Connect with us

Urgente

Tudo que a gente já sabe sobre a tal da música nova dos Rolling Stones

Published

on

Rolling Stones através dos tempos num timelapse

Ao que consta, tem um novo álbum dos Rolling Stones previsto para 10 de julho, Foreign tongues. E tem música nova do grupo, só que sob pseudônimo. Rough and twisted, a tal faixa, teve seu nome revelado pelo jornal The Times, mas a essa altura já existe bem mais do que isso por aí.

A música foi lançada apenas num disco de vinil (já automaticamente raro) que alguns fãs conseguiram após verem cartazes na Inglaterra associando os Stones a uma banda chamada The Cochroaches – cartaz esse que continha um QR-Code que levava para o site thecockroaches.com e para as coordenadas de como conseguir a tal cópia. Agora já dá pra ouvir a tal música, já que alguns fãs riparam a música e jogaram nas redes sociais e no YouTube. É o maior bluesão stoniano, com solo de gaita feito por Mick Jagger e riff marcante.

Rough and twisted já tem sua letra publicada até em sites tipo Genius, com versos como “é, tudo o que você me deu foi arroz rançoso e ossos / tudo o que eu bebi foi água barrenta / tão solitário quanto um saxofone / por que você não me leva para onde eu quero ir? / para Natchez, Mississippi, Sicília e Roma”. É o primeiro single divulgado do tal Foreign tongues, embora não tenha sido lançado oficialmente ainda.

O disco Foreign tongues, ao que consta, vai trazer os Stones novamente produzidos pelo metelão Andrew Watt, já que em 2025, Watt disse que estava trabalhando com a banda na produção de um novo disco – ele já havia produzido Hackney diamonds, disco mais recente da banda, de 2023. Depois, o guitarrista Ronnie Wood reforçou os boatos sobre material inédito, afirmando que o álbum já estava pronto e previsto para sair em 2026.

Uma turnê completa não deve ser anunciada tão cedo, já que a banda cancelou em 2025 os planos de shows, devido à artrite do guitarrista Keith Richards. Mas um disco está realmente nos planos da banda, e na época de Hackney diamonds, Mick Jagger já dizia que havia dois terços de um álbum já gravado. Um outro detalhe sobre o tal site thecockroaches.com, é que por lá dava pra comprar uma camiseta com a pergunta “WHO THE FUCK ARE THE COCKROACHES?” – uma referência ao “WHO THE FUCK IS MICK JAGGER?” estampado numa camiseta que Richards usava nos anos 1970.

Aliás um outro detalhe pra não esquecer é que o nome The Cockroaches (“as baratas”) faz parte da história da banda: em 4 e 5 de março de 1977, durante a turnê do álbum ao vivo Black and blue (1976), eles fizeram dois shows secretos no clube El Mocambo, no Canadá (com capacidade pra 300 pessoas) usando esse codinome.

Isso rolou pouco após a prisão de Keith Richards também em Toronto, em fevereiro de 1977, com 22 gramas de heroína – quantidade suficiente para enquadrá-lo como traficante, encarar um julgamento e encarar igualmente a possibilidade de prisão perpétua. Na época dos tais shows do El Mocambo (que saiu em 2022 finalmente num álbum ao vivo), Keith ainda estava com seu passaporte confiscado – ele só pôde deixar o Canadá em abril, e só se livrou da acusação de tráfico porque uma fã cega depôs a favor dele, dizendo que era fã da banda e que Richards em pessoa cuidava da segurança dela nos shows.

Enfim, voltamos a qualquer momento com novas informações.

Texto: Ricardo Schott – Foto Reprodução

Urgente

O que ficou do Coachella 2026 no fim de semana?

Published

on

Coachella: Justin Bieber na edição 2026 do festival

Não tem como fugir do fato de que Justin Bieber foi um dos shows mais comentados e polêmicos do primeiro fim de semana do Coachella. O canadense, de acordo com a revista americana Rolling Stone, abiscoitou US$ 10 milhões (cerca de R$ 50 milhões) por suas apresentações no festival – vai ter mais uma no sábado que vem, dia 18.

Foi aquilo que a galera viu: Justin, que veio do YouTube (aos 12 anos, divulgava vídeos no site cantando), dividiu o palco no sábado com… um notebook. Começou com músicas do ótimo Swag e do fraco Swag II, numa apresentação que furou 50 minutos. Depois, sentou-se a uma mesa, abriu o notebook, acessou o YouTube e fez um “autokaraokê” com hits antigos e vídeos pessoais – com direito à sua tela espelhada no telão do festival.

Rolaram vídeos famosos, como sua versão de With you, de Chris Brown (que impulsionou sua carreira), além do viral em que ele dava com a cabeça numa porta de vidro no bastidores de um show em Paris (foi sério: Bieber desmaiou por 15 segundos).

