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Radar: Slippers, American Football e Brendan Yates, Suki Waterhouse – e mais!

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Slippers (Foto: Divulgação)

No Radar internacional de hoje (fazia tempo que não rolava um, né?) nos pentenciamos por termos passado direto pelo single novo da ídala Suki Waterhouse – e ele tá aqui. Tem também a nova do American Football (com Brendan Yates, do Turnstile) e, abrindo os trabalhos, o indie rock com cara power pop do Slippers, que prepara disco para breve. Ouça bem alto!!

Texto: Ricardo Schott – Foto Slippers: Divulgação.

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SLIPPERS, “FOOL IN YOUR ROOM”. “Não consigo encontrar minha carteira ou chaves / acho que vou cancelar todos os meus cartões”. E assim, a vida adulta, entre boletos, cartões, chaves perdidas e problemas que exigem soluções meio rápidas, vai passando. Esse é o tema de Fool in your room, a nova música dos Slippers, uma banda que surfa no punk e no power pop, e que prepara o disco Slippers 08 para o dia 5 de junho. O disco já havia sido anunciado pelo single Wants for everyone.

Em Fool in your room, destaque para os vocais e para o carisma de Madeline Babuka Black, que mais parece uma garota dos anos 1970 no clipe da faixa – filmado em Super 8 numa casa-canguru de subúrbio, daquelas que têm de tudo, até um quartinho de ferramentas.

AMERICAN FOOTBALL feat BRENDAN YATES, “NO FEELING”. Como dissemos há algumas semanas, se o Turnstile some um pouco da mídia, acabam arrumando motivo para essa banda punk altamente variada reaparecer. Nem que sejam motivos altamente loucos, como aconteceu há alguns dias, quando o ex-guitarrista do grupo, Brady Ebert, foi preso, acusado de tentar matar o pai do vocalista Brendan Yates.

Agora, Brendan dá aquela força no retorno de uma das bandas mais influentes da nova geração do emo e do hardcore: o American Football prepara um quarto álbum epônimo para o dia 1º de maio, pela Polyvinyl, e Yates dá as caras na sensível e sombria No feeling, um emo + post-rock de fazer chorar escorregando pela parede, e que já ganhou até clipe.

Com American Football, o próximo disco (e o primeiro em sete anos!), o grupo deverá ganhar finalmente o reconhecimento que merece. Um perfil da banda recentemente publicado na revista GQ mostra que nem tudo são flores no front do grupo: excessos, ansiedade, autossabotagem e questões emocionais sérias fazem parte do dia a dia do AF. É esperar pra ver. Recentemente a banda lançou um single épico de oito minutos, Bad moons.

SUKI WATERHOUSE, “BACK IN LOVE”. E não é que com o tempo a gente foi esquecendo logo da nova música dela? Suki é a autora de um disco que, num mundo perfeito, poderia ter revolucionado o alt-pop, Memoir of a sparklemuffin (resenhado pela gente aqui). Não rolou uma baita revolução, mas ficou claro que a maneira como Suki une música pop, histórias curtas e alguns minutos de vida é caso muito sério. Back in love, novo single, surfa a mesma onda pop- disco-délica do disco anterior, dessa vez falando de uma pessoa que voltou a se apaixonar por si própria. “Para mim, é sobre voltar ao seu senso de identidade após passar por uma mudança”, conta Suki, que aparece como centro das atações num nightclube no clipe da faixa, dirigido por Kaz Firpo.

GENTLY TENDER, “A MOUND A FIELD”. Essa banda britânica tem um som bem curioso: Sam Fryer, o vocalista, tem voz empostada como a de Morrissey – mas o som basicamente mistura psicodelia, soul e climas que variam entre Rolling Stones e a turma de Madchester. É o que você vai encontrar no single A mound a field, um épico de cinco minutos, com flauta, metais, guitarra wah wah e uma onda quase progressiva. O EP novo desse sexteto, This was once fields, sai no dia 22 de maio pela TODO Records.

A letra segue o esquema mais hippie possível: Fryer inspirou-se numa caminhada que fez há dois anos, que iniciou em Hertfordshire (na pequena vila de Ridge) e terminou em Temple, na margem norte do Tâmisa. “A música captura o momento em que você está caminhando pelos campos abertos e, de repente, se depara com a vista da vasta cidade, percebendo as mudanças de emoção, como isso altera sua respiração e como te leva a meditar sobre toda a vida na Terra, como ela se desenvolveu para o bem e para o mal”, conta ele. Tem até clipe, quase tão invernal quanto a própria música.

