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E tá aí “SS26”, o single “distópico” (e cheio de recadinhos) de Charli XCX

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Charli XCX lança música nova só no Instagram. "Pode ripar o áudio se quiser!", avisa (Foto: Reprodução Instagram)

“Se você me entende, você me entende, e se não, tudo bem <3. Não estou tentando afastar as pessoas ou convencê-las a gostar de mim”, andou tuitando Charli XCX a respeito de sua recente guinada roqueira – que já rendeu o single-clipe Rock music, dono de uma lista considerável de defensores e detratores, além do lado B de single de vinil I keep thinling about you every single day and night. E agora ela retorna com mais um single, SS26.

O novo single é mais uma música que adianta o misteriosíssimo álbum de rock de Charli, disco que os produtores AG Cook, Finn Keane e George Daniel já descreveram como sendo “anti-Brat“ – no caso de SS26, só AG e Finn são listados como produtores, e também como co-autores da canção ao lado dela. A música é um tributo ao pós-punk quase tão bacana quanto as músicas novas de Olivia Rodrigo – só que com um tantinho de ruído noventista e produção lo-fi moderna.

Charli publicou a letra em sua newsletter durante a semana e tudo que surge em SS26 (“spring summer 26”, enfim: “primavera-verão 2026”) parece recado para alguém, ou alguéns. “Quando o mundo estiver prestes a acabar, não haverá esperança para nada / sim, estamos caminhando numa pista que leva direto ao inferno / nada vai nos salvar, nem a música, a moda ou o cinema”, diz um verso. “Acho que minhas posições políticas poderiam funcionar como estratégia de imprensa / e minha herança cultural poderia me dar uma grande vantagem competitiva”, diz outro. “Fui hackeada / obviamente, foi tirado de contexto / mas eu não fiz isso / mesmo que eu fizesse / escrevi um pedido de desculpas muito bom usando um aplicativo de notas”, diz outro.

Usando um pouco de imaginação, dá pra enxergar na letra os dramas dos influenciadores que bostejam na internet e são cancelados, as heranças culturais de alguns artistas (Rosalía?) e o descontentamento com algum artista que emitiu opiniões políticas rasas – não está claro quem são os destinatários das frases e Charli pode estar até sacaneando a si própria, ou ao circo pop de 2026 como um todo. Vai saber.

A faixa vem acompanhada de um clipe com participações especiais da cantora Abra, da ex-editora-chefe da Vogue Paris, Carine Rotfield, do estilista Anthony Vaccarello e de outros. E Charli surge na passarela.

Tem mais polêmica envolvendo o single novo de Charli XCX. Há quem ande dizendo que a onda roqueira dela anda incomodando até gente poderosa – tipo Madonna, que lança o dançante Confessions II em 3 de julho, e andou dividindo o palco com Sabrina Carpenter no festival Coachella.

Isso porque Madonna publicou uma mensagem no instagram com novas fotos suas, e a frase “se a sua pista de dança parece morta, talvez você esteja tocando a música errada” (Rock music, a música de Charli, diz que “acho que a pista de dança está morta / então agora estamos fazendo rock”). Até agora, nenhuma declaração de nenhuma das cantoras a respeito, claro.

 

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Um post compartilhado por Madonna (@madonna)

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MADA 2026 fecha lineup com Zeca Pagodinho, Emicida, Marina Sena e BaianaSystem

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MADA 2026 fecha lineup com Zeca Pagodinho, Emicida, Marina Sena e BaianaSystem

RESUMO: O MADA acontece em 16 e 17 de outubro, em Natal, com Zeca Pagodinho, Emicida, Marina Sena, BaianaSystem, Gaby Amarantos e dezenas de atrações. Parte do festival terá transmissão pela TV e Globoplay.

Texto: Ricardo Schott – Foto:

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O MADA – Música Alimento da Alma fechou o lineup de sua 28ª edição, marcada para os dias 16 e 17 de outubro, na Arena das Dunas, em Natal (RN). Zeca Pagodinho, Emicida, Marina Sena, BaianaSystem e Gaby Amarantos estão entre os principais nomes da programação deste ano.

Zeca faz seu show com participação de Karinah. O festival terá ainda Duquesa, Luiz Lins, NandaTsunami e Tribo de Jah convidando Célia Sampaio, além de Taj Ma House, SouRebel com Núbia, Delusis com Sad Bruno e Leoa com Kaya Conky. A programação passa por samba, rap, pop, reggae e diferentes vertentes da música urbana.

O Baile da Amada, que desde 2023 tem um palco próprio dentro do MADA, também retorna. Na sexta-feira (16), passam por lá BRIME!!, Bia Soull, RHR, RYANBNOG e Metalluna, Cabra Guaraná, Belisa, Leviathan e Jader. No sábado (17), é a vez de IDLIBRA, Ramon Sucesso, CESRV, D3LCU, Africanoise, Dusouto, D’Renor, Eleva e Marti.

Quem estiver longe de Natal também poderá acompanhar parte do festival. Pelo terceiro ano consecutivo, o MADA terá transmissão pela TV Globo, Inter TV e Globoplay. Segundo a organização, a cobertura de 2026 chegará aos cinco estados da região Norte, aos nove do Nordeste, além de Rio de Janeiro e Minas Gerais, por meio de 52 afiliadas.