Houve fãs babando pelo show de Justin (não dá pra não notar o caráter de “festinha pros fãs fieis” da apresentação, e ainda rolou o primeiro hit dele, Baby), Houve quem falasse que foi uma grana altamente fácil. Só que teve bem mais do que apenas Justin no primeiro finde do Coachella. Nossa ídala Ethel Cain levou seu show distópico e aterrorizante para o Mojave Stage, na madruga de sexta pra sábado…

Em vias de lançar disco novo, e igualmente com duas apresentações no evento, a rainha Lykke Li subiu ao Outdoor Stage às 21h20 de sexta-feira. Olha aí o hit I follow rivers.

Não achei nenhum vídeo da apresentação do Devo no festival – rolou no Mojave Stage às 22h45. Mas tá aí a turma da rádio KROQ batendo um papo com eles no backstage. Um dos assuntos: como a banda se sente sabendo que depois de tanto tempo de carreira, há fãs que vão ver pela primeira vez os chapéus de “cúpula de energia” que eles usam?

Você duvidava de que Sabrina Carpenter ia levar uma verdadeira Broadway pro palco do Coachella? Se você duvidou, não conhece ela – e aparentemente, essa onda de shows que parecem musicais veio pra ficar (a própria Ethel Cain, com aquela dramaticidade toda, tem disso). Ela cantou o hit Espresso e lembrou que há dois anos estava no mesmo festival, e que de lá pra cá, algumas coisas mudaram (mudaram muito, aliás).

Goste ou odeie, ééééé do Brasiiiiil: teve Luísa Sonza apresentando o pós-punk-darkwave Loira gelada em português, com visual trabalhado no couro, banda com cara punk e bailarinas

Vá ver esses caras antes que enlouqueçam: o Geese apresenta um espetáculo de loucura punk-blues com 2112, emendada com uma versão de Baby, de Justin Bieber. Nos comentários uma pessoa compara com Frank Zappa – pra mim tá meio claro que Captain Beefheart e Rolling Stones passaram aí.

Olha ela! Com um ótimo disco para divulgar, Cruel world, a britânica Holly Humberstone surge com visual de personagem de HQ da Disney (parece o vestido da Margarida, namorada do Pato Donald, não?) e palco em tom de floresta mal-assombrada. Rolou na madrugada de sexta pra sábado.

E não é que os mestres do punk passaram pelo Coachella? O Black Flag esteve por lá no fim de semana (e concedeu uma entrevista pra KROQ) e o mega master Iggy Pop também.

Da apresentação do Turnstile no fim de semana do Coachella, você encontra um monte de short e vídeos feitos por fãs- o festival até o momento não pôs a banda em seus highlights. Tem um shortzinho do Wet Leg também, e só. Em compensação, tem a porradaria do Nine Inch Noize, projeto colaborativo entre o Nine Inch Nails e o produtor de música eletrônica germano-iraquiano Boys Noize. Olha eles tocando Closer.

Toda a paixão da fofa Laufey num shortzinho publicado pela turma do Coachella, e mais nada (e olha que deve ter sido um showzaço…). E a melancolia pop, sombria e eletrônica do ótimo Blood Orange, num momento imperdível.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

Continue Reading

Urgente

Duas live sessions imperdíveis: A Olivia na Argentina, e Grisa na Casa Rockambole

Published

on

Duas live sessions imperdíveis: A Olivia na Argentina, e Grisa na Casa Rockambole

Prestes a subir ao palco do Estéreo MIS com a turnê do álbum Obrigado por perguntar — show que rola no auditório do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, no dia 17 de abril, às 21h, com participação de Lucio Maia — a banda A Olívia resolveu dar mais um passo e liberar a live session Ao Vivo na Argentina. E tem um detalhe interessante nisso tudo: durante essa mesma turnê, o grupo acabou se tornando a primeira banda brasileira a gravar em dois estúdios bem icônicos da América Latina. O vídeo completo já está no YouTube, no canal oficial deles.

Essa passagem por Buenos Aires rolou em junho de 2025, a convite da Mural Session, produtora argentina que já trabalhou com mais de mil artistas de língua espanhola e que, dessa vez, abriu espaço pela primeira vez para um nome brasileiro. E não ficou só na gravação: por lá, A Olívia também fez shows no pub Mitos Argentinos e na clássica La Trastienda – casa que já recebeu gente como Charly Garcia, Fito Paez e os Paralamas do Sucesso, entre vários outros.

“A Argentina e o Brasil são países irmãos, latinos, apaixonados por música e futebol, que viveram às suas ditaduras e viram nas canções do seu tempo uma ferramenta para a transformação. Acredito que esse tipo de conexão que se dá pela luta, pela liberdade e pela celebração da vida é uma conexão natural e muito potente, capaz de quebrar a barreira do idioma”, diz Louis Vidall, vocalista da banda.

“Pra gente foi uma honra gravar em estúdios de verdadeiras lendas. É muito empolgante testemunhar como o rock é algo pulsante em Buenos Aires. Se escuta o tempo todo e em todos os lugares da cidade”, completa Pedro Tiepolo, baixista.