IMYLIA, “MY VALENTINE”. Achar infos sobre Imylia por aí é meio complexo. Buscando por aí, vê-se que ela tem 25 anos, usa bastante o Discord (é a rede social oferecida como “infos” de seu instagram) e tem uma onda sonora que vem do rap underground, além de inspirações tiradas de nomes como Billie Eilish. Falamos certa vez de Deadbeat, seu álbum mais recente – e um disco com aquela carinha típica de geração Soundcloud, tudo super feito em casa. My valentine, o single novo, é um curioso alt-pop com estrutura de shoegaze: linhas vocais altamente cantaroláveis e paredes esfumaçadas de guitarras.

BLUSH CULTURE, “INFLUENCE”. O Blush Culture é uma daquelas bandas misteriosas que não mostram a cara em fotos de imprensa nem por decreto. Sabe-se que é um grupo que vem de Scranton, na Pensilvânia, e que os integrantes vêm de bandas como Auxilia, Machine Arms e Empire of the Sea (aliás, por integrantes entenda-se Kevin Jacob e Wayne Middleton nos vocais e na guitarra, Michael Flaherty no baixo e Matthew Renaldi na bateria). No dia 17 sai o primeiro EP deles e vai ter até show de lançamento – num bar lá de Scranton, mas vai ter. Influence, o primeiro single, é basicamente post-rock – mas procurando daqui e dali, tem até algo de grunge espalhado, embora seja uma música extensa e de arranjo esparso.

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Radar: Sara Diana, Jason Michael Moore, Zarza – e mais sons do Groover

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Radar: Sara Diana, Jason Michael Moore, Zarza - e mais sons do Groover

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som de Sara Diana.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Sara Diana): Divulgação

SARA DIANA, “HER HAIR’S LIKE FIRE”. Sara Diana transforma a atração por alguém difícil de ignorar numa espécie de pequeno filme pop. A cantora e compositora de 20 anos usa imagens de fogo, cor e perigo para falar de desejo, mistério e obsessão, com vocais intensos sobre uma produção atmosférica. A ideia é menos contar uma história linear do que criar cenas e sensações.

A faixa dá sequência ao caminho iniciado com o single de estreia Pocket poetry, misturando pop e escrita de tom poético. Her hair’s like fire ganhou também um clipe, que leva para as imagens o clima cinematográfico da música.

JASON MICHAEL MOORE, “BRIDGES BURNING”. “Minha música é 100% human-made”, avisa Jason Michael Moore, músico e multi-instrumentista de Los Angeles. A faixa começa com baixo cheio de groove e violões quase sonhadores, antes de desembocar num refrão de rock psicodélico pesado e chegar a um solo de guitarra. Pixies, Iggy Pop, Tom Waits e Nine Inch Nails estão entre as referências.

A letra passa por esperança, perda, reconciliação e acertos de contas pessoais. A música abre os trabalhos de Flying blind, próximo álbum de Moore, que promete circular por psicodelia, punk, sons acústicos, beats, guitarras e sintetizadores.

ZARZA, “LOS CUADROS”. A Zarza, banda equatoriana de raízes também argentinas, transforma o fim de uma relação numa balada rock sobre despedida, lembranças e a difícil tarefa de aceitar que algo acabou. A faixa integra o primeiro trabalho de estúdio da formação atual e, ao lado de La mujer de blanco, antecipa o novo álbum que o grupo está preparando. O som mistura rock alternativo, psicodelia e blues, abrindo uma nova fase para a banda.

SALINE EYES, “STANDING WHERE YOU ARE”. James Hackett, o produtivo criador desse projeto musical norte-americano, fala em Standing…, novo single do Saline Eyes, do desejo por alguém. Um desejo que surge por acaso, chama a atenção e desaparece na multidão antes que qualquer coisa aconteça. A música começa com acordes menores levemente sombrios e cresce aos poucos. No trecho final, a voz aumenta a tensão e reforça a esperança de que esse amor impossível encontre um caminho de volta.

DONA TERMA, “BEFORE THE SUNSHINE”. O projeto musical português Dona Terma é um compositor solitário que grava as próprias músicas e encontra nelas uma maneira de colocar para fora o que nem sempre consegue dizer. A faixa aproxima folk e indie pop num arranjo suave, de melodias delicadas e clima melancólico. A sensação é a de uma lembrança que reaparece sem aviso, trazendo de volta algo que parecia já ter ficado para trás.

