (bateria) – uma turma bastante influenciada por Ramones, Buzzocks, punk de Nova York e da Inglaterra em geral. Out of control sai em breve nas plataformas. “Um lançamento em vinil é improvável, mas não impossível”, avisa o grupo, que faz punk como antigamente, e prefere também a internet como antigamente – eles têm até um blog.
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