***

Tem mais gente boa lançando live sessions: a compositora, artista sonora e luthier eletrônica Grisa soltou recentemente no YouTube a session Grisa na Casa Rockambole, que mostra um show na casa de shows paulistana – filmado por Gabriella Leonor – que passeia pela discografia dela. O repertório do álbum mais recente, Amor trespasse, lançado no ano passado pelo selo Midsummer Madness, surge ao lado de faixas mais antigas. E há músicas novas, que já estão selecionadas para Sistema-mundo, próximo trabalho.

No palco, Grisa (voz, guitarra), Gil Mosolino (baixo), Jonatas Marques (bateria) e Henrique Seibane (guitarra e sintetizador). E se você estiver achando que tem algo muito louco e diferente acontecendo na sua tela enquanto o show rola… Bom, de certa forma tem sim: a captação de imagens de Gabriela privilegia texturas, cores bem estouradas e efeitos visuais diversos. Ou seja: não basta ver o show e ouvir a música – é pra viajar com a banda nas intensidades visuais escolhidas para cada faixa.

Amor trespasse, por sinal, é um disco que não acaba na última música – e cujo começo já teve um “antes”. O disco, que passa por estados emocionais que transmitem ansiedade, desejo, perda e transformação, começou a ganhar forma durante uma residência artística na Casa Líquida, em Pinheiros.

Foi ali que o projeto deixou de ser só música e virou algo maior: um universo próprio, com 13 faixas, uma série de 13 imagens em estilo “olho mágico” e até uma instalação imersiva — tudo pensado como partes que se completam dentro da mesma obra. E ele também virou livro: Amor trespasse, publicado pelo coletivo editorial Baboon, e que funciona como um espelho visual do álbum: cada uma das 13 imagens corresponde a uma faixa, criando uma correspondência direta entre som e imagens “olho mágico”. Pra ler, ver, ouvir e imaginar…

Continue Reading

Urgente

Lykke Li lança “Sick of love”, single sobre “a completa humilhação” no amor

Published

on

Lykke Li (Foto: Divulgação)

Antes mesmo de The afterparty, o disco novo, sair, a Lykke Li já começou a aquecer o terreno – e isso passa direto pelos palcos. Nas próximas semanas, ela estreia músicas inéditas no Coachella, em duas sextas seguidas (hoje e a próxima, dia 17), e logo depois desembarca no Brasil, com datas no Vivo Rio (da 22 de maio) e no C6 Festival(em SP, no Parque Ibirapuera, dois dias depois). Ou seja: se você acompanha a carreira dela, esse é o momento em que o material novo deixa de ser promessa e vira experiência ao vivo.

Nesse meio tempo, ela solta mais uma pista do que vem por aí. O novo single Sick of love chega como um contraponto direto ao clima de Lucky again – antes era festa, agora é aquela baixa de energia e aquele famoso momento de “nunca mais”. Se bem que observando direito, as duas músicas são bem tristinhas. “É esse momento de humilhação completa, e você está tentando ser forte. Me diverti muito escrevendo essas letras”, conta ela.

O álbum The afterparty, que chega em breve, foi feito entre Los Angeles e Estocolmo, com produção dela ao lado de Björn Yttling, com direito a orquestra e ao que ela chama de “bongôs apocalípticos”. Vai ser um disco curto, com nove faixas e cerca de vinte minutos, mas o mais inusitado é que na listening party do álbum, ela já foi falando que ele pode ser o último dela.

“Ok, vamos falar sobre o álbum”, contou ela, num discurso que pode ser assistido nas redes sociais. “Foi uma barra fazer. Bem, chama-se The afterparty , e o jeito que eu faço álbuns é tipo sentar no meu carro e tomar um matcha com tampa de plástico, o que me deixa com uma baita culpa. E aí, não sei se vocês também sentem isso, quer dizer… é. Pesado”, disse, ainda sem tocar no assunto.

“Mas o mundo, sabe, parece que é tipo, ‘OK, são 4 da manhã e o sol vai nascer, e ou é Trump, inteligência artificial, ou só uma ressaca daquelas’. Então era mais ou menos com isso que eu estava trabalhando. É uma jornada pela noite e foi feito para ser ouvido de uma vez só, assim, então tenho certeza de que essa é a única vez que isso vai acontecer. Então sou muito grato. É uma jornada pela noite. Tipo meu eu mais profundo conversando com o que quer que esteja lá em cima… Este é meu sexto álbum, e talvez o último”, encerrou.

Lykke provavelmente estava brincando quando falou do “último disco”: não houve nenhum “oooooh” e a plateia riu (aparentemente, de nervoso). Mas vai saber. De qualquer jeito, The afterparty sai dia 8 de maio pela pela Neon Gold Records e a julgar pelos três singles já lançados (houve também a sentida Knife in the heart), promete.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

Continue Reading

Acompanhe pos RSS