MENDERBUG, “WHERE THE SILENCE GREW”. Esse projeto musical sueco cria um contraste curioso: enquanto bateria e guitarras empurram a música para a frente, a letra continua presa ao que já aconteceu e não pode ser mudado. Shoegaze, pós-punk e post-rock entram numa faixa acelerada, mas melancólica, sobre distância, estresse e coisas que ficaram sem ser ditas. Slowdive, DIIV, Gleemer e o primeiro Sunny Day Real Estate ajudam a localizar o som.

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Radar: Saline Eyes, Crá Croí, The Essence Of The Universe – e mais sons do Groover

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Saline Eyes (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Saline Eyes.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Saline Eyes): Divulgação

SALINE EYES, “NOTHING’S WRONG”. Batida marcada, baixo, violão e voz abrem caminho para uma faixa que vai acumulando instrumentos e tensão até a explosão vocal do último refrão. A letra joga com a ironia: a afirmação de que “não há nada errado” sugere justamente o contrário. No meio, uma ponte mais longa interrompe o ritmo e traz teclados que lembram o Fender Rhodes e o clima de Riders on the storm, do The Doors. Mais um som do projeto do criativo James Hackett.

CRA CROÍ, “BLACK SNOW”. Essa banda irlandesa imagina uma paisagem emocional pós-apocalíptica, em que tudo é destruído -bom, sobram algumas coisas, e isso faz parte da música. No meio desse cenário, a procura por alguma luz reaparece como sinal de que ainda existe esperança. O som combina batidas marcadas, guitarras distorcidas, sintetizadores oitentistas e vocais carregados de tensão.

A faixa é uma das prévias de Tá brón orm — expressão irlandesa para algo como “a tristeza está sobre mim”. O álbum de estreia da banda terá 11 músicas e chega em 30 de outubro. A Crá Croí também busca no irlandês seu próprio nome, que pode ser traduzido como “tormento do coração”.

THE ESSENCE OF THE UNIVERSE, “MEDICINE MAN”. Esse duo sueco mistura rock psicodélico e grunge numa faixa de guitarras sujas, baixo inquieto e vocais fantasmagóricos. No estúdio, Daniel di Porto Rosa e Nic Nikita construíram boa parte da tensão no diálogo entre guitarra e baixo. A gravação ainda ganhou uma jaw harp, instrumento lançado por Nic na direção de Daniel no meio da sessão – aparentemente, sua maneira de sugerir que ela entrasse na música.

ROYAL COMMISSION, “HARD TO DEFEND”. Dean Robb, criador desse projeto musical, olha para aquela figura comum em cidade pequena ou ambiente de trabalho: a pessoa que sabe tudo da vida alheia sem nem conversar com você. A irritação, porém, vem acompanhada de certa pena no refrão. Gravada em clima de fita demo, com guitarras usadas, bateria eletrônica e um microfone de 13,95 dólares, Hard to defend transforma a precariedade do projeto DIY em parte de seu rock alternativo lo-fi.

DILUTE_CALICO98, “EYES OF THE WELL”. O Dilute_Calico98 faz um rock eletrônico de vocal doce e clima eletrogaze: tudo soa digital, meio podre e, ao mesmo tempo, como música feita no meio das nuvens. A estética webcore desse single combina com Virtua, disco em que a banda de Fresno mexe com nostalgia da internet antiga, isolamento e espaços liminares.

JAMES TONIC, “WHEREVER YOU ARE”. “Uma canção sobre a vida que nunca aconteceu”: é assim que James Tonic define a faixa, na qual imagina a versão de um relacionamento que não chegou a existir. Gravada com banda ao vivo, ela mistura piano, cordas e sintetizadores num pop alternativo que passa por Lana Del Rey, Cigarettes After Sex e Beach House. A música abre uma série de quatro singles ligados à saga dos álbuns Safety e Safety II.

MISTEREGG, “STUCK IN THE MIDDLE”. O projeto italiano volta às guitarras com uma faixa que cruza referências do rock britânico clássico com indie atual. Oasis e Beatles aparecem no horizonte, assim como Arctic Monkeys, enquanto as guitarras buscam algo do fraseado de David Gilmour. Baixo forte e ritmo ensolarado empurram a música até um final feito para coro, reforçando a fase mais diretamente rock do MisteregG (escrevemos tudo com maiúsculas lá em cima, mas a grafia correta é essa daí).

VERWO, “FILTER”. O guitarrista e cantor suíço Verwo usa a faixa para explorar ideias de autores como Jean Baudrillard, Georges Bataille e Nick Land, em meio a um pós-punk microtonal e experimental. Parte do EP Singhularity, o sexto do músico, a canção funciona também como preparação para uma mudança: nos próximos trabalhos, ele pretende abandonar o formato tradicional de música e aproximar poesia em prosa e fusão sinfônica.