Criado em 1998, o MADA chega à 28ª edição depois de ter recebido mais de 700 artistas. Para Jomardo Jomas, idealizador e diretor do evento, a mistura de gerações continua sendo parte da proposta.

“Sempre um desafio entregar uma edição com tanta diversidade na programação, mas sempre fez parte do DNA do MADA esse cuidado de conseguir levar ao público esse recorte da música brasileira e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novos nomes e novas sonoridades. É esse equilíbrio que faz o festival continuar se renovando a cada edição”, afirma.

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SERVIÇO

Festival MADA 2026
16 e 17 de outubro de 2026
Arena das Dunas – Av. Prudente de Morais, 5121, Lagoa Nova – Natal/RN

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

PALCOS DO GRAMADO

SouRebel convida Núbia
Luiz Lins
Zeca Pagodinho | com part. especial de Karinah
Marina Sena
Tribo de Jah convida Célia Sampaio
Duquesa
Delusis convida Sad Bruno
Leoa convida Kaya Conky
Taj Ma House
NandaTsunami
BaianaSystem
Gaby Amarantos
Emicida

BAILE DA AMADA | sexta-feira (16/10)

BRIME
BIA SOULL
RHR
RYANBNOG
METALLUNA
Cabra Guaraná
Belisa
Leviathan
Jader

BAILE DA AMADA | sábado (17/10)

IDLIBRA
Ramon Sucesso
CESRV
D3LCU
Africanoise
Dusouto
D’Renor
Eleva
Marti

Transmissão: TV Globo, Inter TV e Globoplay.
Ingressos: Shotgun

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E os Lemon Twigs tão vindo aí: vai rolar show em SP em novembro

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E os Lemon Twigs tão vindo aí: vai rolar show em SP em novembro

Os Lemon Twigs voltam ao Brasil em novembro. O projeto dos irmãos Brian e Michael D’Addario faz show único no país no dia 13 de novembro, sexta-feira, na Casa Rockambole, em São Paulo. A apresentação faz parte da turnê de Look for your mind!, sexto álbum de estúdio da dupla, lançado em maio pela Captured Tracks.

Os ingressos já estão à venda pelo site da Ingresse. Também é possível comprar sem taxa de conveniência no Takkø Café, na Vila Buarque, ponto de venda físico oficial da apresentação. O show é uma realização da Balaclava Records.

Formado em Nova York, o Lemon Twigs trabalha com referências do pop e do rock dos anos 1960 e 1970, especialmente harmonias vocais, pop barroco e arranjos que fogem das estruturas mais convencionais. Nos últimos anos, os irmãos lançaram Everything harmony (2023) e A dream is all we know (2024).

Look for your mind! dá sequência a essa fase, mas traz uma mudança no processo de gravação. Brian e Michael abriram mais espaço no estúdio para os músicos que os acompanham na estrada, com participações de Reza Matin (bateria), Danny Ayala (baixo e vocais) e Eva Chambers, da banda Tchotchke (também baixo e vocais). O som ganha uma cara cada vez mais sixties, mas com letras ligadas à paranoia e à sensação de viver em tempos cada vez mais estranhos.

SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta: The Lemon Twigs em São Paulo
Data: 13 de Novembro de 2026, sexta-feira
Local: Casa Rockambole
R. Belmiro Braga, 119 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05432-020, Brasil
Horários: 20h portas / 21h30 The Lemon Twigs
Ingressos aqui.

Foto: Eva Chambers / Divulgação

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Vermelha mistura manguebeat, psicodelia e noite ébria em “Talagada”

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Vermelha mistura manguebeat, psicodelia e noite ébria em “Talagada”

RESUMO: Em Talagada, o trio Vermelha cruza batuques, guitarras, psicodelia e ritmos afro-brasileiros numa viagem de riffs insistentes, figuras noturnas e estados alterados.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Vermelha (ótimo nome!) é um trio com base em São Paulo que já andou aparecendo no Pop Fantasma, e que agora retorna com o single Talagada – uma trama que “mistura transe e mistério”, com referências que incluem manguebeat, tropicalismo, ritmos afro, entidades e estados alterados.

Entre batuques e guitarras, “Zé Pilintra, bêbados e transeuntes trafegam sobre um instrumental pulsante, mistura de psicodelia com ritmos afro-brasileiros”, como avisam Le Moreli (voz, guitarra), Zollner (baixo) e Jesa Pop (bateria). “A melodia nasce a partir de um riff insistente, enquanto a letra persegue um jogo de palavras e frases, à deriva de recortes de textos que embaralhados criam novos sentidos e significados, apontando para a imprevisibilidade de uma noite ébria”. A produção da faixa é de Paulo Kishimoto (Pitty, Bufo Borealis, Rivera Gaz).

Talagada, vale dizer, é uma demonstração de que para o Vermelha, interessa bem pouco ficar preso a formatos, estilos e gêneros – e dá uma mostra de que o que vem aí segue a mesma onda, com experimentações, climas bem atmosféricos e vibe de sonho – aliás, acompanhando o jogo de palavras e riffs de Talagada, dá a impressão de acompanhar um sonho bem brasileiro e em alto volume.

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