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As referências aos Beatles que vimos no vídeo da seleção inglesa para a Copa 2026

Orgulho beatlemaníaco: a seleção da Inglaterra anunciou oficialmente os 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo FIFA 2026 – e ao som de Come together, dos Beatles.
O técnico Thomas Tuchel revelou a lista em uma transmissão direto do Estádio de Wembley, acompanhada por um vídeo em que a música surgia no fundo. Gravado em Nova York, o vídeo é cheio de referências visuais à influência dos Beatles nos EUA durante os anos 1960 – e traz os nomes dos jogadores espalhados pela paisagem urbana da capital.
Nós já achamos as seguintes referências:
1) Na abertura do vídeo, um trecho da entrevista de John Lennon durante a primeira visita dos Beatles aos Estados Unidos em 1964 (aquele momento em que o repórter pergunta a ele se Lennon acha que os Beatles são “verdadeiramente ingleses” e ele responde que são “jolly english”, ingleses muito simpáticos).
2) Numa cena de rua (0:21), uma pessoa está sentada perto de uma mesinha de boteco, ao lado de um aparelho de TV – no qual passa a mesma entrevista de John.
3) Os nome dos jogadores Dean Henderson e James Trafford (0:23) sugem escritos com uma variação da fonte Bootle (aquela usada no logotipo dos Beatles). E pouco depois, ou estamos enxergando muito mal, ou um dos manequins na vitrine de uma loja está vestido igual aos Beatles em 1964.
4) Uma pessoa surge com uma jaqueta onde se lê “Stones Yeah Yeah Yeah” (0:34) – referência, claro, a She loves you e à boneca da capa do disco Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, de 1967 (na roupa da boneca havia a frase-provocação “welcome The Rolling Stones”).
5) Lá pelos 0:35, surgem fãs com cartazes com nomes de jogadores – em poses idênticas às das fãs dos Beatles no começo da beatlemania.
6) Lá pelos 0:46 quatro jogadores são apresentados com um pôster onde se lê “here they come!” (igualzinho ao cartaz da turnê norte-americana do grupo em 1964).
7) Aos 0:50 começa uma longa sequência inspirada no desenho animado Yellow submarine (1968).
8) Lá pra 1:21, uma festinha num pub traz uma turma com visual country. O nome do jogador Morgan Rorger surge bordado no short de uma garota, e está escrito com grafia Bootle. Um sujeito de chapéu de cowboy dança usando uma camisa que lembra vagamente um uniforme estilo Sgt. Pepper’s.
9) Logo depois (1:25) surgem fotos dos jogadores Eberechi Eze, Noni Madueke, Kobbie Mainoo Bukayo Saka no estilo da capa do disco A hard days night (1964).
10) Aos 1:49 a correria das fãs é referência ao filme A hard days night.
11) Aos 1:54, o capitão Hare Kane é apresentado por quatro pessoas na mesma pose dos Beatles na capa do disco Help (1965).
12) Faltou dizer que o cara correndo desde o começo do vídeo pelas ruas de Nova York era também uma referência à correria das fãs no começo da beatlemania. Ele se junta a outras pessoas (algumas delas já haviam feito “pontas” no clipe) e todas chegam a um teatro onde se anuncia “Seleção da Copa 2026 – Inglaterra – ao vivo e em pessoa” (o “live & in person” era comum nos anúncios de shows dos Beatles pelos EUA nos anos 1960).
13) E o thumbnail do vídeo no YouTube também tem referências aos Beatles, como o uso de várias cores e o “Lions 4 ever”. Rola até um visual mod (opa, The Who?) em algumas memorabílias.
14) E claro, Come together, dos Beatles (com Mick Jagger fazendo backing vocals), sendo usada no vídeo, é a maior de todas as referências ao grupo.
A equipe inglesa inicia a preparação no começo de junho, em Palm Beach, na Flórida. Depois, vai seguir para sua base oficial em Kansas City. “É realmente emocionante e um grande privilégio poder anunciar dessa forma a convocação da Inglaterra para a Copa do Mundo”, declarou Thomas Tuchel.
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Juliano Costa transforma fim de namoro em clipe de stop motion