NAIVE MEN LEADING THE BLIND, “FAIRYTALE LOVE”. O Naive Men Leading The Blind é um projeto de indie rock que aposta em melodias e camadas de guitarras que frequentemente disputam espaço. Essa faixa quase saiu no ano passado, mas o grupo jogou fora as gravações, mexeu na composição e começou de novo.

“É como ouvir duas músicas ao mesmo tempo… esmagador”, disse um conhecido sobre o som da banda. Para eles, é justamente essa tensão que torna as músicas interessantes. O single antecipa o EP de estreia, previsto para 16 de outubro.

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Radar: Spirals, Metamourne, The Rancho Park Devils – e mais sons do Groover!

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Spirals (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Spirals.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Spirals): Divulgação

SPIRALS, “NEVER LEARN”. Essa banda do Texas faz rock com pegada country, não apenas na musicalidade, como também nas letras sofridas – como a de Never learn, do recente EP Reflections, que fala no suplício de uma saudade tamanho-família. “Você levou as chaves do meu coração / por que te amar é tão difícil? / sempre nos faltam palavras / às vezes acho que nunca aprenderemos”.

METAMOURNE, “GRAVE WALKER”. Essa dupla australiana mergulha ainda mais no darkwave e no pós-punk em sua primeira composição inédita desde o EP Nocturne minuet, lançado em maio. A faixa amplia o uso de sintetizadores e elementos eletrônicos, criando uma atmosfera mais sombria. Na letra, a morte assume o ponto de vista da narrativa e observa a passagem inevitável de todas as coisas vivas para o fim.

THE RANCHO PARK DEVILS, “RED WINE SUPERNOVA”. Essa dupla de Los Angeles, formada por C. Tyler Michaud e Cheryl Lee Scott, aposta em guitarras, baixo, órgão e bateria para criar um rock ao mesmo tempo cru e melódico, com referências à diversidade musical de sua cidade. A faixa sucede o EP de estreia Baby, enquanto a dupla prepara seu primeiro álbum para 2026. E Red wine supernova é punk com vibe country – ou seria o contrário?

HAGA 187, “FRESH THOUGHTS”. Projeto de um músico só, vindo da França, o Haga 187 lança discos e singles repletos de uma música experimental e bem desafiadora, feita provavelmente em estúdio caseiro – e se bobear, gravada de forma bem analógica. Fresh thoughts, faixa-título do novo álbum, soa como um Suicide bem viajante.

ALEXAYNDRA, “LITTLE RED”. Vinda de New England, Estados Unidos, essa cantora combina rock industrial, alternativo e eletrônico em Little red, novo single. A faixa aposta numa atmosfera sombria e passa por elementos de metalcore e experimentação eletrônica. Os vocais alternam momentos intimistas e intensos, enquanto a produção trabalha o contraste entre tensão, peso e explosões instrumentais.

OUTLAW CARTIER, “POLTERGEIST”. Esse projeto musical é BEM produtivo – recentemente apareceu no Pop Fantasma com a resenha do EP … And hell’s coming with me – e cruza pós-punk, rock alternativo e elementos do hip hop e do trap. Essa mistura ressurge no single Poltergeist, que combina guitarras agressivas, baixo acelerado e sintetizadores sombrios com um vocal de cadência próxima do rap e tratamento inspirado no trap. O resultado aproxima a atmosfera escura do pós-punk de uma produção mais contemporânea, sem abandonar o peso e a urgência das guitarras.

MAMA NO LIKEY, “ALIVE”. Esse grupo de Los Angeles transforma atração, medo e descoberta em Alive, faixa de rock moderno gravada com Cameron Morris nos vocais. A música parte de uma relação nociva que acaba despertando novas sensações e trata das experiências que tiram alguém da zona de conforto. Guitarras pesadas e um refrão expansivo reforçam essa tensão entre aquilo que assusta e, ao mesmo tempo, faz alguém se sentir vivo.

ORPHAN PRODIGY, “2020”. Esse projeto musical transforma transforma incerteza e alienação num single inspirado pelo momento em que “o futuro havia sido cancelado”. Tem outros assuntos no jogo: mais do que falar da pandemia, a faixa aborda a pressão para se tornar aquilo que os outros esperam e as consequências de escolher outro caminho. Versos introspectivos e trechos de “na-na-na” acompanham uma ideia central: decepcionar alguém não significa fracassar.

 

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