RESUMO: Juliano Costa transforma a confusão pós-término em stop motion no clipe de sua nova música, Se ela perguntar, dirigido por Bruno Mazzilli, com objetos e móveis ganhando vida.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Tem uma sala em movimento, uma bateria improvisada com objetos e um personagem tentando manter algum controle da situação. É assim que Juliano Costa aparece no clipe de Se ela perguntar, dirigido por Bruno Mazzilli e feito em stop motion.
A música fala sobre aquele período meio torto depois de um término, quando a vida continua acontecendo, mas parece que tudo saiu do lugar. No vídeo, essa sensação vira literalmente movimento: móveis, objetos e partes da própria sala mudam de posição enquanto Juliano tenta seguir em frente.
A ideia do clipe nasceu de uma parceria antiga entre Juliano e Mazzilli, que começaram a conversar sobre um projeto durante a pandemia. O conceito de uma pessoa confinada em poucos cômodos acabou encontrando uma nova função quando Se ela perguntar apareceu. A quarentena deixou de ser causada por uma situação externa e passou a ser emocional.
Se ela perguntar vem depois do álbum Chamar alguém de amor, lançado por Juliano em 2025 – resenhado pela gente aqui. O disco anterior era concentrado na paixão e na proximidade entre duas pessoas; agora, a história continua em outro momento, com a separação, a solidão e a tentativa de reorganizar as coisas depois dela.
O humor também aparece nessa passagem. “O clipe casou muito com a canção porque ele representa bem o clima de sofrimento e solidão, mas de uma forma bem humorada, lúdica, que é um jeito que eu tento fazer nas minhas músicas. Mesmo quando falo de tristeza, me esforço pra não me levar tão a sério e tento fazer uma abordagem bem humorada. Ou pelo menos um pouco esperançosa. Por mais que o clipe e a música mostrem um personagem sozinho, triste, tentando passar por uma fase ruim, existe uma esperança e uma leveza”, conta Juliano.
Mazzilli, que já trabalhou em clipes de Céu e Tulipa Ruiz, encarou a produção de maneira totalmente artesanal. A animação foi construída quadro a quadro, com a câmera em movimento e dezenas de objetos precisando ser sincronizados. O resultado dependeu de um animatic bastante detalhado para determinar posição, iluminação e inclinação de cada elemento.
“Nesse momento que a gente vê tanta coisa sendo feita com IA, com certeza fazer algo tão artesanal assim é mais divertido e traz coisas imprevisíveis no processo. Todo o processo foi desafiador, com muita coisa para pensar. Aonde ele deveria estar em relação à câmera, que estava sempre em movimento, sincronizar os movimentos dos objetos com a inclinação do vídeo na pós montagem e etc. A gente usou um animatic bem preciso para saber em qual frame tínhamos que usar determinada iluminação, quantos graus mais ou menos os quadros da parede tinham que inclinar. Sempre com pelo menos dois animadores, porque era muita coisa para animar”, explica Bruno.
Se ela perguntar tá aí.
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Supercombo junta dois clipes do álbum “Caranguejo” em um só filme

RESUMO: A Supercombo transforma Deixa a maré te levar e Como se fosse ontem, duas músicas do disco Caranguejo, em uma história só: o short film de Jorge Daux mistura nostalgia dos anos 1990 e 2000, fantasia e a própria banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Daux / Divulgação
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A Supercombo juntou Deixa a maré te levar e Como se fosse ontem, duas faixas da segunda parte de Caranguejo, em um short film dirigido por Jorge Daux. O projeto funciona como uma continuação visual do álbum, cuja primeira metade saiu em 2025 e foi completada em abril deste ano com mais oito músicas.
As duas faixas seguem caminhos diferentes. Deixa a maré te levar vem com um riff de guitarra que empurra a música para um lado mais intenso e tem a banda tocando junta em um estádio de baseball. Como se fosse ontem parte da nostalgia e recupera elementos bastante familiares para quem cresceu nos anos 1990 e 2000, como locadoras, lan houses e longas horas diante de uma tela.
Daux decidiu transformar os dois clipes em uma história só. Em Como se fosse ontem, Leo Ramos, Carol Navarro, Paulo Vaz e André Dea aparecem separados, cada um em um ambiente, entrando por uma mesma porta e passando por situações diferentes antes de conseguir sair.
A ligação com Deixa a maré te levar aparece no final. Os quatro deixam seus respectivos ambientes e se encontram na cena do outro clipe, tocando juntos. “É como se o ‘nós’ de Como se fosse ontem estivesse se enxergando no outro clipe”, explica Carol Navarro.
Com Caranguejo, a Supercombo completou um projeto dividido em duas partes e que agora também ganha uma espécie de fechamento audiovisual. Os dois clipes já estão disponíveis no YouTube (resenhamos a primeira parte de Caranguejo aqui)
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“Tamanho de um rei”: OHomemSó canta a paternidade em clima folk

RESUMO: OHomemSó transforma histórias de família em canções no EP Tamanho de um rei e outras histórias, que inclui uma faixa escrita por Igor Delfino para a filha caçula.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O cantor e compositor paulistano Igor Delfino passou por “diversas bandas autorais e vivenciar todas as conquistas e ciladas do cenário underground paulistano”, como ele mesmo conta – até que em 2019 se viu sem banda e decidiu criar um trabalho musical sozinho. Sua filha Alice, então bem pequena, disse ao pai: se ele não tinha mais banda, ele agora era “o homem Só”.
Foi aí que surgiu OHomemSó, projeto solo de Igor, que “nasceu da necessidade de expressão máxima com o mínimo de recursos”. E que acaba de lançar o EP Tamanho de um rei e outras histórias, puxado pela faixa Tamanho de um Rei, influenciada por nomes como Nando Reis e Rubel, e que ele compôs pra sua filha mais nova, Livia, hoje com 7 anos e uma legítima “filha da pandemia”. Livia sempre cobrava o pai: por que é que Alice, a mais velha, tinha uma música em homenagem a ela, Acaso, e a caçula, não?
“Diferente da música que fiz para a minha filha mais velha, que estava pronta antes mesmo dela nascer, a música para a Livia foi feita depois de ela crescer. Como pude acompanhar de perto seu desenvolvimento na pandemia, consegui imprimir mais da sua personalidade e de suas características físicas na música, sem soar subjetivo”, conta OHomemSó. A faixa é uma declaração de amor pura sobre a paternidade.
O título inusitado, Tamanho de um Rei, traz um tom bem-humorado aos bastidores: é uma alusão a uma brincadeira que a irmã mais velha fazia, dizendo que Livia tinha o “tamanho de um rei” – referindo-se ao Lorde Farquaad, o rei baixinho da animação Shrek. Além dessa música, o EP tem ainda faixas como Início de outono (“uma música sobre perdas e momentos pandêmicos”), Bem vindo à sua vida e até mesmo Acaso, a música feita para a mais velha, que ganha uma nova roupagem na guitarra, com a ideia de lembrar uma canção de ninar. E nesta sexta, o projeto vira show em São Paulo